terça-feira, 19 de setembro de 2017

#DanceMania - Good Times, sucesso de Chic, releitura de Seamus Haji em parceria com Mark Knight & Funkagenda


Em 2010, mais um sucesso aparecia! É a releitura da música Good Times, na versão dos DJs Seamus Haji, Mark Knight e Funkagenda. Essa música fez muito sucesso nos anos 1970 na era disco. A versão de Haji e companhia foi divulgada no Brasil pela gravadora Building Records, sendo selecionada para as coletâneas Skol Sensation 2010 - Ocean Of White, Planeta DJ - Hits 2010 e Spirit Of London White - Vol. 6

Série 'Filhos da Pátria' mostra as falcatruas no Brasil após a Independência


Pacheco é um corrupto nato, que engendra esquemas escusos envolvendo recursos públicos com a ajuda de colegas em seu ambiente de trabalho. Ele bem poderia estampar os noticiários atuais, em tempos de delação premiada, mas Pacheco é um personagem de época, da nova série da TV Globo, Filhos da Pátria, situada no século 19, mais precisamente na fase pós-independência no Brasil.
Com criação e redação final de Bruno Mazzeo e direção artística de Mauricio Farias, o seriado, que estreia nesta terça-feira, 19 - depois do último episódio de Sob Pressão -, tem início no dia 8 de setembro de 1822. E escancara, pelo filtro do humor, o DNA da corrupção no Brasil.
"É uma tentativa de a gente, por meio da comédia, investigar os impulsos corruptos que ficam evidenciados na história da política brasileira desde sempre. Mas agora a gente está num momento de xeque-mate, e isso me parece bom: saber o nome das pessoas e o volume do dinheiro envolvido nas atitudes corruptas contra nós", afirma Matheus Nachtergaele, o intérprete de Pacheco em Filhos da Pátria, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo".
"Fazendo a série, a ficha que me caiu claramente foi como nós não aproveitamos jamais nenhum momento histórico para transformar o Brasil em algo nosso. O Brasil sempre é um negócio, onde se visa ao lucro absoluto de alguém. Alguém que não somos nós", completa o ator, um dos grandes artistas de sua geração, com talento para transitar entre o drama e a comédia.
Para colocar suas falcatruas em prática, Pacheco, que trabalha no Paço Imperial, precisa da colaboração de uma rede igualmente corrupta. E atrai para o esquema o ingênuo português Geraldo Bulhosa (Alexandre Nero), casado com a ambiciosa brasileira Maria Teresa (Fernanda Torres), e pai do alienado Geraldinho (Johnny Massaro) e da jovem feminista Catarina (Lara Tremouroux). Geraldo é também funcionário do Paço, fazendo a intermediação nas relações entre Brasil e Portugal.
No entanto, com a Independência do País, ele acredita que vai perder seu cargo oficial. Ao mesmo tempo que se sente inseguro e desprestigiado, Geraldo é pressionado pela mulher, que quer ascender socialmente - e financeiramente. "A fábula do Bruno (Mazzeo) é: agora que eles (portugueses) foram embora, é ‘nois’. Mas não para nós: para o negócio, para os sócios. E o Pacheco é esse agente da ideia corruptora, é o cara que vai ensinando e seduzindo Geraldo a lucrar com os negócios escusos."
Segundo Matheus, quando o personagem de Nero "abre os olhos", ele se dá conta que existe uma rede grande, que passa pelo clero, pelos militares, pelos negociantes. "Ele percebe que existe uma confraria de pessoas que estavam esperando só Portugal sair para tomar o lugar. O Pacheco vai apresentar o desamor e as práticas corruptas para Geraldo, que vai ser altamente estimulado pela mulher."
Para o ator, Geraldo tinha a opção de não entrar nesse jogo - tal e qual personagens da vida real. "Ele é corrompido. Podia sair ou denunciar, por exemplo, mas ele vai entrando. A princípio, parece que está coagido, que vai sendo 'obrigado'. A prática corrupta vai invadindo tudo. É preciso que se saia disso. É difícil, porque tem benefícios. A série é sobre isso, sobre esse DNA da corrupção no Brasil, como ele vai se espraiando e como é difícil escapar. O ideal era Geraldo escapar, mas ele não escapa. Ele fica", conta Matheus, que ainda excursiona pelo País com seu monólogo, Processo de Conscerto do Desejo, está divulgando seu novo filme, A Serpente, em festivais de cinema, e se prepara para começar a ensaiar, em outubro, uma nova série da Globo, Cine Holliúdy, "sob a batuta de Guel Arraes".

