sábado, 12 de outubro de 2013

Mais de 40 mil adolescentes foram pais em 2012 na Bahia

  • Arquivo pessoal
    Victoria Alda engravidou de Lara aos 12 anos
Quando Victoria Alda e Vinicius Oliveira descobriram que estavam à espera de um bebê, ela tinha apenas 12 anos; ele 16. Nenhum dos dois sabia o que era sustentar e cuidar de uma criança. Muito menos o quanto esse filho mudaria as suas vidas.
A solução inicial pensada por eles -  que namoravam  há um ano e meio quando se descobriram  grávidos -, seria a mesma adotada por muitos outros adolescentes que passam por situação semelhante: o aborto.
O apoio da família de Victoria, no entanto, foi fundamental para que ambos desistissem da ideia. Graças e eles, a pequena Lara veio ao mundo e hoje está com 2 anos e 4 meses.
"Ficamos desesperados, mas minha família me deu total apoio. Minha mãe disse que muito pior seria se fosse uma doença", diz Victoria, hoje com 15 anos.
Casos como o do casal não são incomuns. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), somente no estado, 40.350 adolescentes com idades entre 10 e 19 anos tiveram o primeiro filho em 2012. Os dados se referem apenas a crianças nascidas vivas.
E, embora os dados ainda sejam expressivos, estados e municípios brasileiros vêm registrando uma queda do número de casos de gravidez na adolescência. Na Bahia, por exemplo, o percentual de adolescentes grávidas reduziu de 46.611, em 2011, para 40.350, em 2012.
No Brasil, de acordo com levantamento do Ministério da Saúde, o número de mulheres grávidas nesta faixa etária passou de 673.045, em 2003; para 561.088, em 2011.
Segundo o órgão, a redução está diretamente associada à ampliação do acesso a métodos contraceptivos na rede pública e nas drogarias conveniadas do programa Aqui Tem Farmácia Popular, assim como ao fortalecimento das ações de prevenção e planejamento familiar.
Mas, para a psicóloga que integra a área técnica de saúde do adolescente e do jovem da Secretaria Estadual de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Ana Paula Torres, é preciso fazer mais. "Houve uma leve queda nos últimos anos, mas ainda temos problemas", reconhece.
Um deles é que a média de incidência na Bahia de mães com faixa etária entre 10 e 19 anos (com filhos nascidos vivos) é de 21,37%, ficando acima da média nacional, que é de 19,31%.
Um outro problema é que, embora os resultados sejam positivos em boa parte dos municípios baianos, em outros a situação ainda é bastante preocupante.
Em alguns deles, a média de mães adolescentes ultrapassa os 35%. É o caso das cidades situadas no extremo sul da Bahia, região do estado que apresenta a maior proporção de mães entre 10 e 19 anos, a exemplo de Aurelino Leal (40,50%), Arataca (39,04%) e Itaju da Colônia (36,92%). Em Salvador, o percentual é de 15,44%.
Segundo a epidemiologista Greice Menezes, pesquisadora do Programa de Estudos em Gênero e Saúde (Musa) do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/Ufba), a gravidez na adolescência é um fenômeno heterogêneo e se apresenta de maneira muito distinta em algumas regiões.

Fatores
"O número de casos está diretamente associado a fatores como classe social, raça, nível de assistência e acesso à saúde, além de padrões sociais e culturais. E esses fatores se diferenciam de acordo com cada município", diz a profissional.
A psicóloga da Sesab Ana Paula Torres afirma que questões sociais e culturais podem influenciar diretamente no número de casos.
"Nas regiões mais carentes, o trabalho de conscientização junto aos pais e adolescentes se torna mais difícil. Em muitos lugares, falar de sexo na escola ou com o médico ainda é um tabu, embora muitas jovens e rapazes iniciem a vida sexual cedo", reflete.
Segundo ela, em alguns municípios, por exemplo, os pais não aprovaram a caderneta de saúde do adolescente, distribuída pelo Ministério da Saúde, que contém informações sobre menstruação, estágios do desenvolvimento da mama e pelos pubianos, vacinas, além de orientações sobre como se proteger durante a relação sexual.
"Muitos pais acham  que a caderneta vai estimular os jovens ao sexo e o objetivo é apenas orientá-los para evitar uma gravidez precoce ou até mesmo um aborto no futuro", diz Ana Paula.

