sábado, 8 de junho de 2013

Obama diz que "ninguém ouve ligações"

 Obama afirmou que o Congresso aprova o projeto / Stephen Lam / Getty Images North America / AFP



O presidente Barack Obama se pronunciou pela primeira vez sobre a polêmica revelação sobre escutas telefônicas sigilosas de milhares de americanos. O presidente americano prometeu que "ninguém ouve ligações telefônicas. Este programa não está relacionado a isso".

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Os membros desta comissão de inteligência "examinam os números de telefone e a duração das chamadas. E não se fixam no nome das pessoas. Não examinam o conteúdo. Mas, analisando os dados, podem ter pistas sobre pessoas que poderiam ter recorrido ao terrorismo", detalhou.

Obama defendeu os programas de monitoramento de chamadas telefônicas, entretanto, segundo o correspondente da Rede Bandeirantes em Nova York, Luiz Megale, quando era deputado no Governo Bush, Obama criticava fortemente projetos que incluíam uso de dados sigilosos.
Privacidade
Em suas primeiras declarações desde a explosão, Obama disse que é preciso balancear a segurança nacional com a privacidade das pessoas, e ressaltou que é correto que este tema seja alvo de um debate público. O objetivo das escutas seria prevenir atentados, de acordo com o presidente.

"Se alguém no governo quiser ir mais longe (...) deve comparecer diante de um juiz federal", disse Obama, lembrando o que havia dito há duas semanas em seu discurso sobre a estratégia antiterrorista dos Estados Unidos.

Naquela ocasião, Obama disse: "Uma das coisas que tínhamos que discutir e debater era como encontrar um equilíbrio entre a necessidade de garantir que os americanos estejam seguros e nossa preocupação com a proteção da privacidade", sustentou o presidente. "Há compromissos que são necessários", acrescentou.

O presidente afirmou que o projeto é autorizado pelo Congresso e que é fiscalizado pelos três poderes. "A comissão ad hoc de inteligência (no Congresso) está plenamente informada do objetivo destes programas (...) que foram autorizados por amplas maiorias de ambos os partidos desde 2006", disse.

"Os programas dos quais se falou nestes dois dias nos meios de comunicação são secretos no sentido de que são classificados. Mas não são secretos no sentido de que, no caso das chamadas telefônicas, todos os membros do Congresso estavam cientes", declarou Obama em San José, na Califórnia.

Fonte: Band

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