Toque feminista
E quais foram as inspirações para Matheus criar seu Pacheco em Filhos da Pátria? As referências devem ter sido muitas? O ator dá risada: "Basta estar vivo no Brasil", ele responde. "A parte do artesanato do ator é você entender a corrupção em você, o desamor em você, e poder demonstrar. Mas tudo num clima de alegria, o bastidor (da série) era muito inteligente, gostoso e saboroso."
Em meio a tanta lama, despontam ainda figuras combativas dessas práticas na trama, como Lucélia (Jéssica Ellen), escrava da família Bulhosa, e a idealista Catarina (Lara Tremouroux), a já citada filha caçula do casal. "São as duas meninas mais jovens. Achei um toque feminista bonito, elas se apercebem da sujeira da situação na qual estão metidas", observa ele. E o humor, mais uma vez, deverá se mostrar como uma poderosa ferramenta de crítica. Matheus concorda. "O próprio (filme) Auto da Compadecida, na minha opinião, é altamente político. O João Grilo (papel de Matheus) e o Chicó (de Selton Mello) sobrevivem aos poderes institucionalizados, eles são sobreviventes", lembra Matheus Nachtergaele.
"Acho que Filhos da Pátria devolveu, para nós, um sentido gostoso no fazer televisão. É uma comédia com uma crítica social - apesar de ser de época - tão absolutamente urgente. É um nó na garganta que a gente gostou tanto de poder desatar. Estou bem feliz com o personagem, mas, principalmente, com essa possibilidade de fazer TV preenchido de sentido". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Boris Casoy é condenado e paga indenização a gari por ofensa em jornal; saiba o valor


TV Foco - No fim de 2009, no Jornal da Band, o jornalista Boris Casoy teceu um comentário que, segundo ele, foi mal interpretado pelo público.
“Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”, disse Boris no jornal em 31/12/2009. Uma falha técnica no áudio foi a responsável pelo vazamento da frase.
A frase do âncora se referia aos garis José Domingos de Melo e Francisco Gabriel de Lima que apareceram em uma vinheta desejando feliz Natal.
No dia seguinte ao ocorrido, Casoy se desculpou durante o jornal que apresentava: “Ontem, durante o intervalo do Jornal da Band, num vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz que ofendeu os garis. Por isso, quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do Jornal da Band”.


SOBRE A INDENIZAÇÃO AOS GARIS:
Casoy indenizou o gari José Domingos de Melo, que o processou em 2010 por se sentir ofendido após o comentário. O apresentador acaba de pagar o valor de R$ 60 mil a ele.
O depósito foi realizado em 28 de agosto. José Domingos foi representado na Justiça pelos advogados da Femaco, federação que protege os garis do Estado de São Paulo, de acordo com o UOL.
Em 2013, vale dizer, Casoy foi condenado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) a pagar R$ 21 mil ao gari, mas o valor atualizado e corrigido chegou a R$ 60 mil, já depositados por Boris.
“Fui abordado pela equipe da Bandeirantes solicitando que desejasse felicitações de ano novo para veiculação na TV, mas não imaginava que minha participação no programa renderia deboche, preconceito e discriminação”, disse o gari ao UOL.
Agora, com o valor da indenização, ele diz que pretende ajudar a mãe de 75 anos, que vive em Pernambuco, reformar sua casa e oferecer um churrasco para os amigos do trabalho.

