domingo, 30 de agosto de 2015

Documentário sobre pais homossexuais é proibido em escolas australianas

Manifestação na Austrália a favor do casamento gay em agosto. (Reprodução/AFP)

Um documentário sobre crianças com pais do mesmo sexo foi proibido nas escolas do estado mais populoso da Austrália.
"Gaybe Baby", que mostra a vida de quatro crianças que crescem junto a pais homossexuais, deveria ser divulgado na sexta-feira nas escolas de ensino médio de Nova Gales do Sul, no âmbito de um dia de promoção da diversidade e da convivência.
Mas depois que o Sydney Daily Telegraph o converteu em assunto de primeira página, o ministro da Educação do Estado, Andrew Piccoli, decidiu proibi-lo, ao menos durante as horas de aula.
"Ordenei ao ministério da Educação que garanta que o filme não será divulgado durante as horas de aula", declarou.
Seu primeiro-ministro, Mike Baird, aplaudiu a decisão: "Compreendo a mensagem do filme, que é promover a tolerância, algo que apoio totalmente", disse à imprensa. "Mas isso deve ser feito durante as horas de aula? Acho que não. Deveria ser facultativo? Acredito que sim".
A diretora do documentário denunciou nesta quinta-feira as reações desproporcionais ao seu trabalho, que foi classificado como "não recomendado" para menores de 15 anos, antes de estrear nos cinemas na próxima semana.
"Acreditamos firmemente que nosso filme é benéfico para todos os alunos", disse Maya Newell no Facebook.
O governo federal do primeiro-ministro conservador, Tony Abbott, se opõe ao casamento homossexual, apesar do apoio crescente da opinião pública.
Atualmente, os casais do mesmo sexo podem assinar contratos de união civil e obter o reconhecimento de seu relacionamento na maioria dos estados australianos.

Fonte: Yahoo

Wagner Moura diz: "as drogas deveriam ser legalizadas"

BRASIL - Nesta sexta-feira (28), a Netflix lança em seu catálogo a série "Narcos", que narra as histórias reais do narcotraficante colombiano Pablo Escobar e outros chefões de drogas no final dos anos 80, além dos esforços realizados pela lei para detê-los. 
Pablo Escobar é interpretado pelo ator Wagner Moura, que em entrevista ao site Ego falou sobre a trama e também fez declarações polêmicas. 
Para o personagem, o ator chegou a morar na Colômbia para aprender espanhol mais rápido e da melhor maneira possível. Em Medellín, ele diz que descobriu seu lado latino-americano e fala com orgulho deste momento vivido. 
"Vou te falar com sinceridade: a coisa mais legal de ter feito essa série foi o fato de que nós, brasileiros, ainda ficamos um pouco distantes do sentimento de sermos latino-americanos pelo fato da gente ser um país gigante que fala português, consome sua própria cultural e tal. A Colômbia é um país em que sempre me senti muito acolhido e muito em casa. Eles são muito parecidos com a gente. Gente aberta, que gosta de pegar e falar. O mais legal do fato de ter trabalhado com mexicanos, argentinos, colombianos, chilenos, foi trazer essa sensação de ser latino-americano, de pertencer a uma cultura maior que a nossa própria", contou. 
Na pele de um traficante, Wagner Moura mergulhou na história dos cartéis e da política de combate às drogas de países latinos e dos EUA, que são mostrados na série. O ator acredita que esta forma de combate não irá durar por muito tempo. 
"Eu acho que não só no Brasil, mas toda a política de combate às drogas na América Latina segue um pouco a política de combate às drogas dos EUA, que é uma política de enfrentamento e de repressão. A gente nota que com o tempo as coisas vão mudando. Hoje em dia o consumidor já não é tão criminalizado em todos os países. Eu acho que é um processo sem volta no sentido de legalização das drogas", diz. 
E então ele se diz a favor da legalização das drogas: "É muito louco porque tem uma entrevista de Pablo Escobar para uma rádio em que ele fala exatamente isso: a tendência é que as drogas se tornem um comércio controlado pelo Estado. A minha opinião pessoal é essa: as drogas deveriam ser legalizadas”.

Fonte: Região Noroeste