quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Martinho da Vila lança disco novo com músicas inéditas


“É devagar! É devagar! É devagar, é devagar. Devagarinho]”. O sucesso do sambista Martinho da Vila foi levado ao pé da letra na última década por ele. Foram nove anos sem um trabalho de estúdio. Mas a espera dos fãs por um novo álbum acabou. Martinho está de volta com De Bem com a Vida (Sony Music), trabalho que conta com as participações de João Donato, Jorge Mautner e Criolo, além de parcerias com grandes músicos, como Ivan Lins, Francis Hime, entre outros.
“Estou de bem com a vida. Em todos os sentidos. Estou bem com a família, com os amigos, com o Vasco da Gama, com a Vila Isabel. Esse álbum é sobre isso”, diz Martinho, aos 78 anos.
A longa espera por um novo álbum tem explicação. E não está apenas relacionada com a brincadeira do início do texto. “Faço discos pensando em ideias de discos, em um conceito. Há muito tempo que não fazia um trabalho inteiro com músicas próprias. Sempre tem alguma coisa de outra artista, alguma pesquisa, algo que desperta a minha atenção. Então, saí procurando coisas que estavam arquivadas, refiz algumas e criei outras”.
Entre as canções de Martinho, muitas parcerias. Uma delas com Ivan Lins, na faixaSaravá! Saravá. “O Ivan é meu parceiro em algumas músicas. A Jobiniando, por exemplo, faixa-título de um disco dele, é nossa, uma parceria. Já Saravá! Saravá, a gente fez para um disco da Simone (Baiana da Gema, de 2004), mas eu não tinha gravado. Coloquei no álbum e o Ivan ficou contentão”.
De Bem com a Vida ainda traz outras faixas de Martinho gravadas por outros intérpretes.Danadinho, Danado (Simone) e Amanhã é Sábado (Roberta Sá). Choro e Chorão eMuita Luz, gravadas anteriormente pelo sambista, ganharam releituras. 
“Antes, Choro e Chorão tinha um choro mais cantado. Queria um choro mais instrumental. Agora, eu canto uma parte, fica bastante tempo instrumental e depois canto a segunda parte. Ficou mais chorinho. Já em Muita Luz, queria algo diferente também. O disco é todo na base do cavaquinho, violão e repique, mas essa faixa está diferente. Deixei entre o clássico e o popular”.
Sobre a participação do rapper Criolo no álbum, Martinho conta que foi uma ideia do filho, que foi atrás do músico. “Eu disse pra ele: ‘não tenho contato com o cara’, mas ele disse que ligaria como fã para propor essa ideia. E o Criolo ficou superfeliz porque o pai dele é fã do meu trabalho. Aí deu tudo certo no estúdio”.
Quanto aos encontros com João Donato e Jorge Mautner, o sambista relembra que já havia cantado com eles, mas nunca havia gravado. “Brincamos muito com aquele violino do Mautner, estava na hora de gravar também”.
Enquanto segue com a divulgação do álbum, Martinho afirma que fará shows em São Paulo e no Rio de Janeiro em outubro, com a possibilidade de gravar um DVD ao vivo. Mas aproveitou a entrevista para fazer um pedido aos produtores de Santos. 
“Seria legal arrumar um espaço aí. Gosto muito de Santos, uma cidade carioca. Esse show é perfeito para um teatro”, provocou.

Fonte: A Tribuna

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