Netflix compra direitos de exibição de filme sobre Edir Macedo


Nada a Perder, filme sobre o líder religioso Edir Macedo, será disponibilizado nos 190 territórios onde a Netflix atua três meses depois do lançamento do longa-metragem nos cinemas. De acordo com o colunista Flávio Rico, do UOL, a transação envolveu o maior valor já pago pela gigante do ramo do streaming por um filme com diálogos em língua não-inglesa.
Segundo Rico, o acordo foi arquitetado por Douglas Tavolaro, vice presidente de jornalismo da Rede Record, empresa que tem Macedo como proprietário desde o começo da década de 1990.
A cinebiografia do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, denominação neopentecostal que se tornou símbolo da chamada Teologia da Prosperidade e tem uma história marcada por escândalos, tem potencial de se tornar mais um sucesso de público. Os Dez Mandamentos - O Filme, produzido pela Record com base em uma novela da emissora, teve uma carreira no circuito comercial pautada por controvérsias, mas atingiu a marca de 11,3 milhões de ingressos vendidos, superando Tropa de Elite 2 como a produção nacional com o maior número oficial de espectadores nos cinemas em todos os tempos.
Segundo o UOL, depois que entrar no catálogo da Netflix, Nada a Perder terá cinco anos de exclusividade no serviço de streaming, ficando de fora de outros serviços de VOD.
A cinebiografia de Macedo foi dividade em duas partes. Com direção de Alexandre Avancini, Nada a Perder - Parte 1 estreia nos cinemas no dia 1º de fevereiro de 2018. Petrônio Gontijo interpreta o papel principal em um elenco que também conta com Dalton Vigh, Beth Goulart, André Gonçalves e Day Mesquita.

Fonte: Adoro Cinema

Prefeitura de São Paulo quer taxar Spotify e Netflix a partir de 2018


Serviços como Spotify e Netflix podem ficar mais caros para os moradores de São Paulo. A prefeitura da cidade enviou uma proposta para a Câmara dos Vereadores para tributar as plataformas de streaming de áudio e vídeo, e a cobrança da nova taxa pode começar a valer já em 2018.

A proposta de lei enviada pelo prefeito João Doria (PSDB) à Câmara dos Vereadores de São Paulo regula a cobrança de uma taxa de 1,09% para empresas do setor de streaming que atuam na cidade. A medida segue a lei complementar nº 157 sancionada no ano passado pelo presidente Michel Temer, que definiu que municípios podem tributar esses serviços.
Não é apenas o setor de streaming que deve ter alteração nos impostos. O setor de informática, por exemplo, teve alíquota equalizada em 2,9%. Antes, a taxa variava de 2% a 5%. No entanto, serviços como Netflix e Spotify são os principais alvos do projeto de lei, e 90% do que a prefeitura pretende arrecadar com o tributo deve vir dessas empresas.
Ainda não há um posicionamento das empresas do setor sobre a nova taxa, e ainda é incerto se isso será cobrado do cliente final com aumento de assinatura ou não.
Ao UOL, o secretário da Fazenda da cidade de São Paulo, Caio Megale, explicou que o município só está se adequando à legislação federal. "Estamos fazendo a regulamentação da lei federal, que temos que seguir até por questão de probidade administrativa", explicou.
No final de 2016, o presidente Michel Temer sancionou uma lei que definiu a taxação do ISS para serviços de streaming. Outra nova cobrança está sendo estudada para o setor: é a "Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional" (Condecine), que pode gerar R$ 300 milhões para os cofres nacionais.

Fonte: Olhar Digital

Taylor Swift é processada por suposto plágio na música “Shake It Off”

Portal Pop Line - Taylor Swift lançou a música “Shake It Off” em 2014, que rapidamente virou um imenso sucesso e serviu como o primeiro single do premiado e multiplatinado álbum “1989”. Mas foi somente agora que a dupla de compositores Sean Hall e Nathan Butler, que já trabalhou com Backstreet Boys, Justin Bieber e Maroon 5, para nomear alguns, resolveu processar a cantora por suposto plágio em “Shake It Off”.
Segundo eles, Taylor copiou um trecho da música “Playas Gon’ Play”, composta por eles e gravada pelo grupo de garotas 3LW.
Para Sean e Nathan, os versos “The playas gon’ play/ Them haters gonna hate”, da música deles, são bem parecidos com “Cause the players gonna play, play, play, play, play/ And the haters gonna hate, hate, hate, hate, hate”, de Taylor Swift. Por isso, eles pedem 20% dos lucros gerados por “Shake It Off”.

Procurado pela revista Billboard, um representante de Taylor Swift discorda da acusação. “Essa é uma afirmação ridícula e nada mais do que uma tentativa de conseguir dinheiro. A lei é simples e clara. Eles não têm um caso”, afirmou.

Conheça a quarta integrante das Meninas Superpoderosas!


Durante toda a vida, você acreditou que eram apenas três heroínas. Mas, na verdade, são quatro! No último fim de semana, o Cartoon Network apresentou a irmã mais velha das Meninas SuperPoderosas: conheça Bliss!
Durante o telefilme The Powerpuff Girls: Power of Four, foi revelado que Professor Utônio criou uma garotinha com o elemento químico W (diferente do famoso elemento X), mas a pequena não conseguia controlar seus poderes ao ficar assustada ou animada. Após um acidente que destruiu sua casa, ela fugiu - ficando desaparecida durante anos. Se isso já não fosse chocante o suficiente, Bliss ainda era melhor amiga de Macaco Louco, na época que ele era assistente do professor.