Fonte: Portal A Tarde

Emoção e revolta no enterro dos irmãos Emanuelle e Emanuel

Os corpos dos irmãos Emanuelle Gomes Dias, de 21 anos, e Emanuel Gomes Dias, de 22 anos, que morreram na sexta-feira, 11, foram velados e enterrados neste sábado, 12, no cemitério do Campo Santo.
Emanuelle e Emanuel morreram após a motocicleta em que viajavam ter sido atingida pelo carro da médica Kátia Vargas Leal Pereira, 45 anos, na Avenida Oceânica, em Ondina.
Durante o velório, familiares demonstraram muita indignação. "Foi um dano irreparável e essa pessoa tem que pagar. Nós vamos lutar com os nossos métodos para que ela não fique impune", disse a prima dos irmãos, Maiane Dias.
 
Ainda no velório, 10 motociclistas da União dos Motoclubes e Motogrupos de Salvador, ligaram todas as motos de uma vez em saudação à família.
Um dos integrantes do grupo, César Pitanga, declarou que eles foram até o local do acidente colocar uma placa que dizia: "Dr. Kátia, médico é para salvar, não para matar."
A mãe dos jovens, Marinúbia Gomes, estava em estado de choque e não se manifestou sobre o acidente. Já o pai, Waldemir de Souza Dias, 53 anos, que mora em Madre de Deus, disse que apesar da distância, sempre via os filhos e que eles eram muito carinhosos.
Segundo Maiane, eles eram alegres, estudiosos e nunca ofenderam ou fizeram mal a alguém.

Duplo homicídio
De acordo com a delegada-titular Jussara de Souza, a médica será indiciada por duplo homicídio doloso (quando há intenção de matar), com base nas  imagens capturadas pelas câmeras de segurança. 
Kátia ainda permanecia internada no Hospital Aliança até a noite deste sábado, 12, com custódia da PM e sob aviso da situação, para que o flagrante seja configurado na saída da médica da unidade.

Caminhada
Uma caminhada, às 15h deste domingo, no Farol da Barra, deve reunir amigos e familiares dos irmãos, a fim de chamar atenção das autoridades envolvidas para que a médica seja penalizada.


Fonte: Portal A Tarde

Como você lida com os pelos do seu corpo?

 
O Brasil é tão maluco por depilação que até exportou sua técnica de tirar todos os pelos a vista para o resto do …Você se depila. Ok, isso eu já imaginava. A maior parte das mulheres e uma parte cada vez maior dos homens gasta um bom tempo de sua vida tirando os pelos e deixando a pele lisa. Mas a pergunta verdadeira aqui é: como você lida com seus pelos quando eles ainda estão no seu corpo?

Muita gente vai dizer que eles não são higiênicos e que se sentem sujas quando estão peludas. Bom, os médicos discordam disso. Os pelos são uma proteção do corpo. Ninguém arranca os cílios ou depila totalmente o nariz, né?

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O Brasil é tão maluco por depilação que até exportou sua técnica de tirar todos os pelos a vista para o resto do mundo. Depilação brasileira é um sucesso, lá fora, para quem quer ficar sem um pelo no corpo. Mas será que a gente lida assim bem com isso tudo?
Não lidamos. Uma mulher que diz que não se depila ainda causa um rebuliço ao redor. Já vi discussões horríveis sobre o assunto, em que as pessoas realmente ofenderam a pessoa que disse que preferia manter seus pelos como eram.
Nos tornamos uma nação asséptica, no pior sentido da palavra. Pelos, fluídos corporais, cheiros... nada disso pode existir e como não tem muito jeito, afinal são coisas naturais, esconde-los foi a solução encontrada.
Para mostrar um ponto de vista bastante diferente, resolvi compartilhar com vocês o documentário 'My body, my hair' (Meu corpo, meus pelos, em tradução livre), que mostra um grupo de mulheres que resolveu dar adeus à cera, gilete e cremes. Não, elas não fizeram depilação a laser, simplesmente decidiram ficar ao natural.
É importante lembrar que não se depilar é diferente de não cortar os pelos de certas regiões. Assim como quando o pelo do nariz está grande e as pessoas cortam, os pelos nas regiões púbicas podem ser aparados. E a higiene está em outras coisas, não na quantidade de pelo que você tem.
A maior parte das mulheres brasileiras começa a se depilar ainda na adolescência e vira uma obrigação. A gente nunca parou para pensar em como agredimos nossa pele fazendo esses procedimentos tanta vezes. Talvez seja um bom momento para fazer essa reflexão.
Já pensou em fazer um teste e ver como você se sentiria ao natural?


