quarta-feira, 18 de julho de 2012

Obama e Putin concordam com transição para Síria, mas não sobre Assad

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, da Rússia, Vladimir Putin, concordaram nesta quarta-feira com a necessidade de uma transição política na Síria, apesar das divergências entre os dois países. Washington exige a retirada do ditador Bashar Assad e de todos os membros do regime, enquanto Moscou se opõe.
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Em comunicado, a Casa Branca informou que ambos fizeram referência à escalada da violência no país árabe e coincidiram na necessidade de apoiar uma transição política "o mais rápido possível" para deter os confrontos e "evitar uma nova deterioração da situação" na região.
Enquanto isso, o Kremlin, em nota sobre a mesma conversa, declarou que "persistem as diferenças sobre a forma concreta de alcançar" a solução política à crise síria, apesar de ambos terem concordado sobre a necessidade de transição e fim de violência.
Estados Unidos e Rússia estão em lados opostos nas discussões sobre a Síria. Os americanos, em conjunto com Reino Unido e França, apoiam a imposição de sanções e estudam até uma intervenção militar de forças da ONU (Organização das Nações Unidas) no país para garantir o fim da violência e a saída de Assad.
Já os russos, junto com os chineses, vetam as iniciativas que ameacem diretamente o regime do ditador Bashar Assad, apoiando a aplicação integral do plano de paz do enviado especial da organização à Síria, Kofi Annan, proposto em abril.
O ex-secretário-geral pediu nesta quarta que os membros permanentes do Conselho de Segurança se unam para aprovar resoluções para acabar com a onda de violência, que dura 16 meses.
Mais cedo, a votação do Conselho de Segurança da ONU da resolução sobre a Síria foi adiada para quinta (19), a pedido de Annan. Na terça, o mediador e o secretário-geral Ban Ki-moon conversaram com autoridades russas e chinesas para pedir consenso entre os países com poder de veto sobre a resolução.

RESOLUÇÃO
Proposta por Reino Unido, EUA, França e Alemanha, a resolução estenderia a atual missão de observadores não armados da ONU por 45 dias (ela expira no próximo dia 20).
Coloca ainda o atual plano de paz de Annan, enviado especial da ONU para a Síria, sob o capítulo 2 da Carta da ONU, que permite ao Conselho de Segurança autorizar ações que vão de sanções econômicas e diplomáticas à intervenção militar no país.
A resolução também estabelece que a Síria vai ser submetida a sanções se não retirar suas tropas e armas pesadas das principais cidades em até dez dias a partir da adoção do texto.
O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse na segunda-feira que a Rússia vai bloquear a resolução, justamente pela ameaça de sanções. O país quer que a missão de observadores da ONU seja estendida e tenha suas competências ampliadas, mas se opõe a qualquer sanção ao regime, assim como a China.

Fonte: Jornal do Brasil

2 comentários:

Anonimo disse...

Hó OTAN y seus capangas nunca aceptaran votaçao do povo,omesmo que en Libia,OTAN precisa de un corredor "UMANITARIO" para destrozar o ejercito Sirio y dar en manos terroristas;solucion Libia,Bombardeando el Palacio con todos representantes dentro sistema Tripoli Libia

Anonimo disse...

En Libia propusieron elecciones do povo,OTAN no hacepto,Julgar gadafi OTAN tambien no hacepto,Julgamento daria muita dor de cabeza "SOLUÇA)"
maos terrorista asasinarGadafi unica y rapida soluçao "DEMOCRATICA" por naçoes comandando esta bela naçao