terça-feira, 3 de maio de 2016

Dance Mania: com Mylo (Drop The Pressure)

(P) 2005

Fim do bloqueio do WhatsApp no Brasil gera memes na internet

Correio da Bahia - O fim do bloqueio do WhatsApp no Brasil nesta terça-feira (3) virou motivo de brincadeiras e memes nas redes sociais, como não poderia deixar de ser. O aplicativo foi liberado após ficar cerca de 24 h fora do ar por ordem da Justiça de Sergipe. 
O bloqueio determinava que o WhatsApp ficasse 72 horas fora do ar no Brasil, por conta de descumprimento de ordens judiciais. Representantes do aplicativo afirmaram que não têm as informações pedidas pela Justiça brasileira. Hoje, um desembargador do TJ-SE aceitou um pedido de revogação dos advogados do app. As operadoras foram notificadas e liberaram acesso ao WhatsApp novamente.





Geraldo Luís é expulso de seu camarim na Record

Nada está indo bem para o apresentador Geraldo Luís. Nesse final de semana, a Record fez uma 'faxina' no camarim que ele usava. Todos os pertences do ator foram encaixotados e as roupas que ele usava, que eram emprestadas por lojas e fabricantes, já foram devolvidas. Especula-se que Luiz Bacci poderá ocupar esse camarim.
Geraldo Luís foi demitido pela emissora na semana passada por descumprir uma regra de contrato, que diz que ele não poderia criticar a emissora por nenhuma questão.

Assassino do filho de Cissa Guimarães pega apenas 3 anos de serviço comunitário


O filho da atriz Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas, foi atropelado em 2010 enquanto andava de skate no Rio de Janeiro. Rafael e Roberto Bussanra, filho e pai respectivamente, foram condenados hoje à 3 anos de serviços comunitários em segunda instância. Na primeira, Rafael pegou pena de 5 anos, enquanto Roberto pegou 8. Cissa não gostou nada do resultado do processo e usou sua conta no Instagram para desabafar: Saiu o julgamento do processo do meu filho Rafael com o peso da sentença: três anos e alguns meses de serviço comunitário por homicídio para o atropelador/assassino do meu filho. Três anos e alguns meses de serviço comunitário por corrupção para o pai do atropelador/assassino do meu filho. Ficarão livres prestando serviços comunitários. Fico pensando que, depois de terem feito isso, que serviços comunitários perigosos essas pessoas prestarão à nossa sociedade. Medo. Tristeza, Injustiça. Agradeço com o que restou do meu coração à todas as manifestações de apoio, carinho e respeito que eu e a minha família sempre recebemos nestes seis anos sem o nosso Rafa. Como diz Guimarães Rosa: Viver é muito perigoso. Muita luz para nós. Salve Rafael!
Ficou claro também que a defesa e promotoria da atriz poderão recorrer da pena.

Rafael Mascarenhas tinha 18 anos quando foi atropelado

Sobre a vítima

Rafael Guimarães Mascarenhas nasceu em 24 de setembro de 1991 no Rio de Janeiro, sendo o mais novo dos três filhos de Cissa e o único filho homem do músico Raul Mascarenhas.
Rafael também era músico.
No dia da morte, ele estava com mais dois amigos andando de skate no Túnel Zuzu Angel quando foi atropelado. A pista estava fechada para manutenção, como era sempre, entre 1h e 4hrs da madrugada. Nesse momento, dois veículos passaram no túnel, e seus proprietários decidiram apostar um racha. Um deles, o que Rafael Bussanra estava dirigindo, atingiu o rapaz. Ele fugiu sem prestar socorro e quando foi descoberto, foi liberado em seguida por ter subornado os policiais.
Rafael foi socorrido por um corpo de bombeiros, que disseram ter levado o rapaz ainda com vida para o Hospital Miguel Couto, no Leblon (Rio de Janeiro-RJ), mas com politraumatismos na cabeça, no tórax, nos braços e pernas. Ele chegou a ser operado, mas faleceu na manhã do mesmo dia.

