domingo, 30 de junho de 2013

Michael Jackson gastou 26 milhões para calar alegado abuso de menores

Podia ser um episódio de "Ficheiros Secretos" mas é apenas mais um evento da vida real. Dois anos após a morte, Michael Jackson continua a ser motivo de polémica, desta vez por suspeita de crimes de abuso sexual de menores.
Arquivos secretos do FBI, a que o semanário "The Sunday People" teve acesso, revelam que o rei do Pop, Michael Jackson, desembolsou, ao longo de 15 anos, 26 milhões de euros para silenciar as crianças de quem, supostamente, abusou.
 
foto Arquivo
Michael Jackson gastou 26 milhões para calar alegado abuso de menores

 
Os documentos nunca foram entregues à justiça estadunidense nem quando o cantor foi acusado em 2005 por abusos sexuais contra menores.
Nesse ano, Michael Jackson foi acusado de vários crimes, quatro de abuso sexual de um menor, um de intenção de abuso, outro de conspiração para reter as difamações contra a sua família e quatro de oferta de álcool a um menor. Jackson, na altura com 46 anos, foi absolvido de todas as acusações.
Segunda a mesma publicação, os arquivos do FBI contêm, ainda, informações de investigadores privado, registos telefónicos e dezenas de horas de fitas de áudio. Os documentos descrevem que o cantor foi apanhado por um dos seus empregados a tocar uma criança enquanto assistia a um filme pornográfico na sala de cinema da sua mansão "Neverland". Ainda, que abusou de uma outra criança e tocou os genitais de uma terceira.
A mãe de uma das crianças estaria sentada cerca duas a três filas à frente deles, no momento do incidente, sem se dar conta dos abusos a que estava a ser submetido o filho.
Ironicamente, muitas destas informações foram encomendadas pelo próprio Michael Jackson. Aterrorizado com a possibilidade de os pais das crianças chamarem a polícia e informarem os meios de comunicação social, o cantor contratou os serviços do detetive privado Anthony Pellicano para encontrar as potenciais vítimas que o levariam a tribunal e, assim, poder persuadi-los com avultadas quantias monetárias.
O detetive acabou, no entanto, por ser investigado, em 2002, por perturbar outras estrelas de Hollywood, como Sylvester Stallone, e as suas investigações acabaram por ser consideradas secretas pelo FBI, nomeadamente as relacionadas com Michael Jackson. De momento, Pellicano está a cumprir uma sentença de 15 anos de prisão pelos crimes de extorsão e de escutas ilegais.
É também descrito o caso de uma assistente que trabalhou para o cantor na sua mansão, que assegurou ter recebido cerca de um milhão de euros depois de reclamar que o seu filho havia sido vítima de abusos por parte do seu patrão. É ainda descrita a história de uma mãe que sabia que o filho era vítima de abusos sexuais do rei do Pop mas que fez "vista grossa porque não a afectava diretamente", conta o El Mundo.
A publicação destes documentos chega num momento delicado para a família Jackson. No passado mês de maio, o coreógrafo Wade Robson processou os herdeiros de Jackson pelos abusos de que alegadamente foi vítima quando era menor. O coreógrafo explica que conheceu o cantor quando tinha cinco anos e que, dos sete aos dezassete anos, dormiu várias vezes em Neverland e nas suas mansões de Los Angeles e de Las Vegas.
A polémica vem ainda numa altura em que a filha do cantor, Paris Jackson, está a recuperar depois de ter tentado o suicídio no início deste mês.

Fonte: Jornal De Notícias

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