domingo, 26 de março de 2017

Todas as protagonistas de suas novelas se chamaram Helena. Leia a vida e obra de Manoel Carlos!


Nome Completo: Manoel Carlos Gonçalves de Almeida
Data de Nascimento: 14 de março de 1933
Local: São Paulo (SP)
Profissão: escritor, dramaturgo
Principais Obras: as novelas Baila Comigo, Felicidade, História de Amor, Por Amor, Mulheres Apaixonadas, e Páginas da Vida; e as minisséries Presença de Anita e Maysa - Quando Fala o Coração


Biografia
Manoel Carlos é também conhecido como Maneco. Nascido em 1933 na cidade de São Paulo (SP), costumava retratar em seus trabalhos a sociedade carioca contemporânea.
Na infância, tinha mais a presença constante de sua mãe que a de seu pai, além de conviver com as tias, primas, avós e duas irmãs mais velhas. Estudou em um internato dos 11 aos 15 anos. "Eram padres espanhóis agostinianos duríssimos. Apanhei muito".
O novelista e dramaturgo assumiu que já experimentou drogas quando era adolescente, e apesar disso, esperava que os filhos não seguissem o seu caminho. "Parei de fumas há quase 10 anos, e a única droga que experimentei foi a maconha".
Manoel é pai da atriz Júlia Almeida, que estreou em sua novela das seis, Felicidade, de 1991, um de seus grandes sucessos, e que agora está morando fora, estando ausente da TV desde o fim de A Vida da Gente, em março de 2012. Além de Júlia, é pai da roteirista Maria Carolina, fruto de seu relacionamento com a deputada Cidinha Campos; Ricardo de Almeida, morto aos 34 anos devido à complicações do vírus HIV em 1988; Manoel Carlos Júnior, que também faleceu, vítima de um mau súbito, em 2012; e Pedro de Almeida, que morreu aos 22 anos de causa ainda não definida, em 2014. "Perdi três filhos. Foi isso que a vida me deu".
Sua primeira mulher, mãe do Manoel Carlos Jr., morreu ao cair da escada quando estava indo para o supermercado. "Bateu a cabeça e morreu. O médico me disse que já não tinha mais jeito".

Manoel Carlos com o filho, Manoel Carlos Jr., e a esposa, Beth
A filha de Manoel, Júlia, atuou em quase todas as novelas do pai. Hoje, ela reside em Londres, trocando a carreira de atriz de uma revista eletrônica fundada pelo marido, o inglês Sebastian Bailey
Pedro Almeida, morto em 2014
Carreira
Começou a vida artística na década de 1950, no Grande Teatro Tupi. Produziu e dirigiu programas como Família Trapo, exibida pela Rede Record na década de 1960, e a primeira fase do Fantástico, entre 1973/76.

Lílian Lemmertz foi sua primeira Helena
Sua primeira novela foi ao ar em 1978, intitulada 'Maria, Maria', no horário das seis horas. A sua segunda novela, A Sucessora, é considerada um dos maiores sucessos da década de 70, tendo sido exportada também para 50 países.


Em 16 de março de 1981, é transmitida no horário das oito a novela Baila Comigo. A protagonista foi a primeira de muitas outras a se chamar Helena em suas histórias. A intérprete da Helena de Baila Comigo foi a atriz Júlia Lemmertz. A personagem deu à luz gêmeos, mas só pôde criar os dois, então ela deu um ao pai, Joaquim (Raul Cortez), e ficou com o outro para criá-lo com o marido, o médico Plínio Miranda (Fernando Torres). Assim, os meninos João Victor e Quinzinho (Tony Ramos) cresceram sem saber da existência do outro.

Tony Ramos viveu dois personagens na novela Baila Comigo, e um não sabia que o outro existia
Em 1982, foi transmitida a novela Sol de Verão, marcada pela morte do ator Jardel Filho, quando ainda estava no quarto mês de exibição. Foi encurtada antes do tempo, em março de 1983. O autor revelou em entrevistas que esta é uma das novelas preferidas dele.


