sexta-feira, 10 de maio de 2013

Belo muda o visual e passa a usar dreadlock

O cantor Belo está com um novo visual. O artista deixou o cabelo crescer e fez dreadlock. Belo está preparando um novo CD: "Tudo Novo".

 

 Fonte: O Repórter

Casais homossexuais ganham direito ao uso de fertilização in vitro

O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou uma resolução que garante aos casais homossexuais o direito de recorrer à reprodução assistida para ter filhos. A norma anterior previa que qualquer pessoa poderia ser submetida ao procedimento, mas era vaga e deixava margem para diferentes interpretações.
 
A nova resolução, que será publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União, explicita, pela primeira vez, o direito dos casais homoafetivos, um marco na luta pelos direitos civis dos homossexuais, embora faça uma ressalva ao estabelecer que será "respeitado o direito da objeção de consciência do médico".
 
Entre as novidades estão também a regulamentação do descarte de embriões congelados há mais cinco anos, o estabelecimento de uma idade limite para recorrer às técnicas de fertilização in vitro e a normatização da chamada doação compartilhada, quando os óvulos de uma mulher são usados por ela e por outra para engravidar.
 
Esta é a terceira versão da resolução do conselho. A primeira é de 1992, e havia sido modificada apenas uma vez, em dezembro de 2010. Nos casais formados por duas mulheres, uma delas poderá ter seu óvulo fecundado e ela mesma continuar a gravidez.
 
Pegar só o óvulo ou ter mulher da família
 
Se preferir, o óvulo pode ser introduzido no útero da parceira, para que as duas tenham participação no processo. Nos casais formados por dois homens, eles terão que procurar uma mulher na família para levar adiante a gestação.
 
A resolução do CFM estabelece que o "útero de substituição" deve vir de uma familiar separada por no máximo quatro graus de parentesco. Isso significa que, caso precisem, tanto um homem como uma mulher podem pedir para a irmã, a mãe, a avó, a tia ou a prima carregarem o bebê.
 
O limite anterior era para parentes de primeiro ou segundo graus, o que excluía tias e primas. O pagamento por uma barriga de aluguel continua proibido.
 
Já a doação compartilhada permite que uma mulher que não pode produzir óvulos custeie o tratamento de outra que também quer engravidar. Em troca, a doadora cede metade de seus óvulos.
 
Variáveis
 
Com isso, duas mulheres que não podiam engravidar — uma por falta de condições financeiras e a outra por não conseguir produzir óvulos viáveis — poderão se tornar mães. Mas a receptora deve estar pronta para assumir o risco de não ser beneficiada, uma vez que a doadora deve ficar com pelo menos quatro óvulos.
 
A resolução também estabelece uma idade máxima para que a mulher possa se submeter ao tratamento: 50 anos. Segundo o CFM, essa idade foi definida a partir de critérios científicos.
 
Também foi estabelecido em 50 anos a idade máxima para doar esperma e 35 anos para doar óvulos. Uma gravidez tardia e que seja resultado de células reprodutivas de pessoas mais velhas traz maiores riscos à segurança da gestante e da criança.
 
Receptora não conhecerá doadora
 
A doação compartilhada já era praticado nas clínicas, mas ainda não tinha sido regulamentada. Pela resolução, as duas mulheres não se conhecerão. A receptora receberá apenas dados sobre a doadora, como características físicas e escolaridade, mas não saberá de quem se trata. Continua sendo proibido comercializar óvulos e esperma.
 
"Não é mercantilização, mas solidariedade, porque aqui não está havendo nenhum lucro. Ela não vai ter nenhuma vantagem pecuniária, financeira", afirmou o presidente em exercício do CFM, Carlos Vital Corrêa Lima.
 
Hoje, quem não tem condições de custear seu tratamento pode recorrer ao sistema público de saúde. Mas apenas seis cidades oferecem esse serviço: São Paulo, Brasília, Recife, Natal, Goiânia e Ribeirão Preto (SP).
 
Custo alto
 
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assisitida (SBRA), Adelino Amaral, o tratamento em clínicas particulares custa entre R$ 15 mil e R$ 20 mil, e as chances de dar certo ficam entre 35% e 40%.
 
Amaral diz que de 10% a 15% dos casais brasileiros têm problemas de fertilidade. 
 
A resolução também regulamenta o descarte de embriões preservados há mais de cinco anos. Atingido esse prazo, os pais poderão descartá-los, doá-los para pesquisas de células-tronco ou doá-los para outros pacientes.
 
