domingo, 19 de março de 2017

Glória Perez já perdeu dois filhos e enfrentou um câncer. Relembre toda a sua trajetória!


A autora de novelas retorna à TV com seu mais novo trabalho, A Força do Querer, que tem data de estréia marcada para 03 de abril, substituindo A Lei do Amor. Ela é autora de outros fenômenos como Barriga de Aluguel (1990), Explode Coração (1995) e América (2005), tendo passado também pela extinta Rede Manchete, onde escreveu Carmem (1987).

Nome Completo: Glória Maria Ferrante Perez
Data de Nascimento: 25 de setembro de 1948
Local: Rio Branco (AC)
Profissão: autora de telenovelas, séries e minisséries
Cônjuge: Luiz Carlos Saupiquet Perez (1969-1984)
Filhos: Daniella (11/08/1970-28/12/1992), Rodrigo (28/11/1972) e Rafael (19/03/1977-28/11/2002)

Biografia
Glória Maria Ferrante Perez nasceu em Rio Branco, no Acre, sendo filha do advogado Miguel Jerônimo Ferrante e da professora Maria Augusta Rebelo Ferrante. Tem ainda mais um irmão, Saulo, que é médico.
Mudou-se aos 15 anos para Brasília, cidade recém-construída na época para ser a capital do país. Lá, ela terminou o segundo grau e entrou para a Universidade de Brasília para cursar direito, porém abandonou o curso porque o instituto fora invadido pelos militares. Depois, Glória se mudou novamente, para o Rio de Janeiro, onde teve a chance de se formar em História pela UFRJ, além de se casar com o empresário Luiz Carlos Saupiquet Perez, com quem viveu por 15 anos. Juntos, tiveram três filhos, sendo a mais velha, Daniella, uma atriz que morreu assassinada por seu colega de elenco, Guilherme de Pádua, após as gravações da novela De Corpo e Alma, em 1992. O mais novo, Rafael, morreu aos 25 anos, vítima de uma infecção abdominal, e foi enterrado em Brasília.

Glória e os dois filhos pequenos, Rodrigo, e Daniella, em junho de 1973
O começo de sua carreira
Glória Perez cursava mestrado em História do Brasil, também na UFRJ, ,as não deu continuidade por optar pela carreira na televisão. Aceitou o convite de Janete Clair, uma das grandes autoras do país, para ser sua colaboradora na trama Eu Prometo, de 1983. O convite só aconteceu porque Glória Perez havia escrito um episódio para o seriado Malu Mulher, que anos depois acabou sendo descoberto por Janete, que é autora dos sucessos Selva de Pedra (1972), O Astro (1977) e Pai Herói (1979), reprisada agora no Canal Viva.
Com o fim de Eu Prometo, dedicou-se a outro trabalho no ano seguinte. Dividiu com Aguinaldo Silva a autoria da novela Partido Alto, mas antes do final, a dupla se desentendeu, e Glória conduziu a novela sozinha. A sinopse gira em torno de personagens femininos do subúrbio carioca do Encantado, e da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.
Foi transferida para a Rede Manchete onde lançou a novela Carmem, de 1987, que fala sobre o Candomblé, e sendo este seu único trabalho fora da Rede Globo.

A volta para a Globo
Como uma Fênix, a autora ressurge na Globo em 1990, com a minissérie Desejo, que conta os detalhes sobre a morte do escritor Euclides da Cunha, morto pelo militar Dilermando de Assis, que era amante de sua esposa, Ana Emília Ribeiro. Meses depois, lança no horário das seis a novela Barriga de Aluguel, que tem como tema principal a inseminação artificial. Foi transmitida entre 20 de agosto de 1990 e 31 de maio de 1991, o tempo de uma gestação. A média geral da trama é de 48 pontos, sendo a quarta maior audiência da faixa das seis da emissora nos anos 90. Foi nessa novela que a autora decidiu lançar a sua filha, Daniella Perez, que na época tinha apenas 20 anos. Glória deu para sua filha o papel de Clotilde, uma moça que dançava, assim como Daniella na vida real. Daniella não entrou no começo da trama.

