domingo, 28 de abril de 2013

Luan Santana rebate Guilherme Arantes durante show

Luan Santana respondeu as críticas do cantor Guilherme Arantes durante show neste sábado (27) no Credicard Hall em São Paulo.

Na última terça-feira (23), Arantes criticou o pagode e o sertanejo e afirmou que o Brasil vive uma "monocultura" durante entrevista ao portal UOL. "Existe esse cenário de balada em um país infantilizado como o Brasil, um país que perdeu a profundidade. Agora é uma coisa rasa, é só festa. É só sertanejo, pagode. É só cana, laranja e boi. O Brasil emburreceu devido à monocultura".

Durante o show, Luan Santana rebateu Arantes e disse que o Brasil é um país livre. "Cada um gosta do que quer. Quem não gosta de sertanejo, vai para outro ritmo. Se o sertanejo é mais popular e o povo gosta mais, é uma questão do público brasileiro", respondeu.

"Graças a Deus o sertanejo nunca esteve tão forte e, se depender de mim, a gente só vai continuar com isso." (Com informações do UOL)

Fonte: Correio da Bahia

Na minha opinião, eu acho que Guilherme Arantes é um bom cantor, mas eu não sei não... Ele quer o que? Que o Brasil fique na depressão? "É só festa"... Sim, e daí? Que seja, ele caiu na mídia e por isso quer descontar nos outros cantores, fazer críticas onde as vezes não deve. O público brasileiro não é obrigado a escutar axé, não é obrigado a escutar house music, e muito menos obrigado a escutar MPB! Se ele não sabe, ele mesmo está se comportando igual a um infantil querendo que o mundo todo se volte para ele, como se o mundo fosse só dele.

Vítima de neonazistas em Niterói afirma que já havia sido atacado pelo grupo

Cirley Santos, que garante ter sido perseguido por ser nordestino por um grupo de neonazista no sábado, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, conta que essa não foi a primeira vez que o bando, que se autodenomina “skinhead”, o atacou na cidade. Segundo ele, desde que assumiu sua paixão por músicas jamaicanas ele se tornou alvo do grupo
"Eles me chamaram de nordestino de merda antes de me atacar. Gritaram o nome de (Adolf) Hitler. Essa não foi a primeira vez que fui atacado por um deles. Às vezes, esbarrava com eles em alguns shows. Desde que eu passei a assumir minha paixão por músicas jamaicanas, me tornei alvo. A primeira vez que fui agredido foi há mais ou menos um ano. Foi porque eu estava com uma blusa que tinha a bandeira da Jamaica", garantiu em entrevista ao jornal Extra.
De acordo com Cirley, ele foi abordado pelo grupo no momento em que distribuía currículos. Segundo ele, dois homens o agrediram com socos e fugiram em seguida. A vítima, no entanto, conseguiu pedir ajuda a guardas municipais que estavam perto da Praça Arariboia, no Centro de Niterói. Os guardas encontraram os dois agressores dentro de um carro Peugeot preto, próximo à praça. No veículo, estava o restante do grupo, totalizando cinco homens. 

 
Presos tinham artefatos com símbolos do nazismo (Foto: Reprodução/Extra)

Eles foram identificados como Caio Souza Prado, de 23 anos, Thiago Dias Borges, de 28, Philipe Ferreira, de 21, Carlos Luiz Bastos, de 33, e Davi Oliveira de Moraes, de 31. No veículo onde estavam, foram encontrados um soco inglês, duas facas e um bastão, além de bandeiras e panfletos com a suástica, símbolo do nazismo (movimento alemão comandado por Hitler, que pregava a supremacia de uma suposta raça pura europeia).
O grupo vai responder pelos seguintes crimes: intolerância de cor, raça, etnia, religião e origem e fabricação, comercialização ou veiculação de símbolos, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica para divulgação do nazismo. De acordo com a delegada adjunta da 77ª DP (Icaraí), Helen Sardenberg, os presos também responderão por lesão corporal, formação de quadrilha e corrupção de menores. Segundo a delegada, os crimes são inafiançáveis. 

