terça-feira, 30 de maio de 2017

Andreas, irmão de Suzane von Richthofen, é retirado da Cracolândia em SP


G1 - Andreas von Richthofen, de 29 anos, irmão de Suzane von Richthofen, foi internado nesta terça-feira (30) no Hospital Municipal do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. Segundo o boletim médico, ele foi levado ao hospital por policiais militares após invadir uma casa. Andreas estava dormindo no quintal da residência e apresentava diversos ferimentos pelo corpo.
Suzane cumpre pena na prisão em Tremembé por mandar matar os pais em 2002.
O filho caçula da família Richthofen deu entrada no Hospital Municipal do Campo Limpo, na Zona Sul da capital paulista, por volta das 8h30. Com roupas rasgadas, “higiene precária” e “olhos vidrados”, como definiu o boletim médico, ele chegou escoltado por uma equipe da PM.
No pronto-socorro, passou por um médico a quem disse estar "paranoico". As escoriações, espalhadas principalmente pelas pernas, teriam sido causadas pelas pontas de lança da grade do imóvel invadido, conforme relatou ao clínico geral.
Andreas, que é doutor em química pela Universidade de São Paulo (USP), teve autorizada sua transferência ainda na noite desta terça-feira para a Casa de Saúde João de Deus, um hospital psiquiátrico em Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo (veja o documento de transferência mais abaixo).

Andreas von Richthofen ao lado da irmã e dos pais, Marísia e Manfred (arquivos)
Funcionários do Hospital do Campo Limpo também ouviram de Andreas que a ideia de invadir a casa não foi dele, e sim uma “ordem do imperador”. O rapaz contou à equipe médica que faz uso esporádico de álcool e maconha, mas afirmou que não consumiu nenhuma das substâncias recentemente.
Andreas foi avaliado novamente na parte da tarde, desta vez por um psiquiatra, e acabou internado na ala de saúde mental da unidade. Oscilando entre momentos de lucidez e devaneio, em que diz temer que alguém o mate, ele agora divide um quarto com outros dois pacientes.

Brasão da família Richthofen
A ala em questão é guardada por um segurança e só pode ser acessada por quem tem a chave. Pacientes lá internados têm a liberdade de deixar as macas e caminhar quase que livremente pela seção, que mais parece pertencer a um hospital ou casa de repouso particular por conta da organização.
Enrolado em um cobertor cinza, André, como foi involuntariamente rebatizado no hospital, vaga pelos corredores e até já troca breves palavras com outros internos. A maca dele fica no chão, mas por questão de segurança, de acordo com funcionários.
Até a tarde desta terça, nenhum familiar de Andreas havia aparecido no hospital para visita-lo ou procurar notícias. O único elo com a família no local, por enquanto, é o brasão de ouro que foi recolhido em seu bolso e que traz o sobrenome que diversas vezes estampou capas de jornais do país. O objeto está guardado na administração.