segunda-feira, 5 de junho de 2017

Ex de Luiza Brunet é condenado a um ano de prisão em regime aberto por agressão à modelo

O empresário Lírio Parisotto foi condenado a um ano de detenção em regime aberto pela agressão à Luiza Brunet no ano passado, informou a assessoria de imprensa da modelo nesta segunda-feira (5). A condenação pronunciada pela juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcanti determina ainda que o réu deverá ficar dois anos sob vigilância, sendo obrigado a cumprir serviço comunitário durante 12 meses.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou ao G1 que o processo corre em segredo de Justiça e, por isso, não poderia passar informações sobre a sentença.
Um dos advogados do empresário, Celso Vilardi, disse que ainda não foi formalmente notificado da decisão, mas adianta que vai recorrer.
“Nestes últimos meses, aprendi mais sobre solidariedade. Recebi, de homens e mulheres, apoio e carinho com uma força enorme. A todos, minha imensa gratidão. Não foi fácil me expor, nem será apagar as marcas que a violência me deixou. Mas o que, ontem, foi vergonha e medo, hoje, é força e uma certeza: seguir no combate à violência contra as mulheres. Dei um importante passo, tive coragem para mudar e sempre fiquei ao lado da verdade”, diz Luiza Brunet, em nota divulgada pela assessoria dela.

Em sua página na rede social Instagram, a modelo compartilhou uma nota ainda maior na noite desta segunda-feira. Confira a mensagem na integra abaixo:
"Difícil dizer o que sinto. Mas é um dia que me deixa realizada, com o coração pacificado e uma sensação de ter ido no caminho certo. Não foi fácil me expor e conviver com as marcas dessa violência. Mas há algo maior. Este dia dia não é só meu - que atravessei esse doloroso caminho pessoal até aqui e precisei romper tantos medos. É um momento muito maior pelo que significa para tantas mulheres na mesma condição. Não existe aqui a Luiza. Existem mulheres. Existe a minha imensa felicidade pelo funcionamento da justiça. Dessa incrível Lei Maria da Penha. Não se calem mulheres. Vamos mudar essa situação. Não acaba aqui. Vocês me inspiraram sempre com seu apoio e sua força. E o que tenho a dizer se resume a uma palavra: gratidão. #CoragemPraMudar #NãoSeCale #UnidasSempre #Gratidão"

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha tem como objetivo combater crimes domésticos contra a mulher, criando mecanismos de proteção para coibir a violência e punir homens que agridam física ou psicologicamente suas parceiras.

Ministério Público
O promotor Carlos Bruno Gaya da Costa celebrou a condenação, mas afirma que o Ministério Público irá recorrer ao Tribunal de Justiça para que também seja considerada a agressão que o empresário cometeu em 2015. A decisão é relativa somente ao crime ocorrido em 2016, nos EUA.
“Recebo a decisão com alegria. É bom ver a Justiça sendo feita. Fico satisfeito que a juíza [Elaine Cristina Monteiro Cavalcante] aumentou consideravelmente a pena. Aplicou pena três vezes maior do que a pena mínima”, disse o promotor em entrevista ao G1 por telefone.

De acordo com o Ministério Público, Lírio Parisotto, a condenação é relativa ao crime de lesão corporal de natureza leve ocorrido em maio de 2106 no apartamento do empresário em Nova York.
Na ocasião, Luiza Brunet, de 54 anos, teve costelas fraturas e um olho roxo naquela ocasião depois de apanhar do então marido.
Segundo a Promotoria, a Justiça afastou outro caso pelo qual o empresário era investigado, a denúncia de que Lírio agrediu a modelo em 2015 em São Paulo, quando ele quebrou um dos dedos da mão de Luiza.
Gaya da Costa afirmou que irá recorrer ao Tribunal da Justiça (TJ) da decisão da magistrada em não levar em conta a agressão que Luiza alegou ter sofrido na capital paulista em 2015. “Vai ser objeto de recurso do MP”, disse o promotor sobre a denúncia de lesão corporal grave descartada pela Justiça.
Segundo o MP, o empresário foi condenado e não está preso “porque seu caso ainda cabe recurso da defesa”. De acordo com a Promotoria, se o TJ confirmar a decisão da juíza de primeira instância, Lírio terá de cumprir uma espécie de medidas restritivas por dois anos em troca de não vir a ser preso, tais como: não poder viajar para fora do país sem autorização, se ausentar da comarca sem autorização, e ainda terá de comparecer mensalmente à Justiça.


Acusação
Luiza Brunet, de 54 anos, afirmou que foi agredida e que teve costelas quebradas pelo companheiro, o empresário Lírio Albino Parisotto, em Nova York, nos Estados Unidos no dia 21 de maio de 2016. Após o episódio, a atriz e modelo se separou dele, com quem tinha uma união estável, informou sua assessoria de imprensa.
Com a repercussão do caso, por meio de nota, Parisotto afirmou na ocasião que "lamenta versões distorcidas" que serão esclarecidas "nas esferas legais". "Neste momento, venho a público lamentar que versões distorcidas sobre um episódio ocorrido na intimidade estejam sendo divulgadas como única expressão da verdade. Embora compreenda a natural repercussão do caso pelas pessoas envolvidas, tenho a convicção de que no momento e nas esferas legais apropriadas todas as circunstâncias serão plenamente esclarecidas", dizia a nota.
O empresário Lírio Albino Parisotto, de 62 anos, está proibido de aproximar e de manter contato com a ex-mulher, Luiza Brunet, de 54 anos, de acordo com o Ministério Público de São Paulo. A atriz e ex-modelo afirmou que foi agredida e que teve costelas quebradas pelo companheiro em Nova York, nos Estados Unidos no último dia 21 de maio. Parisotto diz que lamenta 'versões distorcidas' do episódio ocorrido na intimidade e que vai prestar esclarecimentos nas esferas legais.
Parisotto afirmou em sua conta do Instagram que já havia sido agredido anteriormente por Brunet em um passeio de barco. Segundo ele, a agressão, que aconteceu no ano passado, "resultou em um ferimento que precisou de 10 pontos no hospital".


Quem é Lírio Parisotto
Com uma fortuna avaliada em US$ 1,1 bilhão, Lírio Parisotto é a 28ª pessoa mais rica do Brasil, de acordo com o ranking da Revista Forbes. Ainda segundo a publicação norte-americana, o empresário construiu grande parte deste montante no mercado de ações brasileiro.
O gaúcho Lírio Parisotto aparece como um dos 600 homens mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em quase US$ 2,5 bilhões, ou mais de R$ 8 bilhões.
O empresário atua em vários setores, como o de petroquímica e de mídia. Ele é o segundo suplente do senador Eduardo Braga pelo PMDB do Amazonas.

Fonte: G1