quarta-feira, 13 de julho de 2016

Condômino terá conta de água individual



O presidente em exercício, Michel Temer, sancionou na terça-feira, 12, a lei que obriga novos condomínios a terem medição individual de água. Além de incentivar economia no consumo, o objetivo é que os condôminos paguem um valor mais justo na taxa de água, pois o hidrômetro permite discriminar o consumo de cada apartamento, dividindo só o consumo de áreas comuns.
A sanção da Lei 13.312 foi publicada na terça-feira, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Ela altera a Lei 11.445, de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. "As novas edificações condominiais adotarão padrões de sustentabilidade ambiental que incluam, entre outros procedimentos, a medição individualizada do consumo hídrico por unidade imobiliária", diz o texto. A lei só entra em vigor cinco anos após a publicação e não atinge condomínios construídos antes dela.
Para o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flavio Amary, a legislação é "positiva" e representa "um avanço". "Os medidores individuais trazem redução de água e garante mais justiça. Aquela pessoa que mora sozinha deixa de pagar a mesma conta de uma família com quatro ou cinco pessoas", afirma.
Segundo Amary, a instalação de hidrômetros individuais também traz benefícios para o imóvel. "O equipamento ajuda, por exemplo, a identificar quando há algum vazamento", diz. "É muito comum os empreendimentos de hoje optarem por essa medição, porque agrega valor ao imóvel, ao reduzir o custo do condomínio." De acordo com ele, a diminuição do gasto de água também é acompanhada, na maioria dos casos, por queda no consumo de energia e de gás.
O presidente do Secovi-SP afirma que os medidores individuais não representam "impacto tão significativo" na construção de novos condomínios. A ressalva caberia a construções mais velhas, que, no entanto, não são atingidas pela mudança. "Os prédios mais antigos poderiam ter algumas dificuldades técnicas. Dependendo da construção, o custo não é justificado pela economia", diz.

Melhor opção
Na opinião do advogado Otavio Vargas Valentim, de 44 anos, subsíndico de um prédio na Aclimação, zona sul da capital paulista, o medidor individual é "a melhor opção" para os condomínios. O edifício onde mora tem um apartamento por andar e, segundo Valentim, os relatórios do condomínio apontam que as contas de água variam entre R$ 100 e R$ 400. "É mais justo, cada um paga pelo que usa", diz.
Para o subsíndico, medidores coletivos podem incentivar desperdício de água. "Paga-se o mesmo valor por um banho de cinco minutos ou de uma hora, então as pessoas acabam abusando", afirma.
No edifício, uma empresa é contratada para fazer a leitura mensal dos hidrômetros. Água de poço artesiano também é usada para lavar a maior parte das áreas comuns do prédio. "Aqui, a inadimplência é zero", diz. "Mas essa não é a realidade de todos os condomínios, especialmente os maiores."
O advogado lembra, ainda, que o condomínio não pode "intervir diretamente na família", caso detecte consumo fora da média. "Importante é trabalhar a conscientização para mudança de hábito."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Funcionário é preso a explosivos em assalto a banco na Bahia



O funcionário do Santander foi preso, com fitas adesivas, a explosivos durante um assalto ao banco que fica na cidade de Barreiras, no oeste da Bahia, na manhã desta quarta-feira, 13.
A Polícia Militar (PM) informou que o homem foi deixado dentro da agência, mas não consegue se movimentar devido ao risco de explosão. O banco fica no centro da cidade.
Os bandidos fugiram do local e, até por volta das 11h, não tinham sido localizados.
O funcionário contou à polícia que os criminosos estariam fazendo a mãe dele de refém em outro ponto de Barreiras, mas, por volta das 11h30, a PM já havia localizado a mulher, que está fora de perigo.
A PM comunicou também que o esquadrão antibombas foi acionado e é aguardado para desativar os explosivos. A equipe está se deslocando de Salvador para Barreiras.

