domingo, 19 de dezembro de 2010

Crimes da Mala ( dupla relatagem)

*1958:Crime ocorrido em São Paulo, quando os corpos de três chineses (o milionário Lee Ching Tea, seu secretário Pei Tesu Chee, e Chen Hui Ming), cada um dentro de um baú, foram jogados no Rio Pinheiros.

*1959:Também ocorrido em São Paulo, quando a enfermeira Florinda Marques, auxiliada por seu amante, usou um baú para transportar o corpo esquartejado de seu marido, o motorista de praça José Alves, que foi jogado no Rio Tietê.

Crime da Mala (1928)

O crime da mala foi um crime ocorrido em 1928 no Brasil, quando o imigrante italiano Giuseppe Pistone assassinou sua esposa Maria Fea e ocultou o corpo em uma mala. O episódio ganhou amplo destaque na imprensa da época, gerando consequentemente uma grande comoção entre a população.
Giuseppe Pistone e Maria Mercedes Fea conheceram-se em 1925 a bordo de um navio que seguia de sua terra natal, Itália, para Buenos Aires, Argentina. Ele, então com 31 anos de idade, buscava melhores condições de vida; ela, aos 20, ia visitar a mãe, que mudara-se para lá anos antes. Começaram a namorar e, quando Maria completou 21 anos, casaram-se, imigrando para o Brasil no navio  Conte Biancamano
Trabalhando na casa de salames e vinhos de seu primo Franceso Pistone em São Paulo, Giuseppe recebe deste uma proposta de sociedade. Sem o capital necessário, escreve um telegrama à sua mãe Marcelina Baeri, na Itália, pedindo um valor equivalente a 150,000 contos de réis, parte de uma herança deixada por seu pai. Mesmo diante da recusa da mãe, aceita a proposta do primo, pretendendo mais tarde extorqui-lo.
Maria Fea decidiu então escrever uma carta à sogra, revelando toda a verdade sobre os pedidos de dinheiro. Na manhã de 4 de outubro de 1928, Giuseppe descobre a carta. O casal briga, e Pistone sufoca a esposa com um travesseiro. Sem saber o que fazer com o corpo, decide ocultá-lo em uma mala, seccionando o joelho com uma navalha e quebrando o pescoço para que o cadáver coubesse na mesma. Usando endereços e nomes falsos, remete a mala à "Francesco Ferrero", em Bordeaux, França, através do navio Massilia.
No dia 7 de outubro de 1928 a mala é içada a bordo do navio, então atracado no Porto de Santos. Ao ser descarregada, sofre um pequeno impacto, que abre uma fresta na parte inferior e revela um forte mau cheiro. A mala é aberta, e o cadáver, em avançado estado de putrefação, descoberto. Junto a ele, além de algumas roupas da vítima (quinze pares de meia, duas almofadas, duas camisolas, duas saias comuns, uma saia com anágua, um chapéu) e a navalha utilizada no crime, estava um feto de uma menina, com aproximadamente seis meses de gestação.
As investigações conduzem a polícia até Giuseppe que, preso, falou que apenas discutira com a mulher e ela morrera de um mal súbito. Após o resultado da autópsia (morte por sufocação ou esganadura) alegou ter cometido o crime por encontrar sua esposa com um amante no apartamento do casal, versão que manteve mesmo após o testemunho de vizinhos, que ouviram a briga na manhã de 4 de outubro.
Em 15 de julho de 1931, é condenado a 31 anos de prisão, por homicídio e ocultação de cadáver.
Em 13 de junho de 1944, através de um decreto presidencial, sua pena é comutada para 20 anos de prisão. Pistone é colocado em liberdade condicional em 3 de agosto do mesmo ano, e sua pena é considerada cumprida em 5 de novembro de 1948.
Consegue emprego em Taubaté, como zelador de um prédio. Volta a casar-se em 1949, vindo a falecer em 28 de junho de 1956.
A mala encontra-se atualmente em exposição no Museu do Crime, em São Paulo.
O episódio inspirou a realização de um filme, O Crime da Mala. Dirigido por Francisco Madrigano, foi lançado em 31 de outubro de 1928. O assassinato foi também tema de um episódio especial do programa Linha Direta. Exibido em 2 de junho de 2005, reconstituiu os principais momentos do crime, com Ana Paula Tabalipa no papel de Maria Féa e Gabriel Braga Nunes no papel de Giuseppe Pistone.

