quarta-feira, 17 de maio de 2017

Marcos Palmeira sobre rótulo de galã: ‘Não vou dizer que não gosto, não sou hipócrita’


Enquanto uns rejeitam, outros aceitam de bom grado. É o caso de Marcos Palmeira, que nesses 30 anos de carreira, carrega o título de galã sem pesar. Atualmente na supersérie "Os dias eram assim" como Toni, empresário que será abandonado pela mulher, Monique (Letícia Spiler), o ator diz que só não se deixa influenciar por isso na hora de escolher seus personagens. De mocinho, a pantaneiro, passando por pedreiro e detetive, Palmeira acumula grandes e inesquecíveis papéis como João Pedro, o filho rejeitado do coronel José Inocêncio (Antonio Fagundes) em "Renascer" (1993), até o capataz Cícero de "Velho Chico" (2016).
- Nunca acreditei nessa conversa de que sou galã. Quando faço o protagonista, que tem um volume muito maior de trabalho, ele acaba virando porque é o homem da novela, do filme, e as relações amorosas passam por aí. Fico feliz, não vou dizer que não gosto, não sou hipócrita, mas não é o que me motiva. O Cícero (de 'Velho Chico'), por exemplo, não tinha nada de galã. O Sandro de 'Cheias de charme', com aquele barrigão, muito menos, e eu me divertia horrores. Não tenho preocupação com vaidade - explica Palmeira.
Paralelo à carreira de ator, tem a de empresário de produtos orgânicos. Dono da fazenda Vale das Palmeiras, em Teresópolis, e da loja Armazém Vale das Palmeiras, no Leblon, ele quer expandir os negócios:
- É uma questão nova pra mim ser um empresário do varejo. Agora vou entrar com uma linha de laticínios, queijos, e de cerveja artesanal. Às vezes, no meio de uma gravação, eu ligo para a fazenda para saber se a vaca pariu, quantos ovos eles colheram no dia... Gosto demais disso.

Fonte: Extra