quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Australiana publica imagens de seu corpo após câncer e perde 100 amigos no Facebook

Beth Whaanga se uniu à fotógrafa, e amiga, Nadia Masot para aumentar a conscientização sobre a doença. "Vocês não entenderam o meu ponto", ela escreveu na rede social


Beth na foto de abertura do projeto Under the Red Dress (Foto: Nadia Masot)


Ter câncer é uma experiência pela qual ninguém gostaria de passar. Pensando nisso, Beth Whaanga posou para a fotógrafa e amiga Nadia Masot mostrando o efeito devastador que a doença, e as cirurgias em decorrência dela, tiveram sobre seu corpo. Elas chamaram o projeto de Under the Red Dress (Por Baixo do Vestido Vermelho).

Eis a explicação, dada por Beth ao divulgar o material: "Estas imagens são confrontadoras e contém topless. Elas não são, de forma alguma, para ser algo com conotação sexual. Todos os dias você passa por pessoas. Essas pessoas parecem normais, mas sob suas roupas às vezes seus corpos contam uma história diferente. Nadia e eu pretendemos encontrar outras pessoas que estão dispostas a participar do nosso projeto para que possamos mostrar aos outros que câncer afeta a todos. Velho ou jovem, a idade não importa, auto-exame é fundamental. Isso pode acontecer com você. O objetivo deste projeto é aumentar a consciência para o câncer de mama. Se você achar essas imagens ofensivas por favor remova do seu feed." Mas não foi bem isso o que aconteceu...

Beth se uniu à amiga fotógrafa para aumentar a conscientização sobre o câncer de mama (Foto: Nadia Masot)

Muitos de seus amigos não só ficaram ofendidos com as imagens, como a excluíram de sua lista no Facebook e reportaram o conteúdo como ofensivo aos administradoras da rede social. Poucas horas após a publicação do projeto Under the Red Dress, ela já havia perdido 100 amigos... Para essas pessoas ela mandou um recado: "Vocês não entenderam o meu ponto. Fico triste por vocês".

Admiramos a atitude da australiana e reproduzimos aqui as imagens.

O corpo de Beth após as cirurgias. As setas apontam onde e qual procedimento foi feito (Foto: Nadia Masot)

Fonte: Revista Glamour

Deputado diz que quilombolas, índios e gays são 'tudo que não presta'



Deputados federais gaúchos ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária viraram alvo de críticas nas redes sociais e também da organização não governamental (ONG) Greenpeace por conta de declarações dadas durante uma audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara, em Vicente Dutra, no norte gaúcho, no dia 29 de novembro de 2013. O presidente da frente, deputado Luis Carlos Heinze (PP) chegou a classificar, em sua fala, quilombolas, índios, gays e lésbicas como “tudo que não presta”. 
“Gilberto Carvalho também é ministro da presidenta Dilma (Rousseff). É ali que estão aninhados quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo que não presta, ali está alinhado. E eles têm a direção, têm o comando do governo”, diz Heinze no vídeo, editado, e que não traz o início de sua fala.
Apesar de trazer discursos feitos no dia 29 de novembro, o vídeo foi publicado no Youtube apenas hoje, e traz partes editadas das falas dos parlamentares durante a audiência. 
Em outro trecho do vídeo, Heinze aparece falando sobre o uso de segurança privada em propriedades rurais para impedir ocupações. Ele cita o exemplo do Pará e do Mato Grosso do Sul e pede aos proprietários que se “defendam”.
“No Pará, eles contrataram segurança privada. Ninguém invade no Pará porque a Brigada Militar não lhes dá guarida lá e eles têm de fazer a defesa das suas propriedades. Por isso, pessoal, só tem um jeito: se defendam. Façam a defesa como o Pará está fazendo, como o Mato Grosso do Sul está fazendo.”
Outro deputado que aparece no vídeo, Alceu Moreira (PMDB), classifica de “vigaristas” os que tentam ocupar propriedades. “Nós, os parlamentares, não vamos incitar a guerra. Mas nos digam. Se fardem de guerreiros e não deixem um vigarista desses dar um passo na sua propriedade. Nenhum. Nenhum. Usem todo o tipo de rede. Todo mundo tem telefone. Liguem um para o outro imediatamente. Reúnam verdadeiras multidões e expulsem do jeito que for necessário”, afirma o parlamentar em um trecho na edição feita. 

