segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Ex-funcionário do Carandiru guarda objetos dos presos para criar um museu


Folha de São Paulo - Ronaldo Mazzotto de Lima tem 50 anos e trabalhou como agente penitenciário na Casa de Detenção de São Paulo durante nove anos, e guardou em sua casa mais de 5 mil peças utilizadas e criadas por aqueles que ficaram presos no presídio. "Comecei a coleção logo que entrei no Carandiru. Achava que aquilo ali iria acabar um dia, e eu teria minha história", conta Mazzotto, que pedia autorização à direção do complexo para isso.
Ele começou a trabalhar no Carandiru um ano após o Massacre do Carandiru, ocorrido na tarde do dia 02 de outubro de 1992. Seu objetivo ao juntar os objetos utilizados pelos presos é criar um museu itinerante, para ser apresentado nas escolas e nas faculdades, com a intenção de ensinar aos estudantes que o mundo do crime não é legal. Esse sonho de Ronaldo não virou realidade por falta de dinheiro e de apoio, mas enquanto isso, ele apresenta as peças para curiosos que aparecem na cidade onde morra, em Serra Azul, interior de SP. "Muitos policiais da região passam em casa para ver o material e tirar fotos".
Ronaldo Mazzotto já foi refém de rebeliões diversas vezes, inclusive no Carandiru, onde segundo os próprios detentos de lá, isso acontecia com frequência.
Os colegas de trabalho do agente foram contra a ideia da coleção. "Diziam que eu era louco por ficar catando coisas do lixo e guardando aquilo dentro de casa. Mas hoje tenho orgulho de minha coleção".
Veja as fotos de alguns dos objetos colecionados por Ronaldo:

Foto 1 - Armas brancas
Foto 2 - Bíblia usada para esconder arma
Foto 3 - Forno de microondas de papelão
Foto 4 - Aparelho de tatuar
Foto 5 - Telefones celulares apreendidos em revistas
Foto 6 - Aquecedor de marmitas
Foto 7 - Maquete da Casa de Detenção criada pelos presos em troca de maços de cigarro








Mais sobre o Massacre do Carandiru
A rebelião do dia 02 de outubro de 1992 começou após uma briga entre dois presos, que resultou em ferimentos graves em um deles. Os carcereiros negaram socorro, o que gerou revolta em outros presos que estavam ali.
Assim que soube da confusão, o então diretor do complexo, José Ismael Pedrosa (assassinado em 2005), acionou a Polícia Militar, que já chegou lá dentro atirando com balas de verdade. Ao todo, 111 presos foram assassinados, mas os sobreviventes afirmam que o número é maior que 200.
A Casa de Detenção foi demolida em 2002, dando lugar ao Parque da Juventude, um dos lugares mais frequentados de São Paulo.

Das famílias dos 111 presos mortos no Massacre do Carandiru, apenas 43 foram indenizadas

Complexo Penitenciário do Carandiru após a demolição, em 2002
Há 25 anos atrás, 111 detentos foram mortos por policiais militares armados no episódio que ficou conhecido como Massacre do Carandiru, na Casa de Detenção de São Paulo. O complexo penitenciário não existe mais desde 2002, quando foi implodido, dando lugar ao Parque da Juventude, mas essa longa novela ainda não teve fim.
O G1 publicou que, das famílias dos 111 mortos, apenas 43 foram indenizadas, número que não chega perto nem da metade. A pesquisa foi feita feita pela professora de direito Maíra Rocha Machado. "Não houve esforço nem por parte do estado em lidar com o que ocorreu", explica ela, que integrou um grupo de pesquisa para analisar as páginas do caso.

Protesto de 2012 em São Paulo relembra o nome dos 111 mortos no Massacre do Carandiru
A procuradoria geral do estado se pronunciou, afirmando que o processo de indenização das outras famílias das vítimas ainda está correndo na justiça, inclusive o julgamento dos PMs envolvidos no massacre.

