sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Advogado de sócio de boate Kiss diz que entrará com pedido de suspensão de prisão temporária

Paulo Roberto Tavares, especial para o R7, em Santa Maria
Após decisão de prorrogação da prisão temporária dos quatro envolvidos na tragédia de Santa Maria, o advogado Mário Cipriani, defensor de Mauro Hoffmann, um dos sócios da boate Kiss, disse que entrará, na próxima segunda-feira (4) com um pedido de revogação de prisão. Segundo ele, o pedido será feito ao juiz responsável pelo caso.
— Até o momento as prisões foram decretadas por juízes plantonistas. Como o foro no Rio Grande do Sul fica aberto somente até às 15h, vamos entrar com o pedido na segunda, e não no sábado, para evitar os plantonistas.

 

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Nesta sexta-feira (1º), o juiz Regis Adil Bertolini, do foro de Santa Maria, prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária dos dois sócios e de dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava no momento.
A reportagem não conseguiu contato com o advogado de Elissandro Callegaro Spohr, Jader Marques. Às 15h50, o defensor do vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Omar Obregom, não tinha um posicionamento sobre o caso.

Incêndio
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, a 290 km de Porto Alegre, aconteceu na madrugada de domingo (27) e deixou 236 mortos e mais de cem feridos. O fogo teria começado quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava. Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.
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A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. Cerca de mil pessoas ocupariam o local. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.
Ao entrar na boate Kiss, para socorrer as vítimas do incêndio, os integrantes da corporação se depararam com uma barreira de corpos.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido Pedroso de Melo, descreveu a situação.
— Os soldados tiveram que abrir caminho no meio dos corpos para tentar chegar às pessoas que ainda estavam agonizando.
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Esta é considerada a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em 17 de dezembro de 1961, o circo pegou fogo durante uma apresentação e deixou 503 mortos.

Prisões
Um dos donos da boate Kiss e dois músicos da banda foram detidos. Os pedidos de prisão, de caráter temporário de cinco dias, foram decretados pelo juiz Regis Adil Bertolin.
Na tarde de segunda-feira, outro sócio da casa noturna se entregou à polícia. Ele se apresentou no 1º DP (Distrito Policial) de Santa Maria e não falou com a imprensa.

Fonte: R7

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