Logotipo de Barriga de Aluguel
O sucesso de 'De Corpo e Alma' e a perda de Daniella Perez
Em agosto de 1992, os telespectadores se despediam de Pedra Sobre Pedra, e passaram a acompanhar De Corpo e Alma, no horário das oito. Fez muito sucesso ao abordar os temas de transplante e doação de órgãos, e a inversão dos papéis do homem e da mulher na sociedade ao criar clubes de strip-tease masculino. Ajudou a popularizar o Clube das Mulheres, um dos cenários da trama, por todo o país. Glória decidiu colocar na trama a subcultura gótica, que surgiu na Inglaterra no final de 1970.

Logotipo
Apesar da boa repercussão, a novela ficou marcada pelo assassinato de Daniella Perez, intérprete da vaidosa Yasmin. Foi morta em 28 de dezembro de 1992 com 18 tesouradas quando tinha apenas 22 anos, pelo seu colega, Guilherme de Pádua, que vivia Bira, seu par romântico na trama, e por Paula Thomaz, então esposa do ator e grávida de quatro meses. O motivo do crime foi ciúmes de Paula por Daniella, inveja e cobiça, pois Guilherme, na semana do crime, ficou dois capítulos sem aparecer, e achou que a filha da autora tivesse lhe contado sobre os constantes assédios do ator.
Na tarde do dia do crime, Guilherme e Daniella haviam gravado as cenas em que Yasmin terminava seu romance com Bira. Quando as gravações acabaram, Guilherme teve uma crise de choro e correu para o camarim, entregando dois bilhetes para a jovem, que ficara nervosa, o que mostra que ele não sabia diferenciar ficção e realidade.
Após o assassinato, Glória entregou a sinopse da novela por uma semana para Gilberto Braga e Leonor Bassères, que explicaram a saída de Yasmin com uma bolsa de estudos, pois assim como Daniella, a personagem também era dançarina, enquanto Bira simplesmente deixou de existir.
A autora estendeu sua raiva e indignação para todo o Brasil, conseguindo mais de 1 milhão de assinaturas que visavam mudar a Lei de Crimes Hediondos, e sendo assim, ela contribuiu para a inclusão do homicídio qualificado (praticado por motivo torpe, fútil ou com crueldade) na lista de crimes hediondos.

Daniella Perez era uma das protagonistas da novela de sua mãe
Em 2014, ela justificou ao site Globo o porque de ter continuado escrevendo a novela, mesmo sem a sua filha no elenco. "Voltei a escrever para continuar vivendo. Quando isso aconteceu, eu me lembrei da lição de um professor por quem eu tinha muito afeto. Ele foi preso e torturado na época da ditadura e dizia para a gente que nessas situações ou você enlouquece ou mantém um pé na realidade. O pé na realidade dele era uma caixa de fósforos que havia na cela. Todo dia ele contava os palitos, e esse era o seu vínculo com o mundo real. Fiz dos capítulos a minha caixa de fósforos. Ou me acabava ou me mantinha em pé. E tinha que ficar em pé".
Por causa da tragédia envolvendo Daniella, Glória proibiu que De Corpo e Alma fosse reprisada, e é uma das poucas novelas que nunca mais foi ao ar nem no Vale A Pena Ver de Novo nem no Canal Viva.

