quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Morre aos 86 anos a atriz Chica Lopes


Uma triste notícia para o mundo da televisão. A atriz Chica Lopes, de 86 anos, morreu no último dia 10 de setembro. A notícia só veio à tona nesta quarta-feira, 21, após Jussara Freire, que já trabalhou com ela, anunciar nas redes sociais.
"Chica Lopes, nossa querida e amiga de tantas novelas... A amada Durvalina das duas versões de 'Éramos Seis' foi chamada para habitar outra constelação no dia 10 de setembro. Fica a homenagem e muito carinho. Muito, muito obrigada, querida Chica", escreveu Jussara, sem especificar as causas da morte.
Nascida em São Carlos, no interior de São Paulo, a atriz começou a carreira no teatro, na década de 50, e estreou na TV em 1976, na novela "O Julgamento", da TV Tupi. No mesmo canal, fez "Éramos Seis" (1977), "Roda de Fogo" (1978), e "O Direito de Nascer" (1978).
Em 1981, Chica foi trabalhar na Band, onde atuou na novela "Os Imigrantes". Em 1994, voltou à TV na segunda versão de "Éramos Seis", no SBT. Na emissora, fez ainda "Sangue do meu Sangue" (1995), "Os Ossos do Barão" (1997), "Pícara Sonhadora" (2001), "Marisol" (2002) e "Jamais te esquecerei" (2003).
Em 2004, trabalhou na Record na versão que o canal fez para "Escrava Isaura" com Bianca Rinaldi no papel principal. No folhetim, ela interpretou a escrava Joaquina, amiga e defensora da protagonista. Dois anos depois, fez "Cristal", novamente no SBT.

Fonte: EGO

Quais são os benefícios do chá preto? (Antene-se)


Wikipédia - Chá preto é produzido a partir da planta Camellia sinesis, assim como o chá branco, chá verde e o chá oolong. É o chá mais cafeinado de todos os quatro tipos e mais comum no Ocidente, tanto em saquinhos quanto em folhas. Curiosamente é chamado de chá vermelho na China.
O chá preto traz muitos benefícios à saúde. Um estudo feito em 2012 comparou as taxas de consumo de chá preto em 50 países ao redor do mundo e a prevalência de doenças, como câncer e diabetes. De acordo com os autores, os países que tem o costume de tomar esse chá possuem menor índice de diabetes tipo 2. Outros estudos comprovam que o chá preto possui propriedades antidiabéticas.
O chá preto é composto de polifenóis, que ajudam a proteger o cérebro, sendo, portanto, aliados contra doenças como o Alzheimer e Mal de Parkinson.

Outros benefícios do chá preto
Emagrecimento Urgente - A cafeína presente no chá preto é capaz de diminuir a sensação de fadiga e sonolência, afinal, ela é uma substância capaz de estimular o cérebro. Além disso, ajuda na digestão, pois aumenta a produção de ácidos digestivos. No entanto, você não deve abusar, pois em excesso a cafeína pode causar agitação, dor de cabeça, insônia e ansiedade, dentre outras complicações.
O chá preto possui uma boa quantidade de flavonoides. Esses compostos têm propriedades antioxidantes, e são capazes de ajudar a prevenir doenças cardiovasculares. Eles também possuem ação anti-inflamatória.
A bebida também ajuda a melhorar o humor, proporcionando sensação de bem-estar e relaxamento. Isso acontece porque o chá preto é rico em L-teanina, um aminoácido que age no cérebro, aumentando a quantidade de neurotransmissores como a serotonina, dopamina e ácido gamaaminobutírico (GABA).
Os taninos são outras substâncias benéficas presentes no chá preto. Os taninos possuem ação antioxidante, no entanto, apesar de favorecerem a saúde, eles não devem ser consumidos em grandes quantidades, pois prejudicam a absorção de nutrientes importantes como aminoácidos e o ferro.
Os polifenóis presentes no chá preto possuem ação antioxidante, e ajudam a proteger o cérebro, sendo, portanto, aliados contra doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Mal de Parkinson. Mas vale destacar que o chá branco é melhor que o há preto nesse quesito, pois ele possui uma quantidade maior de polifenóis.

Contraindicações
Apesar de ser uma bebida bem tolerada pela maioria das pessoas, grávidas e lactantes devem evitar tomar o chá preto. Pessoas que sofrem com úlceras gástricas, insônia e hipertensão, devem consultar um médico antes de fazer uso da bebida. Isso vale também para quem tem batimentos cardíacos irregulares.

Sophia Abrahão é indicada ao Grammy Latino como artista revelação


A Academia Latina da Gravação anunciou nesta quarta-feira, 21, os indicados ao Grammy Latino 2016 e um nome chamou a atenção do público nas categorias gerais. Sophia Abrahão, que lançou seu primeiro CD solo no fim do ano passado, concorre ao prêmio como artista revelação do ano. Outro brasileiro, o músico gaúcho Ian Ramil, também está na disputa pela estatueta.


O Brasil ainda marca presença nas três principais categorias gerais do Grammy Latino. Djavanconcorre ao prêmio de álbum do ano, com o disco "Vidas pra Contar"; e ao de gravação do ano, com a música "Vidas pra Contar". Já Celso Fonseca e Moska disputam canção do ano (prêmio destinado aos compositores). O primeiro por "Céu", música que ele também canta, e o segundo por "Hermanos", composta e cantada com o argentino Fito Páez.
O Grammy Latino 2016 acontecerá no dia 17 de novembro, na T-Mobile Arena, em Las Vegas, nos Estados Unidos. O evento será transmitido no canal pago TNT.
Criado em 2000, o Grammy Latino premia as melhores produções da indústria fonográfica latino-americana do ano. O Brasil possui categorias específicas para a música brasileira no evento, praticamente monopolizado por artistas de língua espanhola. Por isso a importância quando um artista daqui é indicado nas categorias gerais, concorrendo não só com brasileiros.

Fonte: EGO

Família de Domingos Montagner deverá ser indenizada pela Globo com salário milionário

O assunto sobre o ator Domingos Montagner ainda não parou. Saiu a notícia de que a família de Domingos Montagner, o 'Santo' de Velho Chico, deverá receber uma indenização estipulada em 1 milhão de reais. Está incluída também na indenização a construção de uma escola de circo e um teatro em homenagem à Domingos, em Canindé de São Francisco, onde se afogou e morreu, no dia 15.