Fonte: Yahoo.com.br

Criador do Lollapalooza elogia trens de SP e lembra uso de ácido em festivais

Quando desembarcou no Brasil para instalar o Lollapalooza no País pela primeira vez, Perry Farrell não poupou elogios ao Jockey Clube, em São Paulo. Embora tenha se desmanchado na época ao lembrar da vista e transporte fácil ao local, nesta quinta-feira (10), ao anunciar a ida do festival ao Autódromo de Interlagos, a história foi bem diferente. “No Jockey nos sentíamos como um peixe no aquário. Já fui do aeroporto para o Jockey e pegamos trânsito. Não foi nada agradável”, disse. Os elogios, dessa vez, foram para a nova casa do festival, marcado para os dias 5 e 6 de abril.

Acompanhado por jornalistas, fotógrafos, seguranças e sua mulher, Etty Lau Farrell, Perry foi até o local do festival de trem, desde a Estação Morumbi da CPTM. “Viemos de trem até aqui e foi uma boa experiência. Os trens são confortáveis,  limpos. Conversamos um pouco, demos umas risadas e já estávamos aqui na porta”, disse.

Sobre a escolha de Interlagos – que tem em seu histórico shows de Iron Maiden (2009), Kiss (1998) e edições do Skol Beats (2000, 2001 e 2002) -, Perry usou de exemplos quase lisérgicos. "Aqui, temos diferentes níveis,  teremos uma experiência dramática e romântica. Vou contar uma experiência minha para vocês. Minha primeira vez em festivais foi no Us Festival, na Califórnia, era um lugar parecido com o que temos aqui, tinha colinas. Honestamente, eu tinha tomado ácido.  Mas era um ótimo lugar. Eu corria pelas colinas, encontrava meus amigos. Acho que teremos uma experiência parecida aqui”, completou. O novo espaço tem 600 mil metros quadrados.


Wi-Fi e estrutura
O líder do Janes’s Addiction apontou para o desejo da interatividade na terceira edição do Lollapalooza no Brasil. “Queremos wi-fi no Lollapalooza para as pessoas poderem postar fotos no Instagram, encontrarem os amigos caso se perderem. Queremos essa interatividade”.
O músico durante coletiva em São Paulo Foto: Nathália Salvado / Terra
O músico durante coletiva em São Paulo
Foto: Nathália Salvado / Terra

A T4F ainda anunciou que o número de banheiros será dobrado, além da preocupação de haver mais praças de alimentação em comparação aos anos anteriores. “Vai além da pizza e do hot dog. Vamos conversar com os melhores chefs da cidade. Jantei com a Helena Rizzo ontem e fiquei apaixonado pela comida dela. Queremos traze-la”, afirmou.O festival, que foi rigoroso com horários nas duas primeiras edições, começará às 11h e tem hora de encerramento marcada para 23h.O line-up com as atrações será anunciado entre os dias 23 e 30 deste mês. O público esperado para os 80 shows é de 140 mil pessoas.
O perfil Usuários Metrô SP postou uma imagem de Farrell entrando na estação de trem Foto: Instagram / Reprodução
O perfil Usuários Metrô SP postou uma imagem de Farrell entrando na estação de trem
Foto: Instagram / Reprodução

Esta será a terceira vez que o Brasil receberá o evento. Em 2012 e 2013, o Jockey Clube de São Paulo serviu de palco para as atrações. No ano que vem, o espaço será cinco vezes maior, com 600 mil metros quadrados. 

Com a mudança de um lugar maior, um outro problema do festival promete ser solucionado de uma vez por todas: o som. A partir do ano que vem, com mais espaço, os palcos ficarão mais afastados, evitando que o som de um interfira no outro. O Palco Alternativo, por exemplo, vai funcionar ininterruptamente e a Tenda Eletrônica não vai prejudicar mais o Main Stage 2. Com todas as novidades, o Lollapalooza Brasil procura ficar cada vez mais parecido com a edição de Chicago. 

