quarta-feira, 17 de maio de 2017

Relembre alguns crimes e criminosos que chocaram o Brasil

FONTE: BOL; WIKIPEDIA; MEMÓRIA GLOBO; G1; TERRA; EXTRA; UOL

Os criminosos que estão abaixo nesta lista foram notícia em diversos sites de internet, em jornais e revistas no Brasil, e os casos ganharam repercussão até no exterior, seja pelo requinte de crueldade ou pelo tempo máximo que duraram os crimes. Alguns já não são mais lembrado pela mídia, porém não saem da cabeça dos brasileiros.

01. Caso Von Richthofen: é o caso de uma adolescente de classe média, loira, magra, bonita... e má! Essas eram as características de Suzane Von Richthofen que, na madrugada de 31 de outubro de 2002, abriu a casa em que morava com seus pais, a psicóloga Marísia e o engenheiro Manfred von Richthofen, para os irmãos Daniel, seu então namorado, e Cristian Cravinhos, matarem o casal a pauladas.

Suzane von Richthofen ao lado do irmão, Andreas, e dos pais, Marísia e Manfred
Foi tudo muito bem arquitetado, pois antes, Suzane deixou o irmão, Andreas, que tinha 15 anos, numa lan house, e voltou com Daniel e Cristian para simular um latrocínio, roubo seguido de morte, para ter direito de receber toda a herança deixada pelos pais assassinados. Friamente, Suzane não se abalou, pois três dias depois, estava comemorando seu aniversário de 19 anos como se nada tivesse acontecido. Sem saída, os três confessaram o crime no dia 08 de novembro daquele mesmo ano, e em 2006, foram condenados à 39 anos de prisão.

Suzane durante enterro dos pais, em novembro de 2002
Mansão da família Von Richthofen na época do assassinato
Suzane Von Richthofen numa de suas saídas temporárias, em 2016
Agora, Suzane, que cumpre pena numa prisão de Tremembé, interior de São Paulo, conseguiu direito à todas as "saidinhas temporárias" da prisão, e sai de lá até mesmo no dia das mães (??). O nome do namorado da criminosa se chama Rogério Olberg.

Curiosidade: em dezembro de 2004, Suzane teve o pedido de habeas corpus negado, mas em junho de 2005 ele foi aceito, e a moça foi solta no final do mês. Entretanto, após uma polêmica entrevista que deu ao Fantástico "fingindo uma nova imagem", Suzane foi presa novamente, em 12 de abril de 2006. Durante a entrevista, o programa da Rede Globo exibiu trechos que mostram os advogados da criminosa orientando-a a chorar.



02. Caso Isabella Nardoni: em 29 de março de 2008, uma garota, de apenas cinco anos, é jogada do sexto andar do Edifício London, localizado na zona norte de São Paulo. Os culpados, Alexandre Nardoni (o pai) e Anna Carolina Jatobá (a madrasta) estão presos. Ele foi condenado à 31 anos, enquanto Anna irá cumprir 26.

Isabella Nardoni (18/04/2003 - 29/03/2008)
Na época, o pai da garota teria afirmado que houve um assalto no prédio e que a menina teria sido jogada por um dos bandidos. Porém, dias depois, a investigação concluiu que a tela de proteção na janela teria sido cortada para que ela fosse jogada e que havia marcas de sangue em seu quarto.

Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni sendo presos, em 2008
Quarto em que Isabella foi jogada
A mãe, a bancária Ana Carolina Oliveira, de 32 anos, agora é mãe de um menino, Miguel, nascido em 30 de maio de 2016, fruto de seu relacionamento com o administrador Vinícius Francomano, de 29 anos. "Um filho não substitui o outro, mas deixa uma bagagem", disse Ana sobre o filho Miguel.
Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, assim como Suzane, também cumprem pena em Tremembé. Até hoje novas perícias e investigações vão sendo feitas.


03. Caso Daniella Perez: foi um dos mais chocantes no país e o mais notório do século XX, chegando a ganhar repercussão em outros países. O caso aconteceu em 28 de dezembro de 1992, e a vítima foi a atriz com carreira em ascensão Daniella Perez, filha da autora de novelas Glória Perez. A jovem tinha 22 anos, e foi assassinada por 18 golpes de punhal pelo também ator Guilherme de Pádua e a então esposa Paula Thomaz. Daniella estava no ar desde agosto daquele ano na novela 'De Corpo e Alma', escrita pela Glória, e Guilherme era seu par romântico.


Após o crime, a autora ficou afastada por alguns dias da novela, e Gilberto Braga e Leonor Bassères assumiram a responsabilidade de escrever os capítulos e, principalmente, dar uma solução para o desaparecimento dos personagens Bira (Ubirajara) e Yasmin, interpretados por Guilherme e Daniella. As últimas cenas de Yasmin foram ao ar em 19 de janeiro de 1993, no capítulo 146, e como a personagem era dançarina, a saída dela foi explicada como uma viagem de estudos. Já o personagem de Guilherme de Pádua simplesmente deixou de existir, e assim a história prosseguiu.

Guilherme de Pádua preso, sendo levado a julgamento
Os assassinos foram condenados à 19 anos e 6 meses de prisão por homicídio qualificado, com motivo torpe, sendo libertados em 1999. Guilherme e Paula romperam o relacionamento, e ele é o que mais aparece na mídia até hoje. Morando em Belo Horizonte, sua cidade natal e capital de Minas Gerais, e vivendo como se nada tivesse acontecido, o ex-ator casou-se pela terceira vez com a maquiadora Juliana Lacerda.
Paula apareceu em matéria de internet pela última vez no final de 2012, na O Globo. Essa mesma matéria dizia que a ex de Guilherme estudava direito e era aluna do desembargador que a acusou do assassinato.