A Rede Globo dá ainda suporte (financeiro e psicológico) à família do ator, e ainda deve manter o seu contrato até o fim, em 2020, quando ele ganhava entre R$ 70 e R$100 mil. A emissora quer ainda fazer um acordo com a família para evitar processo.

Dance Mania: single A Noite, de Bass 4 Life


A gravadora Morbido Records lançou, em 24 de setembro de 1998, o single A Noite, do projeto espanhol Bass 4 Life. A canção integrou o CD mixado da distribuidora Building Records, Metro Tech 2, com repertório selecionado por DJ Buga.

Apontada como affair de Brad, atriz diz que está grávida


A atriz Marion Cotillard, que é apontada como pivô da separação do casal Angelina Jolie e Brad Pitt, afirmou que estaria grávida do namorado Guilaume Canet, segundo o tabloide inglês 'Mirror'. Marion estaria esperando o segundo filho.
Juntos há 9 anos, a atriz e Guilaume têm um filho chamado Marcel, de 5 anos de idade.
Marion informou também que estaria muito triste com as acusações e os ataques nas redes sociais em relação ao fim do casamento de Angelina e Pitt, que estavam juntos há 12 anos.
Em entrevistas a outros sites, fontes ligadas à família de Marion contaram que o casal estaria muito feliz com a notícia do novo filho e essas alegações não serão bem-vindas no momento.
"Tudo o que ela quer fazer é desfrutar do momento com Guillaume e seu menino", comentou a fonte, acrescentando que "as afirmações de que ela está traindo Guillaume com Brad vai deixá-la absolutamente devastada".

Fonte: Portal A Tarde

Juliana Paes assume os cabelos naturais e faz sucesso nas redes sociais

Portal A Tarde - Juliana Paes aderiu à tendência dos cabelos naturais esta semana. Em viagem a Nova York, ela publicou fotos com o cabelo cacheado no Instagram e causou burburinho na internet.
"O corte trapézio de Juliana permite essa textura", conta Tiago Parente, cabelereiro da atriz. "Chamamos o visual de Wild Bob. Ele é tendência entre as atrizes, como podemos ver também em Camila Pitanga e Leandra Leal."

Cenas Marcantes: Mel experimenta drogas, em O Clone (2001)


Faz 5 anos que O Clone foi reprisada no 'Vale A Pena Ver de Novo' e, no dia 1º de outubro, 15 anos que estreou no horário das oito, substituindo Porto dos Milagres, outro sucesso da Rede Globo. O Clone era uma novela que se concentrava muito no Marrocos, quando passava cenas da protagonista Jade (Giovanna Antonelli), mas também aqui no Brasil. Uma das personagens que os telespectadores não se esqueceram foi a filha de Lucas (Murilo Benício) e Maysa (Daniela Escobar), Mel (Débora Falabella), que com o passar do folhetim se envolve com drogas e sofre com a dependência química.
A atuação de Débora rendeu-lhe dois prêmios de atriz revelação.
Assista e relembre o dia que Mel começou a se envolver com as drogas e causar transtornos à toda sua família e a seu namorado, Xande (Marcelo Novaes):

Fabíola Reipert comenta: "Ficou chato para Paulo Zulu mentir sobre foto íntima"


Paulo Zulu fez todo aquele alarde e dramalhão dizendo que sua conta no Instagram havia sido invadida e que estava profundamente chateado por "terem publicado" uma foto dele peladão (e que foi super elogiada...).
Mas era tudo mentira...
Bem que avisei que estava mal contada essa história de hacker e que ele mesmo havia publicado a fotona... (veja aqui o "aviso").
Paulinho foi à delegacia, mas acabou sendo obrigado a falar a verdade, pois mentir para a polícia iria complicar a vida dele, né?
Mas não fique triste, não, muita gente gostou da sua foto, viu?

Adele quer abandonar música para fazer uma faculdade


Para quem gosta de Adele, a notícia pode ser um pouco triste. Em um encontro com estudantes da Universidade de Harvard, ela afirmou que pode largar sua carreira musical temporariamente para cursar uma universidade.
“Estou desesperada para começar em uma universidade. Pode parecer ridículo, mas é algo que pretendo fazer em breve”, disse.
Adele ainda revelou que, no início da carreira na música, precisou cancelar sua matrícula em uma universidade de Liverpool por ter recebido a proposta para gravar seu primeiro disco.
“Eu estava para começar meus estudos na Inglaterra quando me ofereceram o contrato para o disco. Tive uma certa dúvida, mas acabei optando pela música e não me arrependo em nada”, explicou a atriz.
Vale lembrar que Adele confirmou recentemente que cogita passar um período afastada dos palcos para se dedicar à criação de seu filho de quatro anos, Angelo.

Fonte: O Fuxico

Mentes Perigosas: Francisco da Costa Rocha, o "Chico Picadinho"



Chico Picadinho é conhecido por ter matado e esquartejado duas mulheres, em 1966 e 1976, respectivamente. A última vítima teve seu corpo cortado totalmente em pedaços, e é por isso que tem esse nome.

Painel com as duas vítimas assassinadas por Chico Picadinho
Biografia
Loucos e Perigosos (Blogspot): Nasceu Francisco da Costa Rocha na cidade de Vila Velha (ES), em 27 de abril de 1942. Embora tenha nascido com o nome inteirinho de seu pai, não pode ser acrescido o final 'Filho' ou 'Junior'.
Sua mãe, Nancy, foi uma mulher que tinha muitos amantes e que na maioria das vezes eram casados.
Francisco era um homem rigoroso, ciumento e violento e costumava brigar constantemente com sua esposa, chegando a ameaçá-la de morte e obrigá-la a abortar duas vezes antes de ter o Chico.
Quando tinha 4 anos, sua mãe foi acometida por uma doença pulmonar e a sua família faliu financeiramente, precisando assim morar com um casal de empregados do pai num sítio isolado.
Uma de suas "brincadeiras" era matar gatos para testar suas 'sete vidas', seja por enforcamento ou afogamento em vasos sanitários. Apanhava bastante e quase perdeu a mão uma vez ao ser punido com uma lambada de faca nas costas que o acertou no lugar errado.
Sua mãe voltou para buscá-lo quase dois anos depois, porém ele já não se lembrava mais de quem era ela. Foi morar em Vitória junto com a sua mãe com o objetivo dela manter o sustento da família, que além dele, tinha mais 5 filhos para criar, trabalhando como cabeleireira e costureira e ao mesmo tempo mantinha relações com homens casados e bem de vida.
Estudou em colégio de padres e não era bem visto na instituição. Era briguento, desatento, dispersivo, irrequieto, indisciplinado e displicente, além de não fazer os deveres de casa. Saiu deste colégio por perder a quarta série, tendo estudado a quarta série perdida e a quinta numa instituição estadual. Estudou também no Colégio Americano, mas a sua situação social só piorou ao se declarar ateu por influência de um dos tios, sofrendo rejeição da turma, fato que o levou a abandonar os estudos.
Aos 15 anos, o que ele mais queria era ser marinheiro, mas não pode realizar seu sonho, que não era apoiado pela mãe por medo dele se mudar para Santa Catarina, onde estudaria na Escola Naval.