O biquíni, a ‘bomba anatômica’, completa 70 anos

Em 1946, a candidata 'banhista mais bonita' posando em uma piscina de Paris

Hoje em dia

Em julho de 1946, o francês Louis Reard provocou um verdadeiro escândalo ao lançar um maiô considerado muito pouco pudico: 70 anos depois, uma exposição conta a história do biquíni através de peças míticas, do primeiro exemplar até o que foi eternizado por Ursula Andress em “James Bond”.
“O biquini: uma bomba anatômica” foi o slogam criado para os dois pedaços de tecido, uma faixa para a parte de cima e dois triângulos invertidos para a parte de baixo, vendidos em um pacote do tamanho de uma grande caixa de fósforos.
A peça foi tão explosiva que foi batizada com o nome da pequena ilha onde testes atômicos americanos eram realizados.
Apesar de o biquíni já existir há algum tempo, foi a calcinha de cintura alta, na altura da barriga, a preferida das mulheres no pós-guerra, como evidenciado pelas imagens de pin-up ou atrizes americanas, Marilyn Monroe na liderança.
A chegada do biquíni foi histórica, porque mostrou pela primeira vez o que as mulheres não se atreviam a mostrar, o umbigo.
Foi uma dançarina de 19 anos, Micheline Bernardini, que se apresentava no Cassino de Paris, que vestiu o primeiro biquíni da história, em 5 de julho de 1946, para a eleição da mais bela na piscina Molitor, local muito frequentado da capital francesa nos anos 30.
“É comum lermos que nenhuma modelo quis usar a peça. E isso não é verdade”, explicam à AFP Ghislaine Rayer e Patrice Gaulupeau, que colocaram em exposição sua coleção privada, de 5.000 peças de lingerie e banho. “Réard sempre convocava vedetes ou modelos para seus desfiles”.
O criador francês também não hesitava em travestir a verdade, com etiquetas “made in USA” ou “Reard of California”…. “Ele havia compreendido como funcionava o marketing e a publicidade!”, exclama Thierry Virvaire.
Na Europa, sob pressão da Igreja Católica, os governos italiano, espanhol e belga proibiram a venda dos biquínis. Na França, curiosamente, foi permitido nas praias do Mediterrâneo, mas proibido nas do Atlântico.
Foi preciso esperar os anos 50 para as estrelas do cinema adotarem o biquíni.
Desta forma, a atriz francesa Brigitte Bardot causou histeria durante o Festival de Cinema de Cannes (sul) em 1953, ao posar de biquíni branco com flores na praia de Carlton.
O público pode admirar as sublimes fotos de “BB”, Marilyn Monroe ou Ava Gardner em roupa de banho sexy.
“Foram BB e Marilyn que fizeram do biquíni uma peça emblemática”, revela Ghislaine Rayer, que também exibe raras “roupas de banho” de 1880 ou sumptuosos maiôs New Look, nesta exposição gratuita até 24 de julho em Lyon, antes de ir para Nova York em setembro, Miami em dezembro e para um museu do biquíni que será inaugurado na Alemanha em 2017.

‘Itsy bitsy’
Em Lyon também estpa exposto uma das peças mais memoráveis, a utilizada por Ursula Andress, quando aparece emergindo das águas, conchas na mão e punhal na cintura, em uma famosa cena de “James Bond contra o Dr. No”, de 1962.
“O verdadeiro biquíni do filme foi leiloado pela Christie’s por 55.000 euros. Ele havia sido confeccionado às pressas por um pequeno alfaiate indiano”, relata a colecionadora.
Canções foram dedicadas a ele como em 1960, “Itsy Bitsy, petir bikini”, título americano sucesso em todo o mundo, incluindo em português “Biquíni de bolinha amarelinha”, que conta a história de uma jovem que usava pela primeira vez um biquíni na praia.
“Mas foi preciso esperar até os anos 1970, quando as mulheres se emanciparam e queimaram o sutiã em público, para que o biquíni, tal como foi concebido por seu criador, voltasse a aparecer, desta vez de forma definitiva”, conclui Ghislaine Rayer.
Adotado pelas jovens, “ele simboliza a ruptura com a geração precedente”, ressalta.
Depois, a maioria das mulheres passaram a escolher as duas peças para se bronzear ao sol, tanto quanto possível. Hoje, o biquíni já não causa escândalo e quase 15 milhões de peças são vendidas a cada ano na França, o maior mercado na Europa.
A exposição é organizada pela Mode City, realizada em Lyon, em colaboração com as duas colecionadoras que também contam em “Rétrospective du bikini”, livro ilustrado de arquivos inéditos, a sua história.