Ainda de acordo com a organização do festival, os pais amantes da música poderão levar suas crianças para curtir um line-up e atrações especiais, no tradicional Kidzapalooza. "Não podemos deixar a Disney dizer o que é música para os nossos filhos. É melhor que o Lollapalooza faça isso. Pais legais podem trazer os filhos aqui para ter o primeiro contato com a música", opinou.


Para chegar ao local, o público será incentivado a utilizar transporte público, como trem e ônibus, e os ciclistas terão um bicicletário. Quem optar por parar o carro no estacionamento no Autódromo de Interlagos acompanhado de pelo menos quatro pessoas receberá um voucher no mesmo valor para trocar por alimentos e bebidas.


Mapa mostra detalhes de como será o Lollapalooza em Interlagos Foto: Divulgação
Mapa mostra detalhes de como será o Lollapalooza em Interlagos
Foto: Divulgação

Como chegar ao Lollapalooza 2014:
Com o Autódromo de Interlagos como novo local do Lollapalooza, os produtores do festival aconselham que o público use transporte público, alterando o horário do festival para melhor acomodar essa necessidade. No sábado a programação se encerrará às 23h e no domingo às 22h.   


- Trens
Com capacidade de 2,5 mil passageiros por unidade, o intervalo dos três nos dois dias (sábado e domingo) de evento será reduzido para 3 minutos – normalmente é de 6 a 8 minutos durante os fins de semana. A expectativa é de que 22 mil pessoas utilizem o serviço.


Os trens da CPTM operaram até 1h aos sábados e até 0h aos domingos

- Conexões
A Linha 9 Esmeralda tem ligações com linhas de metrô em quatro estações. A Linha 4 (Linha Amarela) é a mais importante e deve receber o maior contigente de pessoas nos dias do festival. A Linha 4 (Amarela) funciona até 1h e aos sábados até à 0h aos domingos.


- Distâncias
Da Estação Interlagos até a Estação Pinheiros, através da Linha Amarela do metrô, são 16 km, 10 estações. O trajeto dura 25 minutos. Da Estação Interlagos até o Lollapalooza 2014 são 800 metros – cerca 10 minutos de caminhada.


- Pedicabs
O trajeto do trem até o Lollapalooza 2014 também poderá ser feito com o auxílio de 50 pedicabs – triciclos que levarão o público até a entrada principal do evento.


- Ônibus
Os ônibus também devem ser considerados como meio de se chegar ao festival. Ao todo, serão 29 linhas regulares com média de 25 ônibus cada, que podem atender até 30 mil pessoas.  Há ainda estudo em andamento para a criação de seis linhas expressas semelhantes ao que é aplicado para a F1.

Seis terminais de ônibus servem a área do Autódromo de Interlagos: Shopping SP Market, Estação Jabaquara, Shopping Center Interlagos, Aeroporto de Congonhas, Praça da República e Estação Trianon.


- Estacionamentos
O estacionamento de interlagos tem capacidade para 4 mil carros e, com carona solidária a área pode atender cerca 16 mil pessoas. Para encorajar a ajuda mútua, quem chegar acompanhado de pelo menos quatro pessoas receberá um voucher no mesmo valor para trocar por alimentos e bebidas.

A produção do festival também selecionou alguns estacionamentos próximos às estações de trem, com capacidade para 11 mil carros.


CENU
Capacidade de 4 mil carros
A 330 m até a Estação Berrini
Haverá segurança especial na área.


Shopping D&D
Capacidade de 2.074 carros
A400 m até a Estação Berrini
Haverá segurança especial na área.


ROCHAVERA

Capacidade carros 2 mil carros
A 130 metros até a Estação Berrini
Haverá segurança especial na área.


BENTO BRANCO
Capacidade de mil carros
Vans e micro-ônibus vão levar o público até a estação Santo Amaro (a 620 m) ou até o Autódromo de Interlagos.


NOVA EMÉRICA OFFICE PARK
Capacidade de 1,3 mil carros
A 260 metros até a Estação Santo Amaro
Haverá segurança especial na área.


TRANSAMERICA EXPO CENTER
Capacidade para 800 carros
Vans e micro-ônibus vão levar o público até a estação Santo Amaro (a 625 m) ou até o Autódromo de Interlagos.


BIRMAN 9
Capacidade de 400 carros
A 380 m até a Estação Santo Amaro
Haverá segurança especial na área.