Com 16 anos, foi morar no Rio de Janeiro com a sua mãe e o companheiro, que reconheceu como padrasto. Dois anos mais tarde, decidiu que queria ser paraquedista, alistando-se na Aeronáutica e pedindo transferência para São Paulo, onde se alojou no Campo de Marte. Foi recruta por seis meses, passando depois para a Infantaria, trabalhando na parte administrativa. No seu local de trabalho, conheceu o americano Mathias, especialista em galvanoplastia. Foi seu cicerone por São Paulo e Rio, desfrutando de jantares no Restaurante Fasano e na Churrascaria Rubayat, entre outros.Depois da partida do amigo texano, que queria levá-lo para os Estados Unidos, Francisco pensou em continuar na carreira militar e seguir na profissão de mecânico de aviação, apaixonado que era pelas engrenagens. Mas a falta de disciplina novamente foi decisiva na escolha.
Saiu da carreira militar e tentou ser policial militar, mas não conseguiu. Através de anúncios de jornais, encontrou o emprego de representante de vendas na empresa Gessy Lever, que mudou o nome para Unilever. Foi demitido por não conseguir cumprir a meta de vendas em função de ter se tornado alcoólatra, pois não gostava da vida que levava, de solidão e viagens pelo estado.
Chico tentou a carreira de corretor de imóveis. Ganhava bem e não tinha horário fixo, conseguindo a chance de viver do jeito que tanto queria. Frequentava teatros com passe livre cedido por parceiros sexuais, bares experimentava todo tipo de droga e participava de orgias sexuais com várias mulheres. Se apaixonou por outras, mas elas logo queriam firmar um compromisso, algo que ele era contra, e por esse motivo passou a se envolver com prostitutas, que, assim como ele, queriam se divertir sem compromisso.