Quatro anos depois de Sol de Verão, Maneco transfere-se para a Rede Manchete, onde lança Novo Amor, que é focada no triângulo amoroso formado pelo comissário Bruno (Nuno Leal Maia), a estilista Fernanda (Renée de Vielmond) e o senador Marco Antônio (Carlos Alberto).
De volta para a Rede Globo em 1991, cria o enredo focado em sua segunda Helena, para a novela das seis Felicidade. Desta vez, a personagem foi interpretada por Maitê Proença. Helena morava em Vila Feliz, interior de Minas Gerais, onde conheceu o advogado Álvaro, mas acabou se casando com o agrônomo Mário, grávida de Álvaro. Oito anos depois, Helena aparece morando no Rio de Janeiro e com sua filha pequena, Bia (Tatyane Goulart), escondendo de todos que Álvaro é o pai da menina.
Maneco emplaca mais uma novela, História de Amor, em 1995. A atriz escolhida foi Regina Duarte, que viveu mais duas Helenas em Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006). A atriz confessou a vontade de transformar a novela em uma série, pois não queria que ela acabasse nunca! Na história de 1995, Helena enfrentava o drama da gravidez precoce da filha Joyce (Carla Marins), abandonada pelo namorado. Em 1997, a nova Helena e sua filha, Duda, interpretada por Gabriela Duarte, filha de Regina na vida real, engravidam na mesma época. O filho de Helena nasceu saudável, enquanto o de Duda, morto, e sendo assim, a mãe opta por trocar os bebês, fazendo com que sua filha crie o meio-irmão como se fosse seu próprio filho.


Os personagens de José Mayer e Regina Duarte, o médico Carlos Alberto e Helena, se apaixonam ao longo da trama. Helena enfrentou a rivalidade de Sheila (Lília Cabral), com quem Carlos Alberto teve um romance por dez anos, e Paula, que passou de sua paciente à esposa
Lília Cabral viveu a médica Sheila, sócia de Carlos em uma clínica. Achou que o término do relacionamento se tratasse de uma curta separação
A filha de Helena ficou grávida e o pai, Caio, não se bateu de frente com a responsabilidade
José Mayer e Carolina Ferraz em cena na qual seus personagens se casam
Por Amor foi reprisada em 2002, no Vale A Pena Ver de Novo, e em 2010 no Canal Viva. A quarta reprise da trama está marcada para maio deste ano.
Regina Duarte foi três Helenas nas novelas de Manoel Carlos
Regina Duarte e Gabriela Duarte foram mãe e filha na ficção, e são mãe e filha na vida real

Helena abriu mão de seu bebê pelo seu neto, que nasceu morto, pela felicidade da filha
Mãe e filha nos bastidores de Por Amor, em 1997

Susana Vieira foi a vilã Branca Letícia de Barros Mota, em Por Amor. Por suas crueldades, terminou a novela sozinha, apenas com a companhia da empregada, Zilá (Stella Maria Rodrigues)