Declarações geram repercussão
Após a publicação do vídeo, o Greenpeace se manifestou através de nota publicada em seu site, e criticou o posicionamento dos parlamentares. De acordo com a ONG, os discursos dos deputados “incitam a violência contra lideranças indígenas que tentam retomar suas terras invadidas por fazendeiros, grileiros e madeireiros, como também insultam gays e lésbicas, e reforçam o discurso inverossímil acerca da demarcação de terras indígenas para o público de produtores rurais”.
O PP, partido de Heinze, também se manifestou em nota sobre a declaração do parlamentar, e afirmou que “não compartilha de forma nenhuma com qualquer manifestação preconceituosa ou que incite a violência contra qualquer grupo”.
“Defendemos a pluralidade e a convivência pacífica entre as pessoas, sempre respeitando suas opiniões e diferenças. O PP não tem qualquer compromisso com o erro ou manifestação infeliz que por certo ocorre também com integrantes de outros partidos”, diz a nota da legenda. “As opiniões divergentes ocorrem, muitas vezes, entre membros da própria família, como acontecem, também, entre os membros dos partidos políticos.”
Procurado, o deputado Alceu Moreira afirmou ao Terra que sua declaração foi motivada por uma invasão feita por indígenas, dias antes ao da audiência, à uma pequena propriedade na cidade.
“O que eu falei foi para que as pessoas se organizem, se movam, se protejam. Que não permitam que suas propriedades, adquiridas com tanto esforço, sejam invadidas”, disse. “Não estimulo a violência, não é isso, mas é melhor a desobediência civil do que a injustiça.”
O parlamentar contestou também a validade de laudos antropológicos que servem como base para grupos indígenas e quilombolas, por exemplo, em processos de concessão de terras. “Eles dizem que são vítimas de grileiros. As propriedades na região têm 10 hectares. Os índios se dizem vítimas, e são mesmos. Mas de ONGs internacionais e setores ligados ao governo federal.”
O Terra não conseguiu contato com o deputado Luis Carlos Heinze para comentar as declarações.

Bruna Marquezine perde contrato com operadora de celular

  • Reprodução | Claro
    Bruna Marquezine terminou o relacionamento com o jogador Neymar oficialmente nesta terça-feira, 11
O término do namoro de Bruna Marquezine e Neymar rendeu à atriz o fim do contrato com uma operadora de celular. Segundo o jornal Extra, a empresa decidiu não renovar com a jovem após os constantes rumores de que o romance dos dois teria terminado.

Entretanto, seu ex-namorado, que é contratado da operadora há um bom tempo, mantém o vínculo com a empresa.

Ainda de acordo com a publicação, Neymar e Bruna Marquezine não poderiam anunciar oficialmente o término enquanto a propaganda estivesse no ar, porém a operadora não confirmou as informações oficialmente.

Apesar de ter perdido este contrato, Bruna Marquezine continua a sua atuação na novela Em Família, da Globo.

Nesta terça, 11, a assessoria de imprensa da atriz confirmou que ela e Neymar não estão mais juntos, já que o romance não resistiu à distância. Bruna, inclusive, apagou todas as fotos ao lado do jogador de seu perfil no Instagram.

Fonte: Portal A Tarde

'Em Família' erra na idade dos personagens da trama

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/1/12/Em_Fam%C3%ADlia.jpg

A novela 'Em Família' mal começou e já está dando um nó na cabeça dos noveleiros. A trama apresenta personagens fortes, mas o erro não é esse. A questão é como pode Vanessa Gerbelli ser mais velha que Júlia Lemmertz na trama ou como Virgílio (Humberto Martins) aparenta ser mais velho que Helena (Júlia) e Laerte (Gabriel Braga Nunes), se todos tem na trama a mesma idade.
Esse lado já vinha sido discutido antes da estréia da novela. Nas duas primeiras fases, o disfarce foi maior, mas, com a chegada da terceira fase, o problema ficou visível.
Todos nós sabemos que novelas são ficções, mas tem coisas que não dá para entender mesmo! No primeiro encontro entre Júlia e sua tia, a diferença de idade já foi logo revelada. Na vida real, Júlia tem 50 anos, e Vanessa tem 40.
Gabriel tem 42 anos, ou seja, 8 anos mais velho que Júlia. Na novela, Helena é mais nova que Laerte, pelo menos uns 2 anos.
Para complicar ainda mais, Humberto parece ter muito mais do que seus 52 anos.
Natália do Valle tem 60 anos, 10 anos mais velha que Júlia, sua filha na ficção.
Ana Beatriz Nogueira tem 46 anos, e sua personagem é mãe de Laerte (Gabriel Braga Nunes), tem 4 anos de diferença de idade entre os atores. Laerte namora Verônica (Helena Ranaldi), e, na vida real, a atriz tem 47 anos, mais velha que Gabriel e Ana Beatriz.
O diretor da novela (Jayme Monjardim) foi questionado o porque da diferença de idade entre Natália e Júlia. Ele responde que a idade visual é a única que importa. Mas ele se esquece que é essa idade que dá nó na cabeça do público.