Fonte: Correio da Bahia

Morador de rua é assassinado e queimado no Vale do Ribeira

A Tribuna - O corpo de um morador de rua foi encontrado pela Polícia Militar pegando fogo em Jacupiranga, na região do Vale do Ribeira, na noite de domingo.

Após uma denúncia anônima, o corpo de Jorge Afonso Rafael, de 49 anos, foi encontrado por policiais em um terreno baldio localizado na Avenida Hilda Mohring Macedo. O corpo foi identificado na manhã deste domingo.

De acordo com informações da polícia, o corpo apresentava sinais de homicídio, com uma grande fratura no crânio. No local, havia muita madeira por cima do corpo para alimentar o fogo.

Ainda segundo a polícia, a vítima morava na rua nos últimos seis meses, depois que sua casa pegou fogo. Rafael tem dois filhos, que não moram em Jacupiranga e não foram localizados.

Briga
Uma briga pode ter ligação com a morte de Rafael. Testemunhas afirmam ter visto a vítima discutindo com um outro morador de rua nas proximidades do local, mas a autoria do crime ainda é desconhecida.


Créditos: Divulgação / PM Jacupiranga
O corpo foi encontrado pela Polícia Militar em um terreno baldio no Centro de Jacupiranga

Mulher e duas crianças são mortas à facadas em Manaus

Crime chocou os moradores do Alvorada pela brutalidade
Crime chocou os moradores do Alvorada pela brutalidade (Antonio Menezes)

Um triplo homicídio ocorreu na manhã deste domingo (28) no bairro Alvorada I, Avenida E, Zona Centro Oeste de Manaus. Juliana Silva Moura, 28, sua filha de seis anos e uma colega dela de oito foram brutalmente atacadas e mortas  à golpe de facas.
Além delas, o companheiro da vítima, Sebastião de Souza Almeida, 62, levou 36 facadas e se encontra no Hospital 28 de Agosto em estado estável, segundo informações da assessoria da Susam. Ele não necessitou passar por cirurgia.
O caso foi registrado no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), e os policiais trabalham com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Dois celulares e um relógio foram roubados da casa, que estava com a sala toda revirada.
De acordo com informações da polícia, Sebastião e a sua companheira beberam durante toda a madrugada em um bar próximo a sua residência. Juliana voltou mais cedo e Sebastião retornou aproximadamente às 6h da manhã, quando foi abordado por dois homens que entraram com ele na casa.
Eles atacaram as duas crianças, Juliana e depois tentaram matar Sebastião. Após a ação, muito ferido, Sebastião procurou ajuda de vizinhos, que chamaram a polícia.
Segundo informações de vizinhos, Juliana estava recebendo ameaças do ex-marido, cujo nome ainda não foi revelado, que estava inconformado com o fim do relacionamento.

Fonte: A Crítica

Atirador de Roma queria atingir políticos, diz promotor italiano

O atirador que feriu dois policiais e uma mulher civil na manhã deste domingo (28) tinha como objetivo atingir políticos, segundo afirmou um promotor da justiça italiana.
"Sua intenção era acertar políticos", afirmou Pierfilippo Laviani à Reuters, horas após o atentado. O homem, que foi preso logo após o incidente, foi identificado como Luigi Preiti, um desempregado com origem na região da Calábria, no sul do país.

