terça-feira, 5 de março de 2013

Infelizmente a Maroca saiu! (BBB13) - 05.03

A baiana Anamara Cristiane (ex-BBB 10) foi eliminada hoje no paredão com Nasser Bernardes e Fani Pacheco (ex-BBB 7) com 48%.
Anamara, ainda dentro da casa, disse que já se via mais fora do que dentro do programa, e que sentiu que iria sair no paredão, assim como sentiu no dia que foi competir com a ex-BBB Eliane Kheiredinne no BBB10.
Pra ser sincero, não gostei desta formação de paredão, porque só colocaram os melhores participantes da casa, e infelizmente deu no que deu.
Mas creio que se colocasse Kamilla no lugar de Nasser, ela já teria saído, porque ela irrita muito!

1. Anamara Cristiane (48%)
2. Nasser Bernardes (36%)
3. Fani Pacheco (16%)



Anamara, do BBB 13 (Foto: Reprodução/BBB13)Anamara, do BBB 13 (Foto: Reprodução/BBB13)

Dayanne afirma que primo de Bruno que levou Eliza Samudio voltou 'assustado'

A ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 25 anos,  acusada pelo sequestro e cárcere de Bruninho, filho do jogador com Eliza Samudio, foi a primeira ré a ser interrogada no julgamento nesta terça-feira (05). A mãe das filhas de Bruno detalhou os últimos momentos em que viu Eliza Samudio e negou que tenha sequestrado ou mantido Bruninho em cárcere privado. 'Eu não sequestrei', garantiu.

O dia:
Durante exibição de vídeo, mãe de Eliza sai chorando e Bruno evita olhar telão
"Ele era o patrão. Não saber de nada seria ingenuidade", diz advogado de Bruno
Testemunha da defesa, prima de Bruno muda versão e piora situação do goleiro
Renata Caldeira / TJMG
A ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, neste segundo dia de julgamento

Durante o depoimento de Dayanne, Bruno teve que se retirar do salão do júri porque ainda não foi interrogado. Ele responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver.  O interrogatório dele deve abrir a sessão do júri nesta quarta-feira .
Acompanhe os detalhes do julgamento de Bruno
Dayanne afirmou que conheceu Eliza e Bruninho no sítio do goleiro, no dia 9 de junho, após Bruno tentar impedir sua entrada para que as duas não ficassem na mesma casa. Ela ainda disse que o goleiro a pediu para ir para a casa da mãe dele ou dela com as filhas, pois "Eliza estaria armando para ele". "Chorando, ele me disse que tinha um pessoal amigo dela que poderia matá-lo e que estava sendo ameaçado", afirmou Dayanne. Bruno teria falado para a ex-mulher que Eliza iria embora no dia seguinte, como realmente ocorreu.
Neste dia, Dayanne disse que por volta das 19h, Macarrão virou para Eliza e falou: "Vamos que está na hora!". De acordo com o relato da ex-mulher de Bruno, a vítima ainda preparou uma mamadeira para Bruninho antes de sair com o Macarrão e Jorge Luis Rosa.
Dayane apenas os encontrou no momento em que voltaram, sem Elisa, apenas com o filho dela, Bruninho. "Jorge estava com o olho arregalado, assustado", disse a ex-mulher do goleiro. "Eu e Bruno perguntamos onde estava a mãe do bebê. Ele (o jogador) me pediu ainda para embrulhar a criança. Depois, saí de perto e levei o menino para o quarto. Eles ficaram conversando atrás do carro", completou Dayanne.
Durante o interrogatório, a ré ainda completou que ficou com o menino a pedido de Bruno. "Ele disse que tinha uma viagem com o time 100% e que não sabia cuidar nem dele. Disse que a mãe da criança tinha ido para São Paulo resolver umas coisas". Dayanne segue sendo interrogada.

Fonte Último Segundo

Cai máscara do presidente do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, perdeu a compostura --- totalmente --- nessa terça-feira. Caiu uma máscara do festejado herói por causa da luta para condenar ladrões de dinheiro público, no famoso caso do mensalão.

Ele mandou o repórter Felipe Recondo, do jornal O Estado de S. Paulo, "chafurdar no lixo". Chafurda significa: chiqueiro ou lamaçal onde os porcos se atolam; imundície, sujeira; casa imunda. E chamou o jornalista de "palhaço".

