quarta-feira, 17 de maio de 2017

William Bonner, em ato falho, chama Michel Temer de ex-presidente

O presidente Michel Temer durante cerimônia alusiva a 1 ano de governo, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) - 12/05/2017
O Jornal Nacional começou intenso nesta quarta-feira e levou William Bonner a cometer um ato falho. Antes de falar “presidente Michel Temer”, o apresentador soltou um sonoro “ex”. Ao perceber o erro, Bonner fez uma pausa e retomou a frase sem pedir desculpas.
O tropeço aconteceu enquanto ele narrava detalhes sobre a notícia divulgada pelo jornal O Globo de que o dono da JBS Joesley Batista gravou um áudio em que o Michel Temer aparece dando aval para o pagamento de uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha.
Logo após a falha de Bonner, o Jornal Nacional passou por outra saia justa. Enquanto Zileide Silva falava, direto de Brasília, sobre o caso, uma manifestante segurava uma placa ao fundo, onde estava escrito: “Eu votei na Dilma”. O câmera tentou de várias maneiras fechar o foco para cortar o cartaz da imagem, mas não conseguiu.

Mulher mostra cartaz durante o ‘Jornal Nacional’ – 17/05/2017 (Reprodução/TV Globo)
Revelação bombástica – Segundo a reportagem do O Globo, Temer teria indicado na frente de Joesley o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para solucionar um assunto da J&F (holding que controla a JBS), cujo conteúdo não foi revelado. Depois, Rocha Loures teria sido filmado recebendo uma mala com 500.000 reais enviada por Joesley.
Ainda de acordo com o jornal, o empresário teria afirmado a Temer que estava pagando uma mesada a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro para que eles ficassem calados. Os dois estão presos — Cunha pela Operação Lava Jato; e Funaro pela Operação Sépsis. Diante dessa afirmação, Temer teria dito: “Tem que manter isso, viu?”.

Fonte: VEJA

Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio de Cunha

Michel Temer e Eduardo Cunha
RIO — Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no Supremo Tribunal Federal (STF) e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.
É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato: Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?".
Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).
Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.
Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.
Pela primeira vez na Lava-Jato foram feitas "ações controladas", num total de sete. Ou seja, um meio de obtenção de prova em flagrante, mas em que a ação da polícia é adiada para o momento mais oportuno para a investigação. Significa que os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril.
Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delator.
A velocidade supersônica para que a PGR tenha topado a delação tem uma explicação cristalina. O que a turma da JBS (Joesley sobretudo) tinha nas mãos era algo nunca visto pelos procuradores: conversas comprometedoras gravadas pelo próprio Joesley com Temer e Aécio — além de todo um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos. Em duas oportunidades em março, o dono da JBS conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido — arma que já se revelara certeira sob o bolso do paletó de Sérgio Machado, delator que inaugurou a leva de áudios comprometedores. Ressalte-se que essas conversas, delicadas em qualquer época, ocorreram no período mais agudo da Lava-Jato. Nem que fosse por medo, é de se perguntar: como alguém ainda tinha coragem de tratar desses assuntos de forma tão descarada?
Para que as conversas não vazassem, a PGR adotou um procedimento incomum. Joesley, por exemplo, entrava na garagem da sede da procuradoria dirigindo o próprio carro e subia para a sala de depoimentos sem ser identificado. Assim como os outros delatores.
Ao mesmo tempo em que delatava no Brasil, a JBS contratou o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe para tentar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). Fechá-lo é fundamental para o futuro do grupo dos irmãos Batista. A JBS tem 56 fábricas nos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e o de bovinos. Precisa também fazer um IPO (abertura de capital) da JBS Foods na Bolsa de Nova York.
Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos. Essa conta pode aumentar quando (e se) a leniência com o DoJ for assinada. (Colaborou Guilherme Amado)

Fonte: O Globo

Mortes na Venezuela cruzam fronteira do Brasil

30 mil venezuelanos deixaram o país natal por conta da crise
A Organização das Nações Unidas enviou uma missão ao norte do Brasil, na fronteira com a Venezuela, região onde três indígenas morreram em acampamentos precários e milhares de imigrantes são vítimas de "xenofobia". A crise humanitária dos imigrantes venezuelanos se somou a tensão diplomática entre os governos de Michel Temer e Nicolás Maduro.
Um grupo de observadores do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiado) e funcionários brasileiros viajaram para a região amazônica, onde vivem uns 30 mil venezuelanos que deixaram seu país em decorrência de uma grande crise política.
Entre outubro passado e março, membros da ONU também foram para Roraima para dialogar com representantes do governo, das forças de segurança e representantes da comunidade venezuelana.
Outro contingente de imigrantes se estabilizaram no Estado de Amazonas, considerado o mais extenso do Brasil e o principal do norte do país. Na última segunda-feira (15), na cidade de Manaus, um bebê venezuelano, da etnia Warao, filho de uma família de refugiados, faleceu vítima de pneumonia.
Esta criança é o terceiro membro dessa comunidade indigena a morrer no Brasil nos últimos meses, quando cresceu o fluxo de venezuelanos que saíram de seu país de origem devido ao agravamento da crise política e da falta de alimentos.
Estima-se que uns 400 cidadãos Warao chegaram a Manaus, onde construiram acampamentos precários, sem assistência sanitária, segundo denúncia do Ministério Público Federal.
Já a maioria dos venezuelanos se estabeleceu em Roraima, cujas autoridades pediram apoio para o presidente Temer para resolver a situação crítica, principalmente na cidade de Pacaraima, de 12 mil habitantes, que é a principal porta de entrada de estrangeiros.
O sistema de saúde e as escolas da região estão em "colapso" devido à demanda de venezuelanos. Segundo o governo de Roraima, uma parte dos venezuelanos realizam trabalhos temporários e outros percorrem pelas ruas por não terem dinheiro para pagar aluguel.
Milhares de imigrantes cruzam a fronteira uma vez por mês apenas para comprarem comida e produtos básicos que não são encontrados nos mercados da Venezuela.
Na semana passada, Temer reiterou sua disposição para enviar ajuda humanitária ao país logo após receber em Brasília a ativista venezuelana de direitos humanos Lilian Tintori, esposa do líder político Leopoldo López.
As relações diplomáticas entre Brasília e Caracas estão suspensas desde o ano passado quando Temer assumiu a presidência depois do impeachment de Dilma Roussef.
Nicolás Maduro acusou Temer de organizar um suposto "golpe" e retirou seu embaixador de Brasília. As desavenças diplomáticas se traduziram nas tensões da fronteira.
Em dezembro, o presidente venezuelano ordenou fechar por duas semanas a fronteira binacional que desencadeou uma crise no abastecimento de gasolina em Paraíma. Além disso, "a convivência entre brasileiros e imigrantes nem sempre é harmoniosa", explicou Ivonne Salucci, do Comitê Estadual de Enfrentamento a Violência Sexual de Roraima.
Segundo ela, alguns moradores da capital Boa Vista têm se comportado de maneira "violenta e xenófoba" com os venezuelanos, especialmente com as profissionais do sexo.
Na Venezuela, na onda de protestos contra o governo e Maduro, mais uma morte foi registrada. De acordo com o Ministério Público do país, a vítima foi um adolescente de 15 anos, que morreu durante uma manifestação no estado de Táchira, para onde o governo venezuelano disse que enviará mais de 2 mil policiais militare para "manter a ordem interna".
Nesta quarta-feira (17), subiu para 50 o número de mortos em mais de um mês de protestos contra o governo do presidente da Venezuela. Um homem de 30 anos foi assassinado a tiros n no estado de Táchira, segundo o jornal "El Nacional". A família da vítima, identificada como Manuel Castellanos, conta que ele não participava de nenhuma manifestação e voltava para casa após ter comprado fraldas para o filho.

Itália
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, afirmou nesta quarta-feira (17) que na "Venezuela o risco de uma potencial guerra civil é concreto".
Em comunicado, Alfano ainda disse que "a Venezuela é um país que nós nos importamos muito pelas ligações históricas, ouso a dizer de sangue".
Segundo ele, "os riscos da situação envolve pelo menos 150 mil cidadãos italianos", acrescentou.

ONU
Nesta quarta-feira (17), o Conselho de Segurança da ONU analisa a situação na Venezuela durante reunião informal a portas fechadas, informaram fontes diplomática. Os Estados Unidos, um dos cinco membros permanentes do conselho, pediram que o tema da Venezuela fosse incluído em uma reunião que já estava programada para analisar outros assuntos.

Fonte: R7

Suzane Von Richthofen é flagrada em restaurante acompanhada do namorado

Suzane von Richthofen é um nome que vai ser para sempre eternizado na história policial do país. Foi a mandante do assassinato de seus próprios pais, Manfred e Marísia von Richthofen, mortos a pauladas pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos de Paula e Silva na madrugada de 31 de outubro de 2002. Após mais de dez anos sem sair do presídio, Suzane conseguiu o direito das "saidinhas temporárias", como na última sexta-feira (12), por conta do Dia das Mães.
Uma foto publicada pela jornalista Fabiane Vasconcellos no Facebook mostra a detenta, durante sua saidinha temporária, sentada em um restaurante e acompanhada do namorado, Rogério Olberg, e de um amigo do casal, em um lugar não divulgado no interior de São Paulo. "Você quer um país impune assim, que dá a segunda chance? Os pais dela tiveram a segunda chance?", pergunta a jornalista, indignada.

Reprodução/Facebook
A ré no assassinato do casal von Richthofen conseguiu o benefício por trabalhar de dia e por ter um bom comportamento na prisão. As saídas temporárias que as presas tem direito de sair na Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Natal e Ano Novo.
Suzane voltou ao presídio nesta quarta-feira (17), antes das 17hrs, horário máximo permitido para o detento que conseguiu o benefício voltar à prisão. Caso não tivesse retornado a tempo, Suzane poderia perder o direito das "saidinhas".