Ludmilla se irrita ao ser chamada de lixo por internauta


A cantora Ludmilla ficou irritada com uma seguidora após um comentário em sua conta do Instagram, nesta segunda-feira, 2. "Não salva a cara, não salva o corpo, nem as roupas! Recicla que é lixo", escreveu a internauta. A funkeira não teve papas na língua na resposta.
"Quem tá comendo não tá reclamando (SIC)", disparou a cantora, que ainda marcou a seguidora, para que ela pudesse ver a resposta. Na mensagem, Ludmilla ainda teria mandado beijo através de emoticons.
A situação chamou a atenção dos fãs e eles aproveitaram para defender a cantora. "Linda, maravilhosa e o principal: claro a @gabsereia não é rica", disse uma fã. "Adorei a resposta que você deu, Ludmilla", elogiou outro seguidor. "Samba na cara das invejosas", escreveu um terceiro.


Fonte: Portal A Tarde

Dance Mania: com Bamboleo (Denis The Menace)


A música Bamboleo é um remix do clássico homônimo gravado pela banda francesa Gipsy Kings. A versão feita por Denis foi um sucesso, sendo selecionada no Brasil para entrar em duas coletâneas:
  • Vibe 97, Vol. 15 - Mixado pelo DJ Adriano Pagani e lançado pela Energia 97 FM, um grande sucesso de vendas
  • As Turbinadas, Remixes 2011 - lançado pela Rede Transamérica FM

Assista ao clipe:

Bruna Marquezine é xingada durante gravação em balsa


A atriz Bruna Marquezine participou da gravação de um filme na balsa que liga Santos ao Guarujá, na Baixada Santista, em São Paulo, e deixou passageiros que utilizam o serviço impacientes. Isso porque o trabalho aconteceu por volta das 12h deste domingo, 1º, horário de grande fluxo na travessia.
De acordo com a colunista Fabíola Reipert, Bruna e a produção foram agredidos verbalmente por pessoas que estavam na fila da balsa e tiveram que esperar por conta da gravação.
Para piorar a situação, a ex-namorada de Neymar estava de mau humor e não era simpática com os fãs que pediam para tirar fotos com ela, segundo Fabíola.

Fonte: Portal A Tarde

Cantor sertanejo Rodrigo Marim provoca fãs com foto de cueca


Parece que os cantores resolveram causar nas redes sociais. A nova "provocação" foi do sertanejo Rodrigo Marim. Ele deixou as fãs eufóricas ao postar uma foto mostrando seu corpo sarado. A legenda foi simples: "hora do banho". 
Logo após a publicação, seguidoras encheram a rede social do rapaz de comentários. "Melhor foto, quase morri do coração com tudo isso!", escreveu uma. "Que pacote", elogiou uma internauta.
Hoje, Rodrigo exibe um corpo definido, mas nem sempre foi desse jeito. Há cerca de dois anos o artista vem buscando a boa forma, e pelo visto tem alcançado bons resultados.
"Sem esforço, sem ganho!!! Evolução. O tratamento tem feito toda a diferença na minha performance e na minha saúde!!! Dica para todos que têm vontade ir para cima!", explicou ele.
Uma seguidora lembrou que Rodrigo não foi o único a postar uma foto ousada nesta segunda, 2. "Hoje é o dia das cuecas brancas", comentou outra lembrando a foto de MC Biel. O funkeiro também foi elogiado pelas internautas, que o chamaram de "volumoso".


Fonte: Portal A Tarde

Marina Ruy Barbosa, de "Totalmente Demais", trai noivo e é assassinada em "Justiça"!


Marina Ruy Barbosa está conquistando mais e mais fãs por onde passa, isso não é novidade para ninguém! Prova disso é que a protagonista de "Totalmente Demais", da Globo, já está reservada para uma novela com previsão de estreia para 2017, mas antes mesmo disso, estará na frente de uma trama bem tensa da emissora global. Confira!
A gata será Isabela, uma jovem fútil em "Justiça", folhetim das 23h que deve começar no final de 2016. Na história, a ruiva é assassinada a tiros pelo noivo, Vicente (Jesuíta Barbosa)! Isso tudo começa quando o cara fica pobre e a patricinha começa a questionar o casamento. Por conta disso, Isabela passa a noite com Otto (ator ainda não escalado), seu ex-namorado, e é flagrada por Vicente! Claro que isso não dá em boa coisa, né? A jovem leva vários tiros e é morta pelo noivo! Que tenso!
Sem data definida pela Globo, "Justiça" contará todo o desenrolar de quatro crimes independentes, mas interligados de alguma forma. São 20 capítulos, exibidos às segundas, terças, quintas e sextas - assim como "Verdades Secretas". Cada dia é dedicado a uma histórias e os personagens moram na mesma cidade, mostrando as coincidências temáticas, temporais e espaciais. Além de Marina, Jesuíta Barbosa e Debora Bloch também já fazem parte do elenco. E aí, quem ficou curioso para ver o que vai rolar? Nós doPurebreak já estamos contando os dias!