Paula Thomaz assina à partir do dia em que se separou como Paula Nogueira. Ela se casou com o advogado Sérgio Ricardo Rodrigues Peixoto, com quem teve dois filhos. Ele também adotou Felipe, nascido na prisão, em maio de 1993.



04. Assassinato do casal Liana Friedenbach e Felipe Caffé: o crime aconteceu em Embu-Guaçu, região metropolitana de São Paulo, entre os dias 1º e 5 de novembro de 2003, com os jovens estudantes Liana Bei Friedenbach, de 16 anos, e Felipe Silva Caffé, de 19, torturados e assassinados.
Felipe morreu no dia 02, e Liana três dias depois. Os dois eram namorados, e escolheram passar um final de semana acampando na floresta em um local isolado de Embu-Guaçu, sem o conhecimento dos pais.

Champinha, em 2007, quando foi flagrado num recinto bem confortável cedido pelo governo de São Paulo
Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como Champinha, e Paulo César da Silva Marques, o Pernambuco, seguiam para pescar na região, e assim que viram os jovens, tiveram a ideia de roubá-los. Como não conseguiram dinheiro, decidiram sequestrar as vítimas com a ajuda de outros envolvidos (Antônio Caetano, Antônio Matias e Agnaldo Pires), mantendo-os em cárcere privado em casebres dali mesmo. Nesse período, todos abusaram sexualmente de Liana em forma de rodízio. Pernambuco, no dia 02, matou Felipe com um tiro na nuca e em seguida fugiu para São Paulo. Champinha levou Liana até um matagal no dia 05, dando-lhe golpes de facão no pescoço, várias facadas, e ainda tentou degolá-la. Para finalizar, o assassino golpeou a cabeça da estudante com o lado sem fio do facão e depois a esquartejou.

Liana Friedenbach e Felipe Caffé
Os corpos de Felipe e Liana foram encontrados no dia 10 de novembro. Todos os criminosos foram presos dias depois. Champinha era menor de idade na época e por isso foi encaminhado para uma unidade da Fundação CASA, em São Paulo, onde permaneceu até dezembro de 2006, quando completou 21 anos, a idade máxima por lei que um infrator deve permanecer na instituição.
Champinha entrou para a história policial como um dos assassinos mais violentos do país. Encontra-se internado na Unidade Experimental de Saúde, localizada na zona norte de São Paulo. O site Globo divulgou que São Paulo gasta R$65 mil por mês só com Champinha e mais outro criminoso, e a instituição que abriga somente os dois, tem TV, geladeira e horta.


05. Cárcere de Eloá Cristina: trata-se do sequestro em cárcere privado mais longo registrado pela polícia de São Paulo, que ganhou repercussão no Brasil e no exterior. Eloá Cristina Pereira Pimentel, de 15 anos, teve a casa invadida pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, então com 22 anos, no momento em que fazia trabalhos escolares com mais três colegas, no dia 13 de outubro de 2008, em Santo André, interior de São Paulo. Dois foram liberados, permanecendo no poder de Lindemberg apenas Eloá e a amiga, Nayara Silva.

Eloá Cristina Pimentel durante os momentos de fúria
No segundo dia de cárcere, quase 23hrs da noite, a amiga de Eloá foi libertada, e no dia 15 foi chamada pela polícia para voltar ao local do crime e acompanhar as negociações à distância com Lindemberg, mas ela desobedeceu e voltou ao apartamento para ficar perto da amiga.

Lindemberg Fernandes Alves preso, em 2008
Quatro dias depois, após mais de 100 horas de cárcere, policiais do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) e da Tropa de Choque da Polícia Militar explodiram a porta, como justificativa de terem ouvido um disparo de arma de fogo dentro do apartamento da menor. Eles entraram em luta corporal com Lindemberg, que mesmo assim conseguiu atirar em direção às reféns. Nayara foi baleada no rosto, porém não apresentou grandes riscos, ao contrário de Eloá, baleada na cabeça e na virilha, que saiu inconsciente em cima de uma maca para um hospital da cidade.
Eloá Cristina tinha poucas chances de sobreviver, e no sábado (18 de outubro), não resistiu e faleceu por morte cerebral.
Lindemberg Fernandes foi julgado no dia 08 de janeiro de 2009 e condenado a cumprir pena de 98 anos e 10 meses de prisão, mas para a lei, só ficará preso por no máximo 30 anos. Em 2013, teve pena reduzida para 39 anos e três meses.
Eloá era filha da recepcionista Ana Cristina Pimentel e do ex-cabo da PM Everaldo Pereira dos Santos, que também não tem a ficha limpa. Temendo ser preso, Everaldo não foi ao enterro da filha. Ele já foi acusado de matar o advogado e então presidente do PMDB José Volemberg Lins, em 1989; o delegado Ricardo Lessa e o motorista do delegado, Antenor Costa, em 1991; e sua ex-mulher, Marta Lúcia, com quem foi visto pela última vez antes de ser foragido. Em 2015, Everaldo foi absolvido da acusação de ter matado Celso José Dias, à tiros, em 04 de maio de 1990.