 Autor do ataque foi detido pouco depois dos disparos (Foto: AP Photo/Mauro Scrobogna, Lapresse)

Preiti disparou os tiros em frente ao Palácio Chigi, sede do governo italiano. No momento em que ele realizou o ataque, o novo primeiro-ministro Enrico Letta fazia seu juramento no Palácio do Quirinal, a cerca de um quilômetro do local. O atentado aconteceu por volta das 11h40, no horário local, 6h40 de Brasília.
"Não foi um ato de terrorismo, mas o clima dos últimos meses, com certeza, não ajudou", afirmou Gianni Alemanno, prefeito de Roma. A Itália passou dois meses sem um governo na prática, pois um impasse político não permitia a formação de uma coalizão. A escolha de um governo com membros dos três principais partidos, sob a liderança de Letta, foi a solução encontrada.
Já o ministro do interior, Angelino Alfano, disse que "uma investigação inicial sugere que esse possa ser um caso isolado", citado pela Reuters.
Um dos policiais foi atingido no pescoço e está em estado grave. O outro foi atingido na perna e não corre risco de vida, segundo jornais italianos. A terceira ferida é uma mulher civil que passava pelo local e foi atingida de raspão -- aparentemente sem gravidade, mas a mulher está grávida.
Testemunhas disseram que ouviram cinco ou seis tiros e que o homem que portava a arma estava vestido de terno e gravata. As cápsulas encontradas eram de um calibre pequeno, segundo a polícia informou à agência Reuters.
Ao jornal italiano "Corriere della Sera", Arcangelo Preiti, irmão do atirador, disse que Luigi é trabalhador e que mora com os pais. "Não consigo compreender. É a mente humana que, às vezes, entra em tilt", afirmou.

Fonte: G1

Ex-BBB Flávia Viana está com dengue

SÃO PAULO – Na tarde deste sábado (27), a ex-BBB Flávia Vianna postou uma mensagem em seu Twitter oficial dizendo que está com dengue.
“O que seria de mim sem os cuidados da minha mãe? Passando maus bocados, mas já, já estarei ótima”, começou a mensagem. Ela se desculpou ainda por não poder comparecer a um evento: “Hoje não pude estar em Recife nessa grande festa”.

 FAMOSIDADES

Em seguida, Flávia concluiu: “Estou de repouso e cuidando dessa febre e dor de cabeça terrível! #dengue #saidemim #DeusnoControle”.

Fonte> Boa Informação

Estudo pretende provar que caatinga é mais eficiente que as florestas tropicais

A vegetação da Caatinga pode ser proporcionalmente mais eficiente do que as florestas úmidas para absorver o gás carbônico presente na atmosfera, em um processo natural, conhecido como sequestro de carbono.
É o que pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, querem provar. Para isso, iniciaram um estudo por meio do qual foram instaladas duas estações micrometeorológicas em Campina Grande, na Paraíba, para monitorar o dióxido de carbono absorvido pelas plantas da região.
Segundo o físico Bergson Bezerra, pesquisador do Insa, o grupo pretende, com os resultados, conscientizar os governos e, principalmente, a população que vive no Semiárido sobre a importância de se preservar a vegetação nativa como forma de mitigar os impactos das alterações no clima da região.
“Construiu-se um preconceito em relação à Caatinga, sustentado na ideia de que ela representa um ambiente hostil e inóspito. As pessoas sempre acreditaram que ela não servia para nada, que era melhor retirar toda a Caatinga e substituí-la por [vegetações] frutíferas, por exemplo”, disse. “Queremos provar cientificamente que isso não tem fundamentação”, completou.
O pesquisador defende que se o produtor rural recuperar essas áreas com espécies nativas estará contribuindo não apenas para a “preservação do patrimônio do Semiárido”, mas também para o combate às alterações climáticas, por meio da absorção eficiente do carbono na atmosfera.
“Estudos revelam que as florestas tropicais têm alta capacidade de sequestrar carbono [da atmosfera], mas elas também apresentam altos níveis de emissão, que ocorre, por exemplo, com a queda de folhas. Já a Caatinga, não sequestra tanto, mas emite quase nada e queremos investigar esse grau de eficiência, que acreditamos ser maior no caso da Caatinga”, disse.
Bergson Bezerra enfatizou que os três primeiros meses de observação, já trouxeram “resultados auspiciosos”. “Será um estudo de longo prazo, com conclusão prevista para 2015. Mas essa observação preliminar já nos permitiu constatar que mesmo no período seco, quando a planta fica totalmente sem folha e com estresse hídrico, ainda há sequestro de carbono, ou seja, ela ainda cumpre seu papel ambiental.”
Ele ressaltou que com a chegada da estação chuvosa, nos meses de maio e junho, os pesquisadores acreditam que a atividade fotossintética será acentuada, com sequestro de carbono ainda mais intenso.
A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e um dos mais alterados pelas atividades humanas. Trata-se de um tipo de vegetação que tem fauna e flora com grande diversidade de espécies e cobre a maior parte da área com clima Semiárido, principalmente da Região Nordeste. Ela é apontada pelos pesquisadores como um dos biomas mais vulneráveis às mudanças climáticas associadas aos efeitos de aquecimento global e pela exploração pelo homem de forma desordenada e insustentável.