Fonte: PureBreak

Lindeza: Cão é flagrado 'espiando' por portinhola de gatos na Alemanha

G1 - Um cachorro foi flagrado em uma pose curiosa ao ser fotografado no momento em que colocava a cabeça por uma portinhola para gatos em uma casa em Erkner, na Alemanha, nesta terça-feira (3). A imagem curiosa foi registrada pelo fotógrafo Patrick Pleul.

Mulher fica apavorada ao ver cobra escondida em motor de seu carro


A cobra é uma píton, uma das espécies mais venenosas do mundo, e foi encontrada dentro de um carro na Austrália, pela proprietária do veículo, identificada como Vicki, que ligou para o Sunshine Coast Snake Catchers, serviço especializado em resgate de cobras. Os especialistas explicaram que a cobra procurou se refugiar no motor do carro para se proteger do frio que fazia por causa do frio do outono no país.
O caso aconteceu na cidade de Coolum Beach, no estado de Queensland.

Tenso: Justiça nega recurso do WhatsApp e mantém bloqueio por 72 horas


O desembargador Cezário Siqueira Neto, do tribunal de Justiça de Sergipe, manteve na manhã desta terça-feira (3) a medida cautelar que suspende o aplicativo WhatsApp por 72 horas em todo território nacional. O aplicativo de mensagens está bloqueado desde as 14h dessa segunda-feira (2) por uma decisão do juízo criminal da Comarca de Lagarto. Ainda na tarde de segunda, a empresa havia entrado com recurso na Justiça para derrubar o embargo.
Em entrevista, o diretor global de comunicação do WhatsApp, Matt Steinfeld, se disse surpreso com o bloqueio e afirmou que o objetivo é colocar o serviço no ar antes do prazo, que termina às 14h da próxima quinta-feira (5). Coincidentemente, o executivo acompanha um grupo de funcionários da companhia norte-americana que está no Brasil nesta semana para explicar como o serviço funciona para autoridades.
Em sua decisão, o desembargador considerou não ser aceitável a alegação da empresa de resguardar o direito à privacidade dos usuários. "Em verdade, o direito à privacidade dos usuários do aplicativo encontra-se em conflito aparente com o direito à segurança pública e à livre atuação da Polícia Federal e do Poder Judiciário na apuração de delitos, em favor de toda a sociedade. Neste primeiro momento, percebo que a impetrante, em verdade, minimiza a importância da investigação criminal de componentes de organização criminosa que utilizam o aplicativo em questão, escamoteando a gravidade do delito supostamente praticado (tráfico interestadual de drogas), sob a pecha de garantir o direito à intimidade de seus usuários. Ora, o uso do aplicativo por quem quer que seja e para qualquer fim não pode ser tolerado sem ressalvas. Deve, sim, sofrer restrição quando atinge outros direitos constitucionalmente garantidos, como no caso em comento", determinou em sua decisão.

Invasão
Devido á decisão de bloquear o serviço do Whatsapp em todo território nacional, o grupo de hackers Anonymous Brasil invadiu o sistema do servidor de internet do Tribunal de Justiça sergipano. Em publicação em sua página no Facebook, o grupo afirma que a ação é um protesto contra a decisão do juiz.
De acordo com o grupo, as autoridades brasileiras sabem que o tipo de tecnologia adotado pelo aplicativo não permite que as conversas sejam entregues descriptografadas para a polícia.

