domingo, 3 de fevereiro de 2013

Organização criminosa faz 39 ataques em menos de uma semana

Já somam 39 o número de atentados protagonizados pela organização criminosa denominada de Primeiro Grupo da Capital (PGC) e que está infiltrada entre detentos de diversas prisões de Santa Catarina. Os atentados que iniciaram na noite da última quarta-feira, tiveram sequência na noite de sexta-feira e nas madrugadas de sábado e domingo na região Norte de Santa Catarina e também no Sul.
Em Joinville, por volta das 23 horas de sábado, dois homens, em uma moto, usaram gasolina para incendiar um ônibus jogando gasolina nos pneus. Outro veículo, da empresa Gideon, também foi incendiado no bairro de Fátima. Os atentados se sucederam na região Sul, onde, em Criciúma, na madrugada de sábado, um ônibus fretado foi incendiado após ser atingido por um coquetel molotov. Na sexta-feira, por volta das 22h30, outro ônibus da empresa Forquilhinhas, que transportava trabalhadores da região, foi completamente destruído ao ser atingido pelo mesmo artefato inflamável lançado por bandidos no interior do veículo.

 Secretaria de Segurança Pública suspeita que a ordem para os ataques parta de dentro de presídios

As cidades de Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma, Jaraguá do Sul, Gaspar, Itajaí, Camboriú, Palhoça e Balneário Camboriú estão entre as que sofreram os atentados pela organização criminosa. Os atentados vêm provocando tensão na população. O clima de incerteza tomou conta das cidades. Os órgãos de segurança estão em alerta máximo. Nas ruas centrais de Florianópolis, por exemplo, onde já existe grande concentração de pessoas envolvidas no Carnaval, existe um grande número de policiais civis e militares. Por medida de segurança, a Policia Militar decidiu que, na Grande Florianópolis, onde ocorreu a maioria dos atentados a ônibus, os veículos circularão normalmente até as 19h30. Após este horário, apenas algumas linhas fluirão, mas com escolta policial. A decisão causou protesto de usuários.
Pelo menos 22 pessoas já foram detidas sob a suspeita de participação nos atentados até este sábado. Jovens, entre 15 e 18 anos, estão entre os detidos. No celular de um dos presos, policiais encontraram uma mensagem que ordenava os atentados. A Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina suspeita que a ordem para os ataques tenham partido de dentro dos principais presídios. Um vídeo, divulgado na manhã deste sábado, gravado por uma câmera de segurança da penitenciária de Joinville seria o estopim da onda de atentado em Santa Catarina.
As imagens datadas do dia 18 de janeiro, mostram um grupo de 13 agentes policiais vestidos de preto e equipados com forte armamento e capacetes que, durante operação pente-fino, dispararam tiros com bala de borracha, estouraram bombas de efeito moral e lançaram gás de pimenta no rosto de um grupo de aproximadamente 40 detentos praticamente nus em um pátio. Os agentes já foram identificados e, conforme a cúpula da segurança no Estado serão punidos. As imagens revelam nitidamente cenas de tortura (agressão física) e abuso de autoridade contra o grupo de presos que em momento algum esboçou reação.
Confronto. Entre as 18h de sábado e as 7h deste domingo, uma pessoa foi morta em confronto com a polícia e cinco veículos foram queimados em Santa Catarina. De acordo com boletim oficial do governo do estado, a morte ocorreu em Joinville e foi decorrência de um suspeito que guiava uma motocicleta ter disparado contra um policial militar de folga. Na sequência, houve perseguição e troca de tiros. Segundo o comunicado oficial, além da morte do condutor, uma pessoa que estava de carona na motocicleta foi presa.
Somado à perseguição, três ônibus e dois caminhões foram queimados nesse intervalo de tempo no Estado. Os dois caminhões estavam em um posto de gasolina na cidade de Maracajá e o fogo começou quando os motoristas jantavam no local. Os ônibus foram incendiados nas cidades de Criciúma, São Francisco do Sul e Chapecó. Houve também sete casos de ataques contra delegacias, prédios públicos e casas de policias no período.
Desde o início da escalada de violência em Santa Catarina, deflagrada no mês passado, foram registradas 43 ocorrências em 14 municípios e 20 pessoas já foram detidas, informa o boletim oficial do governo de Santa Catarina.

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