Fonte: Tribuna da Bahia

Eles nasceram de novo: sobreviventes da Kiss tentam retomar suas vidas

A tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), causou a morte de 241 pessoas, mas muita gente conseguiu se salvar. Pelo menos 623 saíram com vida do incêndio na casa noturna, em 27 de janeiro, conforme levantamento da Polícia Civil. Passados três meses da tragédia, os sobreviventes tentam retomar suas vidas, depois de passar por um trauma sem precedentes.




Mesmo quem conseguiu escapar da boate não ficou ileso. Alguns carregam feridas pelo corpo, outros têm de fazer tratamento médico. Mas muitos também ficaram com marcas que não podem ser vistas. Podem ter saído sem ferimentos ou problemas respiratórios, mas carregam consigo uma tristeza que não se vai. Pelo menos 130 pessoas ainda tiveram que passar por internações em hospitais antes de poder voltar para casa.

Restam ainda quatro jovens internadas, todas mulheres. A torcida é para que as altas venham logo, e para que as meninas possam voltar ao convívio da família e dos amigos, e aos seus verdadeiros lares.

Três meses depois, a tragédia ainda faz parte da memória, e ainda fará por muito tempo, dessas pessoas que conseguiram sair com vida de um inferno. Elas nasceram de novo.


Pela perda dos amigos, apoio psicológico
Na última terça-feira, a estudante de Administração Suzielle Dalla Corte Réquia, 25 anos, fez uma visita à sede da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM). Ela foi até lá para se informar sobre atendimento psicológico, pois ainda se sente abalada pelo incêndio na Boate Kiss.

Suzielle já tinha se consultado com psicólogas, mas deu um tempo, porque era difícil ficar relembrando a tragédia. “Chega uma hora em que a gente não quer falar mais sobre isso. Mas a psicóloga disse que temos que encarar o medo. É isso que vou fazer”, diz a estudante do Centro Universitário Franciscano (Unifra).

A estudante de administração Suzielle Dalla Corte Réquia, 25 anos, na sede da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) Foto: Luiz Roese / Especial para Terra
A estudante de administração Suzielle Dalla Corte Réquia, 25 anos, na sede da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM)
Foto: Luiz Roese / Especial para Terra

A jovem santa-mariense enfrentou duras perdas. “Morreram 14 conhecidos, e três amigos muito próximos”, destaca.

No dia da tragédia, Suzielle estava perto da saída da boate, e demorou para perceber o incêndio. “Ninguém tinha gritado. Em questão de segundos, veio a fumaça, e já não dava para enxergar mais nada”, relembra.

No tumulto para sair, Suzielle não conseguia enxergar quase nada. Tanto que, sem querer, pisou em duas pessoas ao tentar ir para a rua. A estudante ainda conseguiu passar por um guarda-corpo, mas parou em um segundo obstáculo, tendo que pular sobre ele.