CASA BURGOS 1
Capacidade para 600 carros
Vans e micro-ônibus vão levar o público até a estação Santo Amaro (700 m) ou até o Autódromo de Interlagos.


CASA 1 ALICANTE
Capacidade de 470 carros
Vans e micro-ônibus vão levar o público até a estação Santo Amaro (800 m) ou até o Autódromo de Interlagos.


ECOBERRINI
Capacidade de mil carros
A 240 m até a Estação Berrini
Haverá segurança especial na área.


LANDMARK
Capacidade de 700 carros
A 286 m até a Estação Berrini
Haverá segurança especial na área.

Fonte: Terra 

Policiais e bombeiros buscam corpo de Amarildo em represa na Rocinha

Rio - Cerca de 30 policiais da Divisão de Homicídios (DH) e 40 bombeiros realizam buscas pelo corpo do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul, nesta sexta-feira. Uma represa na parte alta da comunidade foi esvaziada há dois dias para facilitar o trabalho..
A ação acontece na localidade Labourioux e conta com apoio de mergulhadores e cães farejadores. Nada foi encontrado na represa localizada no Labourioux. Os agentes seguem agora para uma outra represa, através de uma trilha densa, em direção à sede da UPP da Rocinha.
Policiais e bombeiros seguem em busca do corpo de Amarildo na Rocinha
Foto:  André Luiz Mello / Agência O Dia
A viatura oficial da Polícia Militar que servia ao major Edson Santos, um Renault Sandero preto, quando ele era comandante da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha, não consta na relação dos carros que estavam na UPP em 14 de julho, dia do desaparecimento de Amarildo. A lista foi encaminhada pelo próprio oficial, em 19 de julho, à 15ª DP (Gávea), que deu início às investigações sobre o sumiço.
O veículo, no entanto, foi flagrado pela câmera que fica na localidade Portão Vermelho, na Rocinha, entrando e saindo do local quatro vezes. A movimentação aconteceu entre 19h43, do dia 14, e 1h07, do dia 15. As imagens constam no relatório da DH sobre o caso.
Represa foi esvaziada na parte alta da Rocinha, mas corpo de Amarildo não foi encontrado
Foto:  André Luiz Mello / Agência O Dia
Como O DIA mostrou no último dia 4, o Sandero do oficial virou alvo da investigação sobre o sumiço de Amarildo. Ele foi periciado para saber se há vestígios biológicos do pedreiro. A Divisão de Homicídios (DH) espera o laudo com o resultado da análise.
A primeira movimentação do Sandero acontece às 19h43 quando ele deixa a base da UPP. O carro sai 18 minutos depois que a viatura 54-6014 chega ao Portão Vermelho com Amarildo — às 19h25, como mostra uma das imagens da câmera, e o retorno ao local acontece às 20h42. O carro deixa novamente a base às 21h09 e volta às 21h45. Às 23h54, o Sandero sai de novo da base da UPP e retorna à 1h07.

Nomes de policiais
Além de carros que já eram da UPP, o major Edson informou também dados de cinco viaturas que estavam apoiando a unidade na operação Paz Armada, realizada na Rocinha, no dia anterior, pela 15ª DP. Constam ainda na relação dos veículos os nomes dos policiais que dirigiram a viatura que transportou Amarildo até a sede da UPP.
De acordo com o relatório da DH, no dia 14 , a partir das 21h56, câmeras do Portão Vermelho flagraram vários carros saindo da base da UPP na localidade. O major Edson e nove policiais da UPP estão presos acusados de tortura seguida da morte de Amarildo e ocultação de cadáver.

Contradições nas versões dos oficiais
Apesar de os acusados terem relatado à DH a mesma versão fantasiosa sobre o desaparecimento, investigadores encontraram contradições nos depoimentos de vários deles, incluindo o de Edson.
Durante a reconstituição do caso, o major disse que saiu da base da UPP no Sandero para ir à 15ª DP (Gávea). Em momento similar, segundo a DH, o tenente Luiz Felipe de Medeiros, ex-subcomandante da UPP, contou que usou o mesmo carro para ir ao Laboriaux, na Rocinha.

