quinta-feira, 7 de março de 2013

Defesa de Bruno diz que Macarrão desviava dinheiro do goleiro

A defesa do goleiro Bruno Fernandes prometeu apresentar provas de que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, teria desviado dinheiro do ex-goleiro do Flamengo na tréplica, a fase final dos debates no tribunal do júri. Segundo a defesa, os desvios constam de uma investigação paralela sigilosa.

Acusação: Aos jurados, promotor pede condenação máxima a Bruno e absolvição de Dayanne
Renata Caldeira / TJMG
Advogados de defesa do goleiro Bruno e de Dayanne conversam durante sessão desta quinta-feira
O objetivo dos advogados de Bruno é mostrar que a promotoria teria omitido detalhes do processo e ainda aguarda resultados de investigações em andamento. Com isso, espera plantar dúvidas entre os sete jurados. O advogado Lúcio Adolfo pediu que o júri absolva Bruno ou ignore as qualificações, atribuindo ao goleiro participação menor no assassinato de Eliza Samudio.
“O argumento de que Bruno mandou matar Eliza por motivo financeiro não se sustenta. Bruno era o cara mais desapegado do mundo. Quem tinha maior motivo era Macarrão, que estava subtraindo dinheiro do Bruno”, disse Adolfo. “Isso consta de um procedimento investigatório cautelar e não foi mostrado aos senhores (jurados)”, completou.

Depoimentos:
Hoje: Em novo depoimento, Bruno diz que "sabia e imaginava" que Eliza seria morta
Ontem: Bruno admite que sabia da morte de Eliza e incrimina Macarrão e Bola
Dayanne:  Ré afirma que primo de Bruno que levou Eliza Samudio voltou 'assustado'

Em quase duas horas de argumentação, o advogado se dedicou a desqualificar as provas da acusação e provocar o promotor Henry Vasconcelos.
O primeiro alvo foi Jorge Lisboa Rosa, primo de Bruno, menor de 18 anos à época do crime e até hoje a única testemunha a relatar o momento do assassinato de Eliza. A defesa recorreu a uma entrevista à TV na qual Jorge defende o goleiro e é chamado de mentiroso pelo promotor. A ideia é mostrar que nem a acusação confia na principal testemunha do caso.
Outro alvo foi Macarrão, que em novembro acusou Bruno de ser o mandante do assassinato de Eliza. A defesa lembrou que o promotor chamou Macarrão de facínora e acusou o promotor de fazer um acordo pelo qual o ex-melhor amigo de Bruno teria recebido uma redução de 8 anos em sua pena em troca de entregar o goleiro.
Além disso o advogado contestou provas da acusação como um laudo do IML sobre o estrangulamento de Eliza baseado apenas no relato de Jorge e não em um exame do corpo.
“O promotor tem mais dúvidas que os senhores. Tanto que mandou investigar o Zezé (o ex-policial José Lauriano, que virou alvo de um inquérito instaurado apenas em dezembro do ano passado)”, afirmou.
Na maior parte do tempo Adolfo provocou o promotor. Chamou Henry Vasconcelos de “analfabeto jurídico” e disse que daqui alguns anos o promotor estará “aposentado e defendendo os mesmos que ele chama de bandidos”.
Lucio Adolfo ironizou o penteado do promotor, sua entonação vocal, o “berço” de Vasconcelos e até as preferências pessoais do responsável pela acusação. “O promotor disse que Bruno, que foi goleiro de vários times grandes e da seleção brasileira, era apenas um atleta razoável. O esporte dele deve ser outro”, provocou o advogado.
O objetivo é fazer com que o promotor gaste parte das duas horas às quais tem direito na réplica rebatendo os ataques.
Tanto a acusação quanto a defesa guardaram as melhores armas para as argumentações finais. A promotoria deve aproveitar o tempo para mostrar provas técnicas como os mapas de deslocamentos dos acusados feitos com base nas antenas de telefonia celular e os registros de entrada de carros no sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG), para mostrar que o goleiro estava presente na execução de Eliza.
A defesa promete apresentar provas de Macarrão desviava dinheiro do goleiro. “Era o que eu tinha de melhor e guardei para o final”, disse Adolfo.

