sábado, 21 de janeiro de 2017

Caso Loalwa Braz - 'Sem arrependimento', diz delegado sobre assassino

O funcionário da pousada de Loalwa Braz Vieira "não demonstrou nenhum tipo de arrependimento" ao confessar participação na morte da cantora de "Chorando se foi", de acordo com Leonardo Macharet, titular da 124ª Delegacia de Polícia. Ainda segundo o delegado, a conduta dele foi "incompatível com a natureza humana".
Loalwa foi encontrada carbonizada dentro de um carro em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio nesta quinta-feira (19). Três suspeitos de envolvimento na morte foram presos e autuados pelo crime de latrocínio, cuja pena máxima é de 30 anos.
"O comportamento dele foi um comportamento incompatível, realmente, com a natureza humana. Uma pessoa que não demonstrou nenhum tipo de arrependimento pela prática de um crime tão bárbaro. Ele viu que não teria solução, ele não teria como sustentar aquela versão, e isso possibilitou o encerramento do caso", disse o delegado Leonardo Macharet. Segundo o delegado, a motivação do crime foi patrimonial.
A família de Loalwa foi à Delegacia, e um irmão da vítima prestou depoimento. Ele disse, segundo o delegado titular da 124ª DP, que Loalwa já tinha a intenção de dispensar o caseiro por não estar satisfeita com os serviços prestados.
O corpo segue no IML de Araruama e depende de decisão judicial para a liberação. De acordo com o instituto de Araruama, a coleta de material biológico foi feita. É necessário que a família tenha uma decisão judicial que autorize o exame de DNA para comparar o material com o de um familiar próximo, de acordo com o instituto. Para a retirada do corpo, também é preciso ter determinação judicial. O laudo sobre as causas da morte da cantora segue em aberto, segundo o instituto.
Segundo a polícia, o funcionário confessou que Loalwa ainda estava viva quando o carro foi incendiado.
Segundo o delegado Leonardo Macharet, titular da 124ª Delegacia de Polícia, o funcionário de Loalwa foi levado à delegacia para prestar depoimento porque estava nervoso quando foi abordado na pousada; ele confessou envolvimento no crime, de acordo com a polícia. O homem de 23 anos estava com a camisa rasgada e chegou a dizer à polícia, ainda na pousada, que também havia sido vítima de agressão. O funcionário já tem passagem pela polícia por roubo.
O segundo suspeito, de 21 anos, preso na tarde desta quinta-feira (19); ainda de acordo com a Polícia Civil, foi o mais ativo no caso. O terceiro envolvido, de 18 anos, foi preso no Guarani, em Saquarema.

Fonte: G1