06. Chacina da Candelária: ocorreu em 23 de julho de 1993 e resultou no assassinato de oito jovens sem-teto, sendo seis deles menores de idade. Todos eles dormiam em um local próximo à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro.

Meninos de rua e pedestres olham os corpos de algumas das vítimas da Chacina da Candelária (23/07/1993)
No decorrer das investigações, descobriu-se que os autores dos disparos eram policiais. O caso contou com uma testemunha chave, Wagner dos Santos, um dos sobreviventes da chacina, apesar de ter levado quatro tiros, que o deixaram com sequelas físicas. Em 12 de setembro de 1994, Wagner veio ainda a sofrer outro atentado, na Estação Central do Brasil, e à partir daí, com ajuda do Ministério Público, foi colocado no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas. Agora está morando na Suíça.

Menores sobreviventes da chacina passaram a noite acompanhados da artista plástica Yvonne Bezerra de Melo (23/07/1993)
Sete pessoas foram indiciadas. Marcus Vinicius Emmanuel Borges, ex-policial; Cláudio dos Santos e Marcelo Borges, policiais; Jurandir Gomes França, serralheiro; Nelson Oliveira dos Santos, Marco Aurélio Dias de Alcântara e Arlindo Afonso Lisboa Júnior. Cláudio, Marcelo e Jurandir foram inocentados no processo. Somente Arlindo nunca foi julgado,

Cruz com o nome de todos os mortos na Chacina da Candelária
Corpo de menor vítima do massacre na Candelária (23/07/1993)


07. Sequestro do Ônibus 174: ocorreu no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, em 12 de junho de 2000 às 14h20. Sandro Barbosa do Nascimento, que tinha 21 anos, foi o responsável pelo sequestro do ônibus de modelo Caio Alpha, mantendo 11 pessoas como reféns ao ser interceptado pela polícia. Alguns deles foram libertados no decorrer das horas. Às 18h50, após muitas negociações, decidiu sair do veículo, usando a professora Geisa Firmo Gonçalves, de 20 anos, como escudo humano. Segundos depois, um policial do BOPE tentou alvejar Sandro com uma submetralhadora e acabou errando o tiro, acertando a refém de raspão no queixo. Como se não bastasse, a professora levou ainda três tiros nas costas, disparados por Sandro.



Sandro Barbosa do Nascimento fazendo a professora Geisa Firmo de refém
Geisa, que estava grávida, não resistiu aos tiros e morreu. Sandro foi imobilizado e levado para uma viatura policial, onde morreu asfixiado. Após alegações de que a morte do bandido foi proposital, os policiais responsáveis foram levados a julgamento por assassinato e declarados inocentes.
A linha 174, desde novembro de 2001, mudou de número, passando a ser 158.
O caso foi retratado no documentário Ônibus 174, do diretor José Padilha, em 2002, e no filme Ultima Parada 174, em 2008, do diretor Bruno Barreto.
Sandro também era um dos sobreviventes da Chacina da Candelária, de 1993.


Sandro Barbosa tocando terror dentro do veículo

Sandro Barbosa, na foto, desce do ônibus usando a professora, natural de Fortaleza, como escudo
Sandro, na foto, é levado ao camburão

08. Linchamento de Fabiane Maria de Jesus: a mulher de 33 anos, casada e mãe de dois filhos foi linchada por pelo menos 100 pessoas após ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças para realização de magia negra. O caso aconteceu em Guarujá, interior de São Paulo, no dia 03 de maio de 2014.


Fabiane havia oferecido uma maçã para um menino na rua, e a mãe dele presenciou o momento, acreditando que a mulher fosse a tal sequestradora. E assim foi desencadeada uma fúria coletiva. Fabiane estava segurando um livro preto, que, para os agressores, se tratava de uma obra satânica. Na verdade, este livro era uma Bíblia.
Ao todo, cerca de mil pessoas presenciaram a violência cometida contra a mulher. Cinco pessoas foram presas. Abel Vieira Batalha Junior, Carlos Alex Oliveira de Jesus e Jair Batista dos Santos foram condenados a 40 anos de prisão. Valmir Dias Batista foi condenado a 26 anos, e Lucas Rogério Fabrício Lopes vai cumprir pena de 30 anos na cadeia.


Da esquerda para a direita: Valmir, Lucas Rogério, Alex Oliveira, Jair e Abel Vieira

09. Chacina de Vigário Geral: aconteceu um mês depois da de Candelária. Em 29 de agosto de 1993, a favela de Vigário Geral, na zona norte do Rio, foi invadida por um grupo de extermínio composto por 36 homens encapuzados e armados que arrombaram casas e assassinaram vinte e um moradores. De 51 acusados, só o ex-PM Sirlei Alves Ferreira continua preso.




10. Assassinato do jornalista Tim Lopes: nascido em Pelotas (RS), no dia 18 de novembro de 1950, Tim Lopes era repórter investigativo da Rede Globo desde 1996. Mais uma vez, a emissora se viu em uma grande tragédia, pois em 02 de junho de 2002, o jornalista foi capturado e torturado até a morte por criminosos da favela Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Tim foi até o local movido por denúncias de abuso sexual de menores e tráfico de drogas em bailes funk. Pais reclamavam que suas filhas eram obrigadas pelos traficantes a participarem dos eventos. Enquanto trabalhava na investigação nesta favela, o traficante Elias Pereira da Silva, ou Elias Maluco, e todo o seu bando, descobriu que o jornalista estava com uma microcâmera tentando filmar a venda de drogas no local, e decidiram levá-lo para a Favela da Grota, no Complexo do Alemão, e torturá-lo até morrer. Segundo outros traficantes ligados a Elias, este executou pessoalmente o jornalista com uma espada de samurai, e em seguida esquartejado com facas, e depois queimado entre pneus e gasolina.