Primeiro crime

Foto da vítima (Foto: Matrix Desvendada)
Terça-feira, 2 de agosto de 1966. Francisco conheceu através de amigos Margareth Suida, uma austríaca de 38 anos, bailarina e que trabalhava como massagista para ajudar no orçamento. No fim da noite daquele dia, após baterem papo num bar, Margareth foi convidada por ele para ir até o seu apartamento. 
Francisco se lembra pouco dos acontecimentos que se seguiram. Eles aparecem em sua memória como flashbacks, sem que tenha uma sequência de fatos definida. Pode-se chegar a algumas conclusões por meio do laudo nº 14.985/66, referente ao levantamento do local de encontro de cadáver realizado pelo perito criminal Adolpho Viesti.Pelas roupas de Margareth sobre o pé da cama e sua lingerie colocada na poltrona, ela ficou nua de livre vontade. Os lençóis estavam desalinhados, e os cinzeiros cheios de bitucas de cigarros de duas marcas diferentes. Pela quantidade de cigarros que foram encontrados ali, consumidos por duas pessoas, horas se passaram antes que Margareth fosse morta.
A relação sexual que tiveram deve ter seguido o padrão de violência que Francisco descreveria como sendo habitual com “certos tipos de mulher”. Margareth apresentava várias mordidas perto dos seios e do pescoço, além de um hematoma no nariz.
Um dos primeiros flashbacks de Francisco foi o de seu avanço sobre a vítima com as mãos nuas em direção ao pescoço para estrangulá-la. Segundo seu relato, os dois “arriaram” no tapete, ao lado da cama, enquanto ela desmaiava.
A próxima memória dele é sobre o cinto com o qual enforcou Margareth, terminando de matá-la. Francisco alcançou-o com apenas uma das mãos, mas não se lembra de onde ele estava. A fivela do cinto ainda com vários fios de cabelo da vítima, ficou largado no chão do quarto perto da penteadeira. Seus brincos foram encontrados embaixo da cama.
O impulso seguinte que ele teve foi ir até o banheiro, mas não conseguia encontrar a chave, que escondia cada vez que levava uma mulher em casa com medo de ser roubado. Depressa, sentindo-se preso, oprimido, desmontou as dobradiças com uma chave de fenda e as deixou juntamente com os pinos em cima da mesa de centro.
O flashback seguinte é do arrastamento da vítima até o banheiro. Francisco se lembra de ter pensado que precisava se livrar do corpo e de tê-lo puxado firmando as mãos nas axilas da bailarina, que não era uma pessoa muito leve. As marcas de sangue em curva no chão, que vão do quarto para dentro do banheiro, indicam que Francisco começou a mutilar Margareth ainda sobre o tapete, ao lado da penteadeira, onde provavelmente tirou sua vida. Se ele a tivesse feito sangrar apenas quando estivesse dentro da banheira, o arremate de metal do carpete na entrada do banheiro não estaria cheio de sangue, nem as marcas de arrastamento poderiam ter sido feitas. O indício final que alicerça essa suposição foi a tesoura deixada sobre o criado-mudo ao lado da penteadeira, que estava manchada de sangue.
Já no banheiro, Francisco colocou o corpo de Margareth na banheira, de barriga para cima. Com uma gilete, retirou seus mamilos e começou a retalhar o corpo de sua vítima. O processo a que submeteu o cadáver da mulher estaria mais próximo de uma dissecação do que de um esquartejamento.
Suas partes moles, como seios e músculos, foram recortadas e removidas; ela foi eviscerada. Sua pelve foi também retirada. Esse estrago ou retirada das partes femininas da vítima é chamada de desfeminização.
Francisco tentou se livrar de algumas vísceras jogando-as no vaso sanitário, mas mudou de ideia no meio do processo. Foi até a cozinha e pegou um balde de plástico, dentro do qual começou a recolher cada recorte que fazia.
Quando terminou de descarnar boa parte da frente do corpo da vítima, Francisco a virou de bruços, ainda dentro da banheira. Dissecou a metade direita das costas e arrancou um pedaço das nádegas.
A confusão de pegadas de sangue encontrada no banheiro permite deduzir que o criminoso entrou no recinto e saiu várias vezes. Os vestígios de pegadas dos pés descalços não obedeciam a uma sequência de um caminhar normal.
No chão do banheiro estava o cinto sem fivela, com o qual Margareth foi estrangulada, outro cinto de couro marrom e uma gravata. Todas essas peças, embebidas em sangue. Sobre um estrado de madeira estava uma mala. Dentro dela, alguns livros, desenhos exóticos e pornográficos. Sobre a pia estava o anel de Margareth, provavelmente retirado por Francisco antes de iniciar a carnificina.
Na perícia do local do crime foi feito um exame minucioso do corpo da vítima. Foram constatadas mutilações generalizadas, evisceração parcial e ferimentos incisos e pérfuro-incisos. As regiões atingidas eram as seguintes: dorsal direita, glútea direita, perianal, parte anterior do pescoço, torácica, abdominal, pubiana, coxa esquerda, braço e antebraço esquerdos. No punho direito da vítima uma atadura cobria uma recente tentativa de suicídio, ainda com a sutura.
Embaixo do ombro de Margareth, dentro da banheira, foi encontrada uma faca de cozinha. Sobre a borda da banheira estava a gilete utilizada, ainda manchada de sangue.
De repente, Francisco começou a voltar a si e a sentir extrema repulsa pelo que havia feito. Perplexo com seus atos, limpou-se com o álcool que estava na garrafa em cima da mesa do quarto e vestiu-se rapidamente. Horas haviam se passado, já anoitecia, e ele tinha marcado um jantar com Caio.
Na hora em que o médico chegou a rua Aurora, Francisco já o esperava no térreo. Falou para o amigo que tinha um problema, que bem- humorado, perguntou:
- É dinheiro ou mulher?
Francisco respondeu que dessa vez o assunto era sério, que havia uma pessoa morta lá em cima. Pediu que Caio não subisse e que não contasse nada à polícia até que ele se entregasse, depois que fosse ao Rio de Janeiro tranquilizar sua mãe sobre os fatos que se sucederiam e arrumasse um advogado.
Assustado ele acreditou no amigo. Combinaram que Francisco ligaria na casa da sogra de Caio, dando notícias no dia seguinte à noite. O médico saiu dali rapidamente, pensando em como se livraria da enrascada em que se havia envolvido.
Depois de muito pensar, chegou a conclusão de que não tinham muitas alternativas. Não havia dúvidas de que nas investigações seu nome se tornaria público, assim como as escapadas extraconjugais que aconteciam na quitinete. Era melhor que ele mesmo contasse à esposa e, com ela, resolvesse o que fazer.
O casal foi procurar um amigo delegado para se aconselhar. Este sem perda de tempo levou-os para a delegacia e denunciou o crime.
O responsável pela investigação foi o delegado de homicídios doutor Antônio Strasburg de Moura, que chamou imediatamente o Instituto de Polícia Técnica, solicitando a realização de exames no local.
Na noite seguinte, Francisco cumpriu sua promessa de telefonar para o doutor Caio na hora combinada. O delegado Strasburg estava lá, e depois de muita conversa, conseguiu o telefone de onde ele falava. O número pertencia ao Hotel Regente no Rio de Janeiro.
Francisco Costa Rocha foi preso em 5 de agosto de 1966. Já tinha conversado com um advogado, mas não com sua mãe. O delegado Strasburg ao chegar onde ele estava escondido, falou:
- Eu sou de São Paulo e acho que o senhor sabe por que estou aqui. Sou da delegacia de Homicídios.
Francisco respondeu:
- Pois não, tudo bem.
Sem reagir, o assassino que já havia conquistado a primeira página dos jornais foi levado para a 3ª Delegacia de São Paulo.
Francisco foi interrogado, mas não conseguiu apresentar um motivo para o assassinato que cometera. A polícia também desconfiava que o médico Caio havia sido cúmplice, pois os cortes no corpo de Margareth pareciam ter sido feitos por alguém com prática anterior.
Nos processos da época, consta a declaração de Francisco de que estrangulou e esquartejou Margareth Suida porque desejava dar vazão a raiva que sentia da própria vida.
A bailarina, segundo consta no interrogatório, lembrava a mãe do criminoso, que, abandonada pelo marido, vivia em companhia de um estranho. Além disso, Francisco disse que tinha a sensação de que sua potência e virilidade diminuíam, aparecendo em seu lugar um sentimento mórbido pela violência, que se expressava em apertar-lhe o pescoço e morder-lhe. O assassino teria perdido o controle, ao ser rejeitado e ridicularizado ao tentar fazer sexo anal com Margareth.
Francisco Costa Rocha foi condenado a 18 anos de reclusão por homicídio qualificado, mais dois anos e seis meses de prisão por destruição de cadáver. Posteriormente teve sua pena comutada para 14 anos, quatro meses e 24 dias.
Até 1972, cumpriu pena na Penitenciária do Estado. Ali fez supletivo de 1º e 2º grau, lia muito e era preso de confiança, trabalhando diretamente com a diretoria. Recebia muitas visitas, e foi a época de sua vida em que ficou mais assistido.
Uma visita que recebia com freqüência era a da amiga Catarina, com quem acabou se casando ainda quando estava preso. Com ela imaginou uma vida ideal, fora da situação prisional.
De 1972 até 1974, Francisco cumpriu pena na Colônia Penal Agrícola Professor Noé Azevedo, na cidade de Bauru.