No mesmo dia, a detenta aproveita para tirar fotos. (Reprodução/Facebook)

Um ano após impeachment, Temer é presidente que menos viajou ao exterior desde Itamar


Em meio à forte instabilidade doméstica, crise econômica, continuidade dos escândalos de corrupção e perguntas no exterior sobre a legitimidade da troca de governo brasileiro, o presidente Michel Temer concluiu seu primeiro ano de mandato tendo realizado apenas sete viagens internacionais.
Considerando sempre dados anuais, levantamento feito pela BBC Brasil mostra que o peemedebista foi o presidente que menos cumpriu agendas externas desde Itamar Franco (1992-1994), que, por sua vez, também assumiu o governo após um impeachment, o de Fernando Collor, em 2 de outubro de 1992.
Para especialistas, o momento negativo pelo qual passa o país acaba inibindo a chamada "diplomacia presidencial", na medida em que reduz o prestígio do Brasil no exterior e exige maior dedicação de Temer aos problemas domésticos.
"É um governo singular, pois é curto e tem uma agenda limitada e pragmática: aprovar reformas econômicas. Isso deixa a política externa em segundo plano", afirma o professor de relações internacionais da FGV Oliver Stuenkel.
Alguns também apontam o menor prestígio do atual presidente como um fator que pode estar inibindo convites de outros governos.
"O presidente brasileiro deveria estar viajando muito mais, mas Temer e o Brasil carregam um certo estigma hoje, refletindo a semilegitimidade do processo de impeachment, o status de Temer de presidente não eleito (diretamente para o cargo) e com alta rejeição popular, o fato de ele e seus aliados aparecerem largamente envolvidos em práticas corruptas e o retrocesso nos avanços sociais e econômicos que vem ocorrendo nos últimos três a quatro anos", afirma o especialista em América Latina e presidente emérito do Inter-American Dialogue, centro de pesquisas em Washington, Peter Hakim.
"Com eleições presidenciais marcadas para o próximo ano, a maioria dos países preferiria esperar e convidar (para visitas) um novo presidente eleito, preferencialmente que não esteja manchado por suspeitas de corrupção e goze de maior apoio doméstico", acredita ele.
Hakim, porém, não deixa de apontar responsabilidades dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff na recente derrocada externa brasileira, tanto por causa de erros na condução econômica como pelos escândalos de corrupção envolvendo seus governos.
"Não há dúvida de que as acusações contra Lula contribuíram para a deterioração da imagem do Brasil. Ele se tornou o nome e o rosto do sucesso histórico do país e de seu reconhecimento internacional. Agora, a expressão 'até mesmo Lula' (por aparecer citado nas denúncias) passou a significar quão amplamente a liderança política do Brasil foi corrompida", disse o americano.
Já a professora de relações internacionais da Universidade de Brasília Tânia Manzur considera que a controvérsia em torno da legitimidade do impeachment não é um fator determinante para explicar a queda das viagens presidenciais. Na sua visão, a instabilidade doméstica acaba exigindo que Temer passe mais tempo no Brasil.
"No frigir dos ovos, a maior parte dos governos no mundo inteiro têm um olhar muito pragmático. O que interessa (ao estabelecer relações com outros países) é o que eles vão angariar com essa parceria estratégica", afirmou.
Apesar disso, a professora concorda que "estamos vivendo um processo terrível em termos institucionais e políticos que certamente pesa para a imagem internacional do país".

A China foi um dos poucos países que Temer visitou em um ano de governo
Cinco meses sem viagens
As viagens de Temer realizadas até agora se concentraram no período final do ano passado - foram três para participar de eventos multilaterais (G20, na China; BRICS, na Índia; e Assembleia da ONU, nos EUA) e três visitas oficiais a outros países (Argentina, Paraguai e Japão). Já em 2017 ele fez apenas uma viagem, que não estava programada, para participar do velório do ex-presidente de Portugal Mário Soares, no início de janeiro.
Com isso, Michel Temer caminha para completar cinco meses sem sair do país, já que sua próxima viagem está prevista apenas para meados de junho, quando deve visitar Noruega e Rússia. Isso não acontecia desde 1992, quando Collor chegou a ficar seis meses sem cumprir agenda internacional.
Nos 12 meses anteriores ao impeachment, Dilma Rousseff realizou 15 viagens ao exterior, o que segue sua média anual durante os pouco mais de cinco anos de governo e também a média do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Lula, por sua vez, fez em média 31 viagens internacionais por ano no total dos seus dois mandatos, mantendo a tradição brasileira de privilegiar visitas a países da América do Sul e da Europa, mas ampliando também a presença em outras regiões, como África e América Central.
Questionado, o governo justificou o baixo número de viagens no primeiro semestre deste ano ao fato do presidente estar focado em questões internas, como a aprovação das reformas da Previdência e trabalhista. Diz também que o presidente não viajou mais em seu primeiro ano porque optou por não deixar o país durante o mandato interino, entre 12 de maio e 31 de agosto do ano passado, quando Dilma foi definitivamente cassada.
"Nos primeiros meses de 2017, o presidente da República tem-se dedicado ao esforço de levar adiante intensa agenda de reformas, o que pressupõe continuado diálogo com a sociedade e com o Congresso Nacional", respondeu a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
Ainda sem data para encontrar Trump
Para Hakim, um exemplo que confirma a falta de prestígio do atual presidente brasileiro é o fato de o ex-presidente americano Barack Obama ter se mantido distante e até agora Temer não ter uma visita agendada com o novo mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump.

Temer viajou para participar da união da Brics
Considerando outros líderes sul-americanos, Trump já recebeu na Casa Branca os presidentes de Peru, Argentina e recebe nesta semana o da Colômbia. Embora não tenha feito convite oficial ao Brasil, o presidente dos Estados Unidos disse a Temer, em telefonema em março, que tem interesse em recebê-lo - o Palácio do Planalto tem expectativa de que isso ocorra no segundo semestre.
Já com a chanceler alemã, Angela Merkel, considerada a mulher mais poderosa do mundo, Temer não teve qualquer contato pessoal neste primeiro ano, nem mesmo por telefone. Ela mantinha boa relação com Dilma e em 2015 veio ao Brasil com uma comitiva de sete ministros e cinco secretários de Estado, inaugurando um processo de "consultas intergovernamentais" entre os dois países. A visita marcou a entrada do Brasil para um seleto grupo de parceiros mais próximos da Alemanha, que incluía também França, Itália, Espanha, Polônia, Israel, Rússia, China e Índia.
Em julho, Temer irá à Alemanha para a próxima cúpula do G20, em Hamburgo. Após esse compromisso, o presidente brasileiro tem planejadas viagens à Colômbia, Argentina (Cúpula do Mercosul), China (visita de Estado e cúpula do BRICS) e Nova York (abertura da Assembleia-Geral da ONU). Sem dar detalhas, o governo disse que "há entendimentos em curso para a fixação de datas de visitas a outros países, cujos convites já foram aceitos pelo presidente da República".
O Palácio do Planalto disse também à BBC Brasil que a atuação diplomática do presidente não se resume às viagens e que Temer tem mantido contatos telefônicos e encontros bilaterais paralelos aos eventos multilaterais dos quais participa. Esses tipos de encontros, em geral rápidos, também costumavam ser realizados pelos antecessores de Temer.


Segundo o governo, o foco da atuação internacional do país está nos resultados econômicos.
"O presidente Temer tem levado adiante diplomacia presidencial ativa e verdadeiramente universal, que responde aos reais valores e interesses da sociedade brasileira. Em particular, tem-se concentrado, também no plano externo, no imperativo da retomada do crescimento e da geração de empregos", afirma a resposta enviada à BBC Brasil.
"Demonstração eloquente do pragmatismo e da eficácia da diplomacia presidencial deu-se no episódio da Operação Carne Fraca. Após a divulgação da Operação, a pronta atuação pessoal do presidente da República foi essencial para manter os mercados abertos ao produto brasileiro", diz ainda a nota.

Diplomacia de Lula é alvo de controvérsias
A professor da UNB Tânia Manzur vê com ceticismo a possibilidade de o Brasil recuperar agora o prestígio internacional que alcançou no governo Lula, período de 8 anos que reuniu forte crescimento econômico com uma liderança carismática.
O petista teve papel importante na formação do grupo dos Brics e no fortalecimento do G20 (integrado por nações ricas e emergentes) em contraponto ao G8 (restrito a países desenvolvidos). No entanto, ressalta a professora, alguns críticos veem a política externa no seu governo como "partidária", muito ligada à visão internacional do PT.
"Lula tinha ativismo muito grande, que para muitos era positivo e para outros tantos tinha acepção negativa. Rendeu poucos frutos em termos dos esforços de aumentar drasticamente o número de representações brasileiras no exterior para buscar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o que acabou não acontecendo", nota a professora.

Lula no The London Summit 2009
Opinião semelhante tem o diplomata e professor de Economia Política da UniCeub Paulo Roberto de Almeida. "As viagens de Lula eram excessivas e sua política externa megalomaníaca. Hoje, por exemplo, o Brasil tem mais embaixadas nas Américas do que as potências coloniais. Tem embaixada em ilhazinhas do Caribe com menos habitantes que um bairro de Brasília", critica.
Stuenkel, por sua vez, tem uma avaliação mais positiva. Segundo ele, as frequentes viagens internacionais de Lula contribuíram, por exemplo, para aumentar a integração entre órgaõs de segurança na América do Sul, assim como o fluxo de investimentos externos para o Brasil e de empresas brasileiras no exterior.
"A redução das viagens presidenciais é algo ruim porque o Brasil é uma das dez maiores economias do mundo e, como a gente vê nos outros principais países, a diplomacia presidencial hoje é fundamental", afirma Stuenkel.
"A ausência do presidente (Temer) nesse sentido faz o Brasil voltar um pouco àquela posição pré-FHC. Foi no governo dele que o Brasil começou a atuar como membro mais ativo nas discussões globais", recorda.

Fonte: BBC

'Despacito' é 1ª música em espanhol desde 'Macarena' a chegar ao topo dos EUA

"Despacito", hit do porto-riquenho Luis Fonsi, 39, alcançou o número 1 da parada de singles da Hot 100, da revista "Billboard", nesta semana.
A canção caiu no gosto dos americanos depois que o cantor canadense Justin Bieber, 23, gravou uma participação especial, em inglês, ao lado de Fonsi e do cantor de riggaeton Daddy Yankee, também de Porto Rico.


O remix "Despacito" já é considerado o hit latino do ano e já ocupou o topo das paradas em mais de 13 países, além de figurar no top 10 de muitos outros.
O feito faz da música a primeira canção em espanhol a chegar no topo das paradas nos Estados Unidos desde "Macarena", música da dupla sevilhana Los Del Rio, façanha alcançada no ano de 1996.
A música do grupo espanhol se tornou a dança do verão de 1996 no Brasil deixando as canções da Bahia em segundo plano. "Macarena" fez parte da trilha da novela "Explode Coração".
Desde que a versão com Justin Bieber foi divulgada, em 16 de abril, o hit "chiclete" caiu no gosto popular e virou meme nas redes sociais.

Fonte: folhape.com

Rapper Travis Scott bate recorde ao tocar a mesma música 14 vezes em um único show


RIO — É bem verdade que o hit "goosebumps", do rapper americano Travis Scott, é uma música que empolga o público — tanto é que Kendrick Lamar o convidou para cantá-la durante seu show no Coachella, mês passado. Mas, imagina ter que ouvir o cara tocando a música 14 vezes em uma única apresentação? Foi o que aconteceu no último fim de semana, em Oklahoma.
O motivo? Scott queria quebrar o recorde mundial que pertencia a Kanye West e Jay Z, que tocaram "Niggas in Paris" 12 vezes seguidas durante um show em Paris (olha!), em 2012. E, como fica claro no vídeo abaixo, publicado no canal do rapper no YouTube, ele alcançou o feito:


Aliás, assistindo ao vídeo, dá para ver que o público que lotou a The Criterion, casa de shows de Oklahoma, não se importou muito com a, vamos dizer, ousadia de Travis Scott. O curioso é que, olhando os números do músico do Texas nos serviços de streaming, "goosebumps", faixa do álbum "Birds in the trap sing McKnight" (2016), não chega a ser sua canção mais popular: "pick up the phone", do mesmo disco, e "Antidote" a superam no número de reproduções contabilizado pelo Spotify.


