sexta-feira, 15 de julho de 2011

CASO SERRAMBI

Caso Serrambi, foi assim denominado o caso do assassinato ocorrido em maio de 2003, de duas adolescentes, de 16 anos de idade, Maria Eduarda Dourado Lacerda e Tarsila Gusmão Vieira de Melo.
As adolescentes foram passar o primeiro final de semana do mês de maio de 2003 na casa de veraneio do estudante Tiago Alencar Carneiro da Silva, na praia de Serrambi, Ipojuca, em companhia de seis amigos, Ana Catarina Meira Lins França, Thiago Nunes Galdino, Romero Mattos Vieira Santos, Guilherme Maciel de Araújo, Rodrigo Viana de Araújo e Fernando Marcondes de Araújo.
No dia seguinte à chegada do grupo em Serrambi, em 3 de maio de 2003, as garotas acompanhadas das mesmas pessoas que estavam hospedadas na casa de Tiago Carneiro, com exceção do próprio Tiago e de Ana Catarina (na época namorada de Tiago), participaram de um passeio de lancha até o pontal de Maracaípe, também em Ipojuca, à convite de Raimundo Souza Soares Neto, vizinho de Romero santos .
Já no pontal de Maracaípe, as adolescentes Maria Eduarda e Tarsila Gusmão separaram-se do grupo e foram andar sozinhas na praia, mais na frente próximo a um bar as meninas encontraram quatro amigos que as levaram de carro de volta ao local onde a lancha estava atracada e onde vieram a constatar que a lancha já havia retornado para Serrambi sem as mesmas.
Na tentativa de retornarem até a casa onde estavam hospedadas em Serrambi, as garotas dirigiram-se até a casa de João Corrêa da Mota Júnior e ligaram para Tiago carneiro e Romero Santos, ficando acertado que se encontrariam à noite na casa da amiga Nayana Sepúlveda Suzart em Porto de Galinhas
Apesar de combinarem por telefone um encontro em Porto de Galinhas com Tiago Carneiro, decidiram retornar sozinhas à Serrambi e, ao saírem da casa de João Corrêa da Motta Júnior, pegaram uma carona com o amigo Adriano Accioly de Araújo Marques, que voltava de um fim de tarde de surf com seu filho e namorada, até as imediações do Trevo de Porto de Galinhas, próximo ao posto de gasolina Texaco, a fim de pegarem uma condução até Serrambi.
Mesmo alertadas por Adriano Accioly sobre o perigo que corriam em esperar condução numa rua que dava acesso a Serrambi, as adolescentes ficaram no local onde foram aconselhadas por Adriano Accioly a não ficarem esperando condução.
As adolescentes foram vistas pela última vez com vida, entrando numa Kombi de para-choque verde por uma testemunha Regivânia Maria da Silva, que se encontrava em uma esquina próximo ao local onde as garotas aguardavam condução.
Tiago carneiro e alguns hospedes se dirigiram no sábado à noite até a Praça de Porto, local de grande movimentação de pessoas, para ver se encontravam as meninas, contudo não obtiveram êxito e voltaram para Serrambi na madrugada do Domingo.
Os cadáveres das adolescentes foram encontrados dez dias depois, já em avançado estado de decomposição e mumificação, em uma estrada vicinal, num canavião situado nas terras do engenho jenipapo, Ipojuca, por José vieira de Melo Neto (pai de Tarsila)e seu amigo Roberto Marcos de Oliveira Botelho que resolveram realizar uma busca paralela com a autorização da polícia.
O veículo Kombi foi encontrado pela polícia dias depois em uma oficina mecânica em Cachoeirinha, PE. Os kombeiros e irmãos Marcelo José de Lira e Valfrido Lira da Silva foram presos e responsabilizados pelos homicídios embora nunca tenham confessados.
O crime já foi investigado várias vezes pela polícia estadual e federal, devido ao Promotor do Município José Miguel Sales entender que não existiam provas suficientes para o oferecimento de denúncia. Após a substituição do Promotor José Miguel Sales do caso, foi finalmente oferecida a denúncia e o processo tramita atualmente em segredo de justiça na vara Criminal da comarca de Ipojuca, já tendo sido proferida até então a decisão de pronúncia contra os irmãos lira.
O caso divide opiniões no estado, aquém acredite que Valfrido e Marcelo sejam inocentes como e o caso da família de Maria Eduarda Dourado. O caso também e até hoje anunciado com destaque pelos veículos de comunicação local. Foram sete anos de expectativa. Dezenas de perícias, exames, provas e contraprovas. Polêmicas que ganharam por várias vezes manchetes de jornal em torno de um dos crimes de maior repercussão em Pernambuco. Depois de um julgamento exaustivo que consumiu cinco dias – mais de cinquenta horas de perguntas, depoimentos, embates, apresentação de provas e debates, enfim o veredito: os irmãos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira, acusados pela morte das adolescentes Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão, estão livres.
Por decisão do corpo de jurados em 03 de setembro de 2010, ambos foram considerados inocentes da acusação de homicídio duplamente qualificado (sem condições de defesa para a vítima e com a intenção de ocultar outro crime, o de estupro) e de tentativa de estupro. O fim do julgamento se transformou em espetáculo: parentes das vítimas foram vaiados enquanto saíam do Fórum de Ipojuca, enquanto o pai de Tarsila, José Viera, atônito, não conseguia nem sequer se levantar da cadeira de onde assistiu ao julgamento. Ao serem informados da decisão, os kombeiros comentaram brevemente o veredito. "A justiça foi feita", disse Marcelo. "A verdade não chegou", completou Valfrido.

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As duas adolescentes que foram assassinadas, <here>

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