Reproduzo aqui parte do texto da agência O Estado de S. Paulo. O ministro irritou-se ao ser abordado na saída da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os jornalistas esperavam ao final da sessão para ouvi-lo sobre as críticas que recebeu das associações de classe da magistratura em nota divulgada no final de semana.  Antes que a primeira pergunta fosse feita, Barbosa atacou.


O repórter apenas iniciou a pergunta: "Presidente, como o senhor está vendo…". Barbosa o interrompeu e não deixou que terminasse a pergunta: "Não estou vendo nada". O repórter tentou fazer nova pergunta, mas novamente foi impedido. "Me deixa em paz, rapaz. Vá chafurdar no lixo como você faz sempre".

O jornalista tentou questionar a razão do comportamento do ministro. "Que é isso ministro, o que houve?". Ainda exaltado, Joaquim Barbosa prosseguiu. "Estou pedindo: me deixe em paz. Já disse várias vezes ao senhor", disse. O repórter afirmou que apenas lhe fazia uma pergunta, o que é parte de seu trabalho.

No mesmo tom, Barbosa afirmou que não responderia as perguntas. "Eu não tenho nada a lhe dizer, não quero nem saber do que o senhor está tratando", afirmou.
O assessor de imprensa do ministro tentou tirá-lo do lugar, pedindo para que o ministro seguisse em frente. E quando estava à porta do elevador, na frente dos jornalistas, chamou o repórter de "palhaço".
O presidente do STF foi criticado pelas associações de magistrados pelas críticas que fez aos juízes em entrevista concedida na semana passada a agências internacionais. Barbosa afirmou que os juízes brasileiros são pró status quo e pró impunidade.

Na nota, as associações argumentaram que as declarações do presidente do Supremo foram preconceituosas, generalistas, superficiais e desrespeitosas.

Agora volto ao meu próprio texto.

O presidente do STF demonstrou que não consegue lidar com pressão; que é preconceituoso --- como negro conhece muito bem o que é isso --- ao comparar o trabalho do repórter aos porcos; e que, definitivamente, está totalmente deslocado sob o "peso" do cargo.

Houve época em que a imprensa não noticiava a corrupção no Poder Judiciário porque juízes, desembargadores e ministros retaliavam. Qualquer ação judicial contrária ao veículo de comunicação em questão tinha ganho de causa.

Joaquim Barbosa apelou ao cinismo, ao afirmar que estava sob efeito de dor --- da sua famosa doença crônica. Ministro, dor não provoca grosseria. Assim como bebida alcoólica não produz o assassino.

Lamentável, sob todos os aspectos, o destempero do homem que preside a Corte mais alta da Justiça do país. Isso só mostra que no Brasil há nivelamento por baixo: a situação é crítica no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, os tais poderes harmônicos e independentes entre si.

E há ainda uma covardia: com certeza o que aporrinha o ministro não são repórteres, jornalistas. Como ele não teria colhões para xingar quem lhe acua, explode em cima de um profissional que tem como função, exatamente, tirar dessas autoridades declarações que alimentarão o noticiário.

São afirmações que permitem ao cidadão entender o que se passa no país. Joaquim Barbosa, como todo homem público, já soube malandramente  aproveitar-se de sua exposição na mídia. Mas quando é vento contrário, ataca um repórter.

Isso é covardia, ministro-presidente do STF, Joaquim Barbosa!

Fonte: Sidney Rezende

Bailarino do Bolshoi é preso sob suspeita de atirar ácido em diretor

Um bailarino solista do Balé Bolshoi e duas outras pessoas foram detidas pela polícia russa sob suspeita de envolvimento em um ataque com ácido contra o diretor artístico da companhia.

Os olhos de Sergei Filin foram feridos seriamente quando um homem mascarado atirou ácido sulfúrico em seu rosto em janeiro deste ano.
Os presos foram o bailarino solista Pavel Dmitrichenko e seus supostos comparsas, Yuri Zarutsky e Andrei Lipatov.
Agências de notícias russas afirmaram que Zarutsky é suspeito de ter atirado o ácido. Dmitrichenko seria o mandante do crime.
O papel de Lipatov no crime não foi esclarecido.