As informações são do site Yahoo

Britney Spears em Work Bitch

Cadela que seria sacrificada ganha uma nova chance após campanha no Facebook

Chelsea tem 1 ano e seria sacrificada, mas ganhou uma chance após atrair a atenção de possíveis novos donos pelo Facebook Foto: Reprodução
Uma cadela de 1 ano que seria sacrificada nesta quinta-feira ganhou uma nova chance após uma campanha feita no Facebook para arranjar novos donos para ela. Chelsea, como o animal é chamado, foi diagnosticada com um quadro grave de depressão, a ponto de ela não conseguir encarar as pessoas.
Moradora de um abrigo localizado em San Bernardino, no estado americano da Califórnia, a cadela, por causa da doença, não suportava virar-se para olhar possíveis novos donos que iam visitá-la no local. Dessa forma, o animal não conseguia um lar e, dada a gravidade da depressão, as perspectivas para o futuro eram as piores.

Chelsea tem depressão grave
Chelsea tem depressão grave Foto: Reprodução
Depois de uma campanha feita pelo abrigo em sua página no Facebook, a Save SBC Shelter Pups, Chelsea atraiu a atenção de diversas pessoas interessadas em adotá-la. Tanto que o abrigo já até pediu para que a foto da cachorrinha pare de ser compartilhada, uma vez que o número de pedidos de adoção recebidos foi bem maior do que o esperado.
A previsão é de que Chelsea chegue ao novo lar no próximo sábado.

Fonte: Extra

Fãs de Michael Jackson recebem 1 euro de 'indenização' por sua morte

Valor simbólico deve ser entregue a 5 admiradores por 'dano emocional'.
Juiz na França considerou que eles provaram o seu 'sofrimento'.


Da AFP
Michael Jackson durante show da turnê 'HIStory' em Viena, no dia 2 de julho de 1997 (Foto: Reuters/Leonhard Foeger)Michael Jackson durante show da turnê 'HIStory' em Viena, no dia 2 de julho de 1997 (Foto: Reuters/Leonhard Foeger)

Cinco fãs do rei do pop Michael Jackson obtiveram nesta terça-feira (11) um euro simbólico como indenização pelo "dano emocional" causado pela morte do cantor em 2009, ante um tribunal francês.
Os cinco faziam parte de um grupo de 34 pessoas que entraram na justiça contra o médico Conrad Murray, condenado a quatro anos de prisão nos Estados Unidos pelo homicídio culposo do astro.
O juiz do tribunal de Orleans, na região central da França, considerou que essas cinco pessoas, originárias da Suíça, Bélgica e França, provaram o "sofrimento" causado pela morte.
"Esta é a primeira vez, que eu saiba, que é reconhecido o conceito de dano emocional em conexão com a morte de uma estrela pop", comentou seu advogado, Emmanuel Ludot, em entrevista à AFP.
O advogado também comemorou o "fato de ter ido até o fim com o processo, apesar das zombarias".
Esse precedente é ainda mais notável, de acordo com o advogado, dado que "a ligação emocional não era de mão dupla, os fãs amavam Michael Jackson, mas ele não os conhecia pessoalmente".
Os cinco provaram seu "sofrimento" por meio de testemunhas e atestados médicos, detalhou o advogado.
Entre os queixosos, está Myriam Walter, presidente do fã clube Michael Jackson Community, com sede em Montargis, também na região central do país, que deu início ao procedimento, mas que não foi agraciada pela "indenização".
Na prática, se o 1 euro simbólico não for pago por Murray, que foi libertado no ano passado, "o reconhecimento do estatuto de vítima vai permitir que meus clientes solicitem o acesso ao túmulo de Michael Jackson em Los Angeles, que está fechado para o público".
Michael Jackson morreu em Los Angeles em 25 de junho de 2009, aos 50 anos de idade, de uma overdose de propofol, um anestésico poderoso utilizado como sonífero, com a ajuda de seu médico.