Fonte: Último Segundo

Congresso derruba vetos de Dilma à lei sobre royalties do petróleo

O Congresso derrubou os vetos da presidente Dilma Rousseff à lei que modifica a distribuição dos royalties do petróleo. Um desses vetos impedia que a mudança atingisse os contratos que já estão em vigor.
Foram quatro horas de uma sessão tensa, com gritos e protestos. Dos 63 senadores que votaram, 54 disseram não ao veto. Na Câmara, o resultado variou de acordo com os 142 itens que foram analisados. Dos 405 deputados, entre 349 e 354 foram favoráveis à queda do veto.
Os royalties são valores pagos pelas empresas de petróleo para compensar os possíveis danos causados pela extração.
Com o apoio de parlamentares paulistas, os parlamentares do Rio e do Espírito Santo, estados que mais produzem petróleo, defendiam a manutenção do veto que garantiria que os contratos que já estão em vigor não seriam afetados pela nova distribuição dos royalties, que beneficia todas as unidades da federação. Muitos se retiraram do plenário.
Nesta quinta, eles se mobilizaram para recorrer do resultado da votação, que consideram inconstitucional. No fim da tarde, parlamentares do Rio e do Espírito Santo anunciaram que vão entrar com mandado de segurança no Supremo pedindo a anulação da sessão desta quarta.

Fonte: G1

Estado de saúde de Emílio Santiago inspira cuidados, diz hospital

O estado de saúde do cantor e compositor Emílio Santiago, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) na manhã desta quinta-feira (7), inspira cuidados, segundo o Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio, onde ele está internado desde o início da manhã. A informação foi divulgada por volta das 15h.
Emílio está internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). O cantor deu entrada na unidade por volta das 8h, passou por exames às 12h e está em observação. Ainda segundo o hospital, não há previsão de alta.
O sambista, vencedor de diversos festivais de música, iniciou a carreira na década de 70 e gravou grandes sucessos como Saygon, Lembra de Mim e Verdade Chinesa.
O último disco de Emílio Santiago foi "Só danço samba (ao vivo)", lançado em 2012, junto com um DVD.

Fonte: G1

Adolescente é viciada em comer desodorante



“Quando percebo que o produto está acabando, começo a entrar em pânico. Minha ansiedade fica a mil e meu coração começa a bater muito rápido. Eu apenas necessito e sem isso eu seria uma pessoa totalmente diferente”, explica.

O principal ingrediente do desodorante é o alumínio, elemento que pode causar demência, convulsões e até a morte quando ingerido. Os amigos de Nicole estão preocupados com sua saúde, e seu namorado finalmente conseguiu convencê-la a procurar um médico. Desde então, ela está reduzindo o vício e tentando comer amêndoas quando fica com vontade do “fruto proibido”, mas, mesmo assim, segue ingerindo quantidades menores todos os dias.

“É gostoso. Eu sinto como se derretesse na minha boca. É um gosto único”, diz. De fato, é um gosto único...


Ela simplesmente não pode ver um desodorante que o agarra e saboreia o conteúdo da embalagem como se fosse chantilly... Identificada apenas como Nicole, a garota de 19 anos é viciada no produto de higiene pessoal desde que tinha apenas quatro anos, e chega a comer 15 frascos por mês.

O estranho gosto se intensificou há dois anos, e agora a nova-iorquina foi parar em um programa do canal TLC, que mostra os vícios inusitados das pessoas. 
Segundo a moça, existem frascos de desodorante espalhados por toda a sua casa. Ela come um pouco todos os dias, após cada refeição – além de “beliscar” em momentos esporádicos, como quando acorda no meio da noite.

Ela afirma não ter controle sobre sua vontade, mesmo ficando com a boca seca e dores no estômago, por causa do vício. “Meu cérebro está em dizendo, eu tentei ficar sem durante uma semana, mas minha cabeça começou a doer muito e fiquei doente. Era como se uma voz dissesse: ‘Você tem que comer’”, conta.

Fonte: Virgula.UOL

Coreia do Norte ameaça EUA com ataque nuclear; Washington diz ser capaz de se defender