Guilherme de Pádua e Daniella Perez representando seus personagens, Bira e Yasmin
Eri Johnson como o gótico Reginaldo
Marilu Bueno era Lacy, mulher dedicada à família e mãe de Yasmin
Daniella Perez e Stênio Garcia em cena da novela, na qual viveram pai e filha. Domingos, personagem de Stênio, era dono de uma transportadora, mas a perde depois que sua outra filha, Paloma, abandona seu casamento
Daniella Perez e Cristiana Oliveira, que interpretava a irmã de Yasmin, Paloma, que tinha problema cardíaco e passa por transplante
Foto de 28 de dezembro de 2012. Glória está ao lado do filho, Rodrigo, e do ex-genro, Raul Gazolla na missa de 20 anos do assassinato de Daniella
Daniella e Marilu Bueno nos bastidores da novela
Túmulo de Daniella Perez
Costumes de outros países em suas novelas
Em 06 de novembro de 1995, a Rede Globo coloca no horário das oito a novela Explode Coração, que durou até 03 de maio do ano seguinte, à pedido da própria autora. Foi a primeira trama que Glória decidiu abrir a mente do telespectador, escrevendo sobre os costumes ciganos.

Explode Coração alcançou 47 pontos de audiência, e mesmo assim foi encurtada à pedidos de Glória, dois meses antes do previsto
A personagem principal, Dara, vivida por Tereza Seiblitz, é uma jovem cigana que vive em conflito com seu povo. Tem orgulho de suas origens, mas não concorda que a mulher seja feita apenas para aprender o necessário (ler e fazer contar), sem ter direito a estudar e trabalhar para sua independência. Para conseguir ser mais do que uma cigana dona de casa, desafia à todos da família. Jairo (Paulo José), seu pai, que pensa que o cigano, ao entrar na universidade, rejeita suas raízes. Sua mãe, Lola (Eliane Giardini), é aquele tipo desaforado que não leva desaforo para casa, mas é alegre e divertida. Quando se dá conta de que terá que lidar com a rebeldia, forja desmaios para fugir da responsabilidade. Dara tem também mais uma irmã, Ianca (Leandra Leal), que ao contrário da irmã, é doida para se casar logo.

Atrizes de Explode Coração: Eliane Giardini, Stela Freitas, Leandra Leal, Tereza Seiblitz e Laura Cardoso
Explode Coração ajudou a popularizar o nome Dara e a encontrar mais de 60 crianças desaparecidas, sendo este mais um tema da novela. A personagem de Isadora Ribeiro, Odaísa, no decorrer da trama, acaba perdendo seu filho, Gugu (Luiz Cláudio Junior), o que dá início à uma campanha fictícia dentro da trama.

Tereza Seiblitz, Edson Celulari e Maria Luíza Mendonça formaram triângulo amoroso na trama de 1995
No dia 01º de outubro de 2001, estreou, no lugar de Porto dos Milagres, a novela O Clone, que abordava a cultura árabe, além da clonagem humana e dependência química.
Vinte dias antes, ocorrera o atentado de 11 de setembro, a explosão das Torres Gêmeas em Nova Iorque, causada por um grupo terrorista, o que poderia dificultar a aceitação da trama entre os telespectadores, mas a novela acabou se tornando um sucesso. "Não quis mostrar uma cultura diferente, ela surgiu a partir da ideia da clonagem. Se por um lado eu tinha um Ocidente que desafia Deus querendo criar a vida, do outro eu pensei na cultura que é mais submissa a Ele. E aí entrou a muçulmana", explica a autora sobre a proposta da novela.

Ganhou reprise no Vale A Pena Ver de Novo entre janeiro e setembro de 2011
Giovanna Antonelli
O Clone foi protagonizada por Murilo Benício e Giovanna Antonelli, que se conheceram e formaram um casal na vida real. Ela interpretou Jade, uma muçulmana que morava no Brasil. Após a morte de sua mãe, Sálua (Walderez de Barros), é obrigada a voltar para Marrocos na cidade de Fez e viver com seu tio Ali (Stênio Garcia). Lá, ela conhece Latiffa (Letícia Sabatella), que também viveu no Brasil até os 12 anos, e conseguiu se adaptar perfeitamente aos costumes marroquinos quando voltou. Quando Ali sai, as duas ficam sob os cuidados de Zoraide (Jandira Martini), a governanta da casa, que cuida delas como se fossem suas filhas.

