quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O poder da classe C em foco: ‘Suburbia’, novo seriado da Globo, está a caminho

Há algum tempo a teledramaturgia brasileira tem se preocupado em inserir núcleos populares nas novelas, séries e seriados. E, se antes esses nichos eram secundários nas produções, cumprindo apenas a missão de suporte da trama central, agora eles são o foco principal. Cada vez mais, a tão comentada classe C é retratada na TV com detalhes fidedignos à realidade, o que atrai a audiência daqueles que acompanhavam seus programas preferidos, mas, agora, se identificam com o que estão assistindo.
Com o foco direcionado para a essência do popular, ‘Suburbia’, novo seriado da Globo, que estreia no dia 1º de novembro, é mais uma das apostas da emissora nesse sentido, depois de já terem agradado com os núcleos do Divino, em ‘Avenida Brasil, da Comunidade do Borralho, em ‘Cheias de Charme’, e por que não mencionar ‘A Grande Família’, remake da série sobre uma tradicional família do subúrbio carioca, que está há 11 anos no ar.
Fabricio Boliveira e Erika Januza são os protagonistas de 'Suburbia', nova série da Globo
Fabricio Boliveira e Erika Januza são os protagonistas de 'Suburbia', nova série da Globo
Desta vez, com ‘Suburbia’, dirigida por Luiz Fernando Carvalho, vai mostrar a vida dos moradores de Madureira, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. Em oito episódios, a trama que se passa nos anos 90 contará a história de amor de Conceição (Erika Januza) e Cleiton (Fabricio Boliveira). No elenco, além dos dois, estarão muitos desconhecidos da grande mídia, incluindo pessoas que nunca haviam trabalhado com dramaturgia anteriormente, como a gari Ana Pérola, e atores de companhia teatrais.
Escrita por Luiz Fernando e Paulo Lins, autor do livro ‘Cidade de Deus’ e roteirista de alguns episódios da série ‘Cidade dos Homens’, ‘Suburbia’ deve atrair tanto os espectadores da classe C quanto aqueles que, mesmo morando em regiões mais abastadas das grandes cidades, desejam assistir a uma produção que retrate o cenário muitas vezes mal explorado do subúrbio de um jeito divertido e pouco usual, mostrando as tradições e o carisma de quem, quase sempre, anda em ônibus e trens lotados para chegar ao trabalho, mas mantém o sorriso

Fonte: Jornal do Brasil (com Heloísa Tolipan)

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