Relembre o caso

Policiais chegam para conter a rebelião, em 02/10/1992
Aconteceu em 02 de outubro de 1992 no Pavilhão 9 da Casa de Detenção da cidade. Tudo começou com uma briga entre dois detentos, que resultou em um deles ferido e na omissão de socorro por parte dos carcereiros, revoltando assim todos os presos que estavam ali. A PM foi acionada pelo diretor do complexo, José Ismael Pedrosa, e comandada pelo Coronel Ubiratan Guimarães. Ambos foram assassinados em 2005 e 2006, respectivamente.

Multidão lota a frente da Casa de Detenção, alguns curiosos, e outros amigos e familiares dos presos
Detentos relatam que policiais ordenaram que eles ajudassem a carregar os corpos de seus companheiros de cadeia, objetivando dificultar o trabalho da perícia e eliminar testemunhas. Alguns insistem em dizer que o número de presos mortos passa de 200.

Vejam como está a protagonista do filme 'Flashdance', Jennifer Beals

Jennifer Beals fez muito sucesso no começo da década de 1980 ao estrelar nos cinemas a produção chamada Flashdance, interpretando Alexandra Owens, que sonha em se tornar uma bailarina profissional. Para isso, ela trabalha como operária de dia, e como dançarina numa boate de noite, até que surge uma vaga em uma escola de dança, e ela se prepara para concorrer à sua.
Ela também é conhecida por participar da série gay The L World, no ar entre 2004 e 2009.

Jennifer Beals em foto recente
Jennifer é casada desde 1998 com o canadense Kim Dixon, e juntos tiveram uma filha, Sophie, nascida em 2005. Ela ainda continua atuando. Este ano, fez uma participação na série de televisão The Last Tycoon, e no filme Antes de Eu Cair.

Filme sobre Mussum tem desafio de contar história anterior ao politicamente correto


"Quando Mussum era provocado ao ser chamado de Azeitona, Azulão, Cromado, Fumaça, Fumacinha, Fumê, Fuscão Preto, Galega Azul, Grande Pássaro, Kuta Kintê, Morcegão, Nega da Boca do Tubo, Urubu Sem Asa, Tia Anastácia ou Velho Zuza, rebatia ironizando as origens de Renato, xingando-o de Cabecinha de Aeroporto, Cabecinha de Bater Bife, Cabecinha de Cinzeiro, Coroinha do Padre Cícero, Crooner de Orquestra de Forró, Fabricante de Jabá, Jumentinho Cearense, Jangadeiro, Mandioqueiro, Mandioca Futebol Clube, Pança-seca, Paraíba, Ô do Jabá ou Strogonoff de Carne-seca."
Esse trecho da biografia "Mussum Forévis - Samba, Mé e Trapalhões" (Leya), de Juliano Barreto, expõe algumas das dificuldades da adaptação da vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994) para o cinema atual.
Com o mundo e o Brasil tomados por acertos de contas étnicos e preocupações de correção política, o desafio é encontrar o tom para contar, no fim dos anos 2010, uma história que se passa principalmente nas décadas de 1970 e 1980 -quando chamar um negro pelos "apelidos" acima era piada familiar no horário nobre dominical.
Muçum, aliás, é uma enguia preta, e o apelido foi dado pro Grande Otelo. Mussum o odiou, e por isso pegou.
O diretor Roberto Santucci ("De Pernas pro Ar"), o ator Aílton Graça ("Carandiru"), o produtor André Carreira (da Camisa Listrada, aqui em coprodução com a Globo Filmes) e o roteirista Paulo Cursino trabalham para que o filme chegue aos cinemas em 2019, nos 25 anos da morte do ator e sambista.
Santucci, que vem de uma série de comédias de sucesso nas bilheterias, avisa que o filme de Mussum não segue exatamente essa linha. "Não vamos filmar os Trapalhões", afirma. "Queremos mostrar quem era o Antônio Carlos".
Pois ao chamar Aílton Graça para o papel, o diretor teve uma resposta em um nível inesperado: "Espera aí", retrucou o ator, "vocês estão fazendo o Mussum? Esse é o trabalho da minha vida!".
Filho de uma empregada doméstica no Jardim Miriam, em São Paulo, assim como Antônio Carlos Gomes era de uma no Méier, no Rio de Janeiro, Graça é fascinado pelo personagem dos Trapalhões desde criança. "Na TV, ele citava a Mangueira, o Palácio do Samba [quadra da escola], e eu pedia para minha mãe me levar lá", conta ele, que quis ser fotografado para esta reportagem no mesmo lugar.
"Mais tarde, fui fazer circo. E não existia palhaço negro. Mas existia o Mussum, um personagem negro com naturalidade. Hoje, no YouTube, você vê tudo do Mussum. Mas e o Antônio Carlos? Você sabia que ele ensinou a família inteira a escrever?", pergunta Graça, que, nas ruas, já foi tratado mais de uma vez como um filho de Mussum.
Uma das facetas mais importante da vida de Antônio Carlos Gomes, e bem menos conhecida que seu papel na televisão e cinema, é a participação no grupo Originais do Samba. O biógrafo Juliano Barreto conta que se surpreendeu ao pesquisar o tema.
"Ele foi fundador do grupo no início dos 1970. E o grupo era grande. Gravou com Elis Regina, Jorge Ben, Elza Soares. Tinha show todo dia. De tarde com o Trapalhões, e de noite com os Originais. Até que teve que sair, quando os Trapalhões começaram a fazer dois filmes por ano, a partir de 1979", diz o jornalista.
"Ele cantava os afetos e as relações desse povo [negro]", diz Aílton Graça. Quanto ao momento atual de luta do movimento negro, Graça é dos mais ativos. "Não acho que o filme vá negar esse olhar do que acontece hoje. Mas também não dá para sanitizar o passado. Mussum era vítima de uma estrutura e nosso desafio é mostrar isso também."