Elias Maluco, em 19 de setembro de 2002, quando foi finalmente capturado
Os restos carbonizados de Tim foram encontrados no dia 12 de junho na Pedra do Sapo, e enterrados no dia 07 de setembro no cemitério Jardim da Saudade, zona oeste do Rio de Janeiro.
A caça ao traficante Elias Maluco durou até 19 de setembro, quando finalmente foi capturado. No tribunal, pelo assassinato de Tim Lopes, Elias foi condenado a 28 anos e meio de prisão. Ele agora está preso na penitenciária federal de Mossoró, interior do Rio Grande do Norte.




11. Caso Mércia Nakashima: refere-se ao caso da jovem descendente de japoneses Mércia Mikie Nakashima, que foi trancada dentro do próprio carro, um Honda Fit, afogada e morta na represa de Nazaré Paulista, interior de São Paulo, em 23 de maio de 2010. Mércia desapareceu nesse mesmo dia após participar de um almoço em família, em Guarulhos. O irmão, Márcio, disse que ela deixou a casa da avó, onde aconteceu o almoço, por volta das 18h30, e o trajeto da casa da avó até a de Mércia era de cinco a dez minutos, porém ela não tinha chegado. Os parentes da jovem, que tinha 28 anos, espalharam fotos dela por toda Guarulhos. Antes de sair da casa da avó, Mércia tinha recebido um telefonema que, segundo a família, era o ex-namorado e também ex-sócio dela num escritório de advocacia Mizael Bispo de Souza, o culpado pelo crime. Ele até havia procurado a polícia no dia 27 de maio, mesmo sem ser convocado, e ao saber que era o principal suspeito do desaparecimento da advogada, deixou o prédio sem prestar depoimento.

Márcio chora ao ver o corpo de Mércia submerso na represa de Nazaré Paulista
O corpo de Mércia foi encontrado no dia 11 de junho de 2010, em um avançado estágio de decomposição, um dia depois de ter sido encontrado o seu carro, na represa.
A testemunha, um homem não identificado, estava pescando próximo ao local quando ouviu gritos que pareciam ser de mulher e viu o carro sendo empurrado para entrar dentro da água após uma pessoa ter descido dele.

Mizael Bispo foi responsável por tirar a vida de Mércia Nakashima
Em 27 de julho de 2010, a Justiça pediu prisão preventiva de Mizael Bispo, porém, no dia 05 de agosto, ele já estava solto por conseguir o habeas corpus. Após o Ministério Público reclamar sobre o recurso concedido a Mizael, quatro meses depois uma nova prisão preventiva foi decretada, mas Mizael estava foragido. Ele só se entregou à polícia em 24 de fevereiro de 2012. No ano seguinte, recebeu a condenação de 20 anos de prisão.
O segurança de Mizael, Evandro Bezerra Silva, foi condenado a 18 anos por ser cúmplice na morte da advogada.



12. O atirador do cinema: é assim que ficou conhecido o então estudante Mateus da Costa Meira que, em 03 de novembro de 1999, usando uma submetralhadora, atirou no público que estava assistindo ao filme Clube da Luta numa das salas de cinema do Morumbi Shopping, zona sul de São Paulo. Três pessoas morreram e quatro ficaram feridas. Mateus tinha 24 anos e cursava o sexto ano de Medicina na cidade. Foi preso em flagrante, e condenado na época a 120 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Em 2007, sua pena foi reduzida a 48 anos e 9 meses de prisão, ficando preso no Centro de Observação Criminológica do Complexo do Carandiru, até o presídio ser desativado, em 2002, quando foi transferido para a Penitenciária 2 de Tremembé.

Mateus da Costa Meira ao ser detido, em 1999
Mateus está cumprindo pena desde 2009 em Salvador, onde nasceu e mora parte da família. Começou cumprindo pena na Penitenciária Lemos Brito, onde tentou cometer outro delito. No dia 08 de maio, tentou matar seu colega de cela Francisco Vidal Lopes, de 68 anos, com uma tesoura, porque o homem estava ouvindo a televisão em volume muito alto, sendo autuado por tentativa de homicídio. A Justiça da Bahia, por meio do juri popular, absolveu o estudante da acusação, usando a tese de que ele é um ser humano inimputável por sofrer de doenças mentais comprovadas por atestado médico. Sendo assim, Mateus foi encaminhado para o Hospital de Custódia e Tratamento da cidade, onde cumpre pena até hoje e por tempo indeterminado.

Mateus da Costa Meira engordou na prisão


13. Tragédia do Gran Circus Norte-Americano: em 17 de dezembro de 1961, em Niterói, muitas famílias se preparavam para assistir mais um dia de espetáculo do Gran Circus Norte-Americano. Segundo vários anúncios da época, a companhia circense era a maior de toda a América Latina, contando com 60 artistas, 20 empregados e 150 animais. O circo Norte-Americano havia chegado uma semana antes da estréia e instalou-se na praça Expedicionário, localizada no centro da cidade.
Para a montagem do circo, o dono, Danilo Stevanovich, contratou cerca de 50 trabalhadores. Um deles era Adilson Marcelino Alves, o 'Dequinha', que tinha passagens pela polícia por furto, e apresentava problemas mentais. Trabalhou dois dias e foi demitido. Inconformado, passou a rondar o local em que foi instalado o circo. Quando chegou o dia da estréia, em 15 de dezembro, Adilson tentou entrar no circo sem pagar, mas foi impedido pelo tratador de elefantes, Edmílson Juvêncio. No dia seguinte, Adilson voltou ao circo, provocou o arrumador, Maciel Felizardo, que era constantemente acusado de ser o culpado pela demissão do Dequinha. Os dois começaram a discutir, e Felizardo agrediu o rapaz, que jurou vingança.

