quarta-feira, 10 de abril de 2013

Vendas brasileiras caem e país perde participação no comércio mundial

As exportações e importações brasileiras desabam, tem um desempenho em 2012 bem abaixo da média mundial e o País reduz sua participação no comércio mundial. Dados divulgados nesta quarta-feira pela Organização Mundial do Comércio revelam que, por conta da crise europeia, as vendas brasileiras ao mundo sofreram uma contração de 5% no ano passado, resultado bem pior que o dos demais emergentes e do resto do mundo.
O protecionismo brasileiro e a desaceleração do crescimento também tiveram sua repercussão: as importações ao País despencaram a níveis bem mais profundos que dos demais emergentes e o País caiu no ranking dos maiores importadores.
No geral, a OMC apresentou uma drástica revisão para baixo das perspectivas de crescimento do comércio em 2013, em mais um sinal claro da dificuldade da economia mundial em sair de sua crise. A contração do PIB na Europa, a maior importadora do mundo, afetou a todos e continuará a impactar os exportadores nos próximos dois anos.
Com US$ 257 bilhões em vendas, o Brasil se manteve na 22ª posição entre os maiores exportadores mundial, com meros 1,3% do comércio mundial em 2012. Mas, em 2011, o Brasil representava 1,4% das exportações do mundo.
No ano, o Brasil caiu em 5% em vendas, contra uma média mundial se mantendo estabilizada. O resultado de 2012 contrasta com a expansão dos últimos anos. A média entre 2005 e 2012 foi de um crescimento de 11% em valores nas vendas nacionais, bem acima da média mundial de apenas 8%. Em 2010, as vendas subiram em 32%, contra 27% de expansão em 2011. Agora, registrou uma contração.
Em volumes, as vendas nacionais tiveram um crescimento de 3,1% em 2011. Mas, em 2012, enquanto o mundo cresceu em 2%, o Brasil sofreu uma contração de 1,3%, numa prova que a balança comercial nacional dependia dos preços das commodities e que acabaram caindo.
Para Coleman Nee, economista da OMC, o resultado no Brasil tem uma relação direta com a crise na Europa e seu impacto na China. "O motor da contração tem sido a Europa, afetando não apenas aqueles países que vendem para o mercado europeu, mas também aqueles que vendem matérias-primas para a China que, por sua vez, exportam produtos acabados para a Europa", disse. O Brasil seria um desses casos.

Protecionismo

O Brasil também teve um resultado nas importações abaixo da média mundial. Se o resultado global foi uma estagnação, as importações do Brasil registraram uma contração de 2% em valores. Em volume, a contração no Brasil foi de 2,1%. Em média, os países emergentes tiveram uma expansão em importações de 4,6%. Questionado se o protecionismo brasileiro contribuiu para esse resultado, Nee apenas disse: "certamente essas medidas não ajudaram a aumentar o comércio". O resultado acabou fazendo o Brasil perder uma posição no ranking dos maiores importadores, caindo da 21ª para a 22ª posição mundial.

Estagnados

Para o restante do mundo, a OMC apresentou previsões dramáticas para 2013. No ano passado, a entidade havia alertado para um crescimento de apenas 4,5% no comércio mundial em 2013, abaixo da média dos últimos 7 anos de 8%. A previsão foi reduzida no final do ano para 3,7%. Agora, com a situação na Europa se deteriorando rapidamente e a dificuldade de países emergentes em compensar a recessão nos países ricos, a nova previsão aponta para um aumento do comércio de meros 3,3% em valores. Em volume, o comércio mundial não cresceu.
Os resultados de 2012 também foram revistos para baixo. Em setembro, a OMC havia indicado que a expansão havia sido de 2,5%. Agora, o resultado final foi um crescimento de apenas 2%. Outra constatação é o distanciamento cada vez maior da China como maior exportadora do mundo, mesmo diante da crise na Europa. Em 2012, Pequim terminou com 11,2% das vendas mundiais, mais de um ponto porcentual a mais que em 2011, com US$ 2 trilhões. Em 2012, as vendas subiram em 8%.
O segundo lugar ficou com os EUA, com 8,4% das exportações mundiais, seguido pela Alemanha, com 7,7% das vendas no mundo.

Fonte: Diário do Grande ABC

UK: 'A Bruxa está Morta' toma paradas após morte de Thatcher

A canção Ding Dong! The Witch Is Dead (a bruxa está morta), parte da trilha do filme O Mágico de Oz (1939), apareceu na quarta-feira (10) nas paradas musicais britânicas, dois dias depois da morte da ex-primeira-ministra Margaret Thatcher.

A velha canção foi a mais baixada no site britânico da Amazon por causa de uma campanha lançada nas redes sociais por detratores da política conservadora, que sugeriram essa música para comemorar a morte dela.

Uma porta-voz da Companhia Oficial de Paradas Musicais da Grã-Bretanha disse que a canção, interpretada no filme pelos personagens Munchkins e Dorothy (Judy Garland) após a morte da opressiva Bruxa Má do Oeste, chegaria na quarta-feira ao décimo lugar.

Ela disse que a canção havia tido 10,6 mil cópias vendidas até a noite de terça-feira, o que a deixa a cerca de 5.000 cópias de um lugar no "top 3". Outra versão da música, interpretada por Ella Fitzgerald, estava em quinto na lista da Amazon.

Clientes deixaram comentários no site pedindo a outras pessoas que adquiram a canção para mostrar sua rejeição a Thatcher, cujas políticas de livre mercado são vistas por muitos britânicos como responsáveis pela ruína de setores econômicos tradicionais e pelo fechamento de postos de trabalho.

"Para essas bruxas genuínas, que propositalmente destroem as vidas dos outros por razões puramente ideológicas, sem um só pedido de desculpas ou uma só lágrima, esta é a faixa perfeita para o dia do funeral", escreveu Gareth Mark Gee, de Nottingham.

Um grupo do Facebook que pede downloads da música para levá-la ao número 1 tinha na quarta-feira mais de 5.000 membros. A "Dama de Ferro", que governou a Grã-Bretanha entre 1979 e 90, morreu aos 87 anos, vítima de um derrame, no hotel Ritz, em Londres.

Fonte: Terra

Museu do Louvre fecha as portas por um dia devido à alta criminalidade

Foto: DivulgaçãoO mundialmente famoso Museu do Louvre não funcionou nesta quarta-feira. Agentes de segurança da instituição em Paris, na França, decidiram não trabalhar como forma de protesto às condições de trabalho que não os permitem garantir a segurança no local.
A medida acontece após um aumento nos casos de roubo, agressão e vandalismo no museu. De acordo com o sindicato que representa os seguranças, faltam câmeras de vigilância e policiais na área externa do local.
A ministra da Cultura, Aurélie Filippetti, garantiu que as mudanças serão implementadas. Os delinquentes, na maioria entre 20 e 30 anos vindos do Leste Europeu, também estão sendo identificados.
Após a paralisação, o Louvre deve voltar a funcionar normalmente nesta quarta-feira.

Fonte: Sidney Rezende

Protestos contra Margaret Thatcher preocupam polícia londrina

Com ameaça de protestos, um comitê que foi composto de representantes do governo, polícia, serviço secreto MI5 e família real vai ser reunir dia-a-dia para que organizem o esquema de segurança para o funeral da ex-primeira-ministra, Margaret Thatcher, que morreu durante à segunda-feira, vítima de um derrame aos 87 anos.
A polícia não chegou a divulgar a quantidade de oficiais que vão fazer a segurança durante o cortejo fúnebre, que vai levar o caixão de Thatcher nas ruas de Londres, indo de Westminster para a Catedral de São Paulo, que fica no centro da cidade, durante à próxima quarta-feira (17).
O trânsito vai ser interrompido em todo o trajeto, que vai ser acompanhado por militares das forças armadas, entre eles estão militares da reserva que estiveram disputando a Guerra das Malvinas, durante o governo dela na década de 1980.
Conforme o diário britânico Guardian, o foco da operação policial, que vai estar sendo comandado pelo comandante David Martin, que é chefe da Unidade de Ordem Pública da Polícia Metropolitana da cidade de Londres, vai ser fazer a contenção de possíveis ameaças de dissidentes republicanos da Irlanda e simpatizantes de extrema-esquerda.

 Protestos contra Margaret Thatcher preocupam polícia londrina

No mês de outubro de 1984, o Exército Republicano Irlandês (IRA) chegou a detonar uma bomba numa conferência do Partido Conservador na cidade de Brighton, que deixou mortos e diversos feridos. A premiê era vista como o alvo do ataque, e escapou por pouco.
A Polícia Metropolitana da cidade de Londres fez apelo para que os grupos que planejem manifestações durante o funeral entrem em contato para que garantam o seu direito de protestar venha a ser respeitado assim como o direito dos presentes de prestar a última homenagem para a ex-premiê.
Conforme aponta o jornal Independent, policiais estão fazendo o monitoramento de sites de mídia social e de fóruns na web para descobrir se existem planos de manifestantes de utilizar o funeral para que protestem contra o legado dela.

Fonte: Notícias BR

Diagnosticada com dengue, ex-BBB Fernanda recebe cuidados de André

Foto: Reprodução
Diagnosticada com dengue na última segunda-feira, a ex-BBB e campeã do reality Fernanda Keulla usou o Twitter para tranquilizar os fãs.

"Boa noite meus amores! Estou aqui bem dengosa curtindo minha caminha! Deus abençoe todos vocês pelos recados e orações! Logo, logo estarei melhor para continuar nossa caminhada juntos! Beijo no coração de cada um!", escreveu a mineira no microblog.
Sob os cuidados do namorado, o também ex-BBB André, a loira deverá ficar pelo menos cinco dias de repouso. Também no Twitter, o empresário comentou: "Boa noite, galera. Sei que tem uns dias que não entro, mas estou quetinho cuidando da minha princesa! Um abraço para todos".
O casal está hospedado em um hotel no Leblon, na Zona Sul do Rio, e deverão retomar a agenda de compromissos no próximo fim de semana.

Fonte: Sidney Rezende

Comissão vai 'de vento em popa', mas é 'vazia de projetos', diz Feliciano

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou nesta quarta (10), após o encerramento de reunião da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, da qual é presidente, que a comissão está indo "de vento em popa", embora ele mesmo afirme que é "vazia de projetos".
Devido ao tumulto (veja no vídeo clicando aqui no link) provocado pela presença de ativistas pró e contra Feliciano, o deputado transferiu a sessão da comissão para uma sala fechada, já que os parlamentares não conseguiam falar devido às manifestações. O presidente da comissão é contestado em razão de declaração interpretadas como racistas e homofóbicas e rejeitou apelo de líderes partidários para que renunciasse.

 O deputado Marco Feliciano (PSC-SP)  gesticula para manifestantes durante reunião da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. (Foto: Pedro Ladeira/Frame/Estadão Conteúdo)

Após o término da reunião, Feliciano afirmou que já esperava a ocorrência de tumulto com a presença de manifestantes.
"Hoje aprovamos audiências públicas e requerimentos. A Comissão de Direitos Humanos está indo de vento em poupa, graças a Deus. A confusão já era esperada, mas já tínhamos requerimento para que pudéssemos usar o regimento. A ordem foi garantida", disse.
Indagado sobre o motivo de a comissão só ter analisado requerimentos e não projetos de lei, o deputado do PSC afirmou: "A comissão é vazia de projetos. Temos meia dúzia de projetos, a maioria deles polêmicos  que, neste momento, só criaria uma celeuma.  A Comissão de Direitos Humanos precisa ter projeto de integridade na sociedade".
Ao assumir a presidência da comissão, Feliciano retirou da pauta projetos polêmicos previstos para votação. Um deles prevê  a convocação de um plebiscito para consultar a população sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo.
Outra proposta que constava na pauta, de autoria do deputado André Zacharow (PMDB-PR), estabelece que os eleitores brasileiros respondam à seguinte questão: "Você é a favor ou contra a união civil de pessoas do mesmo sexo?". A relatora da proposta é a deputada Erika Kokay (PT-DF), parlamentar ligada a entidades que defendem os direitos dos homossexuais.
O projeto começou a ser apreciado pelos integrantes da comissão em dezembro. Porém, a votação foi suspensa por um pedido de vista (mais tempo para analisar) do deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF).
Também está em tramitação na comissão projeto de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) que define de forma mais objetiva os crimes resultantes de "discriminação e preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem". Tramitando desde 2005 no Congresso Nacional, a proposta também é relatada pela deputada Erika Kokay.
Constava ainda da pauta que foi alterada por Feliciano projeto de lei que criminaliza a suposta discriminação contra "heterossexuais".
Idealizada pelo líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), membro da bancada evangélica da Câmara, a proposta determina que as medidas e políticas públicas antidiscriminatórias se atentem para o alegado preconceito contra heterossexuais.

Fonte: G1

Polícia apura se ladrão que matou estudante em SP agiu sozinho

A Polícia Civil está investigando se o bandido que atirou no universitário Victor Hugo Deppman, 19, na noite de ontem (9), agiu sozinho no assalto que terminou na morte do jovem na região do Belém, na zona leste de São Paulo. O corpo do estudante foi enterrado no fim da tarde desta quarta-feira.

Segundo o delegado André Pimentel, titular do 81º DP (Belém), as imagens de câmeras de segurança da região mostram um segundo homem correndo do local do crime. "Essa segunda pessoa corre para o lado oposto ao que correu o atirador. Mas estamos analisando a possibilidade de ele ser um comparsa", afirmou.



Polícia apura se ladrão que matou estudante em SP agiu sozinho



O delegado afirmou que estão sendo feitas diligências, seguindo pistas do suposto atirador, mas que ele ainda não foi identificado. O porteiro do prédio em que morava Victor Hugo deve ser ouvido ainda hoje sobre o crime. Familiares do jovem também deverão prestar depoimento.

Deppman foi atingido por um tiro na cabeça durante um assalto na porta de casa. Ele chegou a ser levado para o pronto-socorro do Hospital Santa Virgínia, mas não resistiu. O criminoso roubou seu celular e fugiu em uma moto. Até a tarde desta quarta-feira, ele ainda não tinha sido identificado.

"Ele rendeu meu sobrinho, que ergueu as duas mãos e entregou de costas o celular. Em seguida, por pura maldade, o bandido veio de frente e atirou na cabeça dele", afirmou Márcia Riello, 47, tia de Victor Hugo. "Infelizmente hoje a vida vale um celular", acrescentou.


Fonte: Midiacon News

Após IPCA, especialistas avaliam aumento da Selic

Diante dos números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)anunciados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE,  a possibilidade de aumento da Selic volta a ser ventilada por analistas. Isto por que a alta de 6,59%  no período acumulado dos últimos 12 meses superou o teto da inflação de 6,5% estipulado pelo governo. Por outro lado, a desaceleração inflacionária frente ao último mês é celebrada pelas autoridades.  
Em março, a taxa variou 0,47%, abaixo do 0,60% registrado em fevereiro. Somente o setor de alimentos foi responsável por 60% do índice deste mês. Artigos como cebola, acaí, farinha de mandioca e tomate ainda apresentam variações elevadas. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no entanto, a situação inflacionária está sob controle e a alta de preços, principalmente na alimentação, são índices sazonais, que decorrem de períodos de entressafra e chuvas.  

Ações emergenciais
Para o o coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina – FASM, Reginaldo Gonçalves, a tendência do estouro da meta fixada de inflação já se torna realidade. “Mesmo com a desaceleração de preços de alguns itens, a inflação apontada pelo IBGE no mês de março/2013, de 0,47%, avança para a taxa anualizada de 6,59%, o que poderá gerar ações emergenciais na equipe econômica e a possibilidade de aumento da taxa Selic para controle inflacionário”, avalia.
Já segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, "o pior já passou". Na linha do discurso do ministro, Perfeito aposta na trajetória de desaceleração da inflação e não acredita no aumento da Selic:
"O Banco Central (BC) vem fazendo o possível. Um aumento na taxa de juros não irá solucionar o problema. Precisamos entender que estamos em um período de desaceleração econômica. O que seria o "trabalho sujo" da Selic já está sendo feito pela própria conjuntura econômica. Ano passado passamos por uma revolução monetária, jogando o juros abaixo da poupança. Isso pede um custo", alertou.
Recentemente, o governo anunciou pacotes de medidas para conter a inflação, que incluíam desonerações tributárias para setores industriais e para produtos da cesta básica. Para André Perfeito, as medidas de desoneração ajudaram no processo de desaceleração inflacionária, mas ainda não há como ter uma real noção do seu impacto. "Com a queda da taxa de juros, houve uma folga no orçamento do governo. É correto que a sociedade seja recompensada com as desonerações, mas o processo está sendo feito de forma tumultuada, fica um sentimento difuso", finalizou.

Custo e estrutura
O economista Pedro Rossi, professor da Unicamp, analisa a inflação sob o ponto de vista de dois fatores: o custo, principalmente do alimento e transporte, e o estrutural, hoje definido pela política de distribuição de renda e aumento do salário mínimo.
"Há um aumento do custo do trabalho, que é bem vindo, e a inflação é decorrente disso. Também existe uma nova classe de consumo, à qual a oferta demora a se adequar", explicou Rossi.
Para o economista, que faz coro a André Perfeito, não há um aquecimento da produção brasileira que justifique o aumento da taxa de juros:
"Considerando os fatores, principalmente o estrutural, o aumento não se configura como um bom instrumento. Os juros têm um efeito limitado e prejudicial ao investimento, que vem caindo nos últimos trimestres. Precisamos nos acostumar a algo que é estrutural", afirmou, lembrando que é necessário considerar a meta anual para o IPCA, e não apenas os últimos 12 meses.
*Do Projeto de Estágio do JB

Fonte: Jornal Do Brasil