quarta-feira, 12 de abril de 2017

Mãe de Maria Eduarda quer encontrar PMs suspeitos pela morte da menina

Família de Maria Eduarda, morta por dois PMs
RIO - A mãe da menina Maria Eduarda Alves, de 13 anos, Rosilene Alves Ferreira, de 53 anos, disse que quer encontrar os dois policiais acusados da morte de sua filha. Eles vão participar da reconstituição do crime na tarde desta quarta-feira.
— Quero olhar para eles e perguntar se eles têm filho. Se tiverem, vou perguntar se eles estivessem na minha situação o que eles fariam — disse, emocionada, Rosilene, segurando uma foto da estudante que foi baleada e morta dentro da Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, em Acari, na Zona Norte do Rio.
A família da menina está no colégio onde Maria Eduarda estudava. Os pais aguardam a chegada da Polícia Civil para a reprodução simulada do crime, marcada para as 14h. No entanto, por volta das 13h50m, ainda não havia policiais no local.
O advogado da família, João Tancredo, afirmou não ter dúvidas de que os tiros que mataram o marido partiram da arma de policiais. Segundo ele, a bala que atingiu e ficou encravada na perna da menina não foi a que causou a sua morte. Esse laudo mostra que estilhaços das balas disparadas em direção à escola atingiram a cabeça da menina e provocaram a sua morte. Ele contou que quatro testemunhas assistiram toda a cena.
— As testemunhas contaram que os policiais estavam em dois carros descaracterizados. Fizeram disparos contra dois homens que estavam em frente à escola, como se fossem patinhos num parque de diversões. Depois, fardados embarcaram num dos carros, entraram na contramão no viaduto, desceram perto da escola e executaram os dois homens caídos no chão — contou.

Fonte: Globo