Agora, as quatro irmãs vão se unir na luta contra o crime na cidade de Townsville! Adolescente, Bliss ainda está aprendendo a lidar com suas habilidades como vôo, força, telecinesia e teletransporte. Além de ser negra numa bela ação de representatividade, a nova personagem tem lilás como sua cor oficial - assim como a falecida Bunny.
Por enquanto, Bliss não ganhou data para chegar ao Brasil, mas os fãs já podem tentar descobrir qual será seu nome nacional. Alegrinha? Bacaninha? Bem, pelo menos, sabemos que será no diminutivo...

64% dos brasileiros acreditam que a música é parte importante da vida, afirma Kantar IBOPE Media

A música está em todo lugar: nas festas com os amigos, animando a série de exercícios, no caminho para o trabalho e para relaxar em casa. De acordo com o Target Group Index, solução da Kantar IBOPE Media, 64% dos entrevistados concordam com a frase “a música constitui parte importante em minha vida” – indício de que a música é muito mais do que o ato de apertar play. Acompanhar o trabalho do seu artista favorito é parte desse ritual. Entre os que consideram a música parte importante da vida, 20% afirmam que vão a shows. Destes, 76% frequentam casas de espetáculos, 55% vão a shows ao ar livre e 48% assistem a shows em estádios.
A música tem o poder de atrair pessoas em todos os meios: 62% dos entrevistados do Target Group Index declararam ouvir música no rádio e o interesse pela programação musical também chega a TV. Em levantamento realizado entre janeiro e agosto deste ano, 72% das pessoas assistiram ao menos um minuto de programação musical nas 15 regiões metropolitanas onde a audiência de televisão é aferida regularmente pela empresa. Esse número equivale a mais de 49 milhões de telespectadores na TV aberta e por assinatura.
Levando em consideração somente a audiência da TV aberta, Fortaleza e Recife são os mercados que mais se destacam no consumo de programação musical: 74% dos indivíduos da Grande Fortaleza e 73% dos telespectadores da Grande Recife assistiram ao menos um minuto do gênero.


O levantamento de audiência levou em conta os programas que têm a música como foco principal de seu conteúdo. Os programas classificados por esse gênero podem apresentar clipes musicais, shows, reportagens e entrevistas com os mais diversos representantes do cenário musical local, nacional ou internacional. Neste tipo de programa, não há competição e/ou disputa de prêmios como nos formatos de realities shows.

Fonte: Sopa Cultural

Professora recebe advertência por usar roupa "inapropriada" e internet não entende a razão


Uma foto de uma professora que leciona para uma turma de 4ª série viralizou no Facebook por motivo que muitos ainda estão tentando entender. A página Mojo foi quem postou a imagem onde a mulher aparece usando vestido cinza um pouco acima do joelho, meias pretas e botas de cano alto.
“Essa roupa é inapropriada para uma professora de quarta série? Pois ela foi advertida a não usar isso na escola novamente”, dizia a legenda. A professora teve a identidade preservada e uma chuva de comentários saíram em sua defesa.
Alguns apontaram que as botas é que sexualizaram o look, fazendo alusão a personagem de Julia Roberts em Uma Linda Mulher, mas a maioria concordou que não havia nada demais com a roupa da mulher.
“Eu acho que ela está ótima. Eu sinto que se ela estivesse usando uma legging por baixo e sapatos baixos, ninguém diria nada. Mas é apenas o estigma ligado às botas”, disse uma internauta.