Bloqueio
A decisão é um desdobramento de outra, ocorrida em março, quando o mesmo juiz da comarca de Lagarto determinou a prisão de Diego Dzodan, principal executivo do Facebook. Ambas as determinações da Justiça estão relacionadas ao não cumprimento de determinações da Justiça em relação a ordens judiciais que pediam acesso ao conteúdo das comunicações de usuários suspeitos de cometer crimes. A empresa norte-americana, que é controlada pelo Facebook, alega que não pode cumprir as determinações, pois adota criptografia em todas as mensagens.

Fonte: Último Segundo

Paulo Ricardo nega que tenha brigado com Daniela Mercury no 'Superstar'

O cantor Paulo Ricardo falou sobre a confusão com Daniela Mercury durante a exibição do 'SuperStar' do domingo (1). Nesta segunda-feira (2), Paulo negou que ele e a 'Rainha Má' não estejam se dando bem. 
"Não somos juízes, em arte não há certo nem errado, estamos ali para ajudar. Quem decide é o público. Mas é claro que temos nossas opiniões, nosso gosto pessoal, que eventualmente pode divergir. Isso só enriquece o programa. E esse é o objetivo: fazer um bom programa, dinâmico, gostoso. Como dizia Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra", declarou ele ao 'Ego'.


A assessoria de Daniela também negou qualquer "saia justa" entre os dois. Mas, no Twitter, as alfinetadas dos jurados foram comentadas. "Daniela Merculy invadindo a fala de Paulo Ricardo, afrontando enquanto canta e interrompe. ESTOU MORRENDO"; "Alguém amarre a Daniela nessa cadeira pelo amor de Deus", "Paulo Ricardo queimando a Daniela", foram alguns dos comentários. 

Entenda o caso
Tudo começou quando a baiana votou "não" para a banda de rock 'PowerTrip'. Segundo Daniela, ela não conseguia entender o que apresentaram. "Gostei, mas não entendi o propósito de vocês. Não entendi o por quê vieram", argumentou. Paulo interrompeu a fala da jurada e defendeu a banda. "É rock", disse.
Outro momento de tensão foi após a apresentação da banda Efeito Manada, de Salvador, também de rock, gerou outro conflito entre os jurados. "O rock quando vem de Salvador parece que tem uma espécie de vingança contra o axé. Ele quer se posicionar", disse Paulo. Daniela, prontamente, se levantou e começou a cantar: "prefiro ser essa metamorfose ambulante", e quase não deixou o cantor encerrar a fala.

Fonte: Correio da Bahia

'As pessoas apoiam a ditadura militar por deseducação', diz Ivo Herzog


Filho do jornalista Vladimir Herzog, um dos mais de 400 mortos durante a ditadura militar no Brasil, Ivo Herzog vê na defesa de pautas conservadoras um reflexo da tradição brasileira de impunidade contra agentes do Estado e uma deficiência da educação. "As pessoas não sabem o que foi viver na ditadura", afirmou em entrevista ao HuffPost Brasil.
Na semana passada, Herzog entregou, junto com cinco partidos, uma moção na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O parlamentar se declarou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff “em memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”. O militar foi o primeiro a ser reconhecido pela Justiça como torturador.
O diretor do instituto que leva o nome do pai também alerta para o avanço de pautas contrárias aos direitos humanos em um eventual governo de Michel Temer.
Ivo Herzog acredita que o País caminha para abafar as investigações de corrupção resultado de um “pacotão” do PMDB dentro da articulação do impeachment. “Quando você está numa festa, a festa vai, vai, vai. Até que servem o bolo. Depois que servem o bolo, acaba a festa. O bolo é o impeachment. Eu acho que depois que o impeachment passar, acaba a festa”, afirmou.
Contrário ao afastamento de Dilma, Herzog diz que o impeachment é resultado da atuação de agentes políticos ao canalizar a insatisfação popular com a classe política de modo geral, manifestada dede os protestos de junho de 2013. Ele classifica como “criminosa” a condução do processo pelo presidente da Câmara,Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e acredita que são altas as chances de ele escapar da cassação do mandato.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:
HuffPost Brasil: No Brasil não houve condenação de torturadores, diferente de outros países da América Latina que também viveram regimes de exceção. Isso contribui para discursos como o deputado Bolsonaro?
Ivo Herzog: Sim. A Lei de Anistia do jeito que é interpretada hoje no Brasil, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal é um atestado de impunidade para que agentes do Estado ou pessoas ligadas ao Estado continuem impunes pelo crimes que cometeram e que vêm cometendo. O Bolsonaro é só um sintoma. Tem casos até mais graves, como a violência policial nos grandes centros urbanos, São Paulo e Rio de Janeiro. Tudo isso tem um ponto em comum que é a tradição mais do que secular de impunidade contra agentes do Estado que a Lei da Anistia talvez seja um dos últimos capítulos dessa história. Mas ela vem da época do Império, da abolição da escravatura, a questão dos massacres indígenas. É uma questão que está no DNA praticamente do Brasil. E essa sequência, essa manutenção dessa política pública de impunidade ela também se reflete numa cultura à violência que tem no Brasil. É um país violento não só pelos agentes do Estado, mas pela própria população.