 Pavel Dmitrichenko atua no balé Ivan, o Terrível (foto: Reuters)

Disputas internas

O apartamento de Dmitrichenko foi vasculhado pela polícia de Moscou neste terça-feira, antes da confirmação de que ele havia sido detido.
O bailarino está no Bolshoi desde 2002 e atualmente tinha o principal papel no balé Ivan, o Terrível, de Sergei Prokofiev.
Antes da prisão de Dmitrichenko, uma porta-voz do Bolshoi disse que a companhia estava esperançosa de que o crime fosse resolvido.
A porta-voz afirmou não saber sobre nenhuma disputa entre o bailarino e o diretor Filin, segundo a agência de notícias Reuters.
O ataque ocorrido no meio de janeiro chocou o mundo das artes. Ele aconteceu após um período de disputas internas no Bolshoi, uma das mais prestigiadas companhias de balé da Rússia.
Filin deixou um hospital de Moscou no mês passado para continuar seu tratamento na Alemanha. Ele será submetido a novas cirurgias plásticas e terá um longo período de recuperação.
O diretor artístico, de 42 anos, foi seriamente queimado durante o ataque, que aconteceu em uma rua de Moscou. Filin voltava para casa a pé, tarde da noite.
Segundo a polícia, o agressor se aproximou da vítima, a chamou pelo nome e atirou o ácido em seu rosto - fugindo em seguida.Uma câmera de segurança teria gravado imagens da ação.

Ameaças

O diretor artístico disse depois do crime que sabia quem era o responsável pelo ataque, mas falaria sobre ele apenas após sua identificação formal pela polícia.
Ele disse acreditar que o objetivo do atentado era removê-lo de seu cargo. Filin também disse que já vinha sofrendo ameaças.
A polícia russa interrogou diversos integrantes do Bolshoi como testemunhas do caso. O caso está sendo tratado como uma lesão corporal grave motivada pelas atividades profissionais da vítima.
Médicos alemães já afirmaram que conseguirão recuperar parte da visão de Filin, segundo o correspondente da BBC em Moscou Daniel Sandford.
Segundo ele, a direção do Bolshoi espera que Filin retorne às suas atividades antes do início da turnê da companhia em Londres no meio deste ano.

Fonte: BBC Brasil

Bruno poderá se calar diante das perguntas da acusação

O goleiro Bruno Fernandes poderá não responder às perguntas da acusação em seu depoimento, previsto para esta quarta-feira, dentro de seu julgamento no qual é acusado pelo desaparecimento de sua ex-amante, Eliza Samudio. Um dos advogados de defesa, Lucio Adolfo, afirmou que ainda vai estabelecer a estratégia com seu cliente, mas que deverá considerar o fato de que a acusação vai formular questões para incriminá-lo.
"Essa possibilidade existe (de não responder). Se ele resolver calar, é um direito dele. Vocês acham que o promotor vai fazer perguntas para beneficiar o Bruno? Isso tem peso, e vou considerar isso na hora de definir qual estratégia será adotada", afirmou, em um dos intervalos do julgamento, que entrou, no fim da tarde, na fase de interrogação dos réus. A ex-mulher de Bruno, Dayanne do Carmo, está sendo ouvida.
O goleiro cabisbaixo durante seu julgamento
O goleiro cabisbaixo durante seu julgamento
Bruno vai falar amanhã, a partir das 13h. A expectativa é que seu depoimento seja longo, e que o goleiro faça revelações. Existe a possibilidade de ele confessar o crime, ou alguma participação, a fim de atenuar sua pena. A acusação vem sugerindo que Bruno faça isso, mas a defesa nega, com veemência, tal possibilidade.
Lucio Adolfo disse trabalhar com a hipótese de o resultado do julgamento sair apenas na quinta-feira. Segundo ele, a quarta-feira será preenchida basicamente com a posição do goleiro. No dia seguinte, seriam feitos os debates entre acusação e defesa, e logo em seguida, o júri se reuniria, e a juíza daria um veredicto.

>> Prima de Bruno ajudou a promotoria, afirma advogado   

O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

Conheça as acusações e penas máximas possíveis contra os réus
Bruno 
Acusações: Homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio.
Pena máxima: 41 anos.

Dayanne
Acusações: Sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio.
Pena máxima: 5 anos.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.
No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime.
No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão.
Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado.
No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. O julgamento de Bruno e de Dayane Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi remarcado para 4 de março de 2013. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.