(Foto: Matrix Desvendada)
Matéria de jornal sobre seu primeiro crime (Foto: F5)
Enfim, livre
Em junho de 1974, oito anos após ter cometido o primeiro crime, Francisco foi libertado por comportamento exemplar. No parecer, para efeito de livramento condicional expedido pelo então Instituto de Biotipologia Criminal, foi excluído o diagnóstico de personalidade psicopática e estabelecido que Francisco tinha personalidade com distúrbio de nível profundamente neurótico. Obteve progressão penal e então sua única obrigação era apresentar-se em juízo, a cada 90 dias, para anotação na carteira de preso condicional.
A vida conjugal caiu na realidade da rotina e logo começaram os desentendimentos. Francisco foi trabalhar na Editora Abril, na divisão de volumes. Continuava a ser bom vendedor, mas junto com o dinheiro veio a vontade de voltar para a boemia. Gradativamente, foi chegando cada vez mais tarde em casa, voltou a beber e passou a dormir na sala. Para complicar, Catarina engravidou e exigia do companheiro uma vida mais regrada. Sem conseguir “endireitar” o marido, o casamento acabou em separação ainda em 1974. A filha do casal nasceu em 1975.
Francisco começou a viver em pensões, hotéis baratos e apartamentos alugados ou emprestados. Voltou a usar drogas e mudou de emprego algumas vezes por conta da inquietude e da frustração que passaram a permear outra vez sua vida.
Quando morou no bairro Liberdade, conheceu Berenice, por quem teve o que chama de “paixão carnal”. Com ela também teve um filho, mas isso não impediu que Francisco se entregasse cada vez mais aos programas da Boca do Lixo em São Paulo. Era a fase do sexo, drogas e rock’n’roll.
Em maio de 1976, novamente sem ter onde morar, Francisco procurou Joaquim, seu antigo amigo e fiador. Apesar de ter conhecimento de seu crime anterior, Joaquim deixou que Francisco ficasse em seu apartamento durante algum tempo, até que arrumasse uma nova moradia.
Em 13 de setembro de 1976, a empregada doméstica Rosemeire, de 20 anos, conheceu Francisco na Lanchonete Elenice, onde ele a convidou para acompanhá-lo ao hotel Carnot, juntamente com mais um casal.
Enquanto estavam tendo relações sexuais, Francisco começou a ter um comportamento bastante violento. Mordeu sua parceira várias vezes, além de tentar esganá-la. Segundo o depoimento da moça, ela desmaiou, e quando voltou a si percebeu que Francisco tentava morder a sua “veia do pescoço”. Ao levantar-se, sangue escorreu por entre suas pernas. Fugiu do hotel sem demora e procurou atendimento médico no pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia. Ali, por meio de exames feitos por médicos e investigadores do hospital, ficou constatada agressão no útero por instrumento pérfuro-cortante desconhecido, tentativa de estrangulamento, além de mordidas pelo corpo. Rosemeire, que estava no início de uma gravidez, perdeu o bebê. Em 15 de setembro foi instaurado um processo contra Francisco Costa Rocha por lesão corporal dolosa.
Entre a saída da prisão e a fatídica noite de outubro de 1976, quando Francisco cometeria seu segundo crime, ele mesmo notou a escalada de violência em que se encontrava. A cada relação sexual que praticava, seus instintos sádicos estavam mais exacerbados. Por volta de meia dúzia de mulheres sentiram a agressividade dos “quase” estrangulamentos, mas como a excitação sexual por privação de oxigênio (hipoxifilia) é prática comum em relações sadomasoquistas, não reclamaram. Quando a condição sádica é severa, e quando está associada ao transtorno da personalidade antissocial, o indivíduo pode ferir gravemente ou matar suas parceiras. Francisco sabia que esse dia não estaria longe.

Segundo Crime
Foto de Ângela (Foto: Matrix Desvendada)
No dia 15 de outubro de 1976, uma sexta-feira, Francisco conheceu Ângela de Souza da Silva, 34 anos, também na Lanchonete Elenice, na esquina da Rua Major Sertório com a Rua Rego Freitas. Ângela era uma prostituta acusada de roubos e furtos, que utilizava sete nomes diferentes: Benedita Ozório de Souza, Suely de Souza Silva, Sonia da Silva, Maria de Souza, Sonia Aparecida de Souza e Sonia Aparecida dos Santos. Para Francisco, apresentou-se como Suely.
Ficaram durante toda a noite bebendo em diversos bares, pois Francisco sabia que só poderia usar o apartamento em que estava morando depois das sete horas da manhã, horário em que Joaquim já teria saído para trabalhar e o terreno estaria livre para a farra combinada.
Entraram no prédio da Avenida Rio Branco por volta desse horário, fato confirmado pelo porteiro do edifício. Chico agiu com crueldade, igualzinho ao crime anterior, matando Ângela estrangulada enquanto se relacionavam sexualmente. Pensando no que fez e nas consequências do ato, tentou esconder o crime, da mesma maneira que fez no anterior, arrastando o corpo até o banheiro munido de uma faca de cozinha, um canivete e um serrote. Ele arrancou os seios e retirou as vísceras do corpo, jogando-as no vaso sanitário. Ele percebeu que, dessa forma, não conseguiria se livrar do corpo da vítima, pois o encanamento entupiu. Decidiu então picar tudo bem miúdo para facilitar o transporte. Ele continuou a esquartejar o corpo pela cabeça, retirando-lhe os olhos e a boca para diminuir o tamanho do crânio. Segundo seus depoimentos (feitos assim que foi descoberto), o trabalho era difícil, pois nunca havia trabalhado como açougueiro ou em hospitais, e como não sabia cortar em partes um corpo, usou um serrote, partindo a vítima em pedaços. Assim que acabou, abriu a água do chuveiro e lavou as partes do corpo na banheira e as colocou em sacos plásticos. Francisco acredita que levou quase quatro horas 'trabalhando' no corpo de Ângela. Colocou tudo na sacada do apartamento para evitar que Joaquim descobrisse seu crime. Cansado, sentou-se no sofá e adormeceu, acordando ao som de uma campainha que tocava insistentemente, porém não se levantou para abrir a porta.
Do outro lado da porta era Joaquim. Eram 15h30 quando ele chegou ao apartamento, mas Francisco havia passado a trava na porta e ele não conseguia entrar. Joaquim, então, foi para casa de um sobrinho fazer hora.
Francisco acordou quase 18h30, pensando em arrumar um carro com um conhecido para levar o corpo repartido para o Rio Tietê, onde desapareceria. Ele saiu atrás de um antigo colega para conseguir uma arma e de um outro amigo, dono de um Dodge Dart, mas não encontrou os dois. Os corpos ficaram no apartamento, e na sua ausência, Joaquim retorna pra lá. Ao entrar no banheiro, encontrou tudo molhado e um feltro de enceradeira encharcado e largado no chão, recolhendo-o para colocar na sacada. Ao abrir a porta do terraço, Joaquim encontrou uma mala, uma sacola e sacos plásticos e imaginou que ali tivessem peças de um manequim. Abriu tudo, e lhe caiu a ficha de que se tratava de um corpo de verdade e totalmente retalhado. Ao lembrar-se do primeiro crime cometido por Chico, chamou a polícia rapidamente.
Enquanto isso, o criminoso, sem conseguir realizar seus planos e com a certeza de que seria preso, tentou voltar ao apartamento para livrar-se das provas do crime e se deparou com um carro de remoção de cadáveres, e resolveu fugir.
No dia seguinte, estava no Rio de Janeiro, onde embarcou na Central do Brasil em um trem com destino à Japeri, pensando em tirar a própria vida ao se jogar pela porta. Sem coragem, voltou para o Rio de Janeiro e dormiu na Praça Mauá em uma marquise de edifício antigo.
Em 17 de outubro, seu nome e sua fotografia estavam em todos os jornais. Perdido, subiu em uma barca que ia para Niterói. Pensou em se hospedar num hotel, mas o então presidente Ernesto Geisel estava na cidade, em visita oficial, e com isso havia ali vários policiais.
Assim, foi para a praia de Icaraí e não achou lugar pra ficar. Andou bastante e encontrou uma gruta na praia de Ingá, sobrevivendo por alguns dias catando marisco, tarefa que aprendeu com um pescador local. Sem dinheiro, voltou para Niterói e vendeu seu relógio, mas recebeu pouco dinheiro.
Sua única chance de escapar seria sair do país, mas para isso tinha de encontrar um velho amigo de cela que poderia ajudá-lo: Baianinho Charlatão, que ficava sempre pelas redondezas da Praça do Pacificador, em Duque de Caxias.
Deu certo. Baianinho Charlatão já sabia de tudo pelos jornais. Os dois conversaram e o velho amigo se desculpou por não poder levar Francisco para sua casa, onde a esposa certamente reconheceria o famoso foragido. Prometeu arrumar dinheiro para ele, que seria entregue às 10 horas do dia seguinte, no mesmo local.