Caso prefiram, podem mantê-los congelados também. No caso de pesquisas com células-tronco, a Lei de Biossegurança permitia o uso de embriões congelados por pelo menos três anos até a data em que foi sancionada, em março de 2005. Mas nada dizia a respeito dos embriões criados depois disso.
 
"É terreno que não há norma contraditando isso. Então entendemos que isso não é absolutamente antijurídico", disse Vital.
 
A resolução também deixa mais claro que o número de embriões transferidos ao útero de uma mulher vai depender da idade da doadora do óvulo, e não da receptora.
 
Poderão ser introduzidos até dois embriões, caso eles sejam provenientes de doadoras com até 35 anos, três quando elas têm entre 35 e 40 anos, e quatro quando acima de 40.
 
Cumprimento da regra
 
O médico que não cumprir a resolução estará em desvio ético e os conselhos regionais de medicina (CRMs) e o CFM atuarão nesse cidadão — ressaltou José Hiran Gallo, tesoureiro do CFM e coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do CFM. (O Globo)

O homem que largou tudo para fugir das drogas e a mulher que há 40 anos vaga pelas ruas de SP

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Eles carregam nas costas tudo que tem como moradia. Objetos de conforto, mínimo. Varrer a poeira, cuidar da higiene e caprichar nos detalhes serão vestígios de vidas que já foram, um dia, mais organizadas?
Fabiana tem 28 anos, sobre o olho que perdeu, diz apenas: "arma de fogo". O sorriso é de quem está entre amigos, em um centro de convivência para moradores de rua.
Hoje é dia de karaokê, e a disputa pelo microfone é grande. Sabe como é, quem canta seus males espanta. E males não faltam nesse tipo de vida.
Debaixo do mesmo viaduto, o ex-professor de inglês João Marcelo Nucci aproveita o dia bonito para lavar roupa. Ele está na rua há quase dois anos. Não veio atrás de drogas, como muitos. Veio para fugir do crack.

João: O que eu tenho que fazer para não usar mais a droga? Não ter mais dinheiro. E como que eu fiz para não ter mais dinheiro? Parei o meu trabalho.
Globo Repórter: largou tudo?
João: fui para a rua, larguei tudo.
Globo Repórter: o que você largou lá em São Bernardo?
João: eu larguei uma casa mobiliada.
Globo Repórter: ficou lá, você nunca mais voltou?
João: não. E um carro.
Globo Repórter: o carro ficou lá?
João: ficou lá.
Globo Repórter: você não sabe onde está?
João: não, deixei na rua

