sábado, 25 de junho de 2011

AS PIORES NOVELAS



A safra atual de novelas está agradando o telespectador. Paraíso e Caras e Bocas foram prolongadas devido aos bons índices de audiência. A novela das oito, Caminho das Índias, vem gerando polêmicas e levantando boas discussões. Sem falar nas expressões indianas que caíram na boca do povo, como "Are Baba", "Namastê" e "Baldi".
Mas há os folhetins que não arrebatam o público, seja por suas tramas confusas, elenco inexpressivo ou simplesmente porque a história não agrada.

Vamos relembrar algumas "bombas" da teledramaturgia?

Estrela-Guia (Globo - 2001)
Sandy como protagonista de novela já era uma tragédia anunciada. A filha de Xororó até convencia no seriado Sandy & Junior, mas daí a achar que poderia dar certo escalar a cantora para uma novela, já é demais. Pra completar o fracasso, Guilherme Fontes vivia o par romântico da mocinha. Ainda bem a trama durou apenas três meses, mais do que isso seria testar a paciência do telespectador.


Kubanacan (Globo - 2003)
O autor Carlos Lombardi, famoso por levar ao horário das 19h muita sensualidade, aventura e homens sem camisa, confundiu a cabeça do público. Com uma história que misturava espionagem, viagem no tempo, entre outras maluquices. Tudo isso embalado ao som de salsa e bolero, tendo como cenário um país latino governado por um ditador. É muita informação, né? O final da trama foi uma confusão só, dando a impressão de que o próprio autor se perdeu no meio do caminho.


América (Globo - 2005)
Glória Perez é uma grande autora, mas já teve seus maus momentos. América é um grande exemplo de como até mesmo os melhores dramaturgos podem errar feio. A obsessão sem fundamento da mocinha "Sol" em morar nos Estados Unidos tirava o público do sério. Além do mais, o par romântico Sol e Tião (Murilo Benício) não teve nenhuma química, tanto que a heroína terminou a história ao lado de Ed (Caco Ciocler).


Bang Bang (Globo - 2005)
Mário Prata fez seu retorno à teledramaturgia com uma aposta inusitada: uma novela em clima de faroeste. Muito distante da nossa realidade, a história não caiu nas graças do público. Até mesmo o autor largou o trabalho na metade, deixando a obra aos cuidados de Carlos Lombardi, que tentou dar um ritmo mais acelerado à história. Melhorou um pouco, mas não o suficiente para elevar a audiência.


Negócio da China (Globo - 2008)
O nome já diz tudo, a trama de Miguel Falabella foi o verdadeiro "negócio da china". Grazi Massafera, apesar de ter se mostrado uma boa atriz, não convenceu como protagonista. Não bastasse a história ruim, Fábio Assunção abandonou o barco, que a partir daí afundou ainda mais. Nem as presenças ilustres de Francisco Cuoco e Natália Timberg salvaram a novela.


Brida (Manchete - 1998)
Baseada na obra homônima de Paulo Coelho, a novela foi uma aposta alta da extinta TV Manchete, que já não andava bem das pernas. Com a audiência batendo no máximo em dois pontos, a trama foi tirada do ar antes do final, deixando apenas um narrador contando o desfecho. Alguns meses depois, a emissora foi vendida.



Caminhos do Coração/ Os Mutantes/ Promessas de Amor (Record - 2007-2009)
Ao misturar mutantes, vampiros e outros absurdos, o autor Tiago Santiago ousou demais. Não bastasse a gama de personagens fantásticos, a novela ainda foi dividida em três partes: Caminhos do Coração, Os Mutantes e Promessas de Amor. Alguém conseguiu entender o show de horrores?

Revelação (SBT - 2008)
Íris Abravanel, a esposa do "Patrão" Silvio Santos, resolveu investir no ramo da teledramaturgia. Tinha tudo para dar errado, e deu. As reprises de Pantanal e Dona Beija, que o SBT adquiriu da extinta TV Manchete, foram muito mais bem-sucedidas do que a criação de Madame Abravanel.

Nenhum comentário: