sexta-feira, 12 de abril de 2013

Reduzir maioridade penal é 'ilusão', diz ministro Gilberto Carvalho

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta sexta-feira (12) que a redução da maioridade idade penal no Brasil é “ilusão”. Para ele, levar mais jovens à prisão não vai ajudá-los a sair do crime.
“Em hipótese alguma o governo apoia [a redução da maioridade penal]. Nós temos uma posição definitiva sobre essa questão”, afirmou o ministro ao chegar a Taguatinga, cidade-satélite de Brasília, para participar de um evento da construção civil.
“Eu acho ilusão que você reduzindo a idade penal vai resolver alguma coisa no país. Vai nos levar daqui a pouco a reduzir a idade penal para dez anos, porque os traficantes, porque os bandidos vão continuar usando o menor [...] Eu acho uma ilusão”, disse Carvalho.
A questão em torno de mudanças na maioridade penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) voltaram ao debate nacional após um rapaz de 17 anos confessar um assassinato em São Paulo um dia antes de completar 18 anos. O governador do estado, Geraldo Alckmin, chegou a defender, nesta quinta-feira (11) mudanças na legislação.
“Nós defendemos a mudança da legislação federal no sentido de que para casos mais graves e reincidentes, que o prazo seja bem maior para estabelecer limites. E de outro lado, quem completou 18 anos de idade não deve ficar na Fundação Casa”, disse Alckmin.
Carvalho disse que o caso ocorrido em São Paulo é “triste e lamentável”, mas pediu “maturidade” aos governantes.
“Ao mesmo tempo que temos uma profunda dor e uma solidariedade com a situação como essa, é próprio e necessário que os governantes tenham muita maturidade no que falam e naquilo que propõem em uma hora como essa A situação é muito mais complexa do que ficar mexendo na questão da idade penal”, afirmou.
“Levar mais jovens para o tipo de prisão que nós temos hoje é, sabemos, ajudá-los a aprofundar no crime não a sair do crime”, declarou o ministro, que levantou a hipótese de uma discussão sobre um “período de transição” para aqueles que tenham completado 18 anos e não tenham terminado sua pena.
Carvalho pediu ainda ajuda aos estados para a implantação de um programa a ser lançado pelo governo chamado Juventude Viva, “que é exatamente um programa que previne, que da alternativa, sobretudo ao jovem negro da periferia, para que ele tenha alternativas que não seja o trafico de drogas, que o tire do desemprego, que o tire da situação de marginalidade”, explicou o ministro.
Nesta quinta-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu cautela em relação a tentativas de mudanças na lei como forma de dar respostas a crimes violentos.
"Acho que os projetos de lei que respondem a [determinadas] situações têm que ser muito bem analisados. Temos que tomar muito cuidado, às vezes, com o calor do momento", afirmou.

Gilberto Carvalho


Serra

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB-SP) defendeu nesta sexta, em Brasília, alterações na legislação para endurecer as punições a menores que se envolvam em crimes.
“Eu sou a favor [a mudanças na lei]. Eu fiz, como governador, o que o governador Alckmin está fazendo de novo. É a possibilidade de o assassino permanecer preso, mesmo depois dos 18 anos”, disse. Na visão de Serra, a mudança na legislação poderia ocorrer por meio de um projeto de lei.
Serra disse que, durante o período em que foi governador, encontrou uma solução jurídica para manter preso Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, depois de ele alcançar a maioridade penal. Aos 16 anos, o rapaz foi acusado de estuprar e matar a adolescente Liana Friendenbach e de ser o mentor do assassinato do namorado da jovem, Felippe Caffé.
“Fizemos isso, inclusive, com aquele famigerado Champinha, do massacre de Embu-Guaçu. Nós não soltamos ele. Criamos até um instituto específico, uma coisa que sai caro, para manter aquele fascínora preso. Creio que essa mudança pode ser feita. Inclusive, ela não exige reforma constitucional. É menos polêmico”, afirmou.