Dequinha confessou ter ateado fogo no circo por vingança ao proprietário, Danilo Stevanovich
Já no dia 17, Dequinha se reuniu com José dos Santos, o 'Pardal', e Walter Rosa dos Santos, o 'Bigode', e expôs seu plano de incendiar o circo. Mesmo com um dos comparsas advertindo Dequinha sobre a lotação do espetáculo e risco eminente de morte, ele pôs seu plano em prática. Pardal ficou vigiando o local. Bigode jogou gasolina, e Dequinha colocou fogo. Com três mil pessoas na platéia, faltavam apenas 20 minutos para acabar o espetáculo quando uma trapezista notou o incêndio. Com menos de cinco minutos, a lona do circo, feita de algodão e parafina (embora Danilo dissesse em seus anúncios que era de náilon), derreteu sobre o público, causando a morte de 372 pessoas e depois a de vários feridos, chegando a um número de pelo menos 500, muitas delas ainda crianças. A elefanta Semba salvou o restante dos espectadores ao fugir de sua jaula e fazendo um enorme buraco na lona, servindo de passagem para os demais.

Danilo Stevanovich e outra artista diante da tragédia
O Gran Circus após o incêndio
Prefeitura da cidade estimou em 503 o número de mortos. Na imagem, acontecia o enterro das vítimas. Algumas delas tiveram que ser enterradas em outro cemitério.
Na imagem, pessoas confeccionam caixões para as vítimas do incêndio do Gran Circus
Por coincidência, a classe médica do estado do Rio de Janeiro estava em greve, mas aos poucos foram convocados para atender todas as vítimas. Padres também foram chamados para darem a extrema-unção às vítimas que já sabiam não ter hipótese de sobrevivência.
Dequinha e seus comparsas foram presos no dia 22 de dezembro. Dos três, só Bigode se declarava inocente até o governador Celso Peçanha garantir que conhecia o vendedor da gasolina usada no incêndio.
Em 24 de outubro de 1962, Dequinha foi condenado a 16 anos de prisão com 6 anos de internação em um manicômio judiciário. Bigode também recebeu a mesma sentença de prisão, incluindo 1 ano em colônia agrícola. Pardal foi sentenciado a 14 anos de prisão e a dois em colônia agrícola. Dequinha fugiu da prisão em 1973, mas foi assassinado misteriosamente quase um mês depois.


14. Assassinato de Eliza Samúdio: o réu principal, Bruno Fernandes das Dores de Souza, ou simplesmente Goleiro Bruno, ainda continua sendo notícia em telejornais, revistas e sites de internet. Em fevereiro deste ano, Bruno havia conseguido o habeas corpus por uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello. Como alegria de bandido dura pouco, em 25 de abril, o STF, por três votos a um, decidiu que o goleiro deve voltar a prisão.


Bruno foi preso em 09 de julho de 2010, acusado do desaparecimento e assassinato da prostituta e também amante do goleiro, Eliza Samúdio, de 25 anos. Ela desapareceu quando viajava a convite de Bruno, então jogador do Flamengo, para Esmeraldas, em Minas Gerais, em junho de 2010. A Polícia Civil de Minas Gerais declarou que o jogador era suspeito, pois antes do crime, Eliza contou em depoimento que vinha sendo constantemente ameaçada pelo goleiro depois de ter lhe contado sobre sua gravidez, em 2009. Ela tentava provar na Justiça que o bebê, Bruninho, nascido em 10 de fevereiro do ano seguinte, era mesmo filho do goleiro.
Quando foi preso, Bruno relatou que conheceu Eliza numa festa na casa de outro goleiro do Flamengo. "Era uma orgia só. Tinha mulher, homem, amigas dela, outros jogadores, uma p... Essas festas são comuns no nosso meio".
Bruno também assumiu ter transado com Elisa, que teria engravidado após ocorrer um problema com o preservativo. "Depois que ela disse que estava grávida, fui saber que todo o time do São Paulo a conhecia, que ela já tinha feito filme pornô. Fiquei até preocupado com a minha saúde, tanto que logo depois fiz exame de HIV, mas estava tudo tranquilo".
Em 06 de julho, um menor de 17 anos identificado como Jorge Luiz Rosa, primo do goleiro, além de confessar em depoimento que deu uma coronhada em Eliza, contou que ela, desacordada, foi esquartejada por traficantes a mando do goleiro e dada como comida para cachorros, da raça rottweiler. O goleiro admitiu a mesma coisa em 2013.
Em 29 de outubro de 2010, exames de DNA comprovaram que o goleiro Bruno é mesmo o pai biológico do filho de Eliza. Bruno foi condenado a cumprir pena de 22 anos e 3 meses de prisão. Os outros suspeitos também foram julgados e condenados pelo assassinato. Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, foi condenado a cumprir 15 anos de prisão por cárcere e homicídio de Eliza e ocultação de cadáver. A ex-namorada do goleiro, Fernanda Gomes de Castro, foi sentenciada a cinco anos pelo sequestro e cárcere privado de Eliza e de Bruninho. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, cumprirá pena de 22 anos. A ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, com quem teve duas filhas, foi absolvida das acusações.