Essa visão restrita de direitos humanos defendida por alguns parlamentares também está presente na sociedade?
Com certeza. E essa sociedade é muito influenciada por uma mídia sensacionalista. Infelizmente uma parte da mídia faz um trabalho contrário à defesa dos direitos humanos. É aquela história de que “bandido bom é bandido morto”, que “direitos humanos é direito dos bandidos”.

Isso explica também algumas pessoas defenderem a intervenção militar?
As pessoas que pedem a volta da ditadura têm um componente conservador, em função dessa promoção de coisas anti-direitos humanos, mas não é o principal sintoma. Acho que o principal sintoma é uma questão de deseducação. As pessoas não sabem o que foi viver na ditadura. Na época da ditadura elas não poderiam, por exemplo, publicar a manifestação delas, opinar livremente sobre uma coisa que fosse contrário ao pensamento do governo.

Sobre a violência policial, na última semana a presidente enviou ao Congresso um pedido de urgência para votar um projeto de lei que acaba com os autos de resistência. Qual a chance de isso ser aprovado?
A gente tem um Congresso conservador, que em tese segue um caminho para medidas que restrinjam liberdade, restrinjam garantias de direitos humanos. E ao mesmo tempo você tem um Congresso - que talvez até numa dimensão maior - seja contra qualquer coisa que a Dilma venha e faça, como uma militância contra a Dilma e em favor do impeachment. É casuística a reação do Congresso.

Bancadas conservadoras têm articulado a votação de medidas em um eventual governo de Michel Temer, como a revisão do estatuto do desarmamento. O senhor acredita que tais pautas têm mais chance de avançar do que no governo do PT?
Uma boa parte do movimento pró-impeachment é das bancadas mais conservadoras. A gente viu isso inclusive na manifestação dos deputados no seu voto. Então eu acho que a gente vai entrar em um período mais à direita, mais conservador, onde conquistas sociais vão ser perdidas, uma série de coisas vão voltar atrás. Se o Congresso colocasse para votar uma pauta de pena de morte, passaria, por exemplo.

Por que o senhor assinou a “carta ao Brasil”, contrária ao impeachment da presidente?
Existe um processo muito longo, de muitos anos, com primeiro sinal de vida com as manifestações de 2013 e que volta em 2014 e em 2015 de insatisfação das pessoas com relação à nossa representatividade política e os caminhos que o governo têm tomado. Em 2013 essa insatisfação trouxe como símbolo e porta-voz a questão do passe livre, do aumento de centavos na tarifa do ônibus. E hoje ele traz como porta-voz o impedimento da presidenta. Mas tem uma coisa muito maior do que o impedimento da presidenta, que é esse processo de descontentamento com a sua representatividade política e com o encaminhamento do Brasil, a questão da corrupção. Tanto que as pesquisas mostram que, mais do que o impeachment, as pessoas querem uma nova eleição e aí inclui o Congresso. Querem a cassação do Eduardo Cunha. Tem desejos maiores. Só que de repente o impedimento da presidenta encontrou um caminho para acontecer e aliviar essa válvula de pressão e insatisfação. Fora a questão de que quem está a frente desse impeachment é absolutamente indigno. Você ter um processo presidido pelo presidente Eduardo Cunha por si só eu diria até que é criminoso.

