quarta-feira, 15 de março de 2017

#MentesPerigosas - Goleiro Bruno


Nome Completo: Bruno Fernandes das Dores de Souza
Apelido: Goleiro Bruno
Data de Nascimento: 11 de março de 1984
Local: Belo Horizonte (MG)
Profissão: jogador de futebol
Altura: 1'91

Bruno dá autógrafos em seu primeiro dia como jogador do Boa Esporte Clube
Bruno Fernandes de Souza é conhecido como Goleiro Bruno, principalmente depois de ter assassinado a modelo e atriz Eliza Samúdio, de 25 anos, cujo corpo nunca foi encontrado, em 10 de julho de 2010.

Eliza Samúdio
Filho de Sandra Cássia Souza de Oliveira Santos e Maurílio Fernandes das Dores de Souza, o jogador tem um irmão, Rodrigo Fernandes. 
O jogador nunca teve uma boa estrutura familiar. Três meses depois do seu nascimento, ele foi abandonado pelos pais e acabou criado pela avó paterna, Estela Santa Trigueiro de Souza, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os pais do jogador e o irmão foram morar no Piauí. Os pais de Bruno se separaram poucos anos depois, em 1988. 
Bruno só voltou a encontrar a mãe em 2006.
Ele não é o primeiro membro da família a ter problemas com a polícia. Sua mãe, Sandra, atirou cinco vezes em uma mulher, em 1996, sendo que nenhum dos tiros atingiu o alvo. Sandra teria discutido com Marinês Alves Dias, após consumirem cocaína em uma festa. A mãe do jogador foi denunciada pelo Ministério Público por tentativa de homicídio, mas nunca foi presa. 
Em 2005, Sandra e seu companheiro na época, identificado como Luiz Timóteo, foram acusados de fraudar documentos de um terreno na Bahia. Já o pai do jogador, Maurílio Fernandes das Dores de Souza, foi acusado de furto e teve a prisão pedida sete vezes. Maurílio morreu em 2008. 
O irmão de Bruno, Rodrigo Fernandes, de 20 anos, foi preso por roubo em Teresina, no Piauí.

Times que defendeu
Bruno, que entrou para o mundo da bola aos 12 anos de idade, começou nas categorias de base do Venda Nova, e antes de virar profissional, jogou no Santa Cruz de BH, e no Tombense, da cidade Tombos, Zona da Mata mineira.
O primeiro time profissional que contratou Bruno foi o Atlético Mineiro, onde atuou em 59 jogos e ficou por quatro anos. Em 2006, fez sua passagem relâmpago no Corinthians, porém pediu dispensa e foi embora, sendo contratado em seguida pelo Flamengo, onde atuou em 234 jogos, até o momento que ocorreu a tragédia com Eliza Samúdio.
À partir deste ano, Bruno foi contratado pelo time Boa Esporte Clube.

Bruno em 2017 com a camisa do time que irá defender em 2017
Caso Eliza Samúdio
No início de junho de 2010, a estudante e o filho estiveram no sítio de Bruno em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte (MG). Segundo as investigações, Eliza teria sido levada do Rio de Janeiro para Minas por Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e por um primo do goleiro que tinha 17 anos na época. Ela teria sido mantida em cárcere privado no local e assassinada no dia 10 de junho pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. O filho de Eliza foi localizado pela polícia - e atualmente vive com a avó materna em Mato Grosso do Sul – mas o corpo da estudante jamais foi encontrado. Em 2010, um exame de DNA, solicitado pelo advogado José Arteiro Cavalcante Lima, comprovou que Bruninho é mesmo filho do goleiro.
Bruno, em 2013, foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato brutal e por ter sido o cabeça de tudo.

Fora da prisão
Em 24 de fevereiro de 2017, o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, concedeu o habeas corpus ao ex-jogador, sob justificativa dele não ter sido condenado em segunda instância. Segundo Lúcio Adolfo, seu advogado, Bruno estava preso apenas pelo processo relacionado à morte de Eliza, já que em 2010 o jogador foi condenado por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal contra a modelo.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais está decidindo se Bruno responderá por corrupção de menores, pois tem em vista que o grupo responsável por ajudar no assassinato de Eliza aliciou o primo de Bruno, Jorge Luiz Rosa, que na época tinha 16 anos, e era uma das principais testemunhas do caso. Jorge afirmou que Bruno, inicialmente, não sabia da morte da modelo, mas sim de que o crime estava sendo planejado.
Assim que saiu da prisão, foi contratado pelo Boa Esporte Clube, o que gerou grande repercussão na mídia e nas ruas do país, havendo os que apoiam a reintegração do jogador na sociedade e os que criticaram a contratação. Inclusive, por orientação de advogados, Bruno evitou comentar sobre o crime nas entrevistas.

Fontes: R7; Wikipédia; Terra; Globo Esporte; G1