quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Bullying

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

“É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro "Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz" (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio. 

Crime do Sacopã

Crime do Sacopã é como ficou conhecido o homicídio do bancário Afrânio Arsênio de Lemos ocorrido no Rio de Janeiro em 6 de abril de 1952, e que durante muitos anos atraiu a atenção da imprensa, restando não esclarecido, apesar da condenação de um suspeito, o tenente Alberto Jorge Franco Bandeira, posteriormente revogada. Bandeira era namorado de Marina Andrade Costa, que teria um caso com o bancário.
O fato recebeu este nome pelo lugar onde ocorreu - a Ladeira do Sacopã, nas imediações da Lagoa Rodrigo de Freitas, na então capital do Brasil.
O crime
No dia 7 de abril de 1952 um automóvel Citroën foi encontrado na Ladeira do Sacopã. Em seu interior um corpo com três perfurações a bala, de calibre 32, e diversas marcas de coronhada. Era o funcionário do Banco do Brasil Afrânio de Lemos, então com 31 anos de idade.
Dentro do automóvel foram encontrados documentos da vítima, batons, brincos e uma fotografia de Marina, à época com 18 anos, com dedicatória ao bancário. As impressões digitais encontradas não puderam levar a uma identificação. Marina havia terminado um namoro com Afrânio, quando descobrira que este era desquitado. Identificada pelo comissário Rui Dourado, foi levada a uma delegacia para prestar depoimento. Algum tempo depois apareceu ali à sua procura o tenente Bandeira, da Força Aérea Brasileira e então com 22 anos, identificando-se como seu namorado. Foi atendido pelo mesmo agente policial e, a partir daí, o caso ganhou notoriedade como provável crime passional, envolvendo um triângulo amoroso.
Havendo a polícia montado a história, restava levar o tenente Bandeira a júri: este apresentara como álibi o fato de estar em casa de sua avó, na noite do delito. Para a polícia o álibi teria sido forjado, após a consumação do crime.
Ganhando o fato repercussão na imprensa, em 23 de maio de 1952 surgiu o obscuro advogado Leopoldo Heitor e apresentou uma "testemunha" - Walton Avancini - que teria no dia do crime recebido uma carona da vítima e esta lhe teria dito que iria encontrar-se com o tenente Bandeira para tratar do triângulo amoroso.
Bandeira foi condenado a uma pena de 15 anos de prisão.
Com aval do político e jornalista Tenório Cavalcanti, nas páginas daquela que era a maior revista de circulação no país - O Cruzeiro - Avancini passou a ser tratado como testemunha preparada para levar Bandeira a uma condenação, apresentado como um "ator". Em 1959 Tenório apresentou um pistoleiro paraibano, Joventino Galvão da Silva, como verdadeiro autor do crime. Para Tenório, Bandeira estava sendo vítima de um erro judiciário. Após cumprir metade da pena, foi posto em liberdade condicional. O então Presidente Juscelino Kubitschek concedeu-lhe indulto.
Apesar de poder provar sua inocência em novo júri, Bandeira preferiu deixar o caso prescrever. Após isto, obteve a sua reintegração aos quadros da Aeronáutica.

Massacre do Carandiru

Boa noite, e em primeiro lugar, desejo um feliz 2011 a todos!!

O MASSACRE DO CARANDIRU.

O massacre na Casa de Detenção de São Paulo ou o massacre do Carandiru, como foi popularizado pela mídia, ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando uma rebelião causou a morte de cento e onze detentos pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.
A rebelião teve início com uma briga de presos no Pavilhão 9 da Casa de Detenção. A intervenção da Polícia Militar, liderada pelo coronel Ubiratan Guimarães, tinha como justificativa acalmar a rebelião, mas acabou por realizar uma verdadeira chacina no local. Sobreviventes afirmam que o número de mortos é superior ao divulgado e que a Polícia estava atirando em detentos que já haviam se rendido ou que estavam se escondendo em suas celas. Nenhum dos sessenta e oito policiais envolvidos no massacre foram mortos. A promotoria do julgamento do coronel Ubiratan classificou a intervenção como sendo "desastrosa e mal-preparada".
Julgamento e morte do coronel Ubiratan
Em junho de 2001, o coronel Ubiratan foi inicialmente condenado a 632 anos de prisão por 102 das 111 mortes do massacre (seis anos por cada homicídio e vinte anos por cinco tentativas de homicídio). No ano seguinte, ele foi eleito deputado estadual por São Paulo, após a sentença condenatória, durante o trâmite do recurso da sentença de 2001. Por este motivo, o julgamento do recurso foi realizado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça, ou seja, pelos 25 desembargadores mais antigos do estado de São Paulo, em 15 de fevereiro de 2006. O Órgão reconheceu, por vinte votos a dois, que a sentença condenatória, proferida em julgamento pelo Tribunal do Júri, continha um equívoco. Essa revisão acabou absolvendo o réu. A absolvição do réu causou indignação em vários grupos de direitos humanos, que acusaram o fato de ser um "passo para trás" da justiça brasileira.
No dia 10 de setembro de 2006, o coronel Ubiratan foi assassinado num crime com nenhuma ligação aparente ao massacre. No muro do prédio onde morava foi pichado "aqui se faz, aqui se paga", ato que faz referência ao massacre do Carandiru.


Menor grávida morre com suspeita de overdose no Recife

Uma adolescente de 17 anos morreu nesta madrugada no Recife (PE) com suspeita de overdose. Grávida de dois meses, ela chegou já sem vida na Policlínica Arnaldo Marques, no bairro Ibura, na zona sul da cidade. A menor foi levada ao local por outros cinco adolescentes após passar mal.

O Instituto Médico-Legal (IML) divulgará laudo que vai apontar se ela morreu de overdose. Não há previsão para a conclusão do exame. No dia 26 de dezembro, a irmã dela, de 11 anos, morreu no Jardim Monte Verde, também por suspeita de overdose. Os casos são investigados pela Polícia Civil.