Com o avanço do impeachment, tem aumentando a expectativa de uma espécie de anistia para Eduardo Cunha. Ao mesmo tempo, as pesquisas indicam que as pessoas querem que ele saia. Como essas forças vão se articular?
Eu acho que eles estão negociando anistia para um monte de gente. Para mim isso tudo é uma grande festa. Quando você está numa festa, a festa vai, vai, vai. Até que servem o bolo. Depois que servem o bolo, acaba a festa. O bolo é o impeachment. Eu acho que depois que o impeachment passar, acaba a festa. As pessoas vão cada uma para o seu canto e vão continuar tocando a vida como se nada tivesse acontecido.

A própria nomeação do ministro da Justiça num governo Temer pode influenciar também?
Com certeza. Eu acho que vai ser porque isso tudo é um pacote. Quem está fazendo essas negociações chama-se Eduardo Cunha. Em segundo lugar o (presidente do Senado) Renan Calheiros. O PMDB, enfim. Então está se negociando um grande pacotão, por isso que tem que ter uma coligação partidária, porque tem gente de todos os partidos envolvidos nesses escândalos de corrupção e eles querem negociar. “Tudo bem” ministério pra lá, ministério pra cá, mas em troca, “vamos esquecer esse negócio”. É a sensação que fica e é muito preocupante.

Voltando ao caso do Bolsonaro, quando entrou com a moção na PGR, o senhor disse esperar que não fosse preciso recorrer a entidades internacionais. Qual a expectativa sobre o avanço desse caso?
Eu espero que a gente consiga resolver essa questão na Justiça brasileira e não tenhamos de ir para uma corte interamericana. Eu sempre dou um voto de confiança. Eu não parto da desconfiança. O voto foi muito bem recebido, o sub-procurador falou que eles tinham recebido em uma semana mais de 20 mil denúncia contra o Bolsonaro de cidadãos. Mas de novo tem o tal do pacotão. Eu não sei se essa questão do Bolsonaro também não vai entrar num pacote aí de negociação.

Nas últimas semanas, a presidente Dilma têm tomado algumas medidas que respondem a demandas que os movimentos sociais têm pleiteado ao longo do mandato dela e que não haviam sido contempladas. Como o senhor vê esse movimento?
Essas ações são importantes, são positivas, mas a pergunta é “por que não fez antes?”. Mas uma pessoa que ocupa um cargo como a presidenta Dilma não tem autonomia de fazer tudo que gostaria de fazer. Ela tem de olhar um contexto que transcende a lista de desejos dela. E essa que é a parte dura e cruel e complexa de ocupar um cargo como esse. Então talvez agora ela esteja com mais liberdade de tomar decisões dentro da lista de desejos dela, até vislumbrando o fim do governo.

Fonte: Brasil Post

#ForaBolsonaro: Ato homenageia mulheres torturadas durante ditadura militar


Rio - As mulheres que foram torturadas na ditadura militar foram homenageadas, na manhã desta segunda-feira, em frente ao 1º Batalhão de Polícia do Exército, onde era o DOI-Codi — centro de tortura do regime —, na Tijuca, na Zona Norte. Denominado nas redes sociais como "#emmemóriadelas", o protesto teve o objetivo de defender a democracia, além de lembrar a história dessas mulheres.
Além de homenagear as que foram torturadas na época da ditadura, a manifestação lembrou ainda da morte da ativista Luana Barbosa dos Reis, no mês passado, depois de ter sido espancada pela Polícia Militar, em São Paulo. Para as ativistas, a tortura nos dias de hoje é herança da ditadura.
No ato, as participantes levaram ainda cartazes e faixas contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP). Durante a votação do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados, o parlamentar homenageou o ex-coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos principais torturadores da época.
A estudante de Psicologia Raquel Malina, de 24 anos, explicou que a ideia da manifestação era fazer uma ocupação do local, uma intervenção simbólica naquele lugar onde muitas pessoas foram torturadas. Ele contou ainda que foi também um ato contra o golpe e o impeachment da presidente.
"Vemos também o Bolsonaro como inimigo das minorias e da democracia. Por isso, somos contra ele, contra as atrocidades que ele já falou e pela homenagem a Ustra", reforçou a jovem.

Fonte: Jornal O Dia