Professor de inglês há mais de 20 anos, João diz que usou o crack como uma anestesia anti-pânico, depois da descoberta de um tumor no intestino. Foi a gota d'água em uma vida já cheia de problemas.
“Eu também tenho uma orientação sexual diferente. Sou homossexual e não pratico sexo desde a descoberta da AIDS, há 14 anos. Minha família me expulsou de casa por causa disso.”, diz.
Homossexual, soropositivo, rejeitado pela família. Mesmo assim, João estava conseguindo seguir adiante. Trabalhava em duas escolas e ganhava bem, mas gastava quase tudo com a droga.
"Minha vida era a droga. Em vista do que eu usava, vamos dizer que eu dei um grande passo, já. Porque fico meses sem usar. Não vou dizer que parei, às vezes me dá aquela abstinência, ou aquela tristeza, e aí eu uso uma pedra. Custa R$5, que eu consigo no farol. Eu fumo uma e corro para a minha cama”, conta João.
A vida nas ruas começa, na verdade, entre quatro paredes, debaixo de algum teto. Desajustes familiares e conflitos domésticos são a primeira causa desse tipo de situação. Em segundo lugar vem a dependência química por álcool, drogas, muitas vezes motivada pela primeira razão. Só em terceiro lugar aparece a doença mental, o que de certa maneira é surpreendente. Vai contra o senso comum de que é preciso ser louco para viver assim.
Uma veterana das ruas talvez carregue essas três causas, ou outras tantas, difícil saber. Em um raio de quatro, cinco quilômetros, entre o Centro paulistano e a nobre região dos Jardins, ela é bem conhecida.
"Toninha? Conheço. Quer dizer, conheço de vista, né? Ela está sempre por aqui, pelo bairro", diz um taxista.
“Ela se chama Dona Maria, não é Toninha”, diz a educadora em saúde publica Sofia Vaier.
“Parece que ela não gosta de ser chamada de Maria”, afirma o repórter.
“Quando chama de Dona Maria ela se põe a gritar como uma doidinha mesmo", completa Sofia.
“Ela uma vez me deu um tapa no rosto. Eu ia subindo para ir na cabeleireira, ela veio e me deu um tapa", conta a professora aposentada Rosa Donato .
“Ela não ultrapassa aquele véu, ela tem aquele véu no olhar dela, não é uma doença, é um véu”, explica o jornalista Caio Mário Britto.
São décadas de convivência quase diária, e Toninha permanece um mistério. Aguça a curiosidade e alimenta lendas.
“Eu soube que parece que ela tinha um filho que morreu. Ela era empregada doméstica em alguma casa”, especula a dona de casa Fátima Attala.
"Já falaram que ela era casada e sequestraram o filho dela. Depois disso ela ficou doida", comenta o dono de lanchonete Fábio Diniz.
"Era uma pessoa bem sucedida e, do nada, perdeu tudo", afirma um homem.
“Ela teve um filho e alguém acho que adotou o filho dela. Aí ela veio morar na rua e ficou naquele tipo que ela era, revoltada, brava. Ela chegou a agredir uma amiga minha também”, diz Marta Rosa, cabeleireira.
Como em imagens da década de 90, de quando ela vivia debaixo do minhocão, um enorme viaduto no centro de São Paulo.
"Atacava mulher, mas atacava mulher na TPM, do contrário nunca deu um problema. Ela nos pedia os absorventes e era nessa fase que ela batia nas pessoas. Passava isso aí, não tinha problema” conta o balconista de farmácia Adílson Max.
Antigo morador da região, o motorista João Batista do Carmo, 84 anos, conheceu a Toninha antes, muito antes. "Toninha sabe ler e escrever muito bem. Fazia conta e ajudava minha filha na escola", lembra.
E mais: trabalhava em uma casa de família e ajudava no bar que os patrões tinham, mas se envolveu com um rapaz e o dono do bar não aprovou o namoro. "A Ttoninha ficou louca depois que saiu desse bar, ela era uma adolescente", destaca Seu João.
Todo mundo já deve ter se perguntado alguma vez como é possível viver assim, exposto, mal abrigado, muitas vezes por anos a fio, sem adoecer, sem perecer.
"A Toninha nunca tomou remédio. As únicas vezes que eu vi a Toninha tomar remédio, era remédio parador de dente. Ela nunca tomou outro tipo de medicamento", diz Adílson.

Será que existe algum segredo para isso? Ou será que a sobrevivência, nesses casos é exceção, e não a regra? A resposta é do diretor da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.
"Aparentemente ela não fica doente, mas certamente ela tem os seus momentos de doença, de bronquite, de infecção respiratória. A gente não nota porque ela vai pro hospital e volta, então, pode-se sentir a ausência dela por um período", explica o diretor da Escola Paulista de Medicina – Unifesp, Antonio Carlos Lopes.
Frio, doenças pulmonares, cirroses, pancreatites, danos no sistema nervoso. Tudo isso mata muito mais do que se percebe. Mas, e a Toninha, quase uma vida inteira na rua?
"Eu diria que é muito raro mesmo. A regra é esses pacientes morrerem precocemente, serem internados várias vezes ao ano, várias vezes por mês, inclusive. Depois no interno recebe uma alimentação adequada, vitaminas, que dá garantia para um período, e depois o sistema se repete”, completa Antonio Carlos.
E alguém que já vai para a rua doente? “Eu perdi a vontade de tudo. Eu só sei fazer crochê ou ler um livro, é a única coisa que eu faço durante o dia inteiro. Ou durmo", conta João Marcelo.
Trabalho dobrado para quem cuida deles. Em um posto de saúde, a equipe coordenada pela enfermeira Elaine Martins Claro demorou meses para convencer João a levar a sério o tratamento contra a Aids. Agora, quando ele recebe o kit mensal com o coquetel de remédios, entrega tudo na mão da Elaine, e vem buscar só as doses diárias.
“É uma vitória, né? Trazer um paciente nessa condição, para a condição que ele está. Coisa boa para gente”, comemora Elaine.
A amizade faz diferença mesmo. Em uma lanchonete, toda noite, ele tem garantidos sucos, salgados e uma boa dose de atenção.
"Você olha para ele hoje é diferente, porque ele é uma transformação já. Há três meses, ele estava desfalecido. Para ele, morrer era a solução”, conta Marcelo Gomes Freire, comerciante.