15. Caso João Hélio: às 21h30 do dia 07 de fevereiro de 2007, três homens armados preparavam-se para realizar mais um assalto. Eles renderam um carro parado no semáforo com três pessoas, a comerciante Rosa Fernandes, e seus filhos Aline, de 13 anos, e João Hélio, de 6, e deram a ordem para os três saírem do veículo. Rosa e Aline conseguiram abandonar o veículo, mas o menino ficou preso pelo cinto de segurança no lado de fora do carro, de modelo Corsa Sedan, e não conseguiu sair. Rosa tentou ajudar o menino, mas os bandidos arrancaram com o carro, arrastando João Hélio por 7 km rodados em apenas 10 minutos. Vários pedestres e motoristas alertaram os assaltantes e pediram para que eles parassem o carro, mas ignoraram os avisos.

João Hélio faria 7 anos no mês seguinte
Ao estacionar o carro, criminosos abandonaram o veículo com o corpo do menino pendurado do lado de fora em estado irreconhecível, pois durante o trajeto, ele perdeu parte da cabeça, os dedos e as pontas dos dedos.

Os pais do menino João Hélio, Rosa, e Hélcio
O condutor do automóvel, Carlos Eduardo Toledo Lima, de 23 anos, foi sentenciado a cumprir 45 anos de prisão. Diego Nascimento da Silva, de 18 anos, ocupante do banco de passageiros, pegou pena máxima de 44 anos e três meses de prisão. Ezequiel Toledo Lima, de 16 anos, foi condenado a cumprir a medida sócio-educativa por 3 anos em regime fechado, e 2 em semi-aberto. O quarto suspeito de ter participado do assalto, Tiago de Abreu Mattos, de 19 anos, e Carlos Roberto da Silva, de 21, foram condenados a cumprir pena de 39 anos de prisão.




16. Assassinato da família Pesseghini: cinco pessoas da mesma família foram mortas em Brasilândia, interior de São Paulo, na segunda-feira de 05 de agosto de 2013. Após nove meses de investigação, concluiu-se que foi uma dessas cinco pessoas a culpada disso tudo. O menino Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, segundo a polícia, matou a mãe, Andreia Regina, o pai, Luis Marcelo Pesseghini, a avó, Benedita Oliveira Bovo, e a irmã de Benedita, Bernadete Oliveira da Silva, e depois se suicidou.

Marcelo Pesseghini em foto com os pais
O psiquiatra forense Guido Palomba disse que Marcelo havia se matado por causa do fracasso de seu clube de assassinos, chamado Mercenários, que pretendia formar com seus amigos na escola.
Um colega da classe de Marcelo Pesseghini disse que o mesmo, após a chacina, confessou ter matado os pais e que havia ido ao colégio de carro. Marcelo perguntou se o colega queria fugir com ele, mostrando o cartão de crédito que teria pego da avó.
Ainda segundo este colega, Marcelo contou que já tentou matar a avó, mas não continuou porque sentiu "uma coisa ruim no coração". Ela percebeu, e ele lhe pediu que não contasse nada aos pais.
Uma amiga disse que aceitou entrar no grupo Mercenários, mas após ouvir dele que para fazer parte, teria que matar os pais e a diretora da escola, "saiu rapidamente do grupo".
Outro amigo revelou que, "embora Marcelo sempre fosse legal, tinha o hábito de fazer algumas brincadeiras sem graça”, como pegar uma régua e com ela simular que esfaqueava os amigos mais próximos, imitando o personagem principal de seu videogame predileto: "Assassin's Creed" (em português, doutrina dos assassinos).


O atirador de colégio de Realengo
17. Chacina em colégio de Realengo: em 07 de abril de 2011, às 08h30, 12 alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, com idades entre 13 e 16 anos, foram assassinados por um ex-aluno, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos. Outros 13 alunos ficaram feridos. Wellington foi surpreendido por um policial e baleado na barriga, fazendo-o cair da escada e se matar com um tiro na cabeça.

Wellington matou 12 pessoas
Seu corpo foi enterrado no Cemitério do Caju em 22 de abril, após 15 dias no IML. O enterro aconteceu sem a presença de nenhum parente, somente dos coveiros, em uma cova rasa e sem lápide.
O motivo da chacina foi vingança, pois quando ainda era aluno do colégio, sofria bullying constantemente de seus colegas.
A prefeitura homenageou as 12 vítimas colocando seus nomes em 12 creches municipais. As famílias de quatro dos doze adolescentes optaram por doar seus órgãos.



18. Assassinato do índio Galdino Jesus dos Santos: o líder indígena da etnia pataxó-hã-hã-hãe, de 45 anos, foto acima, foi queimado vivo enquanto dormia em um ponto de ônibus em Brasília por cinco jovens, moradores desta cidade, após participar das manifestações do Dia do Índio, em 20 de abril de 1997. O crime causou protestos em todo o país.


Max Rogério Alves, Antonio Novely Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida e Eron Chaves Oliveira foram condenados a 14 anos por homicídio qualificado.
Gutenber Nader Almeida Junior, que era menor de idade à época, foi submetido ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e sentenciado a três anos interno.
Gutenber Nader prestou concurso da Polícia Civil no ano retrasado, mas foi impedido de assumir o cargo pelo crime cometido em 1997.
A praça onde o índio foi queimado passou a se chamar Praça do Compromisso. Lá tem duas esculturas que representam o caso, sendo a primeira que mostra o índio em chamas, e a segunda uma pomba, como o símbolo da paz.