Fonte: Isto É

Globo leva ao ar 1ª cena de sexo gay da TV aberta, sem sexo

A primeira cena de sexo entre homossexuais da TV aberta, não exatamente com sexo, foi ao ar na noite desta terça, 12 de julho de 2016, em ‘Liberdade Liberdade’.
É o tenente Tolentino, personagem de Ricardo Pereira, homem bruto que se descobre atraído por André, intelectual refinado de Caio Blat, quem toma a iniciativa.
A sequência se abriu com a chegada de André ao quarto que mantém fora de casa, e ele encontra o outro deitado, acabrunhado por mais uma humilhação sofrida do intendente (Mateus Solano).
– O intendente passa a vida a me espezinhar, estou no meu limite_ diz o tenente.
– O intendente é um homem cruel, mas você tem amigos _ responde-lhe André.
– Não tenho um único amigo. Meu único amigo é você. Você, André, que é um homem sensível, você, que entende os mistérios da vida, as voltas que o mundo dá. As surpresas que a vida nos reserva.
– Surpresas sobre nós mesmos?, tenta esclarecer André.
– Sim. Como você mesmo disse um dia, “todos nós temos uma segunda natureza, que às vezes permanece oculta, mas não para sempre”. Não pra sempre.
Nisso, Tolentino vira-se para o amigo, fita-lhe nos olhos e parte para cima dele, com um beijo amassado, intenso, sem respiração, comovido como um desabafo. Surpreso com a atitude do outro, André empurra Tolentino e se afasta, assustado e tentado pelo gesto do amigo. Olhar fixo no parceiro, começa a se despir, gesto que Tolentino imediatamente imita. A câmera corta para os dois nus, inicialmente em pé, close na expressão de grande descoberta estampada no rosto de Caio Blat, misto de encantamento com um apetite sexual reprimido desde sempre. Ele vira-se de costas para o outro, que enlaça o parceiro com o braço. Corte para os dois deitados na cama, carícias, afagos e beijinhos de André no peito viril do companheiro, mais um quadro com o par em posição de conchinha.
Como prometeu o diretor Vinicius Coimbra, mais afeto do que sexo.
Delicada, a sequência mereceu trilha sonora do filme ‘Morte em Veneza’, uma referência do autor Mario Teixeira, como falou à reportagem, logo após a gravação da sequência, há dez dias.
Corte daqui, corte dali, dado o recado claro de que os dois foram efetivamente às vias de fato, ufa, um minuto de respiro para os nossos comerciais.
Nesse ínterim, o Twitter ferveu.
“Caio Blat e Ricardo Pereira deram um show de interpretação (coragem e verdade emprestadas aos personagens). E a direção foi delicada!”, postou o deputado Jean Willys, ativista LGBT.
Mônica Iozzi publicou, com a foto: “Lindíssima cena em #LiberdadeLiberdade hoje. Parabéns a Caio Blat, Ricardo Pereira e todos os envolvidos.”
Bastou um intervalo. E Tolentino volta à cena já vestido, deixando o quarto onde consumou sua “segunda natureza”, não mais oculta, proferindo, em seu sotaque luso: “Isso não devia ter acontecido!”
Não é à toa que “O Segredo de Brokeback Mountain” foi muito citado por autor e diretor desde o início da novela como parâmetro para o romance entre André e Tolentino. Ou o não romance que está por vir. O tenente vai sofrer por não se reconhecer gay. Ser homossexual, naqueles idos de 1808, era considerado crime de lesa majestade, com pena de morte certa. O conflito e a autocensura o levarão a buscar um casamento entre as prostitutas e a agredir uma delas até quase a morte.
Em tempo: a sequência toda durou 5 minutos e 13 segundos, uma eternidade em TV, ainda mais sem interrupção. Ou sem intervalo, como a gente diz.

Fonte: Isto É