sábado, 31 de dezembro de 2011

Viviane Lessa: “As comidas baianas são sucesso entre os judeus”

Por Regina de Sá

São muitas as Marias brasileiras que ajudaram famílias judias a preservar suas raízes. No livro Cozinha Judaica da Maria, de Viviane Lessa e publicado pela Editora Alaúde, vamos conhecer 21 famílias e algumas belas histórias de vida e preservação os costumes e tradições à mesa. Nesta entrevista concedida pela autora, ela conta como foi que iniciou o trabalho de encontrar essas “Marias” e como o saber judaico incorporou ao dia a dia das cozinheiras, ao longo da convivência com essas mulheres.
Viviane, como foi que surgiu a ideia de fazer este livro?
Meu marido, Leo Steinbruch, tem duas Marias que estão há 50 anos na família dele. A Ana Maria foi sua segunda mãe, ajudou a criá-lo. E a Maria de Lourdes sempre foi uma grande cozinheira, não existia festa sem as comidas da Maria. As duas aprenderam a cozinhar com a avó dele, judia, vinda da Lituânia, e aprenderam muitos dos rituais com a família. Quando a avó morreu foram elas que preservaram a tradição dos jantares, foram elas que mantiveram os rituais, e a família reunida em torno deles. O Leo queria fazer um livro que as homenageasse, que mostrasse o encontro, como a tradição depende delas, como muitas comidas se transformaram em suas mãos. Ele foi vendo que muitas outras famílias tinham suas Marias e, como sou jornalista e trabalho com projetos culturais, ele me deu a missão de fazer um livro. Um desafio, já que não sou judia e não sei cozinhar, mas os encontros me encantaram.
E como é que você encontrou essas Marias?
No começo foi difícil, comecei a falar do livro para todos os judeus que conhecia. Perguntava se eles tinham alguma Maria, fiz um site, material de divulgação… Até que uma judia, a Rosa Chut, responsável pela pesquisa do livro e minha grande consultora, começou a me ajudar. Foi a partir daí que começaram a surgir as famílias e as histórias. No início do projeto a meta era a de encontrar 10 famílias. Fechamos o livro com a história de 21 e tivemos que parar, senão o livro não ia ter fim (risos!). Foram dois anos de produção.
Qual o fato mais curioso que você apontaria das histórias que vc encontrou nessas mulheres e, por consequência, nas famílias que as abraçaram?
O mais curioso e emocionante é que as historias simplesmente começam na cozinha e vão para muito mais longe, realmente as culturas se misturaram. Judia e Maria passaram a fazer parte da vida uma da outra, era judia indo na igreja, Maria indo na sinagoga; Maria aprendendo a fazer vatapá kosher para servir para a família judia, e fazendo varenikes na sua casa para sua família; Maria acendendo vela de shabat para preservar a tradição de uma família de cultura tão diferente e que passou a ser sua também.
É fato que muitas receitas sobrevivem graças às tradições, ao fato de as matriarcas passarem para as filhas (os) os conhecimento da cozinha. No caso, quando duas culturas se encontram, como você vê essa preservação do conhecimento oral?
Essa é a riqueza da história oral, ela se transforma, é dinâmica! A tradição culinária chegou no Brasil com estas imigrantes judias, que tiveram que transformar o que sabiam à realidade local, ao clima, aos ingredientes, ao passar para as Marias houve novas adaptações, elas acabaram se tornando detentoras deste conhecimento, a medida que as novas gerações querem resgatar a tradição das avós isso vem cheio de influências, mas a essência não se perdeu, ela está ali.
Qual a receita que as ‘Marias’ do livro disseram que você encontrou como ponto em comum (quero dizer, em toda casa judaica não pode faltar)?
Tem uma Maria, a Andreia Martins, que me disse que o segredo dela era cebola para a comida askenazi (judeus vindos da Europa) e carne moída para a comida sefaradi (judeus vindos do Oriente). Mas o que mais encontrei em comum foi mesmo o gefilte fish para os askenazis e o cuscuz para os sefaradis.
E sobre a culinária baiana nas famílias judaicas? Alguma curiosidade?
Todos adoram arroz com feijão, adoram feijoada. O Dan Stulbach (ator) adora o tutu de feijão da Maria dele, e ela adora comida judaica. O marido da Clara Kochen adorava comida mineira, mas só comia em restaurantes típicos, ate que passou a ter uma Maria mineira e passou a se deliciar. As comidas baianas são sucesso entre os judeus, e entram até nas casas kosher (lei dietética que não permite que comam frutos do mar), neste caso aconteceram as curiosas adaptações como o vatapá kosher criado pela Hildete, uma Maria baiana. Na casa da Andrea Calina a comida baiana divide a mesa com a comida judaica. Ah, e algo que caiu no gosto de todos e foi incorporado às comidas judaicas – a pimenta!
Dentro da cultura judaica, ainda é costume, no corre-corre diário, reunir a família para grandes ceias? No livro, entendemos que, graças a essas ‘marias’, muitos costumes à mesa estão hoje preservados. Que lição os jovens das famílias judaicas podem tirar a esse respeito?
Sentar-se em torno da mesa com a família reunida e os pratos que os fazem lembrar de suas histórias é algo muito importante e valorizado pelos judeus. A maioria se reúne no Shabat e nas festas religiosas. A comida é muito simbólica, bastante representativa, e isso tem muita beleza. Parece-me que os jovens crescem vendo isso, e dão muito valor. Apesar de a nova geração não ter tanto interesse em cozinhar, acabam por valorizar essas Marias que põe na mesa os sabores de seus antepassados.
Receitas do livro:
Essekfleish, ou carne agridoce (prato principal) Rendimento: 10 porções