Fonte: Jornal do Brasil

Morre aos 58 anos Hugo Chávez, presidente da Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morreu na tarde desta terça-feira (5), aos 58 anos, na capital Caracas, após mais de um ano e meio de luta contra o câncer.
A morte ocorreu às 16h25 locais (17h55 de Brasília), segundo o vice-presidente Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez, que fez o anúncio em um pronunciamento ao vivo na TV.
"Às 16h25 locais (17h55 de Brasília) de hoje 5 de março, faleceu o comandante presidente Hugo Chávez Frías", disse Maduro, emocionado.
"É um momento de dor", afirmou, cercado pelos ministros do governo.
Chávez estava internado em um hospital militar na capital, Caracas.
Ao fazer o anúncio, o vice Maduro afirmou que mandou as Forças Armadas para as ruas, para garantir a segurança.
O clima da população na capital, Caracas, é de apreensão, à espera dos próximos acontecimento.
A cúpula das Forças Armadas apareceu na TV estatal para jurar lealdade a Maduro e respeito à Constituição.
Com a morte de Chávez, A Constituição da Venezuela prevê a realização de novas eleições presidenciais no prazo de 30 dias.
A luta contra o câncer havia impedido  Chávez de tomar posse em 10 de janeiro, depois da reeleição obtida em outubro de 2012 para um terceiro mandato de seis anos.
Em janeiro, a Assembleia Nacional concedeu ao presidente uma permissão indefinida de ausência do país para tratar a doença, em Cuba, enquanto o Tribunal Supremo de Justiça autorizou que a posse de Chávez fosse adiada para quando ele tivesse condições de saúde.
A oposição protestou fortemente contra isso, exigindo que o governo desse informações mais claras sobre o estado de saúde do líder e sobre se ele tinha condições de continuar no governo.
O governo retrucava pedindo "tempo" e "respeito à privacidade" de Chávez e acusando a oposição de tentativas de desestabilização.

Discurso agressivo
Horas antes de anunciar a morte de Chávez, Maduro havia feito um discurso agressivo na TV, em resposta aos crescentes boatos sobre o estado de saúde do presidente acusando os adversários políticos de "conspiração" e dizendo que o presidente socialista enfrentava o momento "mais duro" desde sua última cirurgia.
O governo também anunciou a expulsão de dois adidos militares americanos supostamente envolvidos em "contatos não autorizados" com militares venezuelanos.
Na véspera, o governo havia divulgado um boletim médico pessimista sobre o estado do presidente.

Luta contra o câncer
Chávez lutava contra um câncer desde junho de 2011 e, após realizar um tratamento em Cuba contra a doença, havia voltado ao país natal em fevereiro deste ano.
Chávez foi um dos mais destacados e controversos líderes da América Latina. Desde que assumiu o comando da Venezuela, em 1999, o militar da reserva promoveu mudanças à esquerda, na política e na economia.
Ele nacionalizou empresas privadas, atribuiu ao Estado atividades essenciais, além de mudar a Constituição, o nome, a bandeira e até o fuso horário do país (1h30 a menos que o horário de Brasília).
Chávez foi reeleito pela primeira vez em 2006, com mais de 62% dos votos, e novamente em 2012, com 54%.
Ele tentou chegar ao poder pela primeira vez em 1992 através de uma tentativa fracassada de golpe de Estado, que fez com que fosse preso.
Em 2002, já no comando do país, sofreu um golpe de Estado que o tirou do poder por quase 48 horas. Foi restituído por militares leais, com a mobilização de milhares de seguidores.
A Venezuela, que é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), possui uma economia dependente das exportações do combustível, tendência que Chávez queria mudar com a entrada do país no Mercosul. O país tem 30 milhões de hectares de terras cultiváveis, mas importa até 70% dos alimentos que consome. A população é de quase 29 milhões de habitantes.