Marcelo veio do Ceará para São Paulo, com 19 anos, ainda analfabeto. Só aprendeu a ler quando virou evangélico, com a bíblia. Aliás, mais um presente oferecido ao João. "Como ele disse que tinha o sonho de ter uma bíblia, eu fui lá, comprei, e doei a ele, né?”, diz.
E bíblia bem ao gosto do amigo, em português e inglês, para motivar mais.
O trecho que João escolhe tem tudo a ver com essa fase da vida dele.
Salmo 23: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará...”.
Do outro lado da cidade, no Jardins, mais uma lanchonete. E mais um porto seguro para a Toninha.
Fábio Diniz, dono da lanchonete: “Ela toma café todo dia aqui, come o salgado que ela pede, que tem que ser o que ela quer, né? Se não for o que ela quer, sai brigando”.
Globo Repórter: E você serve?
Fábio Diniz: Sim.
Globo Repórter: Por quê?
Fábio Diniz: “É um jeito de ajudar, né? Ela não faz mal a ninguém”,
Globo Repórter: E conversar, você já conseguiu conversar com ela?
Fábio Diniz: “Não, não sai uma palavra com nexo”.
Com tanto tempo nas ruas de São Paulo, o repórter Alberto Gaspar conhece a Toninha há muito tempo. Mas será que ela o conhece? Os dois se encontram e, como sempre faz, o repórter oferece um café. Ela pega e vai embora.

Fonte: Globo Repórter

YouTube lança canais pagos no Brasil e mais nove países

O site de vídeos YouTube, do Google, começou nesta quinta-feira um serviço de acesso mediante assinatura junto a criadores de conteúdo selecionados do programa de parceria. O maior site de vídeos do mundo agora permite que criadores estabeleçam taxas de acesso e aceitem anúncios, tudo à escolha deles, para os canais que criarem. Na estreia, o Brasil tem 53 canais com opção de assinaturas.

Pagamento pode ser mensal ou, dependendo do canal, oferecer desconto para assinatura anual Foto: Reprodução
Pagamento pode ser mensal ou, dependendo do canal, oferecer desconto para assinatura anual
Foto: Reprodução
​Preços para os 30 fornecedores de conteúdo iniciais começam em US$ 0,99 por mês, e terão 15 dias de teste gratuito. A mensalidade média será de US$ 2,99, e os canais também têm a liberdade de oferecer pacotes anuais com desconto. Os canais com assintaura paga passam a ter o símbolo do cifrão ao lado da inscrição 'assine', no respectivo botão.

National Geographic Kids é um dos canais que estreiam serviço de assinatura paga do YouTube Foto: Reprodução
National Geographic Kids é um dos canais que estreiam serviço de assinatura paga do YouTube
 

O novo serviço por assinatura estará disponível em 10 países no lançamento, embora o YouTube não especifique quais. Nesta quinta, para usuários brasileiros, é possível comprar o conteúdo dos canais Baby First PLUS, Big Think Mentor, BIGSTAR Movies, Cars.TV, Comedy.TV, ES.TV, Fix My Hog (Harley), GayDirect, Gravitas Movies, Guys Night In, Here TV Premium, iAmplify Fitness, iAmplify Yoga, JusticeCentral.TV, Laugh Factory VIP, MyDestination.TV, National Geographic Kids, Personal Defense Network Premium Channel, Pets.TV, PGA Digital Golf Academy, PhotoGuide+ Digital Photography Instruction, Qello, Real Wisdom TV, Recipe.TV, SmartTV.com, SportskoolPlus, TNA Wrestling PLUS, TYTplus e Woodworkers Guild of America Premium Channel


O YouTube tem falado publicamente sobre sua intenção de realizar testes com canais pagos, e não tem escondido seu interesse em ser um grande participante no segmento de conteúdo de qualidade. Em março, o YouTube disse em seu blog que tem mais de 1 bilhão de visitantes únicos por mês.