RECORDISTA EM UM DIA, PRESO NO OUTRO


No dia seguinte, Scott acabou sendo preso assim que deixou o palco de um show no Arkansas por "incitar um tumulto". Segundo a polícia, o rapper incentivou o público a correr em direção ao palco, ignorando o protocolo de segurança do evento. Diversas pessoas teriam ficado feridas, incluindo um segurança e um policial. Scott foi fichado e liberado na mesma noite.
Vale lembrar que ele foi preso pelo mesmo motivo em 2015, no Lollapalooza de Chicago. Na ocasião, diante de 100 mil pessoas, Scott falou para o público ignorar a segurança do festival e passar por cima das barricadas.

Fonte: O Globo

Com 83 kg, Fani Pacheco revela: "As mulheres torceram o nariz quando eu engordei"


Fani Pacheco está com uma forma física diferente daquela que deu a ela o título de um dos maiores símbolos sexuais da história do Big Brother Brasil. Com 83kg, 15kg a mais do que costumava pesar, ela considera que está com um corpo plus size.
A "nova Fani" se tornou uma espécie de porta-voz do feminismo e das minorias e revelou que quer ser vista como uma mulher comum, porém empoderada. No entanto, ela afirmou, em entrevista ao jornal Extra, que sofre com a resistência da ala feminina. 
— Continuo sendo sexy para os homens. As mulheres torceram o nariz quando engordei 15 quilos, afinal, quem repara em celulite, eles ou nós?

Apesar disso, Fani mostra que está muito bem com o novo corpo e que deseja que todos também se sintam assim.
— Quero botar abaixo os padrões de beleza, os culturais, mostrar que podemos ser felizes do jeito que somos. Eu sou hoje uma gordinha feliz. Quando pesava 65 kg me desesperava porque me achava gorda.

Fonte: R7

Marcos Palmeira sobre rótulo de galã: ‘Não vou dizer que não gosto, não sou hipócrita’


Enquanto uns rejeitam, outros aceitam de bom grado. É o caso de Marcos Palmeira, que nesses 30 anos de carreira, carrega o título de galã sem pesar. Atualmente na supersérie "Os dias eram assim" como Toni, empresário que será abandonado pela mulher, Monique (Letícia Spiler), o ator diz que só não se deixa influenciar por isso na hora de escolher seus personagens. De mocinho, a pantaneiro, passando por pedreiro e detetive, Palmeira acumula grandes e inesquecíveis papéis como João Pedro, o filho rejeitado do coronel José Inocêncio (Antonio Fagundes) em "Renascer" (1993), até o capataz Cícero de "Velho Chico" (2016).
- Nunca acreditei nessa conversa de que sou galã. Quando faço o protagonista, que tem um volume muito maior de trabalho, ele acaba virando porque é o homem da novela, do filme, e as relações amorosas passam por aí. Fico feliz, não vou dizer que não gosto, não sou hipócrita, mas não é o que me motiva. O Cícero (de 'Velho Chico'), por exemplo, não tinha nada de galã. O Sandro de 'Cheias de charme', com aquele barrigão, muito menos, e eu me divertia horrores. Não tenho preocupação com vaidade - explica Palmeira.
Paralelo à carreira de ator, tem a de empresário de produtos orgânicos. Dono da fazenda Vale das Palmeiras, em Teresópolis, e da loja Armazém Vale das Palmeiras, no Leblon, ele quer expandir os negócios:
- É uma questão nova pra mim ser um empresário do varejo. Agora vou entrar com uma linha de laticínios, queijos, e de cerveja artesanal. Às vezes, no meio de uma gravação, eu ligo para a fazenda para saber se a vaca pariu, quantos ovos eles colheram no dia... Gosto demais disso.

Fonte: Extra

Marcelo Serrado é acusado de dar calote em decoradora; ator nega


Depois da publicação de reportagem no site de VEJA, o ator Marcelo Serrado se defendeu da acusação de dar um calote na decoradora que reformou seu apartamento na Zona Sul carioca. Serrado afirma que Claudia Hauer, que entrou na Justiça com uma ação de cobrança contra ele, fez um “péssimo projeto” e “colocou em risco as pessoas que moravam na casa”. O ator se refere a infiltrações que teriam sido causadas por falhas na reforma da área externa de sua cobertura, onde ficam piscina, sauna e churrasqueira. Segundo ele, havia perigo de o teto desabar. “Eu tive que ficar três meses fora de casa porque o teto sob a piscina podia rachar. Foi um transtorno na minha vida e na dos meus filhos”, diz.
A recomendação para que Serrado deixasse o imóvel foi de um perito contratado por ele. Agora, o ator quer que a decoradora pague pela dor de cabeça que sofreu. Na mesma ação em que é acusado por ela, ele pede uma reconvenção, ou seja, uma reviravolta em que Claudia se tornaria ré. Neste caso, teria que arcar com os consertos que o ator diz ter feito para solucionar os defeitos da obra original. O global reforça que a profissional cometeu um erro de cálculo e que não tinha condições técnicas de conduzir a reforma. Em meio à pendenga, a Justiça enviará seu próprio perito ao apartamento de Serrado.
Na ação que corre desde 2015 na 19ª Vara Cível do Rio, Claudia afirma que os problemas de infiltração e risco de desabamento alegados pelo ator não são de sua responsabilidade, porque ele rescindiu o contrato antes que ela pudesse finalizar a reforma. Ainda no processo, a decoradora diz que Serrado só fez queixas a respeito da obra depois que ela passou a cobrar uma taxa de administração, o que é praxe neste tipo de serviço. Claudia briga nos tribunais para receber este dinheiro.

Fonte: VEJA

7 formas que a música de uma loja faz o cliente comprar mais


São Paulo – Você pode até não conhecer o termo sound branding, mas talvez tenha visto seu mais recente desdobramento: a nova trilha musical elaborada pela Linha Amarela do metrô, em São Paulo, que dividiu opiniões sobre sua eficácia.
Para conceituar, o sound branding é uma estratégia para reforçar sua marca e fidelizar os clientes por meio dos sons – desde avisos sonoros até músicas de ambiente. E qualquer empreendimento pode fazer uso da tática.
“O consumidor se sente mais atraído a comprar em uma loja com boas vibrações, o que pode ser feito também pelo sound branding”, resume Angelina Stockler, sócia-diretora da consultoria ba}STOCKLER.
“O sucesso é feito de detalhes: o conjunto deles é que dá uma experiência diferente ao consumidor no ponto físico. Lembre-se sempre de tais detalhes, e não apenas em momentos de crise.”
É o que alguns negócios já fazem. O grupo de franquias Afeet, por exemplo, usa a estratégia desde 2012. “A gente acredita que isso é tão importante porque o que buscamos é trazer uma experiência aos clientes dentro dos nossos pontos de venda”, explica o gerente de marketing do grupo, Ivã Carrilho.
Conquistar o consumidor por meio de avisos sonoros e músicas parece ser algo simples, mas é preciso muito estudo para realmente afinar tal estratégia – e não cometer o erro amador de colocar simplesmente seu gênero de música preferido.
“O empreendedor, muitas vezes, coloca a música de que ele mais gosta tocando. Não é porque eu gosto de Metallica que vou colocar música deles no meu salão de beleza, por exemplo. Não é o seu gosto que tem de prevalecer, e sim a construção da sua marca”, afirma Helio Brito Jr. fundador das empresas DMC Media, que faz o som de lojas como Arezzo e Hope, e da franqueadora Ooxy Radio Indoor.
Quer usar o sound branding, mas ainda precisa de mais provas de que essa é uma boa estratégia? Confira, a seguir, como seu cliente irá consumir mais com as escolhas certas:

1 — O sound branding reduz a poluição sonora da sua loja – se bem usado
O primeiro fator que faz seu cliente consumidor mais por meio do sound branding, pontua Stockler, é que boa parte dos clientes repara no som de um estabelecimento.
Se você deixar de incluir um som agradável, tudo eles ouvirão são as conversas entre os vendedores e até barulhos de fora da loja – o que pode irritá-los e fazê-los desistir de comprar.
Mas para que seu sound branding seja de fato benéfico, o primeiro passo é investir em equipamentos de qualidade: pior do que ter nenhum som é ter um som ensurdecedor e de má qualidade, que realmente faz os clientes fugirem do local.
“Buscamos ter um equipamento adequado para reproduzir o som, com claridade. A gente investe em subwoofer; caixas com grave, médio e agudo separado; um mixer para equalizar o som; e na distribuição homogênea do som pela loja. Nosso projeto arquitetônico já envolve isso”, explica Carrilho, do grupo Afeet.
“Muitas lojas fazem um som que fica literalmente gritando, e isso acaba irritando o consumidor.”

2 — Faça o gênero da música combinar com a marca e o público-alvo
Depois de obter um bom equipamento, o próximo passo é organizar sua playlist – a lista de músicas que tocarão na loja. Lembre-se de que, como já falamos, o gênero deve ser alinhado à proposta do seu negócio e ai estilo do público que você pretende alcançar.
“Em cada bandeira nossa, temos um estudo de público e trilha musical relacionada, junto com uma agência que faz trilhas e vídeos especificamente para experiências de consumo”, diz Carrilho, do grupo Afeet.
“A gente faz um cruzamento dos atributos da marca e do consumidor. Ao ouvir o som, olhar o ambiente e ver os funcionários e nossa identidade visual, ele se conecta sensorialmente e se sente bem, mesmo que não seja algo apreensível.”
Na marca de calçados Artwalk o público é jovem e digital, e a música tocava vai de hip hop e rap até rock alternativo. Já na Authentic Feet, baseada em esporte e moda, tocam sons como jazz e rock contemporâneo, com apelo mais generalizado.
Por fim, na loja de calçados infantis Magic Feet, um estudo comprovou que quem costuma determinar a compra é a mãe. Por isso, o som se conecta mais a ela, sem se esquecer também da criança: tocam sons refinados, mas em versão “kids.”
Além do gênero, o número de músicas a serem tocadas é importante: Brito Jr., da Ooxy Radio Indoor, recomenda entre 300 e 400 trilhas.
“Quando você abre muito o espectro de músicas, perde a identidade. A gente fecha um escopo de número de músicas e todo mês pegamos dezenas de músicas novas, tirando outras. A cada três ou quatro meses a playlist é renovada, mas mantendo músicas que refletem a identidade da marca.”