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anuncia a morte de Hugo Chávez (Foto: Telesur/AFP) 
O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anuncia a morte de Hugo Chávez nesta terça-feira (5) (Foto: Telesur/AFP)
Doença
Desde que foi reeleito mais uma vez, em outubro de 2012, o líder venezuelano apareceu em público poucas vezes, a maioria delas para liderar conselhos de ministros no Palácio de Miraflores. Chávez também deixou de utilizar frequentemente sua conta na rede social Twitter.
A falta de informações e detalhes sobre a doença e a presença menos frequente de Chávez em eventos desde que anunciou a luta contra o câncer alimentaram os rumores de que seu estado de saúde poderia ser mais grave do que o governo queria divulgar.
Em 10 de junho de 2011, a imprensa venezuelana noticiou que Hugo Chávez havia passado por uma cirurgia de emergência em Cuba devido a um problema na região pélvica. Rumores sobre a doença circularam nos dias seguintes, mas o governo venezuelano negou que se tratasse de um tumor.
Em 30 de junho, no entanto, o presidente confirmou que havia sido operado em razão de um câncer. Não foram revelados maiores detalhes sobre a doença.
Chávez voltou à Venezuela dias depois e voltaria a Cuba nos meses seguintes para sessões de quimioterapia. Em agosto de 2011, apareceu com o cabelo raspado: "É meu novo visual", disse.
Em outubro do mesmo ano, após fazer exames médicos em Cuba, o governante declarou-se livre do câncer. "O novo Chávez voltou [...] Vamos viver e vamos continuar vivendo. Estou livre da doença", afirmou, fardado e eufórico.
Hugo Chávez chegou a dizer que o câncer, que atingiu cinco líderes sul-americanos – entre eles a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula – teria sido induzido pelos Estados Unidos. "Não seria estranho se tivessem desenvolvido uma tecnologia", disse
Em fevereiro de 2012, ele anunciou que seria operado novamente por uma lesão na mesma região em que teve o tumor removido. A cirurgia também ocorreu em Cuba e, posteriormente, ele passou por tratamento de radioterapia.
Em julho, quando era candidato à reeleição, o presidente voltou a dizer que havia vencido a batalha contra o câncer. Aos opositores, Chávez dizia que seus problemas de saúde não o impediriam de vencer a eleição que poderia mantê-lo no poder até 2019.
Em novembro, após vitória nas urnas, a Assembleia Nacional autorizou a viagem de Chávez a Cuba para receber terapia hiperbárica, um tratamento complementar comum em pacientes que receberam radioterapia.
Em dezembro, Chávez anunciou que voltaria a Cuba para ser submetido a uma nova cirurgia devido ao retorno do câncer. Ele designou o vice, Nicolás Maduro, como o eventual sucessor se não fosse capaz de voltar ao poder. Foi a primeira vez que Chávez admitiu, publicamente, que a doença poderia impedi-lo de seguir à frente do país.
Após a realização da cirurgia, foi Maduro quem passou a fazer relatos do estado de saúde de Hugo Chávez. A oposição criticava o governo, acusando-o de sonegar informação sobre a real situação do mandatário.
Chávez não conseguiu tomar posse de seu novo mandato, em 10 de janeiro. Após disputa judicial, o Tribunal Superior de Justiça entendeu que a presença dele não era necessária, e que uma posse formal poderia ocorrer em outra data a ser marcada posteriormente.
Em 18 de fevereiro, surpreendendo a todos, Hugo Chávez anunciou, pelo Twitter, que estava voltando à Venezuela. Ele foi diretamente para um hospital militar na capital Caracas.


Trajetória
Hugo Rafael Chávez Frías nasceu em 28 de julho de 1954, em Sabaneta, estado de Barinas, no oeste do país. Filho de professores, ele casou e se divorciou por duas vezes. Tem quatro filhos – duas mulheres e um homem do primeiro matrimônio, e uma menina do segundo – e três netos.
Militar reformado, Chávez entrou para a política depois de uma fracassada tentativa de golpe de Estado que o levou à prisão, em 1992.
Desde que venceu as primeiras eleições presidenciais, em 1999, com a promessa de pôr fim à "partidocracia corrupta" em que o governo havia se transformado e de distribuir a renda do petróleo entre os setores excluídos da sociedade, o presidente assumiu um estilo único de fazer política.
Ele chegou ao poder em fevereiro daquele ano como o 47º presidente da Venezuela, jurando sobre uma Constituição que ele afirmou estar "moribunda".
Entre suas primeiras decisões, proibiu que o Departamento Antidrogas dos Estados Unidos fizesse sobrevoos no país e, anos mais tarde, em 2008, expulsou o embaixador americano.
No final de 1999, alcançou o seu objetivo de mudar a carta magna da Venezuela e iniciar o que chamou de "Revolução Bolivariana".

