domingo, 28 de maio de 2017

Streaming de música cresce 52% no Brasil em 2016 e já rende o triplo de venda de discos

G1 - Os serviços de streaming de música, como Spotify, Apple Music e YouTube, tiveram receita 52% maior no Brasil em 2016, e já rendem o triplo de mídias físicas como CD e DVD. A informação é do relatório anual da Pró-Música Brasil, associação que reúne as maiores gravadoras no país.
A Pró-Música é o novo nome da antiga Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD). A entidade mudou de nome no final de 2016 pelo motivo que fica claro no relatório: produzir discos não é mais a principal atividade da indústria musical.
O crescimento do streaming, em um ano em que todas as outras fontes de renda da indústria musical diminuíram, evitou uma queda mais brusca em 2016. A retração foi de 2,8%, com uma receita total de US$ 229,8 milhões.
O relatório considera tanto os serviços de streaming por assinatura, como Spotify e Deezer, quanto aqueles que funcionam com uso livre mediante veiculação de anúncios (como o YouTube e o modo "freemium" dos dois anteriores).

Tendência mundial
A receita do streaming em 2016 no Brasil foi de US$ 90,8 milhões. Somada ao rendimento dos downloads, que caiu 44,9% para US$ 9,4 milhões, e outras fontes no setor, a renda do setor de música digital foi de US$ 111,7 milhões, um aumento geral de 23%.
A ascensão do streaming como a principal fonte de renda da indústria musical no Brasil segue uma tendência mundial. No mundo, o crescimento em 2016 foi de 60%, mas a renda do streaming (US$ 4,6 bilhões) ainda é um pouco menor do que a das mídias físicas (US$ 5,4 bilhões).
O mercado digital geral no mundo, somando streaming e downloads, já supera as vendas físicas (US$ 7,8 bilhões contra 5,37 bilhões).
Já as mídias físicas caíram para um faturamento de US$ 33 milhões. Considerando apenas os CDs, a queda foi de 43,2% (veja mais no blog de Mauro Ferreira).