(Foto: Matrix Desvendada)
Preso Novamente
Foto de 1976 em sua segunda prisão
Em 26 de outubro de 1976, Francisco Costa Rocha foi preso pelo detetive Amadeu Vicente logo depois de encontrar-se com o amigo que iria ajudá-lo a escapar. Nunca ficou claro se Baianinho Charlatão era informante da polícia ou não. Nos bolsos de Francisco, agora já chamado por todos de Chico Picadinho, encontrava-se o comprovante de uma passagem de ônibus da Viação Cometa do dia 16 de outubro, para as 23h58. Voltou para São Paulo num avião fretado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado e foi recebido na 3ª Delegacia pelo doutor Erasmo Dias.
Em seu julgamento, a defesa afirmou que o motivo dos assassinatos não fora torpe, justificando que Francisco sofria de insanidade mental e seus crimes eram conseqüência da perturbação do réu. Alegou também que aquele era um homicídio simples, sem dolo, pois o motivo da retaliação do corpo da vítima não era sua ocultação e sim o transe de perturbação mental do momento. A acusação discordou, obviamente.
Francisco, vulgo “Chico Picadinho”, foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão, em um resultado controverso. O veredicto de culpado não foi unânime: quatro jurados votaram sim, três votaram não.
Em 1994, foi diagnosticado pelo Centro de Observação Criminológica com "personalidade psicopática perversa e amoral, desajustada do convívio social e com elevado potencial criminógeno", sendo levado para a Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté para acompanhamento psiquiátrico e relatório médico a cada seis meses.
Chico seria solto em 1998, mas em abril do mesmo ano, a Promotoria de Taubaté entrou na 2ª Vara Cível da cidade com uma ação de interdição de direitos e conseguiu uma liminar contra o assassino, utilizando um decreto de 1934 que prevê a interdição de direitos civis para pessoas que tiveram problemas sérios com a lei.
Francisco Costa Rocha continua preso na Casa de Custódia de Taubaté, onde já cumpriu sua pena, mas não foi solto por determinação da Justiça Civil por estar “despreparado para viver em sociedade”.

Ao cometer os dois crimes, agiu sob influência do romance Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski.

Matéria de jornal relacionada ao seu segundo crime (Foto: F5)
Matéria do jornal Estadão sobre Chico Picadinho, de 1976
Aparições recentes e situação atual
O meliante em 2010 (Foto: IG, capturada do vídeo da emissora Record)
Chico, que estudou Direito mas não se formou, é um homem lúcido. Desde o dia que chegou ao Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Arnaldo Amado Ferreira, em Taubaté, ele passa seus dias praticando pintura. É fã do escritor Franz Kafka (1883-1924).
Em 2012, seu advogado de defesa, Eduardo Kenji Shibata, disse ao G1 por telefone que Chico estaria manifestando o seu desejo pela liberdade, e sugeriu também que ele pudesse sobreviver com as suas obras de arte.
Em novembro de 2015, o Tribunal de Justiça negou mais uma vez a liberdade para o criminoso por ele não ter condições de viver em sociedade.
NE10 - Foi citado no livro Assassinos Seriais - o poder da sideração e do superego arcaico, escrito pela psicóloga pernambucana Marcela Monteiro e lançado em 21 de março de 2016. Para compor a obra, entrevistou pessoalmente este acusado e outros mais que chocaram o país, colhendo depoimentos que estão no livro.

Rede Globo nega redução do papel de Alexandre Borges em novela


A Globo negou que o personagem Aparício, protagonista de 'Haja Coração' interpretado por Alexandre Borges, possa aparecer pouco em novela após o polêmico vídeo em que o ator aparece com supostos travestis, que foi publicado e viralizado na noite de sexta-feira, dia 16. A notícia da redução do papel do ator foi negada pela assessoria de imprensa do folhetim das sete. As informações são do site Purepeople.