Fonte: Folha PE

Massacre do Carandiru - Sobrevivente relata "terror e pânico"

São Paulo, quinta-feira, 21 de junho de 2001

Manifestantes pedem a punição do coronel Ubiritan Guimarães diante do forum onde se realiza o julgamento do oficial da PM
Folha de São Paulo - O ex-detento José André de Araújo, 29, passou pelo menos uma hora deitado sob corpos para escapar com vida do massacre do Carandiru. Ele era um dos 2.200 presos que estavam no pavilhão 9 da Casa de Detenção no momento em que a Polícia Militar invadiu o setor. Na época, Araújo cumpria pena de 12 anos de prisão por homicídio.
Ontem, depois de nove anos, o ex-detento -que está em liberdade há pouco mais de um ano- ficou pela primeira vez frente a frente com o coronel da reserva da Polícia Militar Ubiratan Guimarães, comandante da invasão. "Vim aqui para ver se será feita Justiça". Leia a seguir principais trechos de sua entrevista à Folha:

Folha - Onde você estava no dia da rebelião?
José André de Araújo - Estava conversando na galeria e ia descendo para o campo [de futebol, ao lado do pavilhão 8". Era um dia normal. A gente ia do xadrez de um amigo para o outro, esperando o horário de descer para o sol.

Folha - E como começou a confusão que deu na rebelião?
Araújo - É a rotina do dia a dia.

Folha - Você teve relação com a briga entre os presos?
Araújo - Não. Falam que teve rebelião, mas não teve. Colocamos várias faixas na janela dizendo que estávamos em paz. Aí os helicópteros começaram a sobrevoar e a atirar para dentro do presídio.

Folha - Quando a polícia entrou, onde você estava?
Araújo - Estava no terceiro andar, indo para o segundo [no pavilhão 9". Foi um momento de incerteza, de terror e pânico. Você vê vários companheiros, ouve várias rajadas de metralhadora e não tem como se defender.

Folha - E como você conseguiu escapar dos tiros?
Araújo - Escondi-me embaixo dos corpos, assim como dezenas de companheiros meus.