3 — Se seu negócio é de compra por impulso, música animada pode ajudar
Um ponto ressaltado por todos os especialistas é o ritmo da música: é preciso entender qual o momento de compra do consumidor dentro da loja. Ou seja: seu negócio é para os que consomem por impulso? Ou é um negócio no qual a compra se faz lentamente, com processos de escolha?
Caso você se encaixe na primeira categoria, faça bom uso de uma música de ritmo animado. “Comércios que se baseiam na rotatividade grande dos consumidores, como as lojas de 1,99 real e de fast food, devem colocar uma música animada. Ela gera uma sensação de urgência e tende a estimular compras por impulso.”

4 — Da mesma forma, invista em música lenta para negócios mais consultivos
O contrário também é verdadeiro: músicas clássicas e mais tranquilas estimulam a sensação de tranquilidade no cliente – o que faz com que ele passe mais tempo olhando os produtos antes de tomar decisões de compra.
“No supermercado e no restaurante, por exemplo, isso faz com que o consumidor fique mais tempo olhando o que é oferecido e acabe comprando mais. Em lojas de produtos mais caros, também se usa música clássica”, completa Stockler.

5 — Aumente e diminua o volume para incentivar o consumo
Além do gênero e do ritmo, pense também em qual volume as músicas tocarão na sua loja. No grupo Afeet, por exemplo, o volume é alterado de acordo com a hora do dia.
“Desde a abertura da loja, às 10h, começamos a tocar a música, em um volume mais baixo. Na hora do almoço, com maior fluxo, o som vai ao meio-termo: quando o consumidor entra na loja, ele se sente mais calmo em comparação com o som alto lá de fora”, explica Carrilho. “Da tarde até às 20h, temos o pico mais alto de som. Das 20h em diante, novamente o som cai, até o fechamento das lojas, às 22h.”
Além de levar em consideração as horas do dia, pense novamente no tipo de negócio que você administra. “Um negócio que faz massagem precisa de um volume de música diferente do que faz unhas, que estimula a animação e o falatório”, completa Brito Jr., da Ooxy Indoor.

6 — Invista em posts sonoros
Outra estratégia incluída no sound branding são os posts sonoros: no meio da programação, surgem mensagens sobre promoções, dicas e outros serviços oferecidos.
“Isso tem trazido um ótimo resultado. Temos uma cliente que tem uma rede de depilação que começou a anunciar outros serviços, que muita gente nem conhecia. O faturamento dela elevou bastante”, exemplifica Brito Jr.
Isso pode servir para vários negócios: em uma loja bolsas, podem ser transmitidas mensagens sobre como limpar melhor o produto; em um banco, é possível colocar avisos sobre qual aplicação está rendendo mais.
“É uma forma de se comunicar com a clientela. Fale não só de promoções, mas também traga mais conteúdo.”
É preciso encontrar o balanço correto para não incomodar o consumidor, porém. “Quando é um cliente que fica muito tempo, como em um restaurante, podem ser vários avisos espaçados. Em um negócio no qual o cliente fica poucos minutos, é preciso fazer mais planejamento sobre quais informações você quer priorizar.”

7 — Bônus: faça sound branding fora da sua loja e venda ainda mais
O grupo Afeet está hoje testando fazer sound branding inclusive fora das lojas: por meio do Spotify, produz playlists para corrida e treino na academia. Elas são divulgadas para os clientes da Authentic Feet, que costumam praticar tais esportes.
“Quisemos ampliar a experiência deles através de canais online. Assim, mesmo fora da loja termos uma estratégia que complementa nossa tática no ponto de venda”, diz Carrilho.

Fonte: Exame

Morte do MP3? Inventora do formato de música encerra programa de licenciamento


É o começo do fim para o MP3, o formato de arquivo de música mais popular das últimas décadas. A Fraunhofer Institute for Integrated Circuits, fundação alemã que inventou o MP3, anunciou em 23 de abril que encerrou o programa de licenciamento do formato. O motivo: a expiração das últimas patentes.
Isso não significa que os arquivos existentes em MP3 deixarão de funcionar. Teoricamente, mais produtos, serviços e ferramentas poderiam surgir agora, já que não é mais necessário pagar pelas licenças.
A ação da Fraunhofer, na verdade, é simbólica e sinaliza o que os dados recentes sobre streaming já evidenciavam: o formato MP3 simplesmente não é mais relevante, para usuários e empresas.

Como você ouve música?
De acordo com a Fraunhofer, hoje em dia a maioria dos serviços de mídia, como streaming e transmissões de TV e rádio, já usa outros formatos, como o AAC. "Eles conseguem oferecer mais recursos e uma maior qualidade de áudio mesmo em taxas de transmissões de dados menores em comparação com o MP3".

O MP3 está morto. Vida longa ao MP3
A indústria fonográfica foi revolucionada na segunda metade da década de 1990 por conta do MP3:
O MP3 foi uma alternativa leve e com qualidade similar aos CDs;
O formato popularizou os programas de compartilhamento de arquivos P2P, como Kazaa e Napster, que por sua vez geraram uma discussão gigantesca sobre direitos autorais na era digital;
A popularização do MP3 também acelerou o desenvolvimento de aparelhos portáteis, como o iPod, que armazenava milhares de músicas de uma só vez. Depois dele veio o iPhone, que basicamente mudou a forma como a humanidade interage nos dias atuais, então dá para ter uma ideia;
O MP3 e a internet foram e ainda são uma forma viável para artistas independentes divulgarem seu trabalho. O astro pop Justin Bieber foi um deles.

Fonte: G1

Brad Pitt e Angelina Jolie estariam 'reatando', diz revista


O casal Brad Pitt e Angelina Jolie pode estar cada vez mais perto de se reconciliar. A informação é da revista norte-americana Life & Style, que afirmou que os atores têm se encontrado "várias vezes nas últimas semanas e conversam por telefone quase todos os dias".
Segundo a revista, uma fonte ligada ao casal afirmou que "aos poucos, os velhos sentimentos começaram a voltar". "Eles têm falado abertamente um com o outro, como não faziam há anos, e é como se estivessem saindo novamente".
Os rumores foram ganhando força após Pitt ter assegurado à GQ Style estar "limpo". O ator também disse que seus problemas com o álcool e o abuso de substâncias ficaram no passado. "Não tenho segredos, não tenho nada a esconder", afirmou em outra entrevista. Pitt revelou ainda que, desde sua separação, está tentando um diálogo com Jolie para saber como ficará a "nova configuração" de sua família.
Para o ator, "as crianças são tudo". "Eles estão tendo toda atenção, assim como deveria ser", adicionou Brad Pitt, que tem seis filhos com a atriz - Maddox (16), Pax (13), Knox (8), Zahara (12), Shiloh (10) e Vivienne (8).
Em entrevista à GQ Style, o ator admitiu ainda que o consumo excessivo de álcool destruiu seu casamento com Jolie. "Estava bebendo demais", declarou. "Não sou um suicida nem nada parecido. Existe ainda muita beleza no mundo e muito amor. E muito amor para dar".
Pitt se prepara para a estreia de seu próximo filme, War Machine, em 26 de maio, na Netflix. O longa, em que o ator interpreta o General Glen McMahon, conta a história complicada e efêmera de um militar da guerra do Afeganistão.

Fonte: UAI

Atriz Fabiana Karla é assaltada em praia: 'Com arma e tudo'


UAI - A atriz Fabiana Karla foi vítima de um assalto a mão armada, nesta terça-feira (16), na beira-mar de Enseada dos Corais, litoral sul de Pernambuco. Durante a ação, a atriz e suas filhas tiveram os aparelhos celulares levados. Após receber chamado, policiais militares recuperaram o aparelho da humorista. Em vídeo, divulgado pela própria atriz, Fabiana comentou o ocorrido e agradeceu aos policiais pela ação.

Confira nota enviada pela Polícia Militar na íntegra:

"PM recupera celular de atriz e ganha vídeo de agradecimento:
Policiais militares do 18º BPM conseguiram recuperar, de forma rápida, o Iphone 7 da atriz pernambucana Fabiana Karla, sucesso em humorísticos e outras atrações da TV Globo, vítima de assalto a mão armada, à beira-mar de Enseada dos Corais. De tão satisfeita com a ação da PM, a artista resolveu gravar um vídeo para agradecer aos policiais responsáveis pela devolução do aparelho.
Acionada pelo COPOM, uma viatura se deslocou até o local onde ocorreu o crime e Fabiana Karla repassou aos policiais que seu telefone e outros dois de suas filhas haviam sido levados por um indivíduo moreno claro de bermuda. Ela mostrou, ainda, o caminho pelo qual o suspeito havia fugido.
Os policiais seguiram na direção da comunidade Nova Esperança e, após várias rondas, encontraram o aparelho da atriz escondido em um matagal da região, e realizaram à devolução à vítima".

Silvia Buarque, com câncer, é internada com quadro de depressão no Rio


Silvia Buarque deu entrada no hospital São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, com quadro agudo de depressão, no último sábado (13). A filha de Marieta Severo e Chico Buaque estava com ferimentos, segundo informação do jornalista Leo Dias, no programa "Fofocalizando", desta quarta-feira (17). Hospitalizada, a atriz está em tratamento contra câncer, mesma doença que foi diagnosticada em Marcelo Rezende.

ATRIZ ESTARIA CONSCIENTE
Silvia está passando por um tratamento com quimioterapia e reage bem aos medicamentos. A atriz está lúcida e consciente após sua hospitalização e recebe visitas constantes dos pais. Casada com o ator Chico Díaz, Silvia é mãe de Irene, de 12 anos.

Fonte: Purepeople

Atriz Taís Araújo volta a sofrer ataques racistas


247 - Após se recusar a provar um prato com abóbora no programa de Ana Maria Braga, a atriz Taís Araújo foi vítima de ataques racistas na internet na manhã desta quarta-feira (17).
"Era pobre feia continua feia paga esse mico em ser malducada (sic) essa Tais Araujo", escreveu um internauta.
"Comia até pão seco quando morava na favela agora fica fazendo cu doce...", publicou outro. 
"Essa neguinha ta se achando", escreveu outro perfil. 
Taís comentou sobre o programa. "No intervalo eu avisei que não comeria e a Ana aproveitou pra brincar com a situação. Achei tudo muito divertido!", escreveu em resposta a um comentário.
Não é a primeira vez a atriz sofre ataques racistas na web. Em novembro de 2015, ela foi alvo de racismo. No Facebook ela recebeu diversos comentários chamando-a de "macaca", "criola", "cabelo de esfregão", entre outras ofensas. O episódio gerou comoção nas redes sociais, e a hashtag #SomosTodosTaisAraujo tornou-se uma das mais populares no Twitter. 