Crises políticas
Chávez enfrentou momentos difíceis no poder, como quando, depois de vários dias de greves nacionais, em 11 abril de 2002, sofreu um golpe de Estado que o tirou do poder por quase 48 horas. Após tumultos e 19 mortes, o líder venezuelano foi restituído ao cargo por militares leais, com a mobilização de milhares de seguidores pelas ruas de Caracas.
Naquele mesmo ano, uma greve liderada por trabalhadores, empregadores e contratados da estatal de petróleo de Venezuela paralisou a indústria vital para o país. A greve prolongou-se até fevereiro de 2003 e derrubou a produção petrolífera, impactando com força a economia.
Os trabalhadores criticavam a implantação do projeto de "grande revolução bolivariana", que atingiu proprietários de terras, produtores de combustíveis e bancos. O termo é referência ao líder revolucionário Simón Bolívar, responsável pela independência de vários países da América do Sul, em quem Chávez dizia se inspirar.
Em 2004, após violentos protestos da oposição que deixaram outros nove mortos, Chávez submeteu-se novamente a um referendo público que o confirmou no poder.

Reeleição em 2006
Em 2006, em nova eleição presidencial, ele obteve 62% dos votos contra o opositor Manuel Rosales. No novo mandato, Chávez declarou a transformação da Venezuela em um Estado socialista.
Durante este período, o militar reformado iniciava seu projeto de estatização da maioria das empresas venezuelanas, em setores cruciais como telecomunicações e eletricidade. Em maio de 2007, a Radio Caracas Television, emissora mais antiga da Venezuela, encerrou suas transmissões após não ter sua concessão renovada pelo governo.
Iniciava-se também sua tentativa de reforma na Constituição, que permitira sua reeleição por tempo indefinido. Após uma primeira derrota, ocorrida no final de 2007, o projeto foi aprovado em referendo popular em fevereiro de 2009.
Em 2010, Chávez sofreu sua primeira derrota nas urnas, em eleições legislativas. Apesar de ter obtido a maioria dos votos, seu partido não conseguiu dois terços da Assembleia Nacional venezuelana, objetivo necessário para facilitar a aprovação dos projetos do governo.
Com uma manobra política, no entanto, conseguiu aprovar um dispositivo que o permitiu governar por mais seis meses por decretos de emergência.

Entrada na Mercosul
A Venezuela entrou oficialmente no Mercosul em 13 de agosto de 2012, depois de cerimônia simbólica em 31 de julho ocorrida em Brasília, com a presença de Hugo Chávez.
O ingresso ocorreu após Brasil, Argentina e Uruguai suspenderem o Paraguai do bloco como sanção pelo impeachment do presidente Fernando Lugo. Em 22 de junho do ano passado, o Senado do Paraguai votou pela destituição de Lugo no processo político "relâmpago" aberto contra ele na véspera e encarado pela comunidade de países sul-americanos como golpe. O país vinha impondo o veto à entrada da Venezuela no grupo.
"Faz tempo que a Venezuela devia entrar no Mercosul. Mas como está escrito na Bíblia, tudo o que vai ocorrer sob o sol tem sua hora", disse Chávez à ocasião. "Nos interessa muito sair do modelo petroleiro, impulsionar o desenvolvimento agrícola da Venezuela [...] Temos disponíveis mais de 30 milhões de hectares para o desenvolvimento da agricultura", afirmou.
O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, disse em setembro de 2012 que "houve unanimidade no Mercosul e Unasul para a suspensão do Paraguai. O que reforçou a suspensão foi o fato de todos os países, como gesto de repúdio, retiraram seus embaixadores, o que não ocorreu em Caracas, na Venezuela".
Com o ingresso da Venezuela, o Mercosul passou a contar com população de 270 milhões de habitantes, ou 70% da população da América do Sul. Segundo o Ministério de Relações Exteriores brasileiro, o PIB do bloco será de US$ 3,3 trilhões (83,2% do PIB sul-americano), com território de 12,7 milhões de km² (72% da área da América do Sul).