Folha - Quanto tempo permaneceu nessa posição?
Araújo - Fiquei mais de uma hora me fingindo de morto. Os policiais passavam e perguntavam quem estava ferido. Depois atiravam em quem levantava a mão.

Folha - Como você saiu?
Araújo - Quando nós vimos que todos [os sobreviventes" estavam descendo para o pátio, aí nós fomos junto. Os policiais fizeram as fileiras e colocaram os presos para serem mordidos pelos cachorros.

Folha - Chegou a ser mordido?
Araújo - Não. Eu fui queimado.

Folha - Por que decidiu vir acompanhar o julgamento?
Araújo - Como sobrevivente, vim aqui dar uma força para os familiares. Faço parte de uma entidade de direitos humanos e luto pela causa.

‘Me escondi entre os corpos', diz ex-detento do Carandiru


G1, 01º de outubro de 2007 - O escritor e rapper André du Rap completava 21 anos em 2 de outubro de 1992. Hoje à frente de um projeto social voltado a jovens na Grande São Paulo, ele carrega cicatrizes daquele dia, quando foi mordido na cabeça por um cachorro da polícia.
André conta ter visto cinco presos serem mortos a tiros em uma cela do quarto andar do pavilhão 9 da Casa de Detenção, onde se escondeu após a entrada das tropas da Polícia Militar no presídio. “Um policial matou meus companheiro e, de repente, a arma dele falhou. Ele puxava o gatilho e as balas não saíam.”


Foi o tempo que teve para se esconder no banheiro. Pouco depois, André relata ter ouvido de um policial: “Quem estiver vivo sai e corre para o segundo andar”.
Lá, o ex-detento preferiu se esconder entre os corpos dos presos. “Os policiais iam fincando a ponta da baioneta nos corpos para ver quem estava vivo. Tomei quatro baionetadas.” André relata ter aproveitado uma momentânea saída dos policiais do segundo andar e correu para o pátio interno.
O ex-detento, que cumpriu pena de 1991 a 2000 no Carandiru por homicídio, contou a história no livro “Sobrevivente André du Rap (do Massacre do Carandiru)”. A narrativa, segundo ele, também foi adaptada no filme “Carandiru”, de Hector Babenco.
André diz que não se esconde e continuará denunciando as mortes dos presos. “Já tentaram me matar mais de 20 vezes.” O rapper sente indignação ao saber que ninguém foi punido pelas mortes. “A lei foi feita para todos, mas poucos se beneficiam dela.”

Primeiro álbum da cantora carioca Sonia Santos ganha edição em CD


O ano de 1975 foi emblemático para cantoras associadas ao samba. O sucesso retumbante da cantora mineira Clara Nunes (1942 – 1983), contratada da gravadora Odeon, motivou a rival Philips a transformar na voz do samba uma cantora desconhecida chamada Alcione, intérprete maranhense que cantava tudo na noite carioca, até samba. Paralelamente, a gravadora Som Livre investiu na carioca Sonia Santos, cantora que iniciara carreira no início da década de 1970 e que já fizera gravações para as trilha sonoras de novelas da TV Globo como O espigão (1974) e O rebu (1974 / 1975). Foi pela Som Livre que essa cantora lançou o primeiro álbum, intitulado Sonia Santos e produzido por Guto Graça Mello.
É esse disco que ganha a primeira edição em CD neste segundo semestre de 2017 por iniciativa do selo Discobertas. No disco, Santos caiu no samba-rock de Jorge Ben Jor (Pátria amada, título pouco ouvido do cancioneiro do Zé Pretinho), entrou na roda baiana com Berimbau amarelo (Catoni e Bira), cantou Chorinho fora do tempo (José Itamar de Freitas) e acertou o tom dolente de Até breve, parceria bela e bissexta de Elton Medeiros com Cristovão Bastos, além de ter regravado o choro Brasileirinho (Waldir Azevedo e Pereira da Costa, 1949) e o samba Recenseamento (Assis Valente, 1940).
Outra regravação do álbum Sonia Santos, a de Adeus América (Geraldo Jacques e Ary Vidal, 1945), soaria premonitória na voz de Sonia porque a cantora acabaria migrando para os Estados Unidos no fim dos anos 1980. Talvez porque a carreira fonográfica dessa cantora cheia de suingue não tenha decolado no Brasil. Após esse primeiro álbum de 1975, Sonia lançou um segundo álbum pela Som Livre, Crioula (1977), com algumas músicas autorais, mas sem a projeção dada no meio do samba às vozes de Alcione, de Beth Carvalho – que seria contratada pela gravadora RCA em 1976 e faria sucesso em escala nacional – e, claro, da desbravadora Clara Nunes.
(Crédito da imagem: capa do álbum Sonia Santos)