Viviane Pasmanter foi a vilã Laura, que disputa o amor de Marcelo (Fábio Assunção) com Maria Eduarda/Duda
Marcos, filho de Branca. foi namorado de Laura no começo da trama, mas rompeu a relação e se apaixonou por Duda, com quem se casa
Carolina Dieckmann e Vera Holtz viveram filha e mãe. A personagem de Vera, Sirléia, foi a segunda colocada num concurso de miss na década de 60, em Tatuí, interior de São Paulo. Se casou com um homem mais novo, Nestor (Marco Ricca), com quem teve Catarina, personagem de Dieckmann, que sonha em ser famosa. No meio das duas, está a atriz Maria Ceiça, intérprete de Márcia, casada com um homem branco, Wilson (Paulo César Grande), com quem tem uma filha, mesmo contra a vontade dele.
Eduardo Moscovis e Carolina Ferraz formaram mais um par romântico na trama. O personagem dele, Fernando, é piloto de táxi aéreo, e em uma das viagens habituais da família de Branca, conhece Milena, filha da vilã e interpretada por Carolina.
Odilon Wagner foi o bissexual Rafael, e Ângela Vieira, sua esposa Virgínia, irmã de Helena
No ano 2000, Maneco se sai bem mais uma vez ao escrever a novela das oito Laços de Família, que estreou no mês de junho, substituindo Terra Nostra. A Helena de 2000 foi interpretada por Vera Fischer, e a filha dela, Camila, por Carolina Dieckmann. A mãe se apaixona por um homem muito mais novo que ela, o médico Edu, e a filha 'rouba' o namorado da mãe pra ela, o que gera muito conflito entre as duas. A trama conta também sobre a prostituta Capitu (Giovanna Antonelli), que faz isso só por necessidade. Três anos depois, o autor volta ao ar com Mulheres Apaixonadas, cuja personagem central, Helena, de Christiane Torloni, era uma mulher que queria viver uma nova paixão depois de 15 anos de casada com o músico Téo (Tony Ramos), cuja rotina não suporta mais. Juntos, tiveram um filho adotado, Lucas, e Helena é diretora da escola de segundo grau ERA (Escola Ribeiro Alves).


Vera Fischer volta em 2000 para protagonizar Laços de Família, depois de seis anos fora de novelas. Antes, seu último trabalho havia sido Pátria Minha, mas ela saiu por divergências com a produção e o marido, que também estava na trama.
Carolina Dieckmann como a filha de Helena, Camila, e Reynaldo Gianechini como Edu (Eduardo), o ex de Helena.
José Mayer foi o pai biológico de Carolina Dieckmann na ficção. Ele viveu o primo de Helena, Pedro, que se envolveu com ela no passado e a engravidou, só que ninguém sabia disso, só a amiga de Helena, Yvete (Soraya Ravenle). A verdade só veio à tona quando a saúde de Camila se agravou por conta de uma leucemia. Para salvá-la, Helena decide usar Pedro para engravidar e poder, com o bebê, salvar Camila da morte.
Giovanna Antonelli foi a prostituta Capitu, que estudava e se prostituía para pagar a universidade e sustentar seus pais, Pascoal (Leonardo Villar) e Ema (Walderez de Barros), e seu filho, Bruno, que tem como pai o malandro Maurinho (Luiz Nicolau).
Clara foi a terrível nora de Helena, casada com Fred (Luigi Baricelli), com quem teve uma filha, Nina. Clara costumava reclamar da situação do marido, que ficou desempregado e passou a morar na casa da mãe.


Fred, o primeiro filho de Helena, terminou a trama com Capitu


Marcos (Dan Stulbach) era um dos vilões da trama. que agredia constantemente sua esposa, Raquel (Helena Ranaldi). Ela havia se mudado de São Paulo para o Rio de Janeiro por querer se afastar dele. No decorrer da trama, ela se envolve com seu aluno, Fred (Pedro Furtado), e engravida.

Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) formaram um casal gay
Outra personagem que dava no que falar era a professora Santana, interpretada por Vera Holtz. Ela dava aula no ERA de Religião e Geografia, e sofria de alcoolismo.



Regiane Alves também se destacou na trama, na pele da vilã Dóris. Filha do economista Carlão (Marcos Caruso) e da dona de casa Irene (Marta Melinger), Dóris maltratava muito os avós (pais de Carlão), Flora (Carmem Silva) e Leopoldo (Oswaldo Louzada), além de roubar o dinheiro deles.


Em Páginas da Vida, a novela gira em torno de Nanda (Fernanda Vasconcelos), uma estudante que estudava no exterior mas volta ao Brasil grávida de gêmeos, para desespero de sua mãe, Marta (Lília Cabral). Após discutirem, Nanda sai da casa dos pais e é atropelada por um ônibus. Rapidamente, é encaminhada para um hospital onde dá à luz os gêmeos Francisco, e Clara, nascida com Síndrome de Down, o que faz Marta enlouquecer ainda mais. Neste hospital, trabalha Helena (Regina Duarte), que fez a cesariana de emergência, se apegou à menina Clara e resolveu adotá-la, fazendo dela a razão de seu viver. A única filha que Helena gerou morreu ainda criança, o que a deixou muito abalada.