ABSURDO - Homem é flagrado chutando cachorro no interior do RJ


G1 - Em Valença, no Sul do RJ, câmeras de segurança mostraram o cabeleireiro Rodrigo Esteves Ribeiro agredindo um cachorro de rua ao descer de um carro. O crime aconteceu na quarta-feira (14), porém foi muito repercutido no começo desta semana após as imagens serem compartilhadas diversas vezes nas redes sociais.
O homem, de 36 anos, já tem passagens pela polícia por lesão corporal, ameaça e desobediência, e a denúncia foi feita pela namorada do homem que estava dirigindo o veículo. Ao ser chamado para depor na delegacia, ele confessou ter chutado o cão por estar embriagado. Ele também escreveu isso nas redes sociais e pediu desculpas pelo crime.
O cão, chamado Amarelo, morava nas ruas e foi resgatado por uma organização não-governamental (ONG) de proteção aos animais e passou por exames. Uma radiografia confirmou que ele está com um coágulo no rim em decorrência do chute. Nas próximas semanas, ele deverá passar por novos exames para ver se será o caso fazer uma cirurgia.

Sérgio Moro aceita denúncia, e Lula torna-se réu na Operação Lava Jato

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, aceitou nesta terça-feira (20) a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras sete pessoas.
Ele acolheu na íntegra a denúncia do MPF, feita na quarta (14), segundo a qual o ex-presidente cometeu crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O juiz federal concedeu o prazo de dez dias para que os réus tomem conhecimento do processo e outros dez dias para que os advogados apresentem defesa prévia.


Veja quem foi denunciado:
Luiz Inácio Lula da Silva - ex-presidente - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Marisa Letícia - mulher de Lula - lavagem de dinheiro
Léo Pinheiro - ex-presidente da OAS - corrupção ativa e lavagem de dinheiro
Paulo Gordilho - arquiteto e ex-executivo da OAS - lavagem de dinheiro
Paulo Okamotto - presidente do Instituto Lula - lavagem de dinheiro
Agenor Franklin Magalhães Medeiros - ex-executivo da OAS - corrupção ativa
Fábio Hori Yonamine - ex-presidente da OAS Investimentos - lavagem de dinheiro
Roberto Moreira Ferreira - ligado à OAS - lavagem de dinheiro

Sérgio Moro disse, no despacho, que analisará quais crimes cabem a cada acusado ao longo do processo.
"É durante o trâmite da ação penal que o ex-presidente poderá exercer livremente a sua defesa, assim como será durante ele que caberá à acusação produzir a prova acima de qualquer dúvida razoável de suas alegações caso pretenda a condenação", afirmou o magistrado.
A defesa de Lula questionou o despacho de Moro e citou o "histórico de perseguição e violação" ao ex-presidente.
"Nem mesmo os defeitos formais da peça acusatória e a ausência de uma prova contra Lula, como amplamente reconhecido pela comunidade jurídica, impediu que o referido juiz levasse adiante o que há muito havia deixado claro que faria: impor a Lula um crime que jamais praticou", disseram os advogados. Veja a íntegra da nota mais abaixo.


A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado lamentou a decisão, mas disse que não houve surpresa aos senadores do partido, "em razão de ser conhecida e estreita coordenação com que trabalham a força-tarefa da Operação Lava Jato e aquela representação do Poder Judiciário na capital paranaense". Veja a íntegra da nota mais abaixo.
A defesa de Roberto Moreira Ferreira disse que "o próprio juiz Moro ressalva que há dúvidas consideráveis quanto ao dolo de Roberto Moreira Ferreira. A defesa vai demonstrar que, efetivamente, Roberto nunca teve qualquer envolvimento no alegado esquema".
O advogado de defesa de Paulo Okamotto, Fernando Augusto Fernandes, ressalta que “não há corrupção ou vantagem ilícita no pagamento para conservação de um acervo de ex-presidente porque é considerado como 'patrimônio cultural brasileiro de interesse público’ pela Lei 8394/91”, e não há lavagem de dinheiro porque nem Lula, nem Okamotto, nem o Instituto se beneficiaram. Fernando Henrique Cardoso teve o acervo pago por empresas privadas beneficiadas com diminuição de impostos por incentivo cultural”.
A defesa afirma que Okamotto, presidente do Instituto Lula, não recebeu o que foi pago para a Granero, “o valor foi pago para a empresa, que mantinha o acervo em depósito. Portanto, a denúncia sem provas, sem justa causa, não poderia ser recebida e o processo também não pode ser uma farsa com o único objetivo de condenar publicamente inocentes”, conclui Fernandes. A defesa vai recorrer da decisão.
O advogado de Agenor Franklin Magalhães Medeiros e de Léo Pinheiro afirmou que não vai se manifestar.
Fábio Hori Yonamine não quis comentar o despacho de Moro.
O G1 tenta contato com a defesa de Paulo Gordilho.
Esta é a segunda ação penal contra Lula na Lava Jato. Em julho, o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, aceitou denúncia apresentada pelo MPF contra o ex-presidente e o ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), entre outros. Eles são acusados de tentar obstruir a Justiça comprando o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, um dos delatores do esquema de corrupção que atuava na estatal.

Denúncia de propina
Desta vez, ao denunciar o ex-presidente, os procuradores da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, citaram três contratos da OAS com a Petrobras e disseram que R$ 3,7 milhões foram pagos a Lula como propina. Além disso, afirmaram que a propina se deu por meio da reserva e reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo, e do custeio do armazenamento de seus bens.


De acordo com a Polícia Federal (PF), a OAS pagou por cinco anos (entre 2011 e 2016) R$ 21,5 mil mensais para que bens do ex-presidente ficassem guardados em depósito da empresa Granero. Os pagamentos totalizam R$ 1,3 milhão.
Moro disse que o MPF não "imputou, ao contrário do que se esperaria da narrativa, o crime de associação criminosa" ao ex-presidente. Isso porque há investigação a respeito no Supremo Tribunal Federal (STF). "Os fatos, porém, não foram descritos gratuitamente [pelo MPF], sendo necessários para a caracterização das vantagens materiais supostamente concedidas pelo grupo OAS ao ex-presidente como propinas em crimes de corrupção -- e não meros presentes".

Sem conclusões
O juiz federal ressalta que, por ora, não há conclusões sobre os crimes. "Juízo de admissibilidade da denúncia não significa juízo conclusivo quanto à presença da responsabilidade criminal", disse o juiz Sérgio Moro no despacho. "O processo é, portanto, uma oportunidade para ambas as partes", escreveu.
No despacho, Moro afirma ainda ter analisado apenas a justa causa da denúncia e não a responsabilidade criminal. "Questões mais completas a respeito do enquadramento jurídico dos fatos, com a configuração ou não, por exemplo, de crime de corrupção e de lavagem de dinheiro ou acerca de possível confusão entre corrupção e lavagem de dinheiro, o que depende de profunda avaliação e valoração das provas, devem ser deixados ao julgamento, após a instrução e o devido processo."