Um comentário:

Jama Libya disse...

A meGaLOBO RACISMO? A violência do preconceito racial no Brasil personagem (Uma negra degradada pedinte com imagem horrenda destorcida e bosalizada é a Adelaide do Programa Zorra Total, Rede Globo do ator Rodrigo Sant’Anna? Ele para a Globo e aos judeus é engraçado, mas é desgraça para nós negros afros indígenas descendentes, se nossas crianças não tivessem sendo chamadas de Adelaidinha ou filha, neta e sobrinha da ADELAIDE no pior dos sentidos, é BULLIYING infeliz e cruel criado nos laboratórios racistas do PROJAC (abrev. de Projeto Jacarepaguá, como é conhecida a Central Globo de Produção) é o centro de produção da Rede Globo que é dominado pelos judeus Arnaldo Jabor, Luciano Huck,Tiago Leifert, Pedro Bial, William Waack, William Bonner, Mônica Waldvogel, Sandra Annenberg Wolf Maya, Daniel Filho e o poderoso Ali Kamel diretor chefe responsável e autor do livro Best seller o manual segregador (A Bíblia do racismo,que ironicamente tem por titulo NÃO SOMOS RACISTA baseado e num monte de inverdades e teses racistas contra os negros afro-decendentes brasileiros) E por Maurício Sherman Nisenbaum(que Grande Otelo, Jamelão e Luis Carlos da Vila chamavam o de racista porque este e o Judeu racista Adolfo Block dono Manchete discriminavam os negros)responsável dirige o humorístico Zorra Total Foi o responsável pela criação do programa e dos programas infantis apresentados por Xuxa e Angélica, apresentadoras descobertas e lançadas por ele no seu pré-conceitos de padrão de beleza e qualidade da Manchete TV dominada por judeus,este BULLIYING NEGLIGENTE PERVERSO que nem ADOLF HITLER fez aos judeus mas os judeusionistas da TV GLOBO faz para a população negra afro-descendente brasileira isto ocorre em todo lugar do Brasil para nós não tem graça, esta desgraça de Humor,que humilha crianças é desumano para qualquer sexo, cor, raça, religião, nacionalidade etc.o pior de tudo esta degradação racista constrangedora cruel é patrocinada e apoiada por o Sr Ali KAMEL (marido da judia Patrícia Kogut jornalista do GLOBO que liderou dezenas de judeus artistas intelectuais e empresários dos 113 nomes(Contra as contra raciais) com o Senador DemóstenesTorres que foi cassado por corrupção) TV Globo esta mesma que fez anuncio constante do programa (27ª C.E. arrecada mais de R$ 10,milhões reais de CENTARROS para esmola da farsa e iludir enganando escondendo a divida ao BNDES de mais de 3 bilhões dollares dinheiro publico do Brasil ) que tem com o título ‘A Esperança é o que nos Move’, o show do “Criança Esperança” de 2012 celebrará a formação da identidade brasileira a partir da mistura de diferentes etnias) e comete o Genocídio racista imoral contra a maior parte do povo brasileiro é lamentável que os judeus se divirtam com humor e debochem do verdadeiro holocausto afro-indigena brasileiro é lamentavel que o Judeu Sergio Groisman em seu Programa Altas Horas e assim no Programa Encontro com a judia Fátima Bernardes riem e se divertem. (A atriz judia Samantha Schmütz em papel de criança no apoteótico deste estereótipo desleal e cruel se amedronta diante aquela mulher extremem ente feia) para nós negros afros brasileiros a Rede GLOBO promove incentivo preconceito raciais que humilha e choca o povo brasileiro.Taryk Al Jamahiriya. Afro-indigena brasileira da Organização Negra Nacional Quilombo - ONNQ 20/11/1970 – REQBRA Revolução Quilombolivariana do Brasil quilombonnq@bol.com.br