segunda-feira, 13 de maio de 2013

Menino de 12 anos acusado de matar a irmã mais nova está preso nos EUA

Nos Estados Unidos, um menino acusado de matar a irmã 4 anos mais nova do que ele poderá ficar preso até completar a maioridade, se for considerado culpado.
Durante duas semanas, a pequena comunidade de Valley Springs, na Califórnia, viveu sob o medo de que um assassino cruel estivesse à solta. Até que o xerife esclareceu o crime. "Hoje à noite vocês podem dormir mais tranquilos", disse.
E anunciou o suspeito de matar a menina Leila Fowley, de 8 anos. O irmão dela, de 12 anos, que aparece no canto das imagens, em uma vigília pela irmã.
No dia do crime, o menino havia contado à polícia que viu um homem alto, de cabelo longo grisalho, saindo da casa. E que logo depois encontrou a irmã esfaqueada. O menino então ligou para o pai e depois para o serviço de emergência. As crianças estavam em casa sozinhas naquele sábado à noite.
Na véspera do anúncio da prisão, a mãe falou sobre como ele e a irmã conviviam em harmonia. "Ele nunca sequer a empurrou. Ele nunca fez mal a ela", afirmou.

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Em Nova York, a idade mínima para que um adolescente seja julgado como adulto em caso de homicídio é de 13 anos. Na Califórnia, onde o crime aconteceu, é de 14 anos. Como o menino tem 12 anos, ele vai responder pelo crime como menor de idade.
Se condenado, deve ficar preso até completar 21 anos. Na maioria dos estados americanos, não é assim. Qualquer criança pode ser julgada por assassinato como adulto.

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Mesmo assim esses critérios variam. Um exemplo é o caso de Jordan Brown, de 11 anos, que matou a madrasta grávida em 2009, na Pensilvânia.
Ele começou a ser julgado por homicídio duplo como um adulto. Ganhou um recurso na Justiça e passou a ser julgado como menor. Deverá ser solto quando fizer 21 anos. Nenhum menor nos Estados Unidos pode ser condenado à morte. E a pena de prisão perpétua só pode ser aplicada ao menor em caso de assassinato.

Fonte: 180 Graus

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