19. Caso Bernardo Boldrini: o garoto de apenas 11 anos desapareceu em Três Passos, em Rio Grande do Sul, no dia 04 de abril de 2014. Seu corpo foi encontrado no dia 14 de abril, dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio no município de Frederico Westphalen, no mesmo estado.


Segundo a polícia, Bernardo foi morto pela madrasta, Graciele Ugulini, e pela amiga de Graciele, Edelvânia Wirganovicz, ao receber alta dosagem de um sedativo das duas. O pai do menino, Leandro Boldrini, e o irmão de Edelvânia, Evandro, também foi preso acusado de envolvimento no crime.


20. Maníaco do Parque: é o apelido de Francisco de Assis Pereira, hoje com 49 anos, conhecido por ter estuprado e matado pelo menos seis mulheres, e tentado fazer a mesma coisa com outras nove, em 1998, no Parque do Estado, em São Paulo, onde foram encontrados os corpos das vítimas.
Foi julgado por homicídio triplamente qualificado, estupro, atentado ao pudor e ocultação de cadáver, sendo sentenciado a 268 anos de prisão em regime fechado.


Para atrair suas vítimas, o maníaco do parque se identificava como um caça-talentos de uma importante revista, oferecendo um cachê para as moças e as convidando para uma sessão de fotos em ambiente ecológico. O próprio afirmava que matou onze mulheres.


21. Maníaco da Bicicleta: é o apelido de Laerte Patrocínio Orpinelli, que nos anos 90, foi capaz de estrangular e matar pelo menos 10 crianças usando requintes de crueldade. De 1995 até 2001, quando foi preso, foram registrados desaparecimentos de 120 crianças de até 12 anos de idade, em 26 cidades que ele visitou.


Orpinelli cometia o crime premeditadamente. Enquanto trabalhava passando graxa nas portas de ferro, escolhia apenas as vítimas que brincavam costumeiramente longe dos pais. Ele oferecia guloseimas de forma gentil, e as levava com ele, prometendo dar mais quando fossem à sua casa. O maníaco dava carona às crianças em sua bicicleta vermelha, e se dirigia à locais fechados e vazios, para que não houvesse testemunhas de seus crimes. Laerte pedia ainda que elas fizessem sexo oral nele, e quando se recusavam, eram espancadas e torturadas até a morte.
As vítimas eram crianças de 03 à 11 anos, de classe média baixa e de ambos os sexos. Os corpos de algumas das vítimas foram encontrados expostos ou cobertos por terra.
O maníaco da bicicleta foi levado à juri popular em 2001 e em 2008 por estupro, atentado ao pudor, homicídio e ocultação de cadáver, dando no total uma sentença de 100 anos de prisão.

Laerte Patrocínio Orpinelli no julgamento que o condenou
Morreu em 03 de janeiro de 2013, aos 60 anos, em decorrência de uma pneumonia, quando cumpria pena na Penitenciária de Iaras (SP), mas a morte foi divulgada treze dias depois. Laerte sofria de hipertensão e diabetes.
A IstoÉ conversou com Laerte duas vezes, com comportamentos diferentes. Na primeira vez, estava irritado, e na segunda, "um amor de pessoa". Na entrevista, ele confessou que se atraía pelas crianças sexualmente falando, assumiu ter matado apenas crianças e se dizia arrependido de seus crimes. "Quero me tratar".


22. Bandido da Luz Vermelha: assim era conhecido o criminoso João Acácio Pereira da Costa, assassinado depois de quatro meses de liberdade durante uma briga de bar, aos 55 anos, em 05 de janeiro de 1998. Foi preso em 1967, acusado de cometer quatro assassinatos, sete tentativas de homicídio e 77 assaltos. Foi condenado a uma pena de 351 anos de prisão, mas como a lei não permite um detento permanecer mais de 30 anos preso, foi solto em 1997, voltando para sua cidade natal, Joinville.
Tinha uma obsessão por vestir roupas vermelhas, ganhando notoriedade e chegando a dar autógrafos para quem lhe pedia. Para cometer seus crimes, João usava uma lanterna com facho de luz vermelho para intimidar suas vítimas


23. Caso dos Meninos Emasculados: 42 meninos foram assassinados e tiveram seus órgãos genitais extirpados pelo ex-mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, hoje com 52 anos. 30 desses meninos eram do Maranhão. Os outros 12 foram do Pará. O que tinham em comum eram apenas pertencer a famílias humildes. Os meninos tinham idades entre 4 e 15 anos, e foram assassinados entre 1989 e 2004, quando foi preso2.


Francisco atraía suas vítimas para um matagal, chamando-as para comer, e lá começava o ritual macabro, matando e emasculando-as.
Descoberto e levado ao tribunal, foi condenado a 385 anos de prisão.

24. Assassinato de Sandra Gomide: ocorreu em 19 de agosto de 2000 quando a jornalista tinha 32 anos, no haras de seu pai. O responsável pela morte de Sandra foi o ex-namorado Antônio Marcos Pimenta Neves, hoje com 80 anos. O relacionamento era bem aceito pelo pai, embora Antônio tivesse idade para ser pai de Sandra, e durou quatro anos, quando ela acabou com tudo.


