sexta-feira, 19 de maio de 2017

#FamososQuePartiram - O misterioso caso da morte de Elizabeth Short, a 'Dália Negra'


Nome: Elizabeth Short
Data de Nascimento: 29 de julho de 1924
Local: Boston, Massachusetts (EUA)
Ocupação: Garçonete
Data de Morte: 15 de janeiro de 1947
Idade: 22 anos, 5 meses e 17 dias
Local: Los Angeles (EUA)
Causa: Assassinato/Hemorragia e choque de concussão cerebral, lacerações no rosto
Motivo: Desconhecido

Fontes:
Wikipédia
Dália Negra (Tumblr)
Noite Sinistra
Além da Imaginação

O Famosos Que Partiram de hoje relembrará um dos casos de assassinato mais misteriosos de toda história policial estadunidense. A vítima era a garçonete Elizabeth Short, de 22 anos, cujo corpo foi encontrado no dia 15 de janeiro de 1947 em Los Angeles, e até hoje o crime nunca foi desvendado, e o assassino permanece sem a identidade revelada.

Corpo de Elizabeth Short em 15 de janeiro de 1947, quando foi encontrado pela manhã daquele dia
Elizabeth tinha o sonho de ser atriz, mas nunca obteve sucesso até ser vítima de um assassinato, que é falado até os dias de hoje. Embora fosse conhecida em Hollywood, a polícia não conseguiu identificar o assassino, que como constam as investigações, era formado em medicina por causa dos vários cortes feitos em seu corpo. Um dos primeiros suspeitos foi George Hill Hodel Jr., na época com 39 anos.
Análises no corpo de Elizabeth Short comprovaram que ela foi estuprada, só não se soube se foi antes ou depois da morte.
Após a morte de George Hill, o filho dele, Steve Hodel, disse que tinha evidências que comprovaram ter sido ele o responsável pela morte de Elizabeth, como também por outros vários assassinatos. Segundo Steve, a polícia sempre acobertou vários dos maus feitios de seu pai, por ele conhecer figuras muito importantes de Los Angeles. A polícia considerou várias das provas apresentadas por Steve como falsas. George morreu aos 91 anos, em 16 de maio de 1999, por insuficiência cardíaca.

Elizabeth Short morta

Elizabeth Short nasceu em 29 de julho de 1924, e era a terceira de cinco filhos de Cleo Short e Mae Phoebe Sawyer. Seu pai, Cleo, perdeu grande parte de seus bens em 1929 após uma queda na bolsa de valores, e no ano seguinte, desapareceu, deixando seu carro estacionado em uma ponte. Muitos acreditavam que ele tinha se suicidado, porém, mais tarde, Elizabeth descobriu que seu pai ainda estava vivo e morando na Califórnia, sendo criada enquanto isso somente pela mãe.
Sofria de asma e bronquite, e por causa disso, foi mandada por sua mãe para Miami, na Flórida, aos 16 anos, durante o inverno. Aos 19, foi viver com seu pai em San Francisco Bay, onde ele trabalhava num estaleiro naval. Logo em seguida, se mudou para Santa Bárbara, também na Califórnia. Foi presa por oferecer bebida alcoólica a um menor de idade, sendo levada após sua saída da prisão de volta para Medford pelas autoridades juvenis.

Elizabeth Short na delegacia, em 1943, após prisão
Short já recebeu proposta de casamento de um oficial das Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos, Matthew Michel Gordon Jr., mas a cerimônia não aconteceu porque ele morreu em um acidente aéreo, em 10 de agosto de 1945, antes mesmo dele retornar aos EUA para que isso acontecesse. Por razões desconhecidas, mudou a história dos fatos, dizendo que os dois se casaram e tiveram um filho, que morreu.
Após a morte de Gordon, Elizabeth Short continuou em Los Angeles, onde trabalhou com pessoas envolvidas na área de produção cinematográfica de Hollywood e foi amante de muitos homens que por lá passaram.
O assassino, com identidade oculta, enviou uma carta à polícia oito dias do assassinato de Elizabeth Short, com palavras recortadas de diversas revistas: "I will give up in Dahlia's killing if i get 10 years. Don't try to find me". (Eu vou me entregar pelo assassinato de Dahlia em 10 anos. Não tentem me encontrar). No dia seguinte, uma agenda com o nome de todos os 70 admiradores de Dália Negra foi entregue, levando as autoridades investigarem um por um. Em 25 de janeiro daquele ano, a bolsa de couro e um par de sapatos da garçonete foram encontrados.

Carta mandada pelo assassino de Black Dahlia
Ao menos 50 pessoas, entre homens e mulheres, confessaram terem matado Elizabeth Short, até mesmo sem terem feito isso, deixando o trabalho ainda mais difícil para a polícia. Nenhuma delas apresentaram provas de terem cometido o crime, só repetiam tudo o que a imprensa veiculava, se aproveitando da situação para conseguirem fama e por auto-promoção.

Elizabeth Short havia chegado em Los Angeles poucos meses antes de morrer