Fonte: Terra

Ex-ditador guatemalteco Ríos Montt culpado de genocídio

O ex-ditador guatemalteco Efraín Ríos Montt, de 86 anos, foi declarado culpado de genocídio, nesta sexta-feira, em histórico julgamento, e se tornou o primeiro líder latino-americano e um dos poucos no mundo a ser condenado por esse crime.
O general Ríos Montt foi condenado a 50 anos anos de prisão por genocídio e mais 30 anos por outros crimes contra a humanidade.
"O acusado é responsável como autor do delito de genocídio e (...) a ele se impõe uma pena de 50 anos incomutáveis, e o acusado é responsável contra os deveres da humanidade (crimes de guerra) cometido contra a vida e a integridade da população civil e (...) a ele se impõe a pena de 30 anos de prisão incomutável", anunciou a juíza Jazmín Barrios, titular do Tribunal Primeiro A de Maior Risco, ao ler o veredito, ao qual ainda cabe recurso.
Ríos Montt foi considerado culpado de 15 massacres, por parte do Exército, de 1.771 indígenas maias-ixiles, no departamento de Quiché (norte do país), durante seu regime de ferro entre 1982 e 1983. Já seu ex-chefe de inteligência militar, José Mauricio Rodríguez, foi absolvido das mesmas acusações.
De terno escuro, Ríos Montt reagiu afirmando que o julgamento foi "um show político internacional que vai afetar a alma do povo guatemalteco, mas estamos em paz porque jamais derramamos ou manchamos as mãos com o sangue dos nossos irmãos".
Em tom desafiador, o general afirmou que os juízes não consideraram as provas que o exoneram e nem o devido processo. "Em consequência disto, os senhores advogados tratarão de anular a sentença de hoje".
"Ordena-se a imediata detenção, pela natureza dos delitos, e se ordena o ingresso diretamente na prisão", determinou a juíza.
Na quinta-feira, ao tomar a palavra pela primeira vez perante o tribunal, Ríos Montt negou sua responsabilidade alegando que estava muito ocupado como chefe de Estado e que não tinha controle sobre os militares: "Eu me declaro inocente, nunca tive a intenção, o propósito de destruir nenhuma etnia nacional (...). Não sou genocida".
O genocídio é o crime mais grave reconhecido pelo Direito Internacional, mas, ainda assim, um dos mais difíceis de provar. O de Ruanda (1994), a matança de Srebrenica em 1995, durante a guerra da antiga Iugoslávia, e as atrocidades do regime Khmer do Camboja (1975-1979) se traduziram em julgamentos para alguns dos envolvidos, mas não em condenações às autoridades máximas desses países.
Uma época de horrorSob o regime do general Ríos Montt, que chegou ao poder após liderar um golpe de Estado em 1982, o Exército aplicou a chamada política de "terra arrasada" sobre populações indígenas, acusando-as de colaborar com a guerrilha esquerdista, no contexto da Guerra Fria.
Durante o julgamento, mais de 100 sobreviventes de massacres testemunharam contra os militares e revelaram atrocidades cometidas em seus povoados.
Com os rostos cobertos com mantas coloridas, mulheres indígenas relataram episódios de horror. Muitas foram estupradas por dezenas de soldados até desmaiarem.
Outra testemunha, Julio Velasco, na época um garoto, garantiu ter visto como os militares usavam "a cabeça de uma idosa como bola", em um acampamento militar. Julio havia sido levado à força para local.
O procurador do caso, Orlando López, pediu 75 anos de prisão para Ríos Montt e Rodríguez, embora a pena máxima seja de 50 anos de prisão, segundo o Código Penal guatemalteco.
Julgamento histórico e polêmicoOs advogados da defesa consideraram o julgamento ilegal, com o argumento de que se violou o devido processo. Recursos foram apresentados por sua anulação e se recuou, então, para a fase de investigações.
Pouco antes da emissão da sentença, Francisco Palomo, um dos advogados de Ríos Montt, chegou a anunciar que tinha "armas legais" para apelar, caso o veredito "fosse ruim para nós".
"O mínimo que se espera é uma sentença condenatória. Já sabemos, isso é óbvio, que, nesse Tribunal, das 100 pessoas que entram, 101 saem condenadas", disse Francisco García, outro advogado da defesa, acusando o tribunal de total parcialidade.
As organizações de direitos humanos esperavam a sentença. "Sim, houve genocídio", dizia uma enorme faixa com letras vermelhas, pendurada por ativistas em uma praça em frente à Corte.
O julgamento dividiu os guatemaltecos.
Para alguns, como o presidente Otto Pérez, um general da reserva especialista em contrainsurgência, houve violações aos direitos humanos no país, mas não genocídio. Para outros, relatórios da ONU e da Igreja documentam e comprovam que, sim, o genocídio aconteceu.
O governo "de facto" de Ríos Montt foi o mais sangrento da guerra civil que castigou o país de 1960 a 1996 e que deixou mais de 200 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos, segundo a ONU.