Na época, ele escreveu no Facebook:
"É muito chato, em 2015, ainda ter que falar sobre isso, mas não podemos nos calar. Na última noite, recebi uma série de ataques racistas na minha página. Absolutamente tudo está registrado e será enviado à Polícia Federal. Eu não vou apagar nenhum desses comentários. Faço questão que todos sintam o mesmo que eu senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena neste país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito. Não vou me intimidar, tampouco abaixar a cabeça".
O racismo no Brasil é crime e, por lei, quem praticar, induzir ou incitar preconceito ou discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional pode ser condenado de um a três anos de prisão e pagar multa.

Relembre alguns crimes e criminosos que chocaram o Brasil

FONTE: BOL; WIKIPEDIA; MEMÓRIA GLOBO; G1; TERRA; EXTRA; UOL

Os criminosos que estão abaixo nesta lista foram notícia em diversos sites de internet, em jornais e revistas no Brasil, e os casos ganharam repercussão até no exterior, seja pelo requinte de crueldade ou pelo tempo máximo que duraram os crimes. Alguns já não são mais lembrado pela mídia, porém não saem da cabeça dos brasileiros.

01. Caso Von Richthofen: é o caso de uma adolescente de classe média, loira, magra, bonita... e má! Essas eram as características de Suzane Von Richthofen que, na madrugada de 31 de outubro de 2002, abriu a casa em que morava com seus pais, a psicóloga Marísia e o engenheiro Manfred von Richthofen, para os irmãos Daniel, seu então namorado, e Cristian Cravinhos, matarem o casal a pauladas.

Suzane von Richthofen ao lado do irmão, Andreas, e dos pais, Marísia e Manfred
Foi tudo muito bem arquitetado, pois antes, Suzane deixou o irmão, Andreas, que tinha 15 anos, numa lan house, e voltou com Daniel e Cristian para simular um latrocínio, roubo seguido de morte, para ter direito de receber toda a herança deixada pelos pais assassinados. Friamente, Suzane não se abalou, pois três dias depois, estava comemorando seu aniversário de 19 anos como se nada tivesse acontecido. Sem saída, os três confessaram o crime no dia 08 de novembro daquele mesmo ano, e em 2006, foram condenados à 39 anos de prisão.

Suzane durante enterro dos pais, em novembro de 2002
Mansão da família Von Richthofen na época do assassinato
Suzane Von Richthofen numa de suas saídas temporárias, em 2016
Agora, Suzane, que cumpre pena numa prisão de Tremembé, interior de São Paulo, conseguiu direito à todas as "saidinhas temporárias" da prisão, e sai de lá até mesmo no dia das mães (??). O nome do namorado da criminosa se chama Rogério Olberg.

Curiosidade: em dezembro de 2004, Suzane teve o pedido de habeas corpus negado, mas em junho de 2005 ele foi aceito, e a moça foi solta no final do mês. Entretanto, após uma polêmica entrevista que deu ao Fantástico "fingindo uma nova imagem", Suzane foi presa novamente, em 12 de abril de 2006. Durante a entrevista, o programa da Rede Globo exibiu trechos que mostram os advogados da criminosa orientando-a a chorar.



02. Caso Isabella Nardoni: em 29 de março de 2008, uma garota, de apenas cinco anos, é jogada do sexto andar do Edifício London, localizado na zona norte de São Paulo. Os culpados, Alexandre Nardoni (o pai) e Anna Carolina Jatobá (a madrasta) estão presos. Ele foi condenado à 31 anos, enquanto Anna irá cumprir 26.

Isabella Nardoni (18/04/2003 - 29/03/2008)
Na época, o pai da garota teria afirmado que houve um assalto no prédio e que a menina teria sido jogada por um dos bandidos. Porém, dias depois, a investigação concluiu que a tela de proteção na janela teria sido cortada para que ela fosse jogada e que havia marcas de sangue em seu quarto.

Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni sendo presos, em 2008
Quarto em que Isabella foi jogada
A mãe, a bancária Ana Carolina Oliveira, de 32 anos, agora é mãe de um menino, Miguel, nascido em 30 de maio de 2016, fruto de seu relacionamento com o administrador Vinícius Francomano, de 29 anos. "Um filho não substitui o outro, mas deixa uma bagagem", disse Ana sobre o filho Miguel.
Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, assim como Suzane, também cumprem pena em Tremembé. Até hoje novas perícias e investigações vão sendo feitas.


03. Caso Daniella Perez: foi um dos mais chocantes no país e o mais notório do século XX, chegando a ganhar repercussão em outros países. O caso aconteceu em 28 de dezembro de 1992, e a vítima foi a atriz com carreira em ascensão Daniella Perez, filha da autora de novelas Glória Perez. A jovem tinha 22 anos, e foi assassinada por 18 golpes de punhal pelo também ator Guilherme de Pádua e a então esposa Paula Thomaz. Daniella estava no ar desde agosto daquele ano na novela 'De Corpo e Alma', escrita pela Glória, e Guilherme era seu par romântico.


Após o crime, a autora ficou afastada por alguns dias da novela, e Gilberto Braga e Leonor Bassères assumiram a responsabilidade de escrever os capítulos e, principalmente, dar uma solução para o desaparecimento dos personagens Bira (Ubirajara) e Yasmin, interpretados por Guilherme e Daniella. As últimas cenas de Yasmin foram ao ar em 19 de janeiro de 1993, no capítulo 146, e como a personagem era dançarina, a saída dela foi explicada como uma viagem de estudos. Já o personagem de Guilherme de Pádua simplesmente deixou de existir, e assim a história prosseguiu.

Guilherme de Pádua preso, sendo levado a julgamento
Os assassinos foram condenados à 19 anos e 6 meses de prisão por homicídio qualificado, com motivo torpe, sendo libertados em 1999. Guilherme e Paula romperam o relacionamento, e ele é o que mais aparece na mídia até hoje. Morando em Belo Horizonte, sua cidade natal e capital de Minas Gerais, e vivendo como se nada tivesse acontecido, o ex-ator casou-se pela terceira vez com a maquiadora Juliana Lacerda.
Paula apareceu em matéria de internet pela última vez no final de 2012, na O Globo. Essa mesma matéria dizia que a ex de Guilherme estudava direito e era aluna do desembargador que a acusou do assassinato.

Paula Thomaz assina à partir do dia em que se separou como Paula Nogueira. Ela se casou com o advogado Sérgio Ricardo Rodrigues Peixoto, com quem teve dois filhos. Ele também adotou Felipe, nascido na prisão, em maio de 1993.



04. Assassinato do casal Liana Friedenbach e Felipe Caffé: o crime aconteceu em Embu-Guaçu, região metropolitana de São Paulo, entre os dias 1º e 5 de novembro de 2003, com os jovens estudantes Liana Bei Friedenbach, de 16 anos, e Felipe Silva Caffé, de 19, torturados e assassinados.
Felipe morreu no dia 02, e Liana três dias depois. Os dois eram namorados, e escolheram passar um final de semana acampando na floresta em um local isolado de Embu-Guaçu, sem o conhecimento dos pais.

Champinha, em 2007, quando foi flagrado num recinto bem confortável cedido pelo governo de São Paulo
Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como Champinha, e Paulo César da Silva Marques, o Pernambuco, seguiam para pescar na região, e assim que viram os jovens, tiveram a ideia de roubá-los. Como não conseguiram dinheiro, decidiram sequestrar as vítimas com a ajuda de outros envolvidos (Antônio Caetano, Antônio Matias e Agnaldo Pires), mantendo-os em cárcere privado em casebres dali mesmo. Nesse período, todos abusaram sexualmente de Liana em forma de rodízio. Pernambuco, no dia 02, matou Felipe com um tiro na nuca e em seguida fugiu para São Paulo. Champinha levou Liana até um matagal no dia 05, dando-lhe golpes de facão no pescoço, várias facadas, e ainda tentou degolá-la. Para finalizar, o assassino golpeou a cabeça da estudante com o lado sem fio do facão e depois a esquartejou.

Liana Friedenbach e Felipe Caffé
Os corpos de Felipe e Liana foram encontrados no dia 10 de novembro. Todos os criminosos foram presos dias depois. Champinha era menor de idade na época e por isso foi encaminhado para uma unidade da Fundação CASA, em São Paulo, onde permaneceu até dezembro de 2006, quando completou 21 anos, a idade máxima por lei que um infrator deve permanecer na instituição.
Champinha entrou para a história policial como um dos assassinos mais violentos do país. Encontra-se internado na Unidade Experimental de Saúde, localizada na zona norte de São Paulo. O site Globo divulgou que São Paulo gasta R$65 mil por mês só com Champinha e mais outro criminoso, e a instituição que abriga somente os dois, tem TV, geladeira e horta.


05. Cárcere de Eloá Cristina: trata-se do sequestro em cárcere privado mais longo registrado pela polícia de São Paulo, que ganhou repercussão no Brasil e no exterior. Eloá Cristina Pereira Pimentel, de 15 anos, teve a casa invadida pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, então com 22 anos, no momento em que fazia trabalhos escolares com mais três colegas, no dia 13 de outubro de 2008, em Santo André, interior de São Paulo. Dois foram liberados, permanecendo no poder de Lindemberg apenas Eloá e a amiga, Nayara Silva.

Eloá Cristina Pimentel durante os momentos de fúria
No segundo dia de cárcere, quase 23hrs da noite, a amiga de Eloá foi libertada, e no dia 15 foi chamada pela polícia para voltar ao local do crime e acompanhar as negociações à distância com Lindemberg, mas ela desobedeceu e voltou ao apartamento para ficar perto da amiga.

Lindemberg Fernandes Alves preso, em 2008
Quatro dias depois, após mais de 100 horas de cárcere, policiais do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) e da Tropa de Choque da Polícia Militar explodiram a porta, como justificativa de terem ouvido um disparo de arma de fogo dentro do apartamento da menor. Eles entraram em luta corporal com Lindemberg, que mesmo assim conseguiu atirar em direção às reféns. Nayara foi baleada no rosto, porém não apresentou grandes riscos, ao contrário de Eloá, baleada na cabeça e na virilha, que saiu inconsciente em cima de uma maca para um hospital da cidade.
Eloá Cristina tinha poucas chances de sobreviver, e no sábado (18 de outubro), não resistiu e faleceu por morte cerebral.
Lindemberg Fernandes foi julgado no dia 08 de janeiro de 2009 e condenado a cumprir pena de 98 anos e 10 meses de prisão, mas para a lei, só ficará preso por no máximo 30 anos. Em 2013, teve pena reduzida para 39 anos e três meses.
Eloá era filha da recepcionista Ana Cristina Pimentel e do ex-cabo da PM Everaldo Pereira dos Santos, que também não tem a ficha limpa. Temendo ser preso, Everaldo não foi ao enterro da filha. Ele já foi acusado de matar o advogado e então presidente do PMDB José Volemberg Lins, em 1989; o delegado Ricardo Lessa e o motorista do delegado, Antenor Costa, em 1991; e sua ex-mulher, Marta Lúcia, com quem foi visto pela última vez antes de ser foragido. Em 2015, Everaldo foi absolvido da acusação de ter matado Celso José Dias, à tiros, em 04 de maio de 1990.