O crime foi motivado pela não aceitação do fim do namoro e porque Sandra estava apaixonada por outra pessoa. A jovem levou dois tiros, um nas costas e outro no ouvido.
Depois do que fez, Antônio perdeu seu diploma de advogado da OAB, Ordem dos Advogados no Brasil, depois de 35 anos de formado. Ele começou a cumprir pena somente em 2011 depois de muitas liminares que suspendiam as ordens de prisão, e só em 2016 que lhe foi concedido o benefício do regime aberto pelo seu "bom comportamento".


25. Assassinato da missionária Dorothy Stang: a missionária católica norte-americana naturalizada brasileira tinha 73 anos quando foi assassinada com seis tiros na manhã de 12 de fevereiro de 2005 em Anapu, no Pará.


O motivo foi disputa de terras. Quatro pessoas foram condenadas. O mandante do crime, Vitalmiro Moura, foi julgado três vezes. O primeiro julgamento o condenou a 30 anos de prisão. No segundo, Vitalmiro foi absolvido. Na terceira vez em que foi aos tribunais, o juri popular sentenciou Vitalmiro novamente a 30 anos.
O corpo da missionária, nascida em Ohio, foi enterrado em Anapu.


26. Assassinato de Chico Mendes: o seringueiro, ativista e ambientalista de 44 anos, uma semana depois de seu aniversário, foi alvejado com tiros de escopeta quando saía para tomar banho nos fundos de sua casa, em Xapuri, no Acre. Ele denunciara antes ao Jornal do Brasil que vinha sendo ameaçado constantemente de morte, mas a direção do jornal se recusou a publicar a matéria.


Os responsáveis pela morte de Chico, Darcy e Darly Alves Ferreira, pai e filho, foram condenados a 19 anos de prisão, mas cumpriram menos de 10. A testemunha chave da morte de Chico Mendes era Genésio Ferreira da Silva, 13 anos, empregado da fazenda de Darly.
Os bandidos conseguiram ainda um novo julgamento, mas a condenação foi mantida. Pai e filho fugiram da cadeia em fevereiro de 1993. Darly foi capturado em junho de 1996, e Darcy cinco meses depois.

Darly Alves e seu filho, Darcy, durante julgamento da morte de Chico Mendes em 1990
Na época de sua morte, Chico era casado com Ilzamar Mendes, com quem teve dois filhos, Elenira e Sandino, à época com quatro e dois anos de idade. Era pai de Ângela, que tinha 19 anos, fruto de seu primeiro casamento.
Ilzamar e Elenira criaram a ONG 'Instituto Chico Mendes' para desenvolver projetos sociais e ambientais no Acre.


27. Caso Yoki: refere-se à morte do diretor executivo da empresa alimentícia Yoki, Marcos Kitano, de 42 anos. Ele foi assassinado com um tiro na cabeça de pistola e esquartejado pela esposa Elize Matsunaga, então com 30 anos. Elize colocou o corpo de Marcos em malas de viagem, e disse também que não houve participação de ninguém no crime, ocorrido entre 19 e 20 de maio de 2012.
O corpo de Marcos Kitano foi encontrado dentro de sacos plásticos em Cotia, na Grande São Paulo.
Marcos e Elize se conheceram pela internet quando ele ainda era casado e tiveram uma filha, que à época do crime tinha apenas 1 ano.
A ré foi condenada em dezembro do ano passado a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão. O motivo do crime ter acontecido foram desconfianças de que Marcos estava sendo infiel ao casamento.


Empresário Marcos Kitano Matsunaga foi esquartejado pela própria esposa em maio de 2012


28. Chico Picadinho: é assim que era chamado o criminoso Francisco da Costa Rocha, que esquartejou duas mulheres, uma em 1966 e outra em 1976, cortando seus restos mortais em pedacinhos, no sentido literal da palavra.

Chico Picadinho no período em que cometeu os crimes
Sua primeira vítima foi a austríaca Margareth Suida, uma bailarina que vivia há muitos anos no Brasil que eventualmente fazia programas. Após beberem muito, Francisco a convidou para transar no apartamento que dividia com seu colega da Aeronáutica. Após a relação sexual, começou a estrangular a moça, e matou-a de enforcamento com cinto. Caio soube do homicídio e avisou ao delegado, que prendeu Chico.
Dez anos depois, já liberado por bom comportamento, tentou matar a prostituta Rosemarie Michelucci, que se defendeu com chutes, mordidas, socos e gritos. Apesar de ter levado uma facada, Rosemarie escapou das mãos de Francisco. Ângela Silva, também prostituta, não conseguiu escapar. Os dois beberam muito e depois acertaram fazer um programa. Francisco a levou até o apartamento que alugou havia alguns meses, e após o ato sexual, a moça foi espancada e enforcada com um cinto pelo homem. Depois de tudo, Francisco tentou se livrar das partes do corpo através do vaso sanitário, mas não conseguiu, se vendo assim obrigado a cortar mais ainda as partes. Acabou fugindo para o Rio de Janeiro, sendo denunciado mais uma vez por Caio e capturado depois de 28 dias, em uma praça de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Na hora, Francisco lia uma revista que falava de sua vida de crimes.
Fora das ruas desde então, Chico Picadinho cumpre pena na Casa de Custódia de Taubaté, interior de São Paulo, por decisão da Justiça com finalidade médica, pois na época do segundo crime, ele foi apontado com personalidade sádica e psicopática.

Chico Picadinho nos dias atuais