Reeleição em 2012
Em 7 de outubro, Chávez derrotou Henrique Capriles Radonski, mesmo com uma campanha limitada, e garantiu novo mandato, o quarto consecutivo, até 2019, prometendo "radicalizar" o programa socialista que vinha implantando no país.
O presidente teve cerca de 54% dos votos, contra 45% do oponente, e o comparecimento às urnas foi de quase 81%. Dilma disse na ocasião que a vitória foi um "processo democrático exemplar".

Durante a campanha, Chávez pediu a vitória para tornar "irreversível" o seu sistema socialista e acelerar o Estado comunista, algo que os críticos veem como uma nova manobra para concentrar mais poder em suas mãos. Ele não hesitou em falar em uma “ameaça de guerra civil” caso o rival ganhasse as eleições.
Capriles foi o primeiro adversário a ter chances reais de derrotar Hugo Chávez, ao capitalizar o descontentamento acumulado durante os mandatos do presidente. Em conversa com o G1 na época, ele disse que seguiria o modelo brasileiro caso fosse eleito.

Além de ser comandante-em-chefe das Forças Armadas e presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), com maioria na Assembleia Nacional, Hugo Chávez também controlava a mídia estatal.

Política externa
A política externa foi inspirada pelo líder cubano Fidel Castro e marcada por críticas contra o "imperialismo" dos Estados Unidos, país que ele acusa de ser responsável pelo breve golpe que sofreu em 2002 e por questões que vão desde a mudança climática até uma suposta tentativa de assassiná-lo.
Durante sua gestão, Hugo Chávez reforçou a cooperação com seus aliados de esquerda na América Latina como Bolívia, Equador, Nicarágua, além de tecer parcerias com os governos polêmicos de Irã, Síria, Belarus, Líbia, entre outros. Ele foi pragmático o suficiente, entretanto, para continuar a vender diariamente para os Estados Unidos um milhão de barris de petróleo.
Com os seus "petrodólares", estabeleceu iniciativas regionais como o grupo de coordenação política Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) e subsidiou o petróleo da Petrocaribe, aliança entre alguns países do Caribe com a Venezuela.
O presidente venezuelano tratava outros líderes internacional com intensidade, respeito ou desprezo, chegando a dizer que havia sentido cheiro de "enxofre" na tribuna da Assembleia Geral da ONU, em 2007, após ter passado pelo então presidente americano, George W. Bush, que já foi chamado por Chávez de bêbado e genocida.
Barack Obama, a quem Chávez parabenizou pela eleição em 2008, foi taxado mais tarde de "farsante". Quando Obama foi reeleito em outubro deste ano, o venezuelano disse desejar que o americano "se dedique a governar seu país, deixando de invadir povos e desestabilizar países".
Chávez tinha apreço especial por Lula e Dilma devido ao histórico de combate dos brasileiros durante a ditadura militar. "Eu e Lula somos irmãos. Somos mais que irmãos. Somos, como já disse Fidel Castro, esses tipos que andam por aí fazendo coisas, como Dilma, Cristina [Fernandez, presidente da Argentina], Néstor [Kirchner, ex-presidente argentino]”, disse Hugo Chávez, durante a primeira visita oficial da presidente brasileira à Venezuela.

Populismo
Hugo Chávez manteve-se no poder graças à implementação das suas "missões", programas sociais que melhoraram os níveis de educação e saúde públicas venezuelanas, embora a pobreza, o desemprego e a violência tenham se espalhado pelo país, que possui uma das maiores reservas de petróleo da região.
Sua popularidade contrastava com a rejeição vinda da classe média, afetada pelas restrições econômicas impostas em nome da revolução e por políticas de desapropriação de empresas privadas.
Seu discurso beligerante polarizou a sociedade ao demonizar os oponentes e queimar todas as pontes de entendimento com a outra metade do país – politicamente, uma estratégia muito rentável, admitem fontes próximas ao governo.
Viciado em comunicação, convocava constantemente a cadeia nacional de rádio e TV para longos discursos, além de comandar por muito tempo o programa semanal "Alô, Presidente", no qual discutia suas ideias políticas, recebia convidados para entrevistas, entregava obras públicas e até vendia eletrodomésticos chineses com preços subvencionados pelo governo.
Tornou-se também um grande usuário do Twitter, onde reunia milhares de seguidores, mas diminuiu o uso do microblog após a eleição de 2012.

Fonte: G1