Giovanna Antonelli como Jade
Murilo Benício em dose tripla na novela O Clone, como os gêmeos Lucas e Diogo, e o clone Leo
O problema de Jade é sua paixão pelo brasileiro Lucas (Murilo Benício), porém, Ali lhe arranja um marido, afastando os dois por muito e muito tempo.
Débora Falabella representou Mel, filha de Lucas com outra mulher, Maysa (Daniela Escobar). Com o passar do tempo, a jovem sempre vive em conflitos com seu pai quando banca o autoritário, e ao longo da trama, acaba entrando no mundo das drogas.

Dalton Vigh era Said, o marido prometido de Jade
No programa Casseta & Planeta, Mel foi satirizada, sendo chamada de "Melconha"
Daniela Escobar foi a segunda esposa de Lucas, Maysa
Stênio Garcia era o conservador Ali, defensor ferrenho dos costumes de seu país
O cientista Augusto Albieri (Juca de Oliveira) sofre com a perda do irmão gêmeo de Lucas, Diogo, e em segredo, decide clonar Lucas em segredo ao realizar uma inseminação artificial da boêmia Deusa (Adriana Lessa), porém, a verdade aparece 18 anos depois.

Odete, personagem de Mara Manzan, era engolidora de fogo e ficou imortalizada pelo bordão "cada mergulho é um flash", dito toda vez que ia ao Piscinão de Ramos
Solange Couto foi Dona Jura, dona de um bar, e também lembrada até hoje pelo seu bordão "não é brinquedo, não!"

Em 19 de janeiro de 2009, começa Caminho das Índias, que como o próprio título sugere, retrata a cultura indiana. Juliana Paes deu vida à Maya, uma funcionária de telemarketing do Rajastão que se apaixona pelo intocável (dálit) Bahuan (Márcio Garcia), vivendo uma relação tumultuada por conta da diferença de classes entre eles. Só que ao longo da trama, seus pais lhe arranjam um marido, Raj (Rodrigo Lombardi), e aos poucos se rende a ele.

Maya e Raj
Juliana Paes e Márcio Garcia em cena de Caminho das Índias
Glória Perez decide abordar também a esquizofrenia, representada pelo personagem Tarso, de Bruno Gagliasso. Filho do empresário Ramiro (Humberto Martins), amante do poder absoluto, e da hiper vaidosa Melissa (Christiane Torloni). Tem uma irmã, Inês (Maria Maya), que criou seu próprio jeito de se vestir.

Tony Ramos, como Opash, e seus filhos da ficção, Rodrigo Lombardi (Raj), Danton Mello (Amitav) e Caio Blat (Ravi)
Núcleo indiano de Caminho das Índias: Brendha Haddad, Juliana Paes, Nívea Maria, Osmar Prado e Ricardo Tozzi
Letícia Sabatella como a perigosa Yvone
Christiane Torloni como Melissa
A novela trata também do casal Raul (Alexandre Borges) e Sílvia (Débora Bloch). A vida de ambos muda com a chegada da psicopata Yvone (Letícia Sabatella), virando-as de cabeça para baixo. Ela se faz de boazinha, mas é um lobo em pele de cordeiro, pois roubou Raul de Sílvia e foi para Dubai com ele. Só que Yvone não ama ninguém, apenas estava de olho no dinheiro de Raul.
Caminho das Índias foi a primeira novela brasileira a ganhar o Emmy Internacional de 2009, considerado o Oscar da televisão mundial.

Bruno Gagliasso como o esquizofrênico Tarso

Substituindo o fenômeno de audiência Avenida Brasil, Glória Perez lança a 11ª novela de sua carreira: Salve Jorge, em 22 de outubro de 2012. A novela 'leva' o telespectador para a Turquia, país onde nasceu São Jorge, santo devotado por Theo (Rodrigo Lombardi), oficial da cavalaria do exército, e por milhões de brasileiros.
Um dos cenários da novela é o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, onde mora Morena (Nanda Costa), moça que amadureceu muito cedo, pois teve seu primeiro filho com apenas 14 anos. Com o sonho de tornar a sua vida e a de sua família melhor, acaba sendo vítima do tráfico de pessoas e sendo levada para a Turquia após cair na falsa promessa de ser modelo no exterior. Essa trama foi baseada na história da empregada doméstica e mãe de três filhos Ana Lúcia Furtado, mulher que foi traficada para Israel com promessas de trabalho, mas acabou virando uma prostituta.