Fonte: Yahoo

Para juristas, decisão que permite tratar homossexualidade é absurda e marca retrocesso


A liminar deferida pelo juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho na sexta-feira (15), no Distrito Federal, que permite aos psicólogos oferecerem tratamento contra homossexualidade tem repercutido e causado revolta. O Conselho Federal de Psicologia(CFP) divulgou uma nota em que se posiciona contra a decisão da Justiça Federal e afirma que irá recorrer. Além disso, grupos ativistas LGBT, como o Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero e a Aliança Nacional LGBT afirmaram que ingressarão no processo para reverter a decisão.
Como apontam especialistas ouvidos pelo Justificando, a decisão atenta contra os Direitos Humanos, além de princípios éticos profissionais da profissão de psicólogo, como fica nítido na Resolução 01/1990 do CFP, em que foi acordado que profissionais da área “não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados”. Deste modo, o conselho de ética proíbe qualquer ação discriminatória que sugira algum tipo de “cura” para homossexuais.
Ainda de acordo com o a resolução, “os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas”.
Entretanto, apesar de ser algo que já há muito foi superado pelos debates em direitos humanos e pela medicina – vale dizer que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças em 1990 – o juiz suspendeu em liminar os efeitos da Resolução 01/1990, ao alegar que a proibição de atuar em favor da “cura gay” atentaria contra a liberdade profissional dos psicólogos.
O caso despertou intensa revolta. Ao Justificando, o Doutor em Direito Constitucional, Professor na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Alexandre Bahia, afirmou que a decisão do juiz é absurda e retoma conceitos há muito ultrapassados:
“Essa decisão é absurda: ela retoma conceitos já há muito superados, seja aqui seja fora do País. Falar em permissão de tratamento para pessoas homossexuais usando a desculpa da “egodistonia” distorce conceitos, mais uma vez, há muito debatidos e definidos. (…)
O juiz que deu a liminar parece desconhecer as dúzias de Normas de Direito Internacional – seja OEA, ONU, OPAS/OMS que, reiteradamente, têm falado contra terapias de ‘cura’ da homossexualidade. Associações Médicas e de Psicologia, do Brasil, dos EUA, da Europa, etc., há anos reúnem centenas de pesquisas e artigos mostrando que tais terapias são não apenas enganosas mas desastrosas para os que a ela são submetidos” afirmou o professor.
O Professor Doutor de Direito na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Renan Quinalha, em seu perfil no Facebook criticou a decisão e afirmou que acionará o Conselho Nacional de Justiça contra o magistrado: “Depois de décadas de luta pela despatologização, ressuscita-se o discurso da cura de uma doença. A decisão (…) é exemplo perfeito disso. Vamos denunciar o juiz ao CNJ e divulgar bastante esta notícia absurda. A farra do Judiciário conservador que decide contra a lei precisa acabar”afirmou.
A Advogada, Mestre em Direito pela PUC/SP e co-fundadora da Rede Feminista de Juristas, Mariana Serrano, também discordou da decisão, a qual qualificou como “gravíssima” – “eleger a ‘manutenção a liberdade de pesquisa’ em detrimento da vedação a práticas de tortura física e psicológica e estigmatização de toda uma parcela populacional importa em violação gravíssima aos direitos humanos” – afirmou.
Mariana lembrou ainda dos efeitos da decisão para quem é constantemente invisibilizado no debate LGBT, como pessoas bissexuais:“outro fator relevante, é que a forma como essa informação tem sido veiculada pela mídia reproduz o apagamento da bissexualidade, ironicamente na semana da visibilidade bissexual. Pessoas bissexuais também são estigmatizadas com a patologização de orientações não-heterossexuais, e a mídia tem falhado lembrar que existimos” completou.
No Twitter repercutiu a hashtag #HomofobiaÉDoença, a qual até o momento da publicação da matéria estava em primeiro lugar nos trending topics mundiais.

A Homosexualidade NÃO é uma doença, a homofobia SIM. #LGBTNãoÉDoença#HomofobiaÉDoença pic.twitter.com/WTEA0otujc

— LESBICALIZOU‍ (@_lesbicalizou) 18 de setembro de 2017

“Você Decide” voltará ao ar com tabu no primeiro episódio


Definido a volta do “Você Decide”, a Globo já escolheu qual tema será retratado no primeiro episódio. O público, assim como na primeira versão, poderá escolher o suicídio assistido como um dos finais da história, que será protagonizada por Osmar Prado e Eucir de Souza.
Patrícia Kogut, do O Globo, informa que eles serão pai e filho no programa. O elenco do programa, além dos dois atores, está sendo fechado e os trabalhos para construção do cenário também estão em fases finais. A última vez que o público assistiu ao “Você Decide” na emissora foi em 2000.
Novamente, o final da história poderá ser escolhido por ligação. Além disso, como não podia deixar de ser, a internet também será um meio do telespectador dar seu voto entre as opções. No antigo “Você Decide”, um placar no estúdio contabilizava os votos em tempo real.

Fonte: Registro POP