O fato de ter saído da boate sem problemas físicos não fez com que Suzielle ficasse menos abalada. Depois da tragédia, ela até já saiu à noite, mas apenas em locais abertos. A estudante ainda tem medo de algumas situações. Dia desses, foi a um restaurante com a mãe. Ao entrar, ficou reparando em tudo: se tinha extintores, onde estavam as saídas. “Me senti mal e só falei: ‘mãe, vamos embora’”, revela Suzielle.


Da primeira balada juntas, uma não voltou
Apesar de frequentarem uma a casa da outra e da amizade formada no curso técnico em Radiologia, a auxiliar de escritório Michele Pereira, 35 anos, e a amiga Leandra Fernandes Toniolo, 23, nunca conseguiam sair juntas à noite. No dia 26 de janeiro, porém, as agendas combinaram e foram à Kiss.

Michele estava do lado de um dos bares da boate e foi uma das primeiras a sair da casa noturna, não sem antes passar por um segurança que barrava a porta e cortar o joelho ao passar por cima de um guarda-corpo. Leandra tinha ido ao banheiro. Ela não conseguiu sair da Kiss com vida e deixou uma filha de 1 ano e 7 meses.

A auxiliar de escritório Michele Pereira, 35 anos, foi para a Kiss com a amiga Leandra Fernandes Toniolo, 23 anos, que não sobreviveu Foto: Luiz Roese / Especial para Terra
A auxiliar de escritório Michele Pereira, 35 anos, foi para a Kiss com a amiga Leandra Fernandes Toniolo, 23 anos, que não sobreviveu
Foto: Luiz Roese / Especial para Terra
A auxiliar de escritório chegou à rua dos Andradas e viu um cenário de guerra: havia pessoas caídas no chão e muito desespero. “Parecia um filme de terror. Logo que saí, foi questão de segundo e deu um apagão na Kiss. As pessoas gritavam dizendo que a boate ia explodir”, relembra Michele, que ficou com a carteira da identidade e o celular da amiga.

As duas tinham chegado à boate por volta das 23h do sábado, por orientação de Elissandro Spohr, o Kiko, um dos donos da Kiss. Michele conhecia o empresário e pediu os ingressos. Ele orientou que chegassem cedo, pois a casa deveria lotar. 

Na madrugada do dia 27 de janeiro, depois que conseguiu sair da boate, Michele ficou um bom tempo na frente da Kiss, na expectativa pela saída da amiga. Esse momento não ocorreu. Ainda pela manhã, ela foi até a casa de Leandra avisar o pai dela, Ildo Toniolo.

Michele passou por observação no Pronto-Atendimento Municipal no domingo. No dia seguinte, devido a uma tosse constante, voltou a buscar atendimento, no Hospital de Caridade. Até hoje sente falta de ar.

A auxiliar também está recebendo acompanhamento psicológico. Desde a tragédia, não saiu mais à noite. “Fico com medo de acontecer alguma coisa, sei lá. As cenas de pessoas ensanguentadas no chão, desmaiadas, vêm à minha cabeça”, contou.


Casal se salvou junto
O casal de namorados Juliano Almeida da Silva, 23 anos, e Ana Carolina da Costa, 18, estavam num grupo de quatro pessoas na madrugada trágica na Boate Kiss. A jovem desmaiou perto da porta de saída, ainda dentro da casa, e foi retirada por um desconhecido. Juliano conseguiu sair acordado, mas apagou ainda em frente à Kiss. Paula Simone Melo Prates, prima de Ana Carolina, e Daniel Knabbem da Rosa, amigo do rapaz, não conseguiram se salvar.

O casal de namorados Juliano Almeida da Silva, 23 anos, e Ana Carolina da Costa, 18 anos Foto: Luiz Roese / Especial para Terra
O casal de namorados Juliano Almeida da Silva, 23 anos, e Ana Carolina da Costa, 18 anos
Foto: Luiz Roese / Especial para Terra

O casal estava na área VIP, no fundo da boate, e teve que atravessar toda a casa noturna para conseguir sair. Eles e a prima de Ana Carolina se deram as mãos e foram em direção à porta, mas já não era possível ver mais nada. Juliano tentou trancar a respiração por causa da fumaça, mas não conseguiu por muito tempo. No tumulto, o trio acabou se separando.