06. Chacina da Candelária: ocorreu em 23 de julho de 1993 e resultou no assassinato de oito jovens sem-teto, sendo seis deles menores de idade. Todos eles dormiam em um local próximo à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro.

Meninos de rua e pedestres olham os corpos de algumas das vítimas da Chacina da Candelária (23/07/1993)
No decorrer das investigações, descobriu-se que os autores dos disparos eram policiais. O caso contou com uma testemunha chave, Wagner dos Santos, um dos sobreviventes da chacina, apesar de ter levado quatro tiros, que o deixaram com sequelas físicas. Em 12 de setembro de 1994, Wagner veio ainda a sofrer outro atentado, na Estação Central do Brasil, e à partir daí, com ajuda do Ministério Público, foi colocado no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas. Agora está morando na Suíça.

Menores sobreviventes da chacina passaram a noite acompanhados da artista plástica Yvonne Bezerra de Melo (23/07/1993)
Sete pessoas foram indiciadas. Marcus Vinicius Emmanuel Borges, ex-policial; Cláudio dos Santos e Marcelo Borges, policiais; Jurandir Gomes França, serralheiro; Nelson Oliveira dos Santos, Marco Aurélio Dias de Alcântara e Arlindo Afonso Lisboa Júnior. Cláudio, Marcelo e Jurandir foram inocentados no processo. Somente Arlindo nunca foi julgado,

Cruz com o nome de todos os mortos na Chacina da Candelária
Corpo de menor vítima do massacre na Candelária (23/07/1993)


07. Sequestro do Ônibus 174: ocorreu no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, em 12 de junho de 2000 às 14h20. Sandro Barbosa do Nascimento, que tinha 21 anos, foi o responsável pelo sequestro do ônibus de modelo Caio Alpha, mantendo 11 pessoas como reféns ao ser interceptado pela polícia. Alguns deles foram libertados no decorrer das horas. Às 18h50, após muitas negociações, decidiu sair do veículo, usando a professora Geisa Firmo Gonçalves, de 20 anos, como escudo humano. Segundos depois, um policial do BOPE tentou alvejar Sandro com uma submetralhadora e acabou errando o tiro, acertando a refém de raspão no queixo. Como se não bastasse, a professora levou ainda três tiros nas costas, disparados por Sandro.



Sandro Barbosa do Nascimento fazendo a professora Geisa Firmo de refém
Geisa, que estava grávida, não resistiu aos tiros e morreu. Sandro foi imobilizado e levado para uma viatura policial, onde morreu asfixiado. Após alegações de que a morte do bandido foi proposital, os policiais responsáveis foram levados a julgamento por assassinato e declarados inocentes.
A linha 174, desde novembro de 2001, mudou de número, passando a ser 158.
O caso foi retratado no documentário Ônibus 174, do diretor José Padilha, em 2002, e no filme Ultima Parada 174, em 2008, do diretor Bruno Barreto.
Sandro também era um dos sobreviventes da Chacina da Candelária, de 1993.


Sandro Barbosa tocando terror dentro do veículo

Sandro Barbosa, na foto, desce do ônibus usando a professora, natural de Fortaleza, como escudo
Sandro, na foto, é levado ao camburão

08. Linchamento de Fabiane Maria de Jesus: a mulher de 33 anos, casada e mãe de dois filhos foi linchada por pelo menos 100 pessoas após ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças para realização de magia negra. O caso aconteceu em Guarujá, interior de São Paulo, no dia 03 de maio de 2014.


Fabiane havia oferecido uma maçã para um menino na rua, e a mãe dele presenciou o momento, acreditando que a mulher fosse a tal sequestradora. E assim foi desencadeada uma fúria coletiva. Fabiane estava segurando um livro preto, que, para os agressores, se tratava de uma obra satânica. Na verdade, este livro era uma Bíblia.
Ao todo, cerca de mil pessoas presenciaram a violência cometida contra a mulher. Cinco pessoas foram presas. Abel Vieira Batalha Junior, Carlos Alex Oliveira de Jesus e Jair Batista dos Santos foram condenados a 40 anos de prisão. Valmir Dias Batista foi condenado a 26 anos, e Lucas Rogério Fabrício Lopes vai cumprir pena de 30 anos na cadeia.


Da esquerda para a direita: Valmir, Lucas Rogério, Alex Oliveira, Jair e Abel Vieira

09. Chacina de Vigário Geral: aconteceu um mês depois da de Candelária. Em 29 de agosto de 1993, a favela de Vigário Geral, na zona norte do Rio, foi invadida por um grupo de extermínio composto por 36 homens encapuzados e armados que arrombaram casas e assassinaram vinte e um moradores. De 51 acusados, só o ex-PM Sirlei Alves Ferreira continua preso.




10. Assassinato do jornalista Tim Lopes: nascido em Pelotas (RS), no dia 18 de novembro de 1950, Tim Lopes era repórter investigativo da Rede Globo desde 1996. Mais uma vez, a emissora se viu em uma grande tragédia, pois em 02 de junho de 2002, o jornalista foi capturado e torturado até a morte por criminosos da favela Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Tim foi até o local movido por denúncias de abuso sexual de menores e tráfico de drogas em bailes funk. Pais reclamavam que suas filhas eram obrigadas pelos traficantes a participarem dos eventos. Enquanto trabalhava na investigação nesta favela, o traficante Elias Pereira da Silva, ou Elias Maluco, e todo o seu bando, descobriu que o jornalista estava com uma microcâmera tentando filmar a venda de drogas no local, e decidiram levá-lo para a Favela da Grota, no Complexo do Alemão, e torturá-lo até morrer. Segundo outros traficantes ligados a Elias, este executou pessoalmente o jornalista com uma espada de samurai, e em seguida esquartejado com facas, e depois queimado entre pneus e gasolina.


Elias Maluco, em 19 de setembro de 2002, quando foi finalmente capturado
Os restos carbonizados de Tim foram encontrados no dia 12 de junho na Pedra do Sapo, e enterrados no dia 07 de setembro no cemitério Jardim da Saudade, zona oeste do Rio de Janeiro.
A caça ao traficante Elias Maluco durou até 19 de setembro, quando finalmente foi capturado. No tribunal, pelo assassinato de Tim Lopes, Elias foi condenado a 28 anos e meio de prisão. Ele agora está preso na penitenciária federal de Mossoró, interior do Rio Grande do Norte.




11. Caso Mércia Nakashima: refere-se ao caso da jovem descendente de japoneses Mércia Mikie Nakashima, que foi trancada dentro do próprio carro, um Honda Fit, afogada e morta na represa de Nazaré Paulista, interior de São Paulo, em 23 de maio de 2010. Mércia desapareceu nesse mesmo dia após participar de um almoço em família, em Guarulhos. O irmão, Márcio, disse que ela deixou a casa da avó, onde aconteceu o almoço, por volta das 18h30, e o trajeto da casa da avó até a de Mércia era de cinco a dez minutos, porém ela não tinha chegado. Os parentes da jovem, que tinha 28 anos, espalharam fotos dela por toda Guarulhos. Antes de sair da casa da avó, Mércia tinha recebido um telefonema que, segundo a família, era o ex-namorado e também ex-sócio dela num escritório de advocacia Mizael Bispo de Souza, o culpado pelo crime. Ele até havia procurado a polícia no dia 27 de maio, mesmo sem ser convocado, e ao saber que era o principal suspeito do desaparecimento da advogada, deixou o prédio sem prestar depoimento.

Márcio chora ao ver o corpo de Mércia submerso na represa de Nazaré Paulista
O corpo de Mércia foi encontrado no dia 11 de junho de 2010, em um avançado estágio de decomposição, um dia depois de ter sido encontrado o seu carro, na represa.
A testemunha, um homem não identificado, estava pescando próximo ao local quando ouviu gritos que pareciam ser de mulher e viu o carro sendo empurrado para entrar dentro da água após uma pessoa ter descido dele.

Mizael Bispo foi responsável por tirar a vida de Mércia Nakashima
Em 27 de julho de 2010, a Justiça pediu prisão preventiva de Mizael Bispo, porém, no dia 05 de agosto, ele já estava solto por conseguir o habeas corpus. Após o Ministério Público reclamar sobre o recurso concedido a Mizael, quatro meses depois uma nova prisão preventiva foi decretada, mas Mizael estava foragido. Ele só se entregou à polícia em 24 de fevereiro de 2012. No ano seguinte, recebeu a condenação de 20 anos de prisão.
O segurança de Mizael, Evandro Bezerra Silva, foi condenado a 18 anos por ser cúmplice na morte da advogada.



12. O atirador do cinema: é assim que ficou conhecido o então estudante Mateus da Costa Meira que, em 03 de novembro de 1999, usando uma submetralhadora, atirou no público que estava assistindo ao filme Clube da Luta numa das salas de cinema do Morumbi Shopping, zona sul de São Paulo. Três pessoas morreram e quatro ficaram feridas. Mateus tinha 24 anos e cursava o sexto ano de Medicina na cidade. Foi preso em flagrante, e condenado na época a 120 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Em 2007, sua pena foi reduzida a 48 anos e 9 meses de prisão, ficando preso no Centro de Observação Criminológica do Complexo do Carandiru, até o presídio ser desativado, em 2002, quando foi transferido para a Penitenciária 2 de Tremembé.

Mateus da Costa Meira ao ser detido, em 1999
Mateus está cumprindo pena desde 2009 em Salvador, onde nasceu e mora parte da família. Começou cumprindo pena na Penitenciária Lemos Brito, onde tentou cometer outro delito. No dia 08 de maio, tentou matar seu colega de cela Francisco Vidal Lopes, de 68 anos, com uma tesoura, porque o homem estava ouvindo a televisão em volume muito alto, sendo autuado por tentativa de homicídio. A Justiça da Bahia, por meio do juri popular, absolveu o estudante da acusação, usando a tese de que ele é um ser humano inimputável por sofrer de doenças mentais comprovadas por atestado médico. Sendo assim, Mateus foi encaminhado para o Hospital de Custódia e Tratamento da cidade, onde cumpre pena até hoje e por tempo indeterminado.