Regina Duarte com a então pequena Joana Mocarzel

Lília Cabral em cena como sua personagem Marta, que foi muito bem recebida pela crítica
Eduardo Lago esteve no elenco como o alcoólatra Bira, que dava muita dor de cabeça à filha, Marina (Marjorie Estiano). Este foi o último trabalho de Eduardo na Globo.


Grazi Massafera e Tiago Lacerda formaram um par romântico em Páginas da Vida. Este foi o primeiro trabalho da atriz, que apesar das críticas, permanece até hoje na emissora.
Pérola Faria foi a estudante de balé Giselle, que no decorrer da trama, apresentou bulimia
Em 2009, o dramaturgo escreve e lança Viver a Vida, que trouxe Taís Araújo como a sua nova Helena, uma top model de carreira internacional que ao mesmo tempo teve que lidar com os problemas familiares, como a gravidez da irmã, Sandrinha (Aparecida Petrowki), e o alcoolismo do pai, Oswaldo (Laércio de Freitas).


Taís Araújo, como a jovem Helena
Sandrinha (Aparecida Petrowki) e o malandro Benê (Marcello Melo Jr.), com quem foi morar na favela com seu filho recém-nascido
Embora fosse conhecido pelas suas novelas, fez muito mais sucesso com as minisséries Presença de Anita, de 2001, e Maysa - Quando Fala O Coração, de 2009. A primeira teve como personagens centrais o casal em crise Lúcia Helena e Fernando, interpretados por Helena Ranaldi e José Mayer, que decidiu fugir da cidade grande para Florença, cidade natal de Lúcia. A vida de Fernando muda com a chegada de Anita (Mel Lisboa), que passa à cidade para residir em um sobrado onde aconteceu um crime passional no passado. Além de Fernando, o ajudante de mercearia da pacata Florença, Zezinho, também se apaixona por Anita, e cai no jogo de sedução da moça. Anita tinha uma boneca de louça chamada Conchita, que segundo ela, guardava a alma de Cíntia, a outra moradora do sobrado, assassinada pelo amante.


Mel Lisboa como a protagonista Anita
Mel Lisboa e José Mayer foram amantes na ficção

Larissa Maciel ressuscitou a cantora Maysa no início de 2009
A minissérie Maysa - Quando Fala O Coração, contou toda a história de vida da cantora Maysa, morta aos 40 anos em um acidente de carro na ponte Rio-Niterói, em 22 de janeiro de 1977.
"Situo as minhas novelas no Rio de Janeiro. Faço coisas muito fortes, sob um céu muito azul. As tragédias e os dramas acontecem, mas o dia está lindo. A praia e o espírito carioca dão uma coloração rosa ao contexto cinzento. E o público acaba absorvendo as tramas de uma maneira mais leve".
A última obra escrita por Maneco como autor principal foi intitulada Em Família, transmitida em 2014. A Helena daquele ano viu sua filha se apaixonar por seu ex-noivo Laerte, que no passado foi acusado de enterrar vivo aquele que anos depois veio a se tornar seu marido.
As novelas Páginas da Vida e Viver a Vida foram as únicas que o autor colocou depoimentos de telespectadores que se ofereceram para contar suas histórias de superação, de amor, de tragédias, de morte ou de vida.
Manoel Carlos anunciou sua aposentadoria em outubro do ano passado após seu próximo trabalho, que ainda não tem nome e nem previsão de quando vai ao ar.
Mas porque todas as protagonistas de suas novelas se chamaram Helena? Ele explica: "Eu sempre gostei do nome, sempre achei que existem nome que não são muito reais, são mais de personagens de ficção. Helena, talvez pela força do nome na mitologia grega, por causa da Helena de Tróia, a mulher que provocou uma guerra e virou a mitologia de cabeça para baixo, sempre me impressionou muito. Fico feliz que as Helenas que eu criei tenham marcado a sua posição na televisão, nas novelas brasileiras".