Ana Carolina e Juliano foram transferidos ainda no domingo para Porto Alegre. Ela ficou 10 dias internada (cinco na UTI) na Santa Casa, com queimaduras. Ele, 39 dias no Hospital Cristo Redentor, com problemas respiratórios além das queimaduras.

Depois de ter alta e voltar a Santa Maria, a jovem ainda retornou para Porto Alegre, onde acompanhou o namorado por 25 dias. O casal namora há três anos. “Foi uma fase bem difícil”, lembrou Ana Carolina.

Os familiares dos dois acompanharam a luta de outros jovens nos hospitais. Ana estava internada na mesma época de Pedro Almeida, 20 anos, a 238ª vítima do incêndio. Juliano foi o último sobrevivente a deixar o Cristo Redentor. Cinco dias antes, Pedro Falcão Pinheiro, 25 anos, morreu no hospital: a 240ª vítima da tragédia.

Na tragédia, Ana Carolina perdeu colegas do curso de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e trancou o curso. Ela diz que já era uma decisão anterior à tragédia. Juliano voltou a trabalhar como corretor de imóveis há três semanas, com marcas de queimaduras no braço esquerdo e no rosto. Nos dedos da mão esquerda, precisou fazer enxertos. Ele ainda faz consultas regulares com especialistas e, antes de voltar a trabalhar, passou duas semanas em casa, pois se “sentia meio fraco das pernas”.

“A gente repensa várias coisas na vida depois de passar por uma situação dessas. Dá valor a coisas que não reparava antes”, disse Juliano. Os dois não saíram mais após a tragédia. O máximo foi uma pizzaria, e eles conseguiram não se deter a reparar itens de segurança. “Acho que a cabeça não afetou tanto, porque a gente desmaiou”, concluiu Juliano.


Salva por freezer quer ser soldado
Uma das sobreviventes da tragédia que mais apareceu nos noticiários foi a estudante de Enfermagem Ingrid Preigschadt Goldani, 21 anos. Ela ganhou notoriedade pela história de como se salvou - funcionária da boate, colocou a cabeça dentro do freezer para poder tomar ar antes de seguir em direção à saída em meio à fumaça - e pela foto divulgada pela mãe, a decoradora Eliete Goldani, logo que abriu os olhos na UTI do Hospital Conceição, em Porto Alegre. Ingrid fez um coração com as mãos, pois ainda não conseguia falar.

A estudante de Enfermagem Ingrid Preigschadt Goldani, 21 anos Foto: Luiz Roese / Especial para Terra
A estudante de Enfermagem Ingrid Preigschadt Goldani, 21 anos
Foto: Luiz Roese / Especial para Terra

Depois de três meses, Ingrid já retomou parte das atividades. Desde 24 de fevereiro, voltou a frequentar as aulas na UFSM. A jovem não tinha intenção de retornar tão cedo, pois perdeu um colega muito próximo. “Eu estava com um sentimento de voltar e encontrar o lugar vazio na sala de aula. Mas outros colegas me deram muito apoio, me incentivaram”, revelou.  

Ingrid diz que sempre foi muito sentimental e “gosta de dar carinho para as pessoas”. Mas, depois da tragédia, “destravou”, e está ainda mais afetiva. “Passar por uma situação dessas traz mais responsabilidade, te obriga a assumir algumas coisas”, acrescentou.

Na madrugada da tragédia, Ingrid estava servindo bebidas na pista da Kiss, mas, pouco antes do incêndio começar, trocou com uma colega e foi atender na área VIP, ao lado do palco onde a banda Gurizada Fandangueira tocava. O movimento diminuiu por causa do show, que a estudante também assistia. De repente, veio o fogo. Integrantes da banda jogavam água para o teto e tentavam apagar as chamas com um extintor, que não funcionou.