Ele afirmou ainda lamentar a imputação de crime à mulher de Lula, porque disse existir dúvidas de que ela sabia do esquema na Petrobras. "Lamenta o juízo em especial a imputação realizada contra Marisa Letícia Lula da Silva, esposa do ex-presidente. Muito embora haja dúvidas relevantes quanto ao seu envolvimento doloso, especialmente se sabia que os benefícios decorriam de acertos de propina no esquema criminoso da Petrobrás (...)".

Competência sobre Bancoop
Sérgio Moro declinou competência para a Justiça Estadual de São Paulo as irregularidades envolvendo a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) e o triplex no Guarujá, alegando que os crimes são de âmbito paulista. Ele suprimiu todas as imputações relacionadas ao ex-presidente e familiares em relação a qualquer fato do apartamento 164-A do Condomínio Solaris.
“Os ilustres promotores de Justiça autores da denúncia relacionaram equivocamente a concessão do apartamento em questão ao ex-presidente a fraudes no âmbito da [cooperativa] Bancoop, o que não está, em princípio, correto, considerando o teor da denúncia ora recebida”, diz um trecho do despacho do juiz federal. Segundo Moro, os crimes de estelionato contra cooperados da Bancoop são de competência da Justiça Estadual.

Comandante máximo
Na avaliação do coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, o ex-presidente Lula é "comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato". A operação desvendou um esquema de corrupção, cartel, lavagem e desvio de dinheiro em contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobras.
O esquema, de acordo com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal, incluía pagamento de propina a servidores do alto escalão da estatal, a políticos e a partidos como forma de doação eleitoral.
A denúncia do MPF diz que todo o mega esquema envolve o valor de R$ 6,2 bilhões em propina, gerando à Petrobras um prejuízo estimado em R$ 42 bilhões. "Mensalão e Lava Jato são duas faces de uma mesma moeda", afirmou o procurador.
Segundo Dallagnol, os dois são esquemas de corrupção foram desenvolvidos por um mesmo governo para alcançar a governabilidade corrompida, perpetuar o PT no poder de forma criminosa e promover o enriquecimento ilícito. "Desta vez, Lula não pode dizer que não sabia de nada."

Nota da defesa de Lula na íntegra
"Diante de todo o histórico de perseguição e violação às garantias fundamentais pelo juiz de Curitiba em relação ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não causa surpresa a decisão por ele proferida nesta data (20/9/2916) determinando o processamento da denúncia protocolada pelo Ministério Público Federal em 14/9/2916.
Nem mesmo os defeitos formais da peça acusatória e a ausência de uma prova contra Lula, como amplamente reconhecido pela comunidade jurídica, impediu que o referido juiz levasse adiante o que há muito havia deixado claro que faria: impor a Lula um crime que jamais praticou.
Esse é um processo sem juiz enquanto agente desinteressado e garantidor dos direitos fundamentais. Em junho, em entrevista, o procurador da República Deltan Dallagnol reconheceu que ele e o juiz de Curitiba são "símbolos de um time", o que é inaceitável e viola não apenas a legislação processual, mas a garantia de um processo justo, garantia essa assegurada pela Constituição Federal e pelos Tratados Internacionais que o Brasil se obrigou a cumprir.
Na qualidade de advogados do ex-Presidente, apresentamos uma exceção de suspeição (5/7/2016) - ainda não julgada - e temos convicção nos seus fundamentos. Esperamos que a Justiça brasileira, através dos órgãos competentes, reconheça que o juiz de Curitiba perdeu sua imparcialidade para julgar Lula, após ter praticado diversos atos que violaram as garantias fundamentais do ex-Presidente.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira".

Nota da bancada do PT no Senado
"A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado lamenta a decisão da 13ª Vara Federal de Curitiba que tornou réus o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa, dona Marisa Letícia, no âmbito da ação penal nº 5046512­94.2016.4.04.7000/PR.
A informação, no entanto, não foi recebida com surpresa pelos senadores do partido, em razão de ser conhecida a estreita coordenação com que trabalham a força tarefa da Operação Lava Jato e aquela representação do Poder Judiciário na capital paranaense.
Como diz o próprio despacho que acatou a denúncia, não houve “exame aprofundado das provas” contra o ex-presidente e sua mulher, o que significa dizer que não existe qualquer “juízo conclusivo quanto à presença de responsabilidade criminal”, nem mesmo “juízo definitivo sobre os fatos, as provas e as questões de direito envolvidas” levados à Justiça pelo Ministério Público Federal.
A bancada do PT no Senado reitera a sua mais profunda confiança no ex-presidente Lula e na sua mulher, dona Marisa Letícia. Solidária a ambos, está certa de que, para além das convicções, os dois provarão a sua plena inocência nesse injusto processo em que, verdadeiramente, não são réus, mas vítimas."

Fonte: G1

Morador de rua ostenta notebook, TV 42 polegadas e som no Rio

O morador de rua Elias Vieira Pagliase, de 42 anos, chama atenção no Centro do Rio de Janeiro ao exibir a carroça onde mora, equipada com notebook e televisão de 42 polegadas. Ele contou ao G1que usa a estrutura como casa e também escritório de trabalho.
Ao ser perguntado sobre há quanto tempo vive na rua, ele afirmou não se lembrar e disse imaginar que seja morador de rua desde que nasceu. Deitado sobre o carrinho, o catador avisa que é ali onde ele dorme todos os dias e onde funciona seu "estúdio de música".
"Faço os trabalhos de gravação aqui no meu carrinho. De noite eu dou um baile e de dia eu faço frete e mudanças", diz Elias.
Para garantir a segurança dos equipamentos, Elias contou que dorme na carroça, que fica parada em um estacionamento.
"Eu durmo em meu carrinho em um estacionamento. É mais seguro."
Toda a energia elétrica para alimentar os equipamentos é gerada por uma bateria de carro que fica guardada em um isopor, na frente da televisão. O sinal digital da televisão é fruto de uma antena UHF adaptada no carrinho.

Elias costuma dormir assistindo TV