Bossa Nova
Em suas novelas se tornou marcante trilhas sonoras com grandes sucessos da Bossa Nova, como: "Sei lá... A vida sempre tem razão!", de Vinícius de Moraes, cantada por Tom Jobim, Chico Buarque e Miúcha na abertura de Viver a Vida; Falando de Amor, composição de Tom Jobim que embalou a abertura de Por Amor; "Wave", também composta por Jobim, em sua versão instrumental feita para a abertura de Páginas da Vida; "Corcovado" (Quiet Nights), presente na abertura de Laços de Família; e "Pela Luz dos olhos teus", eternizada na abertura de Mulheres Apaixonadas, outro sucesso nas vozes de Tom e Miúcha.



Autor Internacional
Também escreveu textos e telenovelas para vários países, como as séries 'Vivir la Vida' (1986), uma adaptação da minissérie 'Viver a Vida' da TV Manchete, Una Família Como Outra Qualquer (história original em 1987), e as novelas El Circulo (original), Brilho (uma adaptação da novela brasileira 'Novo Amor' em 1987), La Sombra de la Otra (com a história de irmãs gêmeas separadas {'Maria, Maria'-1978} também em 1987), para tvs da Colômbia; e El Magnate, para a televisão estadunidense, em 1990. Teve sua versão de A Sucessora adaptada duas vezes no exterior, a primeira com o título de Manuela, em 1991, uma coprodução entre tvs da Argentina e da Itália, e com o nome de Isabella, Una Mujer Enamorada, em 1999, no Peru.

Prêmios
1996
"Troféu Imprensa" - melhor novela: História de Amor (indicação)

1997
"Prêmio Contigo" - melhor novela: Por Amor
"Prêmio Contigo" - melhor autor
"Troféu Imprensa" - melhor novela: Por Amor
"APCA" - melhor novela: Por Amor

2001
"Prêmio Contigo" - melhor minissérie: Presença de Anita
"Festival Latino Americano de Cine, Vídeo e TV de Campo Grande" - melhor novela: Laços de Família
"Festival Latino Americano de Cine, Vídeo e TV de Campo Grande" - melhor autor
"Troféu Internet" (SBT) - melhor novela: Laços de Família
"Troféu Imprensa" - melhor novela: Laços de Família

2003
"Troféu Imprensa" - melhor novela: Mulheres Apaixonadas
"Prêmio Contigo" - melhor novela: Mulheres Apaixonadas
"Prêmio Contigo" - melhor autor
"Prêmio Conta Mais" - melhor novela: Mulheres Apaixonadas
"Prêmio Qualidade Brasil" SP - melhor novela: Mulheres Apaixonadas
"Prêmio Qualidade Brasil" SP - melhor autor
"Prêmio Qualidade Brasil" RJ - melhor novela: Mulheres Apaixonadas
"Prêmio Qualidade Brasil" RJ - melhor autor
"Troféu Leão de Ouro" (atual "Troféu Leão Lobo") - melhor novela: Mulheres Apaixonadas
"Troféu Leão de Ouro" (atual "Troféu Leão Lobo") - melhor autor

2006
"Prêmio Contigo" - melhor novela: Páginas da Vida
"Prêmio Contigo" - melhor autor
"Troféu Internet" (SBT) - melhor novela: Páginas da Vida
"Troféu Imprensa" - melhor novela: Páginas da Vida
"Prêmio Extra de Televisão" - melhor novela: Páginas da Vida

2009/2010
"Prêmio Contigo" - melhor série: Maysa - Quando Fala o Coração
"Prêmio Quem Acontece" - melhor autor: Maysa - Quando Fala o Coração
"Prêmio Extra de Televisão" - melhor série: Maysa - Quando Fala o Coração
"Troféu Raça Negra" - prêmio especial: Viver a Vida
"Top Of Business" - melhor autor: Viver a Vida


"Eu não sou desorganizado. Sou de uma organização pessoal absolutamente incompreensível"
Fonte:
Isto É
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