segunda-feira, 29 de maio de 2017

Filha confessa que roubou R$ 5 mil do DJ Quirino e deu para namorado matá-lo, diz polícia


A Polícia Civil informou nesta segunda-feira (29) que a adolescente de 16 anos confessou ter mandado matar o pai, Elpídio Quirino dos Santos Filho, de 41 anos, conhecido como DJ Quirino. Ela disse em depoimento que pediu para o namorado, de 15 anos, cometer o crime, porque era "agredida, oprimida e ameaçada". Para que o menor organizasse o homicídio, a garota diz que roubou R$ 5 mil da vítima e deu a ele.
Os dois adolescentes foram apreendidos no dia 16 de maio, em Caldas Novas. Eles estavam morando sozinhos em um apartamento. Eles estão em um centro de internação em Goiânia e confessaram o assassinato. O jovem Franklin Vieira, de 25 anos, também foi preso, suspeito de envolvimento no crime. Ele nega.
O DJ foi morto a tiros em novembro de 2016, quando chegava de carro na casa da mãe, na Vila Boa Sorte, em Goiânia. Na época, a Polícia Civil informou que ele estava acompanhado da filha, quando foram abordados por um criminoso. A vítima foi atingida por três tiros e morreu no local. A filha escapou ilesa.
Segundo a polícia Franklin dirigiu o carro usado no assassinato. Com ele, estava o namorado da adolescente e outro menor, que ainda não foi apreendido. "O casal estava planejando o assassinato há algum tempo, mas adiantou o homicídio porque, naquele dia, a adolescente disse que levou um tapa no rosto do pai quando saia da escola", disse o delegado Marco Aurélio Euzebio.
A polícia ainda disse que a filha pegou parte do dinheiro guardado pelo DJ para pagar o namorado. "O pai disse que Quirino guardava cerca de R$ 100 mil em casa, pois estava planejando abrir uma boate. A filha confessou que descobriu onde estava o dinheiro e pegou R$ 5 mil. Ela afirmou que deu o dinheiro para o namorado, o qual afirmou que usou a quantia para comprar o carro e a arma usada no crime", explicou.


O delegado informou que a mãe da adolescente disse que ela e a filha eram agredidas. Euzebio explicou que a mulher também sabia que a filha tinha cometido o crime, mas como ajudou nas investigações, é tratada como testemunha, não como suspeita.
"A justificativa da filha era que estava sendo oprimida e agredida pelo pai. Tanto ela quanto a mãe eram ameaçadas de morte. O DJ dizia que ia matá-las e, depois, se suicidar", completou o delegado.

Fonte: G1