sábado, 7 de julho de 2012

Amigos do interior de SP sobrevoam 3 mil km do litoral em ultraleve

Grupo viaja de ultraleve para explorar litoral brasileiro pelos ares. (Foto: Reprodução EPTV)
Grupo viaja de ultraleve para explorar litoral brasileiro pelos ares. (Foto: Reprodução EPTV)
A sensação de liberdade proporcionada pelos ares encanta Paulo César Paschoal há cinco anos, período em que o advogado de 48 anos de Ribeirão Preto (SP) é piloto de avião quando não está dentro do escritório. Ele e outros 11 amigos, integrantes de um grupo de proprietários de aeronaves chamado "Amigos da Aviação", embarcaram em sete ultraleves nesta sexta-feira (6) para uma viagem de uma semana por 3 mil quilômetros do litoral brasileiro.
"Resolvemos fazer essa viagem por voo esportivo. Queremos apenas explorar os lugares, as paisagens são muito bonitas", disse Paschoal por telefone, direto de Guarapari (ES), onde tinha acabado de aterrissar neste sábado (7). Antes, o grupo que saiu de Ribeirão sobrevoou Ubatuba (SP) e Cabo Frio (RJ) e estava com a expectativa de chegar ao município de Prado (BA), neste domingo (8), onde encontrarão 35 familiares que fizeram uma viagem comercial paralela para preparar uma recepção aos expedicionários, antes de voltarem para a terra natal no interior paulista, no dia 14.
"Minha esposa, meus dois filhos, nora e neto estarão esperando por mim", afirmou o advogado, que enquanto não os reencontra aproveita para contemplar a geografia litorânea a 300 metros de altura na companhia dos amigos. "Com a liberdade de voar baixo, é possível ver muito bem os detalhes da faixa litorânea", disse Paschoal, que não considera tão cara a brincadeira séria dos amantes da aviação.

Em posse do brevê – a carteira de habilitação do piloto – e um ultraleve – um modelo Bravo 700 pode ser encontrado por R$ 90 mil dependendo do ano de fabricação -, os gastos com o deslocamento não são muito diferentes dos de um voo convencional com companhias aéreas ou mesmo de uma viagem de automóvel.
Entre um trecho e outro, com direito a passeios locais pelas cidades, os 12 aventureiros terão percorrido o equivalente a 20 horas de voo, o que significa um gasto de R$ 1,3 mil com combustível por aeronave, estima Paschoal. "Cada avião desses consome em média 17 litros de combustível por hora."

Outros rumosO litoral brasileiro é apenas um dos vários destinos já explorados pelo grupo de Ribeirão Preto, que dentro do ultraleve já visitou São Felix do Araguaia, na divisa do Mato Grosso com Tocantins, Caldas Novas (GO) e Luis Alves (GO). Um novo percurso está traçado para o ano que vem: “Nossa próxima viagem é para Bonito (MS)”, prometeu Paschoal.

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