Fonte: G1

Estudante é amarrado a poste durante trote de faculdade em SP

Garoto é aluno do curso de publicidade da Faculdade Cásper Líbero.
Fotos foram divulgadas por alunos da instituição nas redes sociais.

Lívia Machado Do G1 São Paulo
 
Em trote da Cásper Libero, calouro foi amarrado a poste  (Foto: Reprodução Facebook)
Em trote da Cásper Libero, calouro foi amarrado
a poste (Foto: Reprodução/Facebook)

Um estudante do curso de publicidade da Faculdade Cásper Libero foi amarrado a um poste na Avenida Paulista durante o trote da instituição na manhã desta segunda-feira (10). As fotos do garoto foram divulgadas por alunos da faculdade nas redes sociais. Ao tomar conhecimento do ocorrido, representantes do Centro Acadêmico da Cásper Líbero republicaram as imagens e divulgaram uma nota de repúdio.
Na nota, a faculdade afirma que desde 2009 adotou uma série de medidas para coibir o “trote violento, humilhante, vexatório ou constrangedor”. E lamenta que, mesmo com tais as ações, “alguns alunos acabam por cometer excessos absolutamente inadequados e reprováveis sob todos os aspectos”.
Amanda Helena Grecco, presidente do Centro Acadêmico Vladimir Herzog, revela que diversas atividades são propostas aos alunos para combater o trote violento e machista, mas que não há contingente para fiscalizar o que é feito no dia do evento. “A gente trabalhou nessa conscientização, o Centro não faz parte do trote. Todo mundo participa, mas é muito difícil controlar. Infelizmente alguns eventos decepcionaram esse ano.”
Segundo a jovem, o Centro Acadêmico oferece um serviço de chapelaria para os bichos, que é feito no piso superior do prédio que abriga a faculdade. “A gente ficou no térreo alto. E o trote acontece no térreo baixo. A gente não viu esse menino ser amarrado. Infelizmente a Frente [Frente de Luta Feminista Casperiana Lisandra] não viu essa ação acontecendo.”
Ela ainda diz que o Centro Acadêmico pretende identificar os responsáveis e oferecer apoio ao garoto que foi vítima da humilhação. Mas que nenhum boletim de ocorrência havia sido feito até a tarde desta terça.

Além do garoto amarrado, meninas foram alvos de humilhação com pepinos e bananas (Foto: Reprodução Facebook) 
Meninas tiraram fotos com pepinos e bananas
durante trote (Foto: Reprodução Facebook)

“Não sabíamos que isso tinha acontecido, mas vamos fazer tudo para que os direitos humanos dele sejam preservados. Em nenhum momento a gente concorda com isso, ninguém apoia esse tipo de atitude. Sabemos que foi do curso de publicidade [os responsáveis pelo trote], do período diurno. Vamos falar com o calouro se ele pretende tomar uma medida. É muito cedo para falar como que vamos agir.”
Além do garoto, algumas meninas tiveram que participar de brincadeiras com pepinos e bananas. O uso de tais alimentos durante o trote, de acordo com a presidente, é antigo. Ela conta que este ano integrantes da Frente de Luta Feminista Casperiana, movimento também criado por alunos da faculdade, chegaram a jogar fora pepinos encontrados com alunos para evitar constrangimento. Ainda assim, fotos de calouras manipulando os alimentos circulam pelas redes sociais.
“[tentamos] Tirar das mãos das pessoas, não deixar cortar a roupa, não dar bebida. [Mas isso] não é um problema da Cásper. É uma sociedade patriarcal, machista, homofóbica. A gente tenta fazer uma patrulha, mas é difícil. Na medida do possível a gente está tentando conscientizar.”