América, de sua autoria, é a segunda novela das oito mais assistida
Em 14 de março de 2005, entrou no lugar de Senhora do Destino a novela América, transmitida até 04 de novembro do mesmo ano em 203 capítulos. O pano de fundo da trama escrita por Glória é mostrar os maus bocados que uma pessoa passa ao tentar realizar o sonho de viver melhor em outro país. É o caso da protagonista Sol (Deborah Secco), que no começo da novela trabalha em um pequeno estúdio como ajudante de um cabeleireiro que faz megahair. Essa era a arma que ela queria usar para ser bem sucedida nos Estados Unidos, para só depois poder montar seu próprio estúdio e atender grandes celebridades. De origem pobre, Sol acredita ter nascido para vencer na vida.


Déborah Secco como a imigrante ilegal Sol
América aborda também tramas paralelas, como a cleptomania, representada por Christiane Torloni, que deu vida a requintada Haydée, que se sente mal cada vez que não consegue controlar o impulso de roubar, até mesmo objetos sem nenhum valor.

Christiane Torloni foi Haydée
Os telespectadores ainda tem na lembrança a personagem Raíssa, filha de Haydée, que, ao cair na real de que os pais se separaram, muda seu estilo de vida e se comporta com total desleixo.

Edson Celulari como Glauco em América
Há também o amor entre um homem mais velho, Glauco (pai de Raíssa e marido de Haydée), por uma moça mais nova, Lurdinha (Cléo Pires).

Mariana Ximenes foi a rebelde Raíssa em América
Com exatos 49 pontos de média geral, América conseguiu o posto de segunda novela mais assistida de todas cuja meta era de 45 pontos.

Juliana Paes interpretou a fogosa Creusa, que se fazia de beata para todos, mas quando ninguém via, saía com homens que nunca tinha visto para viver loucas aventuras
Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro foram o casal gay Zeca e Júnior
Superação
Em 2009, enfrentou mais um drama. Glória Perez descobre um câncer na tireoide, passando o ano todo fazendo cirurgias e sessões de quimioterapia, além de consumir vários medicamentos regularmente. Mas para ela, isso não era motivo para ficar parada no hospital. Como Caminho das Índias estava no ar, Glória Perez conta que levava o computador para escrever os capítulos lá mesmo. "Era um estímulo para me manter fortalecida".

Outros trabalhos
Três meses antes de 2014 acabar, houve a estréia da série Dupla Identidade, que teve como protagonista o serial killer Edu (Bruno Gagliasso), que para todos se faz de bom sujeito, porém este é seu lado mais obscuro que ninguém conhece.
A série acabou se tornando sucesso de público e crítica, tendo conseguido exatos 15 pontos de audiência, sendo esta a meta estabelecida pela Globo.
É ainda autora da minissérie 'Amazônia - De Galvez a Chico Mendes', transmitida entre janeiro e abril de 2007, que conta a história do Acre e dos seringais no período da borracha, quando só esta região era produtora deste material que veio a se tornar interesse em todo mundo; e 'Hilda Furacão' (1998), que tem como protagonista a rica e prostituta Hilda Müller.
Foi supervisora de texto da minissérie O Canto da Sereia, sucesso de público em janeiro de 2013.
Também em 1998 Glória escreveu a novela das seis Pecado Capital, remake do sucesso homônimo da autora Janete Clair que foi ao ar originalmente em 1975.