SEUL — A Coreia do Norte acusou nesta quinta-feira os Estados Unidos de quererem provocar uma guerra atômica e ameaçou o país com um ataque nuclear preventivo, uma ameaça à qual Washington respondeu afirmando ser "completamente capaz" de defender a si e a seus aliados.
A ameaça foi feita horas antes de uma votação no Conselho de Segurança da ONU, que terminou por para reforçar as sanções contra Pyongyang devido a um teste nuclear realizado em fevereiro.
"Eu posso dizer-lhes que os Estados Unidos são totalmente capazes de se defender de qualquer ataque com míssil balístico norte-coreano", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.
"Nossos sucessos recentes em voltar a testar a versão atualizada do chamado míssil GBI ou CE-II nos manterá em uma boa trajetória para melhorar nossa capacidade de defesa contra ameaças limitadas de mísseis balísticos", acrescentou.
A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, disse que Washington leva as ameaças muito a sério, mas declarou que "a retórica extrema não é incomum neste regime".
"Nós não temos apenas uma capacidade total de defender os Estados Unidos, mas estamos preparados para defender nossos aliados", afirmou.
Antes da votação das sanções na ONU, o regime norte-coreano voltou a apresentar a retórica belicosa. Recentemente, Pyongyang já havia ameaçado denunciar o acordo de armistício que pôs fim à Guerra da Coreia em 1953.
"Já que os Estados Unidos se dispõem a desencadear uma guerra nuclear, (nossas) forças armadas revolucionárias (...) se reservam o direito de lançar um ataque nuclear preventivo para destruir os bastiões dos agressores", declarou um porta-voz do ministério das Relações Exteriores norte-coreano citado pela agência oficial KCNA.
Também advertiu que uma segunda guerra da Coreia era inevitável depois que Washington e Seul se negaram a cancelar as manobras militares conjuntas previstas para a próxima semana.
O Rodong Sinmun, o jornal oficial do partido único, brandiu, por sua vez, a ameaça de uma "guerra termonuclear". "A guerra não se veria confinada à península coreana", advertiu, referindo-se ao arsenal balístico do país, capaz, segundo ele, de atingir o território americano, sobretudo as ilhas do pacífico.
O Conselho de Segurança se reuniu na manhã desta quinta-feira em Nova York para votar um texto proposto por Washington e Pequim que impõe novas sanções à Coreia do Norte para impedir que consiga a tecnologia necessária para desenvolver seus programas nucleares e balísticos.
A resolução do Conselho, proposta por vários países (entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul e França) e adotada de forma unânime por seus 15 membros, tenta acabar com as fontes de financiamento utilizadas por Pyongyang para se aproximar de suas ambições militares e balísticas.
Desde o anúncio, em fevereiro, do terceiro teste nuclear norte-coreano, precedido por outros em 2006 e 2009, o Conselho de Segurança anunciou sua intenção de tomar "as medidas adequadas" em uma nova resolução.
Segundo o embaixador russo na ONU, Vitali Churkin, a votação da resolução que impõe estas sanções será realizada às 10h00 locais (12h00 de Brasília). Nenhum dos 15 países do Conselho pediu mudanças importantes no projeto de texto proposto por Washington e Pequim, disse.
Já ocorreram várias rodadas de sanções contra Pyongyang desde 2006 em resposta a testes nucleares ou a disparos balísticos norte-coreanos, mas elas não parecem ter surtido efeito sobre o regime stalinista.
Agora, a nova resolução se propõe a cortar as fontes de financiamento dos programas nucleares e balísticos de Pyongyang, explicam vários diplomatas.
Também aumentará as sanções existentes, ampliando, por exemplo, a lista negra das empresas e das autoridades norte-coreanas que tiveram seus bens congelados ou que não podem viajar. E os diplomatas norte-coreanos serão submetidos à vigilância.
Em dezembro, a Coreia do Norte lançou com êxito um foguete que, segundo Pyongyang, tinha uma finalidade espacial. Na realidade foi, segundo os países ocidentais, um disparo de teste de um míssil de longo alcance. Dois meses depois, realizou seu terceiro teste nuclear que enfureceu a comunidade internacional.

Fonte: AFP

'Estou com o coração na boca', diz Dayanne sobre esperar decisão do júri

A ré Dayanne Rodrigues aguarda “com o coração na boca” a decisão dos jurados sobre sua participação na investigação sobre a morte de Eliza Samudio. Dayanne, que é ex-mulher do jogador Bruno Fernandes e acusada pelo cárcere privado e sequestro de Bruninho, disse ao seu defensor Tiago Lenoir, na presença da reportagem do iG , que está “bem e tranquila”, mas esperar “faz o coração ficar na boca”. Os réus acompanharam o debate entre acusação e defesa nesta tarde.

Leia também: Aos jurados, promotor pede condenação máxima a Bruno e absolvição de Dayanne
Marcelo Albert/TJMG
Dayanne aguarda o fim do julgamento para saber se a consideram culpada ou inocente
Durante o discurso em favor de Dayanne, Lenoir parabenizou o trabalho da Justiça no caso e considerou “muito sábio” o pedido do promotor Henry Wagner Vasconcelos. Mais cedo, a acusação pediu a absolvição da acusada após suposto acordo com a defesa, disseram envolvidos no caso ao iG . “Muito se perguntou sobre um acordo. O que aconteceu é que a defesa conseguiu convencer um oitavo jurado no processo”, disse, referindo-se ao promotor.
Em sua fala, o advogado buscou sensibilizar os jurados citando que Dayanne, mãe de duas filhas do goleiro, sofreu uma prisão injusta, em junho de 2010. "Um dia na prisão vale mais do que um mês em liberdade", afirmou. “Coloquem-se no lugar dela. Qualquer um poderia sentar no banco dos réus um dia.”
Por mais de duas horas, Lúcio Adolfo, que encabeça a defesa de Bruno, falou aos jurados. Seu debate está focado em criticar a investigação da Polícia Civil, a imprensa e rebater as ofensas do promotor.

Fonte: ÚLTIMO SEGUNDO