Fonte: Yahoo

Sequestrador de Ohio é o pai da criança no cativeiro, diz procurador

Exames de DNA divulgados na sexta-feira identificaram Ariel Castro, indiciado judicialmente pelo rapto de três jovens durante cerca de uma década nos Estados Unidos, como o pai de uma menina de 6 anos que nasceu em cativeiro, filha de uma das reféns.
Castro, de 52 anos, foi preso na segunda-feira, logo depois de as três mulheres, com idades entre 23 e 32 anos, serem encontradas dentro de um sobrado num modesto bairro de Cleveland.
Duas delas - Amanda Berry e Gina DeJesus - já se reuniram com suas famílias, e a terceira, Michelle Knight, teve alta na sexta-feira de um hospital local. Ela havia rejeitado visitas de parentes nos últimos dias, e não se sabe para onde ela iria.
O procurador-geral de Ohio, Mike DeWine, disse em nota que peritos obtiveram uma amostra do DNA de Castro na noite de quinta-feira, e "trabalharam a noite toda para confirmar que Castro é o pai da menina de seis anos nascida em cativeiro de uma das vítimas do sequestro".
A menina, filha de Amanda Berry, nasceu em uma piscina inflável infantil, no dia de Natal de 2006, segundo as autoridades. Knight disse que fez o parto por ordem de Castro, e que ameaçou matá-la se o bebê morresse. Ela relatou que fez uma ressuscitação boca-a-boca na criança quando ela parou de respirar durante o parto, segundo o boletim de ocorrência policial.
As autoridades dizem que Castro também causou pelo menos cinco abortos em Knight, agredindo-a e submetendo-a a jejuns. Por causa disso, um promotor disse que também acusará o suspeito, ex-motorista de ônibus escolar, pelo crime de homicídio, que pode acarretar a pena de morte.
Também na sexta-feira, o vereador local Brian Cummins disse que a polícia encontrou no cativeiro uma longa carta de Castro detalhando abusos sexuais sofridos por ele próprio, e falando em suicídio. "E, se ele fosse cometer suicídio, ele queria dividir o dinheiro da sua casa entre as três mulheres".
Segundo Cummins, Castro também escreveu que o rapto "foi culpa das vítimas". Elas foram capturadas ainda adolescentes, em ocasiões separadas, ao aceitarem caronas do homem no mesmo bairro onde fica a casa.
(Reportagem adicional de Kim Palmer e Mary Wisniewski)

Fonte: Terra

Miley Cyrus é eleita a mulher mais sexy do ano por revista masculina

Miley Cyrus, 20, foi eleita pela revista masculina "Maxim", a mulher mais sexy do ano. O resultado da enquete foi publicado na quinta-feira (9).
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A lista é feita através de voto popular. "Acho ótimo ser a primeira colocada. Principalmente porque fui escolhida por voto popular. eu tenho os melhores fãs do mundo!", comemorou a cantora.
A lista da "Maxim" é uma das mais famosas, entre as várias listas que elegem as maiores belezas femininas. "É o sonho de toda mulher ser escolhida a mais sexy na lista da 'Maxim'! É tão louco", declarou Miley.

 

Entre as dez mais da lista aparecem as seguintes famosas, em ordem de colocação, a partir do segundo lugar: Selena Gomez, Rihanna, Mila Kunis, Jennifer Lawrence, Jennifer Love Hewitt, Ashley Tisdale, Kate Upton, Vanessa Hudgens, e Elisha Cuthbert.

Fonte: Yahoo

"Existem dois ETs trabalhando no governo dos EUA", diz ex-ministro canadense

Conhecido como um dos maiores defensores da existência de extraterrestres na Terra, o ex-ministro canadense Paul Hellyer, de 89 anos, afirmou em audiência pública nos Estados Unidos que existem ETs no planeta e que pelo menos dois deles trabalham para o governo dos EUA.

“Há ETs vivos na Terra neste momento e pelo menos dois deles trabalham com o governo dos Estados Unidos, provavelmente. UFOs são tão reais quanto os aviões que voam sobre as nossas cabeças", afirmou Heyller.

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O ex-ministro da Defesa canadense ainda afirmou que "ao menos quatro espécies extraterrestres têm visitado a Terra há milhares de anos".

O depoimento foi concedido na audiência pública de Washington, capital dos EUA, em que se debateu a existência de vida extraterrestre.

Fonte: Yahoo