Prêmios
1996
Prêmio Contigo! - destaque do ano: Explode Coração
1998
APCA - grande prêmio da crítica: Hilda Furacão
TV Press - melhor série: Hilda Furacão
TV Press - melhor autora
2001|2002
Prêmio INTE - melhor novela: O Clone
Prêmio INTE - melhor autora
Prêmio Qualidade Brasil RJ - melhor novela: O Clone
Prêmio Qualidade Brasil RJ - melhor autora
TV Press - melhor autora
TV Press - melhor novela: Clone
Prêmio Contigo! - melhor novela: O Clone
Prêmio Contigo! - melhor autora
Troféu Imprensa - melhor novela: O Clone
Troféu Internet (SBT) - melhor novela: O Clone
2005
Brazilian Awards - homenagem especial: América
2007
Prêmio Qualidade Brasil - melhor projeto especial de teledramaturgia: Amazônia, de Galvez a Chico Mendes
2009
Emmy Internacional - melhor novela: Caminho das Índias
Prêmio Qualidade Brasil - melhor novela: Caminho das Índias
Prêmio Qualidade Brasil - melhor autora
Prêmio Extra de Televisão - melhor novela: Caminho das Índias
Poptevê - melhor novela: Caminho das Índias
TV Press - melhor novela: Caminho das Índias
Prêmio Contigo! - melhor novela: Caminho das Índias
Prêmio Contigo! - melhor autora
Troféu Imprensa - melhor novela: Caminho das Índias
Troféu Internet (SBT) - melhor novela: Caminho das Índias

Mais sobre a vida pessoal e profissional de Glória Perez
Ela revela que costuma ficar horas e horas escrevendo seus trabalhos, e em pé! Isso mesmo, Glória escreve em pé porque faz bem à coluna, já que não sentirá nada depois. Além disso, acha que é melhor escrever todos os trabalhos sozinha, sem precisar de nenhum colaborador.
Glória era amiga íntima do ator Guilherme Karan, falecido na metade de 2016 aos 58 anos. Guilherme era um dos atores mais frequentes em seus trabalhos, tendo atuado em Pecado Capital, O Clone e América. Além dele, houveram outros atores que sempre marcaram muito mais presença em suas obras, como Eliane Giardini, Christiane Torloni, Antônio Calloni, Totia Meirelles, Cléo Pires, Jandira Martini, Victor Fasano, Humberto Martins, Murilo Rosa, Stênio Garcia, Neuza Borges, Eri Johnson, Cissa Guimarães, Juliana Paes, Vera Fischer e Osmar Prado.

A autora, durante esses anos todos de trabalho, soube até lidar com sua fama de louca e sonhadora. Em 1995, quando Explode Coração foi ao ar, recebeu críticas por colocar como tema a comunicação entre duas pessoas, à distância, através de um computador.
Barriga de Aluguel ficou seis anos engavetada, porque o pessoal da Globo achou que o tema fosse fantasioso demais por se tratar da história de uma mulher gerando o filho de outra através de uma inseminação. "Mas eu já tinha lido um artigo científico sobre isso. De novo, era uma questão de tempo".

A Força do Querer
Estava prevista para começar em outubro de 2016 no lugar de Velho Chico, mas foi adiada para o dia 03 de abril deste ano. As gravações da trama ocorreram também no Mercado Ver-O-Peso, em Belém, e em Manaus.
No começo, a novela se chamaria À Flor da Pele, mas como já tinha outros projetos com este nome, passou a se chamar A Força do Querer.
Vera Fischer foi substituída por Betty Faria por ter se desentendido com a autora. Estariam no elenco Deborah Secco, Antonio Calloni, Ana Beatriz Nogueira, Helena Ranaldi e Chay Suede, mas também foram substituídos. Daniel Rocha fez teste para interpretar Ruy, filho de um empresário que se vê dividido entre duas mulheres, porém Fiuk teve melhor desempenho e garantiu seu lugar.
Lília Cabral estará pela primeira vez numa novela escrita por Glória Perez. Sua personagem é a viciada em jogos Silvana.

À partir do dia 03 de abril, não percam A Força do Querer, às 21 hrs!

Fonte:
Globo
Extra
Glamurama
Memória Globo
Humor de Mulher