domingo, 17 de fevereiro de 2013

Bovespa fecha em queda e acumula perda de 1% na semana do carnaval

O principal índice acionário da Bovespa terminou a sexta-feira (15) no vermelho, amargando sua quarta queda semanal consecutiva e encerrou no menor patamar em mais de dois meses, diante de um cenário externo mais cauteloso e de preocupações com a economia doméstica.
O Ibovespa recuou 0,30%, a 57.903 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 7,02 bilhões.
Na semana curta, com o feriado de carnaval, a queda acumulada foi de 1,02% e no mês de fevereiro, de 3,11%. Neste ano, a bolsa tem perdas de 5%.
Segundo analistas, temores com as perspectivas de crescimento da economia brasileira, diante de crescentes pressões inflacionárias, e com o intervencionismo do governo em diversos setores pesavam na bolsa doméstica."O governo está enfrentando problemas estruturais e o modo como eles estão lidando com isso não é o mais correto na visão dos investidores", disse o analista de renda variável João Pedro Brugger, da Leme Investimentos.

Ações
Às vésperas do vencimento de opções sobre ações, que ocorre na segunda-feira, as ações da petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, foram a principal pressão negativa para o Ibovespa, com queda de 6,49%.
Dada a elevada posição vendida de estrangeiros no mercado futuro, operadores citavam que a expectativa é que o exercício de opções pressione ainda mais o índice no próximo pregão.
Nesta sexta-feira, no entanto, o recuo do Ibovespa foi limitado pelo avanço do setor bancário e financeiro, diante do aumento das apostas de alta da Selic já em maio.
Um cenário de juros mais altos beneficia as perspectivas de receita para bancos, comentou o estrategista-chefe da corretora SLW, Pedro Galdi. Por outro lado, a notícia pesa para papéis de consumo e construção --em tese, juros mais altos inibem gastos.
As preferenciais de Itaú Unibanco e Bradesco subiram 4,64% e 4,42%, respectivamente. Já avarejista Lojas Renner caiu 4,29% e a construtora Gafisa perdeu 3,08%.
Os mercados locais reagiram a declarações feitas a jornalistas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega --segundo ele, o juro, e não o câmbio, é o instrumento apropriado no combate ao avanço da inflação do país.
Além disso, o Banco Central voltou a atuar no câmbio nesta sessão, para segurar o dólar acima de R$ 1,95. Segundo analistas, o recente fortalecimento do real tem pesado sobre ações de empresas exportadoras, que têm boa parte de seu faturamento em dólar.
A preferencial da mineradora Vale encerrou em queda de 0,76%, a R$ 36,47, enquanto a da Petrobras teve leve baixa de 0,23%, a R$ 17,63.
Na cena externa, investidores seguiam na expectativa pelos resultados da reunião dos líderes de Finanças das 20 principais economias do mundo em Moscou.
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Fonte: G1

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