quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dilma em Cuba: Globo tortura os fatos e tromba com a Anistia Internacional (PARTE FINAL)

Fatos para quê?
Ocorre porém que o jornalismo que as corporações comunicacionaisora praticam no Brasil não está nem aí para os fatos.  Se com estes se ocupasse, se emprenharia em exigir declarações sobre direitos humanos dos mandatários brasileirosem viagens aos EUA de Abu Ghraib, dos voos secretos, das prisões e torturas terceirizadas, dos genocídios noOriente Médio, de Guantánamo (o monumento aos direitos humanos que o presidente Obama ia fechar e cuja foto ilustra este post).
Ou, para ficar em um exemplo bem mais próximo: se tivesse umpingo da ética e do “padrão Globo de qualidade” que vive a alardear, a GloboNews não só teria fornecido uma cobertura condizente das gravíssimas violaçõesde direitos humanos praticadas pela PM paulista, em Pinheirinho, sob as ordensde Geraldo Alckimin, como a esta dissimulada figura pública estaria dirigindosuas questões acerca de direitos humanos.
(Como sabemos, o que tem acontecido no canal é exatamente ocontrário, da cobertura omissa da brutalidade da polícia e do Estado contracivis à tentativa antidemocrática e antijornalística de Mônica Waldvogel decalar as vozes que as denunciam.)
Tiro pela culatra
O esforço da mídia brasileira para pautar a viagem oficialde Dilma foi enorme (como pode-se facilmente conferir pesquisando as  tags “Dilma Cuba Direitos Humanos” no Google),mas acabou virando-se contra o feiticeiro. As declarações feitas hoje pelapresidente na ilha equivalem, no âmbito da política externa, aos irrespondíveis jabs verbais que desferiu contra o senador Agripino Maia (DEM-RN),quando este a acusou de mentir sob tortura.
Após, através da menção a Guantánamo, aludir às violações dos EUA aos direitos humanos, Dilma fez a seguinte declaração sobre o tema:
- Quematira a primeira pedra tem telhado de vidro. Nós, no Brasil, temos o nosso.Então, eu concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspctivamultilateral. Não podemos achar que direitos humanos é uma pedra que você jogasó de um lado para o outro. Ela serve para nós também.
Alguns vão achar, com razão, que falar não basta. Mas épreciso reconhecer que as palavras da presidente puseram a nu a falácia e o descritério dosdireitos humanos seletivos comumente adotados pela mídia no Brasil.

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