Mateus da Costa Meira engordou na prisão


13. Tragédia do Gran Circus Norte-Americano: em 17 de dezembro de 1961, em Niterói, muitas famílias se preparavam para assistir mais um dia de espetáculo do Gran Circus Norte-Americano. Segundo vários anúncios da época, a companhia circense era a maior de toda a América Latina, contando com 60 artistas, 20 empregados e 150 animais. O circo Norte-Americano havia chegado uma semana antes da estréia e instalou-se na praça Expedicionário, localizada no centro da cidade.
Para a montagem do circo, o dono, Danilo Stevanovich, contratou cerca de 50 trabalhadores. Um deles era Adilson Marcelino Alves, o 'Dequinha', que tinha passagens pela polícia por furto, e apresentava problemas mentais. Trabalhou dois dias e foi demitido. Inconformado, passou a rondar o local em que foi instalado o circo. Quando chegou o dia da estréia, em 15 de dezembro, Adilson tentou entrar no circo sem pagar, mas foi impedido pelo tratador de elefantes, Edmílson Juvêncio. No dia seguinte, Adilson voltou ao circo, provocou o arrumador, Maciel Felizardo, que era constantemente acusado de ser o culpado pela demissão do Dequinha. Os dois começaram a discutir, e Felizardo agrediu o rapaz, que jurou vingança.

Dequinha confessou ter ateado fogo no circo por vingança ao proprietário, Danilo Stevanovich
Já no dia 17, Dequinha se reuniu com José dos Santos, o 'Pardal', e Walter Rosa dos Santos, o 'Bigode', e expôs seu plano de incendiar o circo. Mesmo com um dos comparsas advertindo Dequinha sobre a lotação do espetáculo e risco eminente de morte, ele pôs seu plano em prática. Pardal ficou vigiando o local. Bigode jogou gasolina, e Dequinha colocou fogo. Com três mil pessoas na platéia, faltavam apenas 20 minutos para acabar o espetáculo quando uma trapezista notou o incêndio. Com menos de cinco minutos, a lona do circo, feita de algodão e parafina (embora Danilo dissesse em seus anúncios que era de náilon), derreteu sobre o público, causando a morte de 372 pessoas e depois a de vários feridos, chegando a um número de pelo menos 500, muitas delas ainda crianças. A elefanta Semba salvou o restante dos espectadores ao fugir de sua jaula e fazendo um enorme buraco na lona, servindo de passagem para os demais.

Danilo Stevanovich e outra artista diante da tragédia
O Gran Circus após o incêndio
Prefeitura da cidade estimou em 503 o número de mortos. Na imagem, acontecia o enterro das vítimas. Algumas delas tiveram que ser enterradas em outro cemitério.
Na imagem, pessoas confeccionam caixões para as vítimas do incêndio do Gran Circus
Por coincidência, a classe médica do estado do Rio de Janeiro estava em greve, mas aos poucos foram convocados para atender todas as vítimas. Padres também foram chamados para darem a extrema-unção às vítimas que já sabiam não ter hipótese de sobrevivência.
Dequinha e seus comparsas foram presos no dia 22 de dezembro. Dos três, só Bigode se declarava inocente até o governador Celso Peçanha garantir que conhecia o vendedor da gasolina usada no incêndio.
Em 24 de outubro de 1962, Dequinha foi condenado a 16 anos de prisão com 6 anos de internação em um manicômio judiciário. Bigode também recebeu a mesma sentença de prisão, incluindo 1 ano em colônia agrícola. Pardal foi sentenciado a 14 anos de prisão e a dois em colônia agrícola. Dequinha fugiu da prisão em 1973, mas foi assassinado misteriosamente quase um mês depois.


14. Assassinato de Eliza Samúdio: o réu principal, Bruno Fernandes das Dores de Souza, ou simplesmente Goleiro Bruno, ainda continua sendo notícia em telejornais, revistas e sites de internet. Em fevereiro deste ano, Bruno havia conseguido o habeas corpus por uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello. Como alegria de bandido dura pouco, em 25 de abril, o STF, por três votos a um, decidiu que o goleiro deve voltar a prisão.


Bruno foi preso em 09 de julho de 2010, acusado do desaparecimento e assassinato da prostituta e também amante do goleiro, Eliza Samúdio, de 25 anos. Ela desapareceu quando viajava a convite de Bruno, então jogador do Flamengo, para Esmeraldas, em Minas Gerais, em junho de 2010. A Polícia Civil de Minas Gerais declarou que o jogador era suspeito, pois antes do crime, Eliza contou em depoimento que vinha sendo constantemente ameaçada pelo goleiro depois de ter lhe contado sobre sua gravidez, em 2009. Ela tentava provar na Justiça que o bebê, Bruninho, nascido em 10 de fevereiro do ano seguinte, era mesmo filho do goleiro.
Quando foi preso, Bruno relatou que conheceu Eliza numa festa na casa de outro goleiro do Flamengo. "Era uma orgia só. Tinha mulher, homem, amigas dela, outros jogadores, uma p... Essas festas são comuns no nosso meio".
Bruno também assumiu ter transado com Elisa, que teria engravidado após ocorrer um problema com o preservativo. "Depois que ela disse que estava grávida, fui saber que todo o time do São Paulo a conhecia, que ela já tinha feito filme pornô. Fiquei até preocupado com a minha saúde, tanto que logo depois fiz exame de HIV, mas estava tudo tranquilo".
Em 06 de julho, um menor de 17 anos identificado como Jorge Luiz Rosa, primo do goleiro, além de confessar em depoimento que deu uma coronhada em Eliza, contou que ela, desacordada, foi esquartejada por traficantes a mando do goleiro e dada como comida para cachorros, da raça rottweiler. O goleiro admitiu a mesma coisa em 2013.
Em 29 de outubro de 2010, exames de DNA comprovaram que o goleiro Bruno é mesmo o pai biológico do filho de Eliza. Bruno foi condenado a cumprir pena de 22 anos e 3 meses de prisão. Os outros suspeitos também foram julgados e condenados pelo assassinato. Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, foi condenado a cumprir 15 anos de prisão por cárcere e homicídio de Eliza e ocultação de cadáver. A ex-namorada do goleiro, Fernanda Gomes de Castro, foi sentenciada a cinco anos pelo sequestro e cárcere privado de Eliza e de Bruninho. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, cumprirá pena de 22 anos. A ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, com quem teve duas filhas, foi absolvida das acusações.





15. Caso João Hélio: às 21h30 do dia 07 de fevereiro de 2007, três homens armados preparavam-se para realizar mais um assalto. Eles renderam um carro parado no semáforo com três pessoas, a comerciante Rosa Fernandes, e seus filhos Aline, de 13 anos, e João Hélio, de 6, e deram a ordem para os três saírem do veículo. Rosa e Aline conseguiram abandonar o veículo, mas o menino ficou preso pelo cinto de segurança no lado de fora do carro, de modelo Corsa Sedan, e não conseguiu sair. Rosa tentou ajudar o menino, mas os bandidos arrancaram com o carro, arrastando João Hélio por 7 km rodados em apenas 10 minutos. Vários pedestres e motoristas alertaram os assaltantes e pediram para que eles parassem o carro, mas ignoraram os avisos.

João Hélio faria 7 anos no mês seguinte
Ao estacionar o carro, criminosos abandonaram o veículo com o corpo do menino pendurado do lado de fora em estado irreconhecível, pois durante o trajeto, ele perdeu parte da cabeça, os dedos e as pontas dos dedos.

Os pais do menino João Hélio, Rosa, e Hélcio
O condutor do automóvel, Carlos Eduardo Toledo Lima, de 23 anos, foi sentenciado a cumprir 45 anos de prisão. Diego Nascimento da Silva, de 18 anos, ocupante do banco de passageiros, pegou pena máxima de 44 anos e três meses de prisão. Ezequiel Toledo Lima, de 16 anos, foi condenado a cumprir a medida sócio-educativa por 3 anos em regime fechado, e 2 em semi-aberto. O quarto suspeito de ter participado do assalto, Tiago de Abreu Mattos, de 19 anos, e Carlos Roberto da Silva, de 21, foram condenados a cumprir pena de 39 anos de prisão.




16. Assassinato da família Pesseghini: cinco pessoas da mesma família foram mortas em Brasilândia, interior de São Paulo, na segunda-feira de 05 de agosto de 2013. Após nove meses de investigação, concluiu-se que foi uma dessas cinco pessoas a culpada disso tudo. O menino Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, segundo a polícia, matou a mãe, Andreia Regina, o pai, Luis Marcelo Pesseghini, a avó, Benedita Oliveira Bovo, e a irmã de Benedita, Bernadete Oliveira da Silva, e depois se suicidou.

Marcelo Pesseghini em foto com os pais
O psiquiatra forense Guido Palomba disse que Marcelo havia se matado por causa do fracasso de seu clube de assassinos, chamado Mercenários, que pretendia formar com seus amigos na escola.
Um colega da classe de Marcelo Pesseghini disse que o mesmo, após a chacina, confessou ter matado os pais e que havia ido ao colégio de carro. Marcelo perguntou se o colega queria fugir com ele, mostrando o cartão de crédito que teria pego da avó.
Ainda segundo este colega, Marcelo contou que já tentou matar a avó, mas não continuou porque sentiu "uma coisa ruim no coração". Ela percebeu, e ele lhe pediu que não contasse nada aos pais.
Uma amiga disse que aceitou entrar no grupo Mercenários, mas após ouvir dele que para fazer parte, teria que matar os pais e a diretora da escola, "saiu rapidamente do grupo".
Outro amigo revelou que, "embora Marcelo sempre fosse legal, tinha o hábito de fazer algumas brincadeiras sem graça”, como pegar uma régua e com ela simular que esfaqueava os amigos mais próximos, imitando o personagem principal de seu videogame predileto: "Assassin's Creed" (em português, doutrina dos assassinos).


O atirador de colégio de Realengo
17. Chacina em colégio de Realengo: em 07 de abril de 2011, às 08h30, 12 alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, com idades entre 13 e 16 anos, foram assassinados por um ex-aluno, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos. Outros 13 alunos ficaram feridos. Wellington foi surpreendido por um policial e baleado na barriga, fazendo-o cair da escada e se matar com um tiro na cabeça.

Wellington matou 12 pessoas
Seu corpo foi enterrado no Cemitério do Caju em 22 de abril, após 15 dias no IML. O enterro aconteceu sem a presença de nenhum parente, somente dos coveiros, em uma cova rasa e sem lápide.
O motivo da chacina foi vingança, pois quando ainda era aluno do colégio, sofria bullying constantemente de seus colegas.
A prefeitura homenageou as 12 vítimas colocando seus nomes em 12 creches municipais. As famílias de quatro dos doze adolescentes optaram por doar seus órgãos.



18. Assassinato do índio Galdino Jesus dos Santos: o líder indígena da etnia pataxó-hã-hã-hãe, de 45 anos, foto acima, foi queimado vivo enquanto dormia em um ponto de ônibus em Brasília por cinco jovens, moradores desta cidade, após participar das manifestações do Dia do Índio, em 20 de abril de 1997. O crime causou protestos em todo o país.


