sábado, 2 de abril de 2011

Antenados.com

Fatos da Realidade

Quem passa mal, sofre um acidente, deve ser atendido rapidamente. 

Mas não foi o caso da Ruth, que morreu por falta de atendimento.

Salvaterra é uma pequena cidade da Ilha do Marajó, no Pará. Em janeiro, o cemitério local ganhou mais uma sepultura, e na casa pobre ficou o vazio da caçula que Márcia perdeu para a doença e a falta de recursos.
Acompanhamos os últimos momentos de vida de Ruth, que passou 11 dias internada em dois hospitais da região onde nasceu. Com problemas pulmonares se agravando e sem diagnóstico, sem a certeza do que ela tinha, a menina acabou sendo transferida para Belém.

É assim com o rapaz baleado em um assalto.
“Não tem lugar para ele. Ele vai ser avaliado ainda pelo cirurgião para depois ver. Passou só remédio para dor para ele. Já estamos aliviados que, pelos menos, já atenderam, quando muitos estão ainda esperando e não atenderam”, aponta Mariléia Meireles, tia do paciente.

Então, essa é a realidade dos hospitais em falta de atendimento, exibido no Globo Repórter de 1º de abril de 2011. Não acho certo essa atitude. Mas teve um entrevistado no Globo Repórter que disse que quem está no hospital deve agradecer, pois ele é uma mãe pra todos que estão sendo acolhidos. Então é isso galera. Não percam o próximo Globo Repórter de 8 de abril. Thau pra todos.

Globo Repórter
1 de abril
Hospitais em Fila de Atendimento 

Hospitais de Incompetências no Brasil

O Globo Repórter no dia 01 de abril mostrou sobre os hospitais com mais fila no Brasil, e me comovi muito com a situação de quem espera com atendimento rápido. Agora eu também quero falar sobre outros hospitais em péssimas condições.
Em um hospital há muita fila de atendimento na Unidade Mista Maria Gaião Guerra (não sei aonde fica)


Filas enormes e poucas vagas para consultas na Maternidade de Glória do Goitá. Marcar consulta para médicos, exames e dentista.



















Essa fila acima é muito insuportável, porque há pessoas que cansam no meio delas, e outras desistem de atendimento.














No estado baiano, vereador espera mais de duas horas (mais) na fila de atendimento. O vereador Palhinha (PSB) encontra-se há mais de duas horas tentando ser atendido na emergência do Hospital da Bahia. Na mesma situação do vereador, que apresenta fortes dores na garganta, dezenas de pacientes estão esperando atendimento, que é executado por apenas dois médicos.


Vereador também sofre

''Doentes enfrentam chuva e fila para conseguir atendimento médico na zona sul da Capital
Para amenizar superlotação em hospitais, pacientes são orientados a procurar postos de saúde
Juliana Bublitz | juliana.bublitz@zerohora.com.br
Molhada pela chuva intermitente que caía sobre Porto Alegre na madrugada de ontem, a aposentada Alice Pinto, 70 anos, encolhia-se sob o guarda-chuva e esperava na escuridão. Além dela, outras 42 pessoas enfrentavam o mesmo drama: paradas na calçada antes do sol raiar, aguardavam atendimento no posto de saúde do bairro Camaquã, em uma rotina de sofrimento e resignação que se repete diariamente em diferentes regiões da Capital.
Crônico, o problema piora a cada dia. Para amenizar a superlotação nos hospitais, gestores públicos orientam a população a buscar ajuda nas unidades básicas. Alegam que muitas enfermidades pode ser resolvidas ali mesmo, reservando as alas hospitalares para os casos graves. Mas se esquecem de um efeito colateral devastador: sem alternativa, uma legião de doentes agora é obrigada a enfrentar filas intermináveis nos postos de saúde, onde faltam médicos e estrutura.
Para retratar a situação, Zero Hora acompanhou o calvário dos pacientes de uma das principais unidades da zona sul da Capital, na Rua Professor Doutor João Pitta Pinheiro Filho. A maratona teve início às 4h30min de ontem, quando começou a se formar uma fila no local, e se estendeu até às 7h45min, após a distribuição de fichas para consultas — que se seguiu o dia todo.
Primeira da fila, a técnica em enfermagem Rúbia Vais, 23 anos, postou uma cadeira diante do portão para marcar lugar e ficou no carro, protegendo-se da chuva. A água despencava com força. Mesmo assim, não demorou para que a fila encorpasse.
— Tenho exames prontos desde janeiro, mas vim quatro vezes e não consegui ficha. Estou preocupada — contou Rúbia''