Crima da Mala (1908)

O crime da mala foi um crime ocorrido no Brasil em setembro de 1908, quando o comerciante Michel Trad assassinou seu sócio Elias Farah e ocultou o cadáver em uma mala.
Trad embarcou no navio Cordillere seguido de dois carregadores, que transportavam uma pesada mala. Ao chegar no convés do navio, Michel foi parado por um marinheiro, que perguntou por qual motivo a mala exalava um fétido odor. Ele respondeu que levava enlatados, e que provavelmente alguns deles estivessem deteriorados. O funcionário do navio aceitou a justificativa de Trad, mas pediu que colocassem a mala em local visível.
À noite, durante a viagem, Trad tentou arremesar a mala no mar. Alertado pelo imediato, o capitão ordenou que o homem fosse impedido pelos membros da tripulação.
Imobilizado, Michel saca um revólver e atira para o alto, mas não consegue se livrar dos marinheiros que o agarravam. O capitão mandou Trad abrir a mala mas ele se recusou, alegando que sendo dono, poderia fazer o que quisesse com ela. Diante da recusa do passageiro, um serralheiro é chamado, e o corpo de Farah é descoberto. O corpo estava parcialmente putrefato, o couro cabeludo perdera a rigidez, a língua estava exageradamente inchada (caindo para fora da boca) a cabeça forçada para baixo.
Investigações posteriores indicaram que a motivação do crime seria o romance não-comprovado de Trad com Carolina Farah, esposa de Michel. O comerciante foi condenado a 25 anos de prisão, que cumpriu sem jamais confessar o motivo do crime.
A grande repercussão do crime na época inspirou a realização do filme A Mala Sinistra, de António Leal.

ULTIMA PARADA 174 - detalhado

FICHA TECNICA DO CRIMINOSO:

Seu nome: Sandro Rosa do Nascimento
Nascimento:7 DE JULHO DE 1978
Local: RIO DE JANEIRO - RJ
Condição:FALECIDO
Morte:12 DE JUNHO DE 2000
Local:RIO DE JANEIRO - RJ


Sandro Rosa do Nascimento foi um dos sobreviventes do MASSACRE DA CANDELÁRIA.

Antes do seu nascimento, seu pai biológico abandonou sua mãe ao descobrir que estava grávida.Aos seis anos de idade, Sandro presenciou o assassinato de sua mãe na favela onde moravam. Foi então que ele virou menino de rua e adotou o apelido de "Mancha". Ele acabou se viciando em drogas, roubando para manter seu vício em cocaína. Sandro nunca aprendeu a ler ou escrever, apesar de ter sido mandado para inúmeras instituições de atendimento a jovens delinquentes.
No dia 23 de julho de 1993, Sandro presenciou o infame massacre da Candelária, o que tirou a vida de vários amigos. Ele mesmo não ficou ferido no incidente, mas fez várias menções ao massacre durante o sequestro do ônibus 174, o que sugere que o evento o deixou perturbado psicologicamente.

SEQUESTRO DO ÔNIBUS 174

Em 12 de junho de 2000, Sandro ainda que habitava as ruas do Rio de Janeiro, sequestrou o ônibus 174 com um revólver de calibre 38. Entrou no ônibus após várias horas cheirando Cocaína comprada com dinheiro roubado. Nesse momento, adquiriu o revólver de calibre 38 que foi recusado pelos traficantes na hora de trocar por droga.


ALERTA VERMELHO

Um passageiro percebeu que ele levava na cintura o revólver, e fez um sinal para uma viatura da PM que passava na rua do ônibus, dizendo que Sandro estava armado. Sem ter como escapar da polícia, Sandro fez 11 reféns dentro do ônibus. Ele assegurou alguns passageiros que não tinham intenção de matar ninguém, mas dizia a polícia que mataria a todos.

RESULTADO DO SEQUESTRO

Às 18horas e 50 minutos no horário de Brasília, Sandro decidiu sair do ônibus, usando a professora Geisa Firmo Gonçalves como escudo, e com a arma apontada na cabeça da mesma. Um policial do BOPE, com o nome de Marcelo, atirou em Sandro, mas o tiro de raspão foi diretamente para Geisa. Na tentativa de acertar o condenado, o policial atirou novamente errado: os três tiros foram diretamente para a refém. Sandro foi imobilizado, enquento a população tentava linchá-lo, e conduzido por uma viatura policial, onde morreu por asfixia.
Após alegações de que a morte de Sandro foi ocasional, os policiais responsáveis pela morte de Sandro foram levados a julgamento por assassinato e foram declarados inocentes. Uma investigação concluiu que Geisa levou quatro tiros: todos da arma do policial.