domingo, 2 de fevereiro de 2014

Katy Perry bate recorde de seguidores no Twitter

Katy Perry (foto AP)

A cantora californiana Katy Perry atingiu os 50 milhões de seguidores na rede social Twitter, batendo o recorde, revelou este sábado o Twitter Counter, responsável pela contagem.

Já em novembro Katy Perry tinha conquistado o título de mais seguida nesta rede social.

Perry encontra-se assim à frente de outros artistas como Justin Bieber e Lady Gaga, que ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Em quarto lugar está o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que no momento desta contagem tinha 41 211 859 seguidores.


Fonte: A Bola

‘A Menina que Roubava Livros’ se perde em salada de temas

By Veja

Baseado no best-seller do australiano Markus Zusak, filme até consegue entreter por duas horas, mas erra ao tentar contar muitas histórias em pouco tempo

Meire Kusumoto
Cena do filme 'A Menina que Roubava Livros'
Cena do filme 'A Menina que Roubava Livros' (Jules Heath/Divulgação)

A adaptação para o cinema de A Menina que Roubava Livros estreia no país, nesta sexta-feira, sob alta dose de expectativa dos fãs que leram o livro do australiano Markus Zusak, desde 2007 no país. E não foram poucos: o romance foi um verdadeiro sucesso editorial e permaneceu 99 semanas seguidas na lista de mais vendidos de VEJA, onde aparece agora na quarta posição, acumulando 111 semanas não consecutivas na relação. Foi esse êxito, diga-se de passagem, que projetou no mercado a Intrínseca, então uma pequena editora carioca de apenas quatro anos, que se consolidaria comercialmente com fenômenos como as séries Crepúsculo e Cinquenta Tons de Cinza. O filme, dirigido por Brian Percival (responsável por alguns episódios da série de TV Downton Abbey), segue a obra com fidelidade, na medida do possível. Mas ainda sem um futuro tão promissor quanto o livro, o longa deixa a sensação de que algo está faltando – ou sobrando.

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A Menina que Roubava Livros, o filme, começa em 1938 na Alemanha, mostrando Liesel Meminger (Sophie Nélisse), uma garota deixada pela mãe comunista, que precisa fugir do avanço nazista. Ela é adotada pelo casal alemão Hans (Geoffrey Rush) e Rosa (Emily Watson). No caminho para a nova casa, Liesel se depara com a morte pela primeira vez: seu irmão mais novo não resiste à viagem de trem. Durante o enterro, feito à beira da ferrovia, um dos coveiros deixa cair no chão um manual da sua profissão e é prontamente resgatado pela menina, que, em vez de devolver, toma para si o pequeno volume, mesmo sem saber ler.

Após sofrer bullying na escola por ser iletrada, ela pede a Hans que a alfabetize. A dupla usa o manual como cartilha e Liesel logo apresenta progresso. Ela rouba então o seu segundo livro, de forma mais ousada: resgata um volume de uma das fogueiras feitas para queimar obras consideradas subversivas por Adolf Hitler e o Partido Nazista. Outros livros serão roubados da mulher do prefeito, Ilsa Hermann, que abre as portas de sua ampla biblioteca para Liesel.


Na vizinhança, a menina tem um amigo, Rudy (Nico Liersch), garoto divertido e dado aos esportes que sonha em ser como Jessie Owens, o americano negro que se destacou nas Olimpíadas de Berlim de 1936, em plena Alemanha nazista, ao receber quatro medalhas nas provas de atletismo. A tranquilidade vivida por Liesel na casa de Hans e Rosa é abalada, como não poderia deixar de ser, pelo estouro da Segunda Guerra Mundial. Além da tensão que a família compartilha com os vizinhos durante ataques aéreos e outros momentos, o trio se vê em situação delicada quando passa a esconder em sua casa o judeu Max (Ben Schnetzer), filho de um soldado que havia salvado a vida de Hans durante a Primeira Guerra Mundial.

Somada a esse enredo, há a escolha interessante feita por Zusak, e repetida pela produção, de narrar a história pela perspectiva da Morte, que se torna uma personagem com vontade e voz – no filme, a do ator Roger Allam. Todas essas tramas correm em paralelo, sustentadas por boas atuações, principalmente a de Sophie Nélisse, que faz uma Liesel forte e delicada, ao mesmo tempo. No entanto, na tentativa de dar conta de tudo o que o texto de Zusak aborda, A Menina que Roubava Livros acaba se tornando uma salada de temas, algo que é indispensável a um romance, mas em um filme pode confundir o espectador e deixar de lado aprofundamentos importantes em certas partes da história.

Brian Percival, com carreira consolidada na televisão, ainda é iniciante no cinema, e dirige de forma determinada a não sair da zona de conforto. Por isso, o filme não erra feio a ponto de aborrecer quem está diante da tela, mas também não consegue provocar grandes emoções ou impressionar por sua originalidade. É uma adaptação que entrega ao espectador duas horas de entretenimento e uma bela trilha sonora, lembrada, inclusive, nas indicações ao Oscar, e só.