Passageiros de ônibus hostilizam a black bloc 'Sininho'

Motorista do coletivo se recusou a parar para o embarque de Elisa Quadros. Na 17ª DP, ela negou conhecer Caio Silva de Souza, suspeito de matar o cinegrafista Santiago Andrade. Na véspera, cineasta gravou depoimento em vídeo e disse não entender 'tanta edição'



Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro
Ativista Sininho é cercada por jornalistas na chegada à 17ª DP, no Rio
Ativista Sininho é cercada por jornalistas na chegada à 17ª DP, no Rio (Gabriel de Paiva/Agência O Globo)

A ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, sentiu na própria pele a reação contrária da população às manifestações violentas que voltaram a tomar conta do Rio de Janeiro nos últimos dias. Ao deixar a 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão) nesta terça-feira, ela fez sinal para um ônibus no ponto mais próximo, mas o motorista do coletivo se recusou a parar. O condutor não quis contrariar um grupo que, de dentro do coletivo, gritou: "Aqui você não entra".
"Chega de hipocrisia", gritaram alguns dos passageiros da linha 474 (Jacaré-Jardim de Alah), depois de vê-la vestida com uma camiseta com os dizeres "Favela não se cala". A agora famosa black bloc também foi chamada de assassina por um homem que passava pela rua, e precisou ser contido por um policial militar. Assustada, ela chegou a pedir até o auxílio de um profissional da imprensa que seu grupo tanto critica.
Sininho foi à delegacia prestar depoimento a respeito de uma oferta supostamente feita por ela em nome do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) ao advogado de Fábio Raposo, preso sob a acusação de ter repassado o rojão que atingiu a cabeça de Andrade. O estagiário do defensor Jonas Tadeu Nunes afirma ter recebido uma ligação dela dizendo que os advogados do parlamentar poderiam auxiliar na defesa de Raposo.

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Depoimento - Elisa chegou para depor às14h e saiu da delegacia por volta das 16h30. Ela se recusou a falar com a imprensa, apenas negou conhecer Caio Silva de Souza, suspeito de acender o rojão que matou o cinegrafista. Souza teve a prisão decretada pela Justiça no início da madrugada desta terça e já foi procurado pela polícia em sua casa, no município de Nilópolis, na Baixada Fluminense, e no Hospital Rocha Faria, na Zona Oeste da capital, onde trabalha como porteiro.
Sininho ficou famosa entre os black blocs por duas razões: ser destemida e bonita – quando não está com o rosto coberto. Recusou-se, justamente por isso, a dar entrevistas à ‘mídia tradicional’, basicamente incluídos nesse grupo todos os jornalistas de empresas de comunicação. Por não reconhecer imparcialidade, legitimidade e outras qualidades nesse grupo, no qual atuava o cinegrafista Santiago Andrade no momento em que foi atingido por um rojão na última quinta-feira, prefere falar com a imprensa “que não manipula”. Na véspera de prestar depoimento, e um dia depois de ter envolvido o nome do deputado Marcelo Freixo na confusão, ela gravou um depoimento sem cortes a um desses veículos. Falou por doze minutos ao jornal A Nova Democracia.
O depoimento está no YouTube. Sininho diz que toda a imprensa “manipula” e que “foca” nos black blocs, sem mostrar o resto das manifestações. Diz também não entender por que “a Globo não publica sua entrevista na íntegra”. “Não entendo o motivo dessa edição”, afirma, lançando a questão como um enigma. As duas perguntas ela mesma responde, mas não percebe. Sininho não deu entrevista à TV Globo – no vídeo exibido no Fantástico no domingo, ela olha para outra direção, ignorando a câmera da emissora. E o motivo da edição é evitar que o telespectador seja torturado por doze minutos de Sininho.
Como cineasta – este é o crédito que o A Nova Democracia atribui à black bloc – Sininho deveria saber o motivo de se editar um vídeo. E como black bloc ela não deveria afirmar que o advogado Jonas Tadeu Nunes, ao revelar a ligação entre ela e Freixo, tentou “incriminar os dois”. Não há crime em telefonar para Marcelo Freixo. E não há crime em atender a uma ligação de Sininho. O crime que deflagrou todos os outros movimentos é o de homicídio, pelo qual estão indiciados dois black blocs. Mas Sininho enxerga outros: no vídeo, chama o advogado Nunes de criminoso – sem dizer qual crime ele cometeu.

Fonte: Veja