quinta-feira, 4 de maio de 2017

Após adiamentos por greve, satélite brasileiro deve ser lançado nesta quinta-feira na Guiana Francesa


O Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) deve ser lançado nesta quinta-feira (4) a partir da Guiana Francesa por um foguete Ariane 5. Este é o primeiro satélite 100% brasileiro dedicado exclusivamente a transmissão de dados.
Além de ampliar a capacidade de telecomunicações e a cobertura de serviços de internet banda larga no Brasil, com foco em áreas de difícil acesso, o satélite fornecerá um meio seguro para transferência de informações civis e militares que envolvam a segurança nacional. Atualmente o governo aluga o sinal de satélites privados. O projeto do SGDC é resultado de uma parceria entre a Telebras e o Ministério da Defesa.
O lançamento, inicialmente previsto para março, foi adiado por causa de uma greve geral na Guiana Francesa que bloqueou o acesso ao Centro Espacial de Kourou. Nesta quinta-feira, o evento está previsto para ocorrer a partir das 17h (horário de Brasília) e será transmitido ao vivo.
O foguete Ariane 5 também lançará ao espaço outro satélite, o KOREASAT-7, da operadora sul-coreana Ktsat, que tem como objetivo melhorar a banda larga e a cobertura na Coreia do Sul, Filipinas, Índia e Indonésia.


'Estacionado'
O satélite geoestacionário gira na mesma velocidade da Terra e fica "estacionado" sobre um mesmo ponto do planeta. Pesando 5,8 toneladas e com 5 metros de altura, ele vai ficar posicionado a 36 mil quilômetros da Terra e cobrirá todo o território brasileiro, além do oceano Atlântico. A previsão de vida útil do satélite é de 18 anos.
A construção do satélite foi feita em Cannes e Toulouse, na França, pela empresa aeroespacial Thales Alenia Space, e durou 2 anos. O projeto foi supervisionado pela Visiona Tecnologia Espacial, parceria entre Embraer e Telebras.
De acordo com o Ministério da Defesa, o processo envolveu transferência de tecnologia e intercâmbios entre profissionais brasileiros dessas empresas e da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fonte: G1