Tirado de FBH (Federação Brasileira de Hospitais), essa notícia mostra porque as superlotações hospitalares.


Outro grande motivo da espera são a demora dos médicos, e o descumprir da lei.


#1. O tempo de trabalho dos médicos é de 8hs por dia, totalizando 40hs semanais. Mas outros médicos podem justificar a demora do atraso, como o problema do trânsito. Isso pode ou não ser verdade





Salários baixos, falta de incentivos e más condições de trabalho afastam profissionais do SUS. As vezes o médico pode ter como trabalho dois hospitais.


A falta de médicos e a demora no atendimento também são reclamações constantes de usuários do SUS em Santa Catarina.Na Grande Florianópolis, as filas para atendimento são frequentes no setor de emergência do Hospital Regional de São José, um dos maiores hospitais públicos de Santa Catarina.
Com o pé engessado por conta de um acidente de moto, a vendedora Ariane Lavarda, de 20 anos, esperava havia 3 horas pela consulta de retorno com um ortopedista.
— Na primeira consulta foi difícil, cheguei no hospital às 15 horas e só fui atendida pelo ortopedista às 23 horas. É muita gente para pouco médico, toda hora eu vou ali no balcão perguntar se falta muito para ser atendida, eles me disseram que só tinha um ortopedista, agora há pouco é que chegou mais um — reclamou.
O casal Gleizer Priscila dos Prazeres, 24 anos, e Flávio Moura Filho, 29 anos, estava havia três horas na emergência do Hospital Regional esperando por atendimento, na tarde de ontem. Flávio queixava-se de dores no corpo e dificuldades para respirar. Impacientes, eles contam que já estão acostumados com a demora no atendimento.
— Quando vamos ao posto de saúde de Forquilhinhas, onde moramos, eles dizem que não tem médico, por isso viemos para cá. E aqui é a mesma história de sempre, ficamos horas esperando — disse Gleizer.
A auxiliar de produção conta que há alguns dias procurou a emergência do hospital pois estava com dores no útero por conta de um aborto sofrido havia um mês.
— Cheguei aqui às 8 horas e só fui atendida às 18 horas. A gente que depende do SUS é muito maltratado, é um descaso com a população— desabafou Gleizer.
O Diário Catarinense entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde, que não se pronunciou sobre o assunto.




Interna do HGVC desde os 2 meses de idade morreu nesta quarta

O Hospital Geral de Vitória da Conquista – Hospital de Base – informou que a paciente Ruth, de sete anos, faleceu na noite desta quarta-feira (26). A menina estava internada na unidade desde os dois meses de vida, porque sofria de neurotoxoplasmose congênita, uma doença desenvolvida durante a gravidez que deixa sequelas graves, como tetraplegia, problemas na visão e audição, além de causar inflamação no cérebro.
Segundo informações da equipe médica que cuidava da menina, o tratamento poderia ser feito através de Internação Domiciliar/ID (conhecida também como home care), serviço oferecido pelo HGVC, mas a família da garota alegou que não teria condições de acompanhá-la, por isso, a garota permaneceu no Hospital, tornando-se interna permanente. E depois de um tempo, a família não compareceu mais à unidade, alegando dificuldades sociais e econômicas.
A morte de Ruth foi de causa natural, já que não houve nenhuma infecção. Ainda segundo o Hospital, a garota era acompanhada por todos os médicos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI pediátrica), além de técnicos e enfermeiros.

Globo Repórter