Max Rogério Alves, Antonio Novely Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida e Eron Chaves Oliveira foram condenados a 14 anos por homicídio qualificado.
Gutenber Nader Almeida Junior, que era menor de idade à época, foi submetido ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e sentenciado a três anos interno.
Gutenber Nader prestou concurso da Polícia Civil no ano retrasado, mas foi impedido de assumir o cargo pelo crime cometido em 1997.
A praça onde o índio foi queimado passou a se chamar Praça do Compromisso. Lá tem duas esculturas que representam o caso, sendo a primeira que mostra o índio em chamas, e a segunda uma pomba, como o símbolo da paz.


19. Caso Bernardo Boldrini: o garoto de apenas 11 anos desapareceu em Três Passos, em Rio Grande do Sul, no dia 04 de abril de 2014. Seu corpo foi encontrado no dia 14 de abril, dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio no município de Frederico Westphalen, no mesmo estado.


Segundo a polícia, Bernardo foi morto pela madrasta, Graciele Ugulini, e pela amiga de Graciele, Edelvânia Wirganovicz, ao receber alta dosagem de um sedativo das duas. O pai do menino, Leandro Boldrini, e o irmão de Edelvânia, Evandro, também foi preso acusado de envolvimento no crime.


20. Maníaco do Parque: é o apelido de Francisco de Assis Pereira, hoje com 49 anos, conhecido por ter estuprado e matado pelo menos seis mulheres, e tentado fazer a mesma coisa com outras nove, em 1998, no Parque do Estado, em São Paulo, onde foram encontrados os corpos das vítimas.
Foi julgado por homicídio triplamente qualificado, estupro, atentado ao pudor e ocultação de cadáver, sendo sentenciado a 268 anos de prisão em regime fechado.


Para atrair suas vítimas, o maníaco do parque se identificava como um caça-talentos de uma importante revista, oferecendo um cachê para as moças e as convidando para uma sessão de fotos em ambiente ecológico. O próprio afirmava que matou onze mulheres.


21. Maníaco da Bicicleta: é o apelido de Laerte Patrocínio Orpinelli, que nos anos 90, foi capaz de estrangular e matar pelo menos 10 crianças usando requintes de crueldade. De 1995 até 2001, quando foi preso, foram registrados desaparecimentos de 120 crianças de até 12 anos de idade, em 26 cidades que ele visitou.


Orpinelli cometia o crime premeditadamente. Enquanto trabalhava passando graxa nas portas de ferro, escolhia apenas as vítimas que brincavam costumeiramente longe dos pais. Ele oferecia guloseimas de forma gentil, e as levava com ele, prometendo dar mais quando fossem à sua casa. O maníaco dava carona às crianças em sua bicicleta vermelha, e se dirigia à locais fechados e vazios, para que não houvesse testemunhas de seus crimes. Laerte pedia ainda que elas fizessem sexo oral nele, e quando se recusavam, eram espancadas e torturadas até a morte.
As vítimas eram crianças de 03 à 11 anos, de classe média baixa e de ambos os sexos. Os corpos de algumas das vítimas foram encontrados expostos ou cobertos por terra.
O maníaco da bicicleta foi levado à juri popular em 2001 e em 2008 por estupro, atentado ao pudor, homicídio e ocultação de cadáver, dando no total uma sentença de 100 anos de prisão.

Laerte Patrocínio Orpinelli no julgamento que o condenou
Morreu em 03 de janeiro de 2013, aos 60 anos, em decorrência de uma pneumonia, quando cumpria pena na Penitenciária de Iaras (SP), mas a morte foi divulgada treze dias depois. Laerte sofria de hipertensão e diabetes.
A IstoÉ conversou com Laerte duas vezes, com comportamentos diferentes. Na primeira vez, estava irritado, e na segunda, "um amor de pessoa". Na entrevista, ele confessou que se atraía pelas crianças sexualmente falando, assumiu ter matado apenas crianças e se dizia arrependido de seus crimes. "Quero me tratar".


22. Bandido da Luz Vermelha: assim era conhecido o criminoso João Acácio Pereira da Costa, assassinado depois de quatro meses de liberdade durante uma briga de bar, aos 55 anos, em 05 de janeiro de 1998. Foi preso em 1967, acusado de cometer quatro assassinatos, sete tentativas de homicídio e 77 assaltos. Foi condenado a uma pena de 351 anos de prisão, mas como a lei não permite um detento permanecer mais de 30 anos preso, foi solto em 1997, voltando para sua cidade natal, Joinville.
Tinha uma obsessão por vestir roupas vermelhas, ganhando notoriedade e chegando a dar autógrafos para quem lhe pedia. Para cometer seus crimes, João usava uma lanterna com facho de luz vermelho para intimidar suas vítimas


23. Caso dos Meninos Emasculados: 42 meninos foram assassinados e tiveram seus órgãos genitais extirpados pelo ex-mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, hoje com 52 anos. 30 desses meninos eram do Maranhão. Os outros 12 foram do Pará. O que tinham em comum eram apenas pertencer a famílias humildes. Os meninos tinham idades entre 4 e 15 anos, e foram assassinados entre 1989 e 2004, quando foi preso2.


Francisco atraía suas vítimas para um matagal, chamando-as para comer, e lá começava o ritual macabro, matando e emasculando-as.
Descoberto e levado ao tribunal, foi condenado a 385 anos de prisão.

24. Assassinato de Sandra Gomide: ocorreu em 19 de agosto de 2000 quando a jornalista tinha 32 anos, no haras de seu pai. O responsável pela morte de Sandra foi o ex-namorado Antônio Marcos Pimenta Neves, hoje com 80 anos. O relacionamento era bem aceito pelo pai, embora Antônio tivesse idade para ser pai de Sandra, e durou quatro anos, quando ela acabou com tudo.


O crime foi motivado pela não aceitação do fim do namoro e porque Sandra estava apaixonada por outra pessoa. A jovem levou dois tiros, um nas costas e outro no ouvido.
Depois do que fez, Antônio perdeu seu diploma de advogado da OAB, Ordem dos Advogados no Brasil, depois de 35 anos de formado. Ele começou a cumprir pena somente em 2011 depois de muitas liminares que suspendiam as ordens de prisão, e só em 2016 que lhe foi concedido o benefício do regime aberto pelo seu "bom comportamento".


25. Assassinato da missionária Dorothy Stang: a missionária católica norte-americana naturalizada brasileira tinha 73 anos quando foi assassinada com seis tiros na manhã de 12 de fevereiro de 2005 em Anapu, no Pará.


O motivo foi disputa de terras. Quatro pessoas foram condenadas. O mandante do crime, Vitalmiro Moura, foi julgado três vezes. O primeiro julgamento o condenou a 30 anos de prisão. No segundo, Vitalmiro foi absolvido. Na terceira vez em que foi aos tribunais, o juri popular sentenciou Vitalmiro novamente a 30 anos.
O corpo da missionária, nascida em Ohio, foi enterrado em Anapu.


26. Assassinato de Chico Mendes: o seringueiro, ativista e ambientalista de 44 anos, uma semana depois de seu aniversário, foi alvejado com tiros de escopeta quando saía para tomar banho nos fundos de sua casa, em Xapuri, no Acre. Ele denunciara antes ao Jornal do Brasil que vinha sendo ameaçado constantemente de morte, mas a direção do jornal se recusou a publicar a matéria.


Os responsáveis pela morte de Chico, Darcy e Darly Alves Ferreira, pai e filho, foram condenados a 19 anos de prisão, mas cumpriram menos de 10. A testemunha chave da morte de Chico Mendes era Genésio Ferreira da Silva, 13 anos, empregado da fazenda de Darly.
Os bandidos conseguiram ainda um novo julgamento, mas a condenação foi mantida. Pai e filho fugiram da cadeia em fevereiro de 1993. Darly foi capturado em junho de 1996, e Darcy cinco meses depois.

Darly Alves e seu filho, Darcy, durante julgamento da morte de Chico Mendes em 1990
Na época de sua morte, Chico era casado com Ilzamar Mendes, com quem teve dois filhos, Elenira e Sandino, à época com quatro e dois anos de idade. Era pai de Ângela, que tinha 19 anos, fruto de seu primeiro casamento.
Ilzamar e Elenira criaram a ONG 'Instituto Chico Mendes' para desenvolver projetos sociais e ambientais no Acre.


27. Caso Yoki: refere-se à morte do diretor executivo da empresa alimentícia Yoki, Marcos Kitano, de 42 anos. Ele foi assassinado com um tiro na cabeça de pistola e esquartejado pela esposa Elize Matsunaga, então com 30 anos. Elize colocou o corpo de Marcos em malas de viagem, e disse também que não houve participação de ninguém no crime, ocorrido entre 19 e 20 de maio de 2012.
O corpo de Marcos Kitano foi encontrado dentro de sacos plásticos em Cotia, na Grande São Paulo.
Marcos e Elize se conheceram pela internet quando ele ainda era casado e tiveram uma filha, que à época do crime tinha apenas 1 ano.
A ré foi condenada em dezembro do ano passado a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão. O motivo do crime ter acontecido foram desconfianças de que Marcos estava sendo infiel ao casamento.


Empresário Marcos Kitano Matsunaga foi esquartejado pela própria esposa em maio de 2012


28. Chico Picadinho: é assim que era chamado o criminoso Francisco da Costa Rocha, que esquartejou duas mulheres, uma em 1966 e outra em 1976, cortando seus restos mortais em pedacinhos, no sentido literal da palavra.

Chico Picadinho no período em que cometeu os crimes
Sua primeira vítima foi a austríaca Margareth Suida, uma bailarina que vivia há muitos anos no Brasil que eventualmente fazia programas. Após beberem muito, Francisco a convidou para transar no apartamento que dividia com seu colega da Aeronáutica. Após a relação sexual, começou a estrangular a moça, e matou-a de enforcamento com cinto. Caio soube do homicídio e avisou ao delegado, que prendeu Chico.
Dez anos depois, já liberado por bom comportamento, tentou matar a prostituta Rosemarie Michelucci, que se defendeu com chutes, mordidas, socos e gritos. Apesar de ter levado uma facada, Rosemarie escapou das mãos de Francisco. Ângela Silva, também prostituta, não conseguiu escapar. Os dois beberam muito e depois acertaram fazer um programa. Francisco a levou até o apartamento que alugou havia alguns meses, e após o ato sexual, a moça foi espancada e enforcada com um cinto pelo homem. Depois de tudo, Francisco tentou se livrar das partes do corpo através do vaso sanitário, mas não conseguiu, se vendo assim obrigado a cortar mais ainda as partes. Acabou fugindo para o Rio de Janeiro, sendo denunciado mais uma vez por Caio e capturado depois de 28 dias, em uma praça de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Na hora, Francisco lia uma revista que falava de sua vida de crimes.
Fora das ruas desde então, Chico Picadinho cumpre pena na Casa de Custódia de Taubaté, interior de São Paulo, por decisão da Justiça com finalidade médica, pois na época do segundo crime, ele foi apontado com personalidade sádica e psicopática.

Chico Picadinho nos dias atuais