sábado, 15 de junho de 2013

À espera de armas dos EUA, rebeldes são atacados por aviões na Síria

A artilharia síria e aviões de guerra bombardearam regiões controladas pelos rebeldes em Damasco neste sábado, enquanto os rivais do presidente Bashar al-Assad pediram armas mais avançadas para os Estados Unidos, que prometeram a eles ajuda militar não especificada.
Potências ocidentais estão relutantes em ajudar os insurgentes sírios, com medo de dar a eles mísseis antiaéreos sofisticados que podem cair nas mãos de insurgentes sunitas que prometeram lealdade à rede terrorista da Al-Qaeda.
O comandante do Exército Livre da Síria, Salim Idriss, disse à Reuters na sexta-feira que os rebeldes, que sofreram derrotas nas últimas semanas, precisam urgentemente de mísseis antiaéreos e antitanques, além de uma zona de restrição aérea.

"Mas nossos amigos nos Estados Unidos, eles não nos disseram ainda que vão nos ajudar com armas e munição", afirmou, depois de se encontrar com autoridades norte-americanas e europeias na Turquia.
Uma fonte no Oriente Médio, familiar com as negociações com os EUA, disse que o fornecimento de armas incluem metralhadoras, pequenos morteiros e lançadores de granada.
A Rússia, uma aliada de Damasco e grande opositora de uma intervenção militar externa no país, criticou neste sábado qualquer tentativa de forçar uma zona de restrição aérea sobre a Síria usando jatos F-16 e mísseis Patriot a partir da Jordânia.
"Você não tem que ser um grande especialista para entender que isso viola a lei internacional", afirmou o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.
Diplomatas ocidentais disseram na sexta-feira que os EUA estão considerando impor uma zona de restrição aérea sobre a Síria, mas a Casa Branca informou depois que isso seria muito mais difícil e custoso do que a feita sobre a Líbia, dizendo que os Estados Unidos não têm interesse nacional nessa questão.
Sem armas, os rebeldes têm poucas maneiras de combater o poder aéreo de Assad. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo pró-oposição, afirmou que aviões e artilharias atacaram neste sábado Jobar, um bairro onde rebeldes operam nas bordas do centro de Damasco.
O grupo informou que artilharia pesada está sendo usada contra os opositores nas províncias de Homs, Aleppo e Deir al-Zor.
Uma autoridade turca disse que 71 oficiais do Exército sírio, incluindo seis generais, deserdaram e foram para o país, na maior ação desse tipo em meses.
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que pelo menos 93 mil pessoas, incluindo civis e combatentes, morreram na guerra civil síria, com média mensal alcançando 5 mil no ano passado.

Fonte: G1

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