Fonte: O Dia.Ig

Como evitar a surdez causada pelos fones de ouvido

Não é uma situação incomum. Seja caminhando nas ruas de qualquer cidade, dentro de transportes públicos cambalentes e mal conservados, ou mesmo em restaurantes barulhentos, existe alguém munido de um tocador de músicas digitais e um fone de ouvido, alheia aos barulhos do ambiente, imersa nas músicas escolhidas para distração.
Algumas pessoas, principalmente nas redes sociais, pedem para mais pessoas adotarem a mesma postura, sobretudo as rotuladas como 'funkeiros': pessoas que tocam músicas de qualidade duvidosa em alto e bom som dentro de espaços públicos, sem perguntar se há alguém interessado em escutar a seleção musical deles.
Apesar de tudo, não é todo mundo que incentiva o uso de fones de ouvido. Pelo contrário. Algumas pessoas, como o otorrinolaringolosita Manoel de Nóbrega, professor da Unifesp, pede para que tenhamos mais cuidado com este hábito do século atual. E que usemos os fones moderadamente. Afinal, corremos o risco de virar uma geração surda.

Ouvindo um motor a jato

Para ilustrar todo potencial de um tocador musical, o professor Peter Rabinowitz da Universidade de Medicina de Yale conduziu uma pesquisa que mediu a quantidade de decibéis do iPod. Resultado: o dispositivo chega em 120 decibéis quando tocado no volume máximo.
Esta altura seria o suficiente para causar o mesmo impacto nos ouvidos que um motor a jato. E de maneira profunda, pois as lesões auditivas aumentam seu impacto com sons acima de 90 dB. Como lembra Nóbrega, os danos são irreversíveis. "O que perdeu nunca mais recupera. Lembre-se de que vivemos num mundo auditivo: ou você ouve ou será excluído".

Escala de sons em decibéis; um tocador de músicas pode chegar à escala máxima.
 


O que você tem feito errado?

O professor Manoel de Nóbrega enfatizou dois comportamentos cruciais para você ensurdecer antes dos seus avós e pais. O primeiro é usar o fone de ouvido por muito tempo e em alto volume. Utilizá-lo por muitas horas pode causar irritação e inflamação da pele do meao acústico externo (conhecido como "orifício da orelha") podendo levar à otite externa aguda.
A segunda forma para causar danos permanentes é usar o fone em apenas uma orelha. "É extremamente prejudicial, podendo levar a perda auditiva unilateral com suas graves implicações, como, por exemplo, a perda de estereofonia, da localização da fonte sonora ou do falante", explica o professor.
Além do jeito de usar os fones de ouvido, o modelo também é um fator a ser considerado. O modelo de fone que é colocado no meato acústico interno ocluindo o canal é o mais prejudicial (modelo intra-auricular). O som pode ser amplificado em cinco vezes dentro do canal auditivo. O modelo ideal é o fone de ouvido externo, que dá boa atenuação do ruído gerado.

Como usar o fone de ouvido

Mudar os hábitos, de uma hora para outra, pode não ser muito fácil. Mas como diz uma bela frase - da qual o redator prefere acreditar que tenha sido cunhada por Dorival Caymmi, embora não tenha certeza - "a repetição dos atos forma o hábito; o hábito gera o caráter; o caráter faz o destino"; é necessário mudar os hábitos para criar outro destino. Neste caso, não ficar surdo.
O professor Manoel deu três dicas para amenizarmos os problemas decorrentes do mau uso dos fones de ouvido. O primeiro é não usar ou evitar os fones de ouvido enquanto estiver caminhando pelas ruas. Com o fone, perdemos a identificação dos sinais sonoros de alerta. E em alguns casos, colocamos em risco nossa própria vida, como acontece na combinação entre sms e carro.
Não ouça música por muito tempo e em alto volume. Se a pessoa ao seu lado ouvir o que você está escutando é porque você exagerou. Por fim, tente manter o volume do som em 60% da capacidade total, apesar desta métrica variar de acordo com a potência do aparelho tocador. Esta é uma forma segura para você não exagerar na quantidade de decibéis enviados aos tímpanos.


Com algumas mudanças de hábito, você pode escutar músicas sem problemas


Mal moderno

Segundo Manoel, corremos o risco de virar uma geração marcada pela surdez, e não é por qualquer motivo que existem programas como Hearing Guardian. Contudo, basta mudarmos nossos hábitos para desfrutarmos dos fones de ouvido sem perder um sentido tão importante. Afinal, tem coisa mais chata e incômoda que repetir a pergunta: "o que você disse mesmo?".

Fonte: Super Downloads