Fonte: G1

Traficante é mandante de ao menos 7 homicídios, diz polícia

O homem apontado como líder do tráfico de drogas no bairro de Saramandaia, em Salvador, apresentado pela polícia nesta sexta-feira, 12, na sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP), é suspeito de ser o mandante de, ao menos, sete homicídios, cometidos entre maio de 2011 e fevereiro de 2012, segundo a Polícia Civil. Os crimes foram motivados pela disputa do controle do comércio de drogas.
Cosme Paixão Lisboa, conhecido como "Coe", de 27 anos, foi preso, na quinta-feira, 11, em Barra do Jacuípe, por uma guarnição da 59ª Companhia Independente da Polícia Militar. Apresentado pelos PMs, inicialmente, na 26ª Delegacia Territorial, em Vila de Abrantes, Coe foi conduzido, nesta sexta, ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e também ao Departamento de Narcóticos (Denarc), para ser interrogado.

 

Coe foi condenado por tráfico, em 2011, e estava foragido da Colônia Penal Lafayete Coutinho, desde dezembro do ano passado, quando foi beneficiado com Indulto de Natal e não regressou. O traficante estava em um Gol branco quando foi abordado pelos policiais. Ele estava acompanhado de um irmão mais novo, que foi detido e liberado depois de ouvido pela polícia.

Homicídios - Conforme a polícia, dentre as vítimas assassinadas pela quadrilha de Coe, cujas mortes são investigadas pelo DHPP, estão Carlos Antônio Nobre Nunes, Jéferson Lima dos Santos, Marcos Conceição Pereira, Vagner Souza de Jesus, Alfredo da Silva Azevedo e Jônatas Pereira Santos.
Outra vítima, o comerciante Luis Carlos Ribeiro foi morto no interior de seu estabelecimento comercial, no bairro de Sussuarana, em fevereiro do ano passado. As mortes, segundo a polícia cometidas a mando de Coe, são atribuídas a Wallace de Oliveira Santos e a Émerson dos Santos, o "Leno", apontados como comparsas do traficante.
Wallace foi encontrado morto com vários tiros, em março do ano passado, na Mata Escura. A polícia suspeita que ele foi executado a mando do próprio Coe. O motivo do crime teria sido  um desentendimento interno na quadrilha. Já Leno se encontra preso, desde setembro do ano passado.
Também é investigada pelo Denarc a rivalidade do grupo de Coe com o bando do traficante Luciano Silva dos Santos, o "Babalu", um dos líderes do tráfico de drogas no bairro de Pernambués. Babalu  foi preso em março, na Baixa do Manu, por investigadores do Departamento de Narcóticos (Denarc) e da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE).
Coe retornará para a Colônia Penal Lafayete Coutinho para cumprir o restante da pena de seis anos e dois meses de prisão. O Grac, que investigava o paradeiro do traficante desde a sua fuga, foi criado para localizar foragidos e cumprir mandados de prisão.

Otakices ou só apelo mesmo???

Quando eu casei não tinha conhecido a Helen Ganzarolli, diz Silvio Santos

Silvio Santos, 82, voltou a se derreter em elogios para a assistente de palco Helen Ganzarolli, 33.
E olha que ela não era a única bonitona a participar da gravação de seu programa no SBT.
Estavam por lá a jornalista Anelise de Oliveira e a ex-panicat Aryane Steikopf, bem como a "habituée" Lívia Andrade.
Mas Silvio só teve olhos para sua preferida. "Quando eu casei eu ainda não tinha conhecido a Helen Ganzarolli", afirmou.
"Eu estou prolongando a minha aposentadoria para que eu possa ter o prazer de vê-la todas as semanas", disse o apresentador.
"Se eu tivesse uma filha assim, eu não deixava sair de casa", garantiu. "Eu prendia em uma gaiola de ouro."
Já para Lívia, sobrou apenas uma patada: "Se eu tivesse mais uma filha, não queria de forma alguma que ela fosse parecida com você".
Fonte: F5