quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Adolescente dinamarquesa condenada por matar a mãe, inspirada pelo Daesh


Lisa Borch, uma dinamarquesa de 15 anos, e Bakhtiar Mohammed Abdulla, o seu namorado iraquiano de 29 anos, foram condenados, respetivamente, a 9 e a 13 anos de prisão, por um tribunal dinamarquês pelo esfaqueamento mortal da mãe da rapariga.
O crime ocorreu em outubro passado na pequena cidade de Kvissel, no norte da Dinamarca. Tina Römer Holtegaard foi morta enquanto dormia no seu quarto. Foi esfaqueada vinte vezes.
O alarme após o crime foi dado pela própria filha, que telefonou para a polícia dizendo: “Eu ouvi a minha mãe a gritar e quando olhei pela janela vi um homem branco a fugir. Por favor venham cá, há sangue por todo o lado”.
Quando a polícia chegou, encontrou-a calma entretida com o seu iPhone, tendo-se limitado a apontar para o cimo das escadas, quando lhe perguntaram onde se encontrava a mãe, continuado a mexer no seu smartphone.
Posteriormente, os investigadores descobriram, através dos registos do seu computador, que ela passara horas a assistir aos vídeos das decapitações levadas a cabo pelo Daesh.
Os depoimentos prestados durante o julgamento deram conta de como se radicalizou, após se ter apaixonado por um homem muçulmano, com quem manteve uma relação até ele regressar à Suécia para junto da sua mulher e filhos. Lisa Borch conheceu então Bakhtiar Abdulla num centro de refugiados próximo de sua casa.
A sua irmã gémea afirmou que Lisa lhe mostrou uma faca dizendo-lhe que iria usá-la para matar a mãe, algo que ela pensou tratar-se de uma piada. A rapariga referiu, por outro lado, que a obsessão da irmã pela militância islâmica e pelo namorado iraquiano era tão forte que a levou a afastar-se de casa.
Jens Holtegaard, o seu padrasto, considerou que o namorado iraquiano terá sido determinante para a sua radicalização.
Durante o julgamento, ambos os arguidos declararam-se inocentes, e o tribunal não conseguiu determinar quem levou a cabo o esfaqueamento, tendo acabado por considerar os dois culpados.
O padrasto afirma que Lisa continua a ser uma forte apoiante do Daesh e teme que se radicalize ainda mais durante os nove anos que passará na prisão.
Quanto a Bakhtiar, o tribunal determinou que após cumprir os 13 anos de prisão será deportado.

Fonte: Expresso (Sapo - Portugal)

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