Ingrid só percebeu a gravidade da situação quando um cortina de fumaça preta tomou conta da boate. “Meu celular caiu no chão e me abaixei para pegá-lo. Quando me levantei, a fumaça já veio. Respirei duas vezes e tonteei. A fumaça era quente, tinha gosto. Quando acordei na UTI, ainda sentia aquele gosto”, relembrou.

Ela quase caiu, ao tentar se equilibrar, pôs uma das mãos sobre um freezer. No instinto, colocou a cabeça lá dentro para tomar ar. Em questão de segundos, Ingrid avisou as colegas que estavam nos caixas do andar de baixo sobre o incêndio, colocou a camiseta sobre a boca, fechou os olhos, pulou o balcão do bar e foi em direção à saída, tateando as paredes.

Ingrid na UTI do Hospital Conceição, em Porto Alegre, quando fez um coração com as mãos para a mãe, pois não conseguia falar ainda Foto: Facebook / Reprodução
Ingrid na UTI do Hospital Conceição, em Porto Alegre, quando fez um coração com as mãos para a mãe, pois não conseguia falar ainda
Foto: Luiz Roese / Especial para Terra

Em determinado momento, lembra que encostou no braço de um rapaz, que a guiou por algum tempo. Já perto da porta, teve que arrastar os pés, para não pisar nas pessoas empilhadas no local. Ainda assim, tropeçou em alguém e caiu. Foi o momento de maior desespero, segundo ela, porque pessoas começaram a cair por cima.

Foi quando Ingrid recebeu a ajuda decisiva para salvar sua vida. Um rapaz desconhecido a puxou. Ela recorda que havia muitas pessoas caídas e a tarefa foi difícil, ele chegou a fazer menção de desistir, e Ingrid apelou: “Eu disse pra ele ‘me puxa pelo amor de Deus, senão eu não vou conseguir sair daqui’. No quarto puxão, ele conseguiu me tirar”. “Eu agradeço toda noite, independentemente de quem for, tanto pela minha vida quanto pela dele”, diz a estudante, que, depois de sair, ainda teve forças para se atirar na frente de veículos que passavam em frente à Kiss e pedir para que os motoristas levassem feridos para os hospitais. Naquele mesmo dia, Ingrid foi atendida no Hospital da Unimed e terminou o domingo entubada no Hospital Universitário de Santa Maria, acordando apenas em Porto Alegre.

Internada no Hospital Conceição, foi o primeiro caso diagnosticado de pneumonia química. A situação dela foi exposta pelo ministro Alexandre Padilha, que deu carona para a mãe da estudante no avião em que estava, da Base Aérea de Santa Maria até Porto Alegre. Com as vias repiratórias e orais queimadas, Ingrid ficou 10 dias internada no Conceição, dois na UTI. Quando acordou, foi motivo para um choro intenso de alegria da mãe.

“Eu não conseguia falar e fiz um coração. Era a única maneira de dizer que eu amava muito ela e que estava muito feliz”, explicou. Eliete pediu para a filha repetir a cena e postou a foto para os amigos no Facebook. Foram mais de 3 mil compartilhamentos e 10 mil curtidas, e a imagem se tornou um símbolo de esperança para aqueles que tinham passado pela tragédia.

De volta a Santa Maria, Ingrid já foi a uma boate, no final de março. “Nas primeiras horas, é bem complicado. Entrei, fiquei do lado da porta e procurei os extintores e as saídas de emergência. Não aguento qualquer tipo de fumaça, nem o gelo seco das boates. Nunca mais vai ser a mesma coisa, até porque faltam algumas companhias do teu lado”, avaliou, referindo-se aos amigos que perdeu.

Com exames e consultas médicas agendados, Ingrid tenta retomar a rotina de aulas e estágio, mas ainda sofre com as consequências físicas da tragédia, pois está com a capacidade respiratória reduzida. “Ando duas quadras e já começo a ofegar, os batimentos cardíacos ficam acelerados.” O trabalho em boate é algo que não está nos planos da estudante, que antes trabalhava se divertindo, disse.

Agora, Ingrid pretende fazer prova física para o concurso de soldado da Brigada Militar. Ainda não sabe se será possível, pois precisa fazer exercícios para adquirir condicionamento, e não está liberada para isso. “Eu já estava com planos traçados no início do ano e acontece isso, você tem que adiar”, disse Ingrid, sem pensar em desistir.

Fonte: Terra

Prédio de três andares desaba no bairro do Tororó

Um prédio de três andares desabou na madrugada deste sábado (27) no bairro do Tororó, em Salvador. De acordo com a 2ª Companhia Independente de Polícia Militar (Barbalho), o edifício já havia sido condenado pela Defesa Civil (Codesal) e, por volta das 3h veio abaixo na invasão da Portelinha.
O problema é que, segundo a Codesal, o prédio caiu sobre um outro edifício de três andares, deixando este parcialmente destruído. Os dois ficam localizados na rua Monsenhor Rubem Mesquita.
Apesar da gravidade do incidente, os policiais militares afirmam que apenas duas pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde foram medicados e liberados.
Segundo a Codesal, até às 10h da manhã de hoje tinham sido recebidas oito solicitações de emergência: um desabamento de imóvel, uma ameaça de desabamento, quatro deslizamentos de terra, uma ameaça de deslizamento e um imóvel alagado. 

Marquise
Também na madrugada de hoje, uma ocorrência de desabamento parcial foi registrada no bairro de Plataforma. Segundo a Central de Polícia (Centel), a marquise de um prédio de três andares desabou na rua dos Ferroviários por volta das 1h30. Nenhum morador e nenhum transeunte ficou ferido no desabamento. Apesar disso, a entrada da via ficou obstruída por causa de fios de alta-tensão derrubados pela marquise.

Fonte: Correio da Bahia

Obama estreia novo penteado no jantar de correspondentes da Casa Branca

É uma noite de convívio e humor. O jantar de correspondentes da Casa Branca, este ano com intervenção do apresentador Conan O´Brien, contou também com um discurso cheio de humor do presidente, este sábado à noite.

O jantar costuma ser aproveitado para, por pelo uma vez, ser o presidente a fazer piadas sobre a imprensa, não deixando de lado a CNN ou a Fox News. 



Montagem feita pela própria Casa Branca (foto D.R.)



Obama aproveitou para reconhecer que um segundo mandato pode ser cansativo, pelo que ele e a sua equipa pensaram que deveria fazer coisas diferentes. Assim, acharam por bem usar um dos «trunfos» de Michelle: o corte de cabelo da primeira dama, uma franja, foi um dos temas mais falados na tomada de posse, em janeiro. Obama apresentou, então, algumas fotos em que surge com uma franja igual à da mulher. 


Fonte: A Bola

"Cara, ele tá "estranho". Tá parecendo um macaco, kkkkkkkk"

Edifício desmorona no norte da França; duas pessoas morrem

PARIS, 28 Abr (Reuters) - Parte de um edifício residencial de cinco andares desmoronou no centro da cidade de Reims, no norte da França, neste domingo, matando duas pessoas e ferindo pelo menos dez, disseram autoridades.
O desmoronamento, que deixou vários apartamentos pendurados ao ar livre, pode ter sido causado por uma explosão de gás e as investigações continuam, disse o oficial da região Michel Bernard à BFM-TV.
O número de mortos era provisório e pode aumentar, disse ele. Cerca de 10 dos 40 apartamentos do edifício dos anos 1960 foram afetados às 11h15 (horário local). "Há um monte de entulho para limpar", disse ele.

Fonte: R7