Fonte: G1

Homenagem a Chico Xavier é depredada em Minas Gerais


São Paulo – Uma escultura do busto do médium Chico Xavier amanheceu depredada no último sábado (30) no Cemitério São João Batista, em Uberaba, interior de Minas Gerais.
Euripedes Higino, filho adotivo de Chico Xavier, postou as imagens em sua página do Facebook. O vidro aparece trincado e há pedras grandes no entorno.


Ao G1, no entanto, Higino disse acreditar que atiraram na proteção, já que o vidro é blindado e as pedras não teriam causado um estrago tão grande.
Ele também afirmou acreditar que o motivo do ataque foi perseguição religiosa.
Carlinhos Ferreira, da direção do cemitério, informou que a instituição já providenciou outro vidro para repor o que foi estragado.
“Só não trocamos ainda proque a chave fica com o Euripedes Higino. Mas isso foi trabalho de vândalo, algum moleque desocupado. O cemitério não pode ficar fechado”, afirmou.
Em 2015, o busto já tinha sido atacado no mesmo cemitério.

Fonte: Exame

'Quanto mais bate, mais cresce', diz Faustão a Elza Soares, vítima de violência doméstica


Atuante voz contra a violência doméstica, Elza Soares foi alvo de piada sobre o tema neste domingo (1º), durante o Domingão do Faustão. A cantora de 80 anos foi convidada para cantar no quadro Ding dong, no qual os participantes devem ouvir a melodia de uma música e adivinhar de qual canção se trata. Fausto Silva a introduziu e a convidou ao palco, onde apresentou o samba Malandro. Em seguida, ao tentar elogiar a artista, disse que era "que nem massa de pão, quanto mais bate, mais cresce".
"Um obelisco da música popular deste país. Tudo que você imaginou na vida, essa mulher já fez. Casou com 13 anos, teve filho, foi pra luta. Foi casada com o Garrincha, todo tipo de preconceito ela enfrentou. De origem pobre, mas com ela não tem baixo astral. É por isso que a biografia dela vai ser extraordinária, tinha tudo para não ser o que ela é. Ela é que nem massa de pão, quanto mais bate, mais cresce", riu o apresentador.
Em 2015, Elza lançou o disco Mulher do fim do mundo, que contém a faixa Maria da Vila Matilde, sobre a violência doméstica contra mulheres. Ela foi agredida diversas vezes pelo ex-jogador Garrincha, com quem foi casada por 14 anos. "Se não falar, se não colocar o dedo na ferida, não muda nada. Eu grito isso há muito tempo. Fui quase apedrejada em praça pública por tocar nesse assunto numa época em que era quase crime defender o direito das mulheres, dos negros, dos gays. Isso era coisa de puta, mas não me calei. Hoje, enxergo com felicidade que deu certo a minha resistência. Muita coisa foi conquistada com meus gritos", disse ela sobre o tema em entrevista ao Viver.
Na mesma noite, Faustão também se mostrou irritado com a edição do programa e fez reclamações que foram ao ar. Ele conversava com Bruno de Luca e pediu para exibir um vídeo com imagens da passagem do repórter pela Dança dos famosos. No entanto, o material foi ao telão sem áudio. "Eles têm uma mania de editar e não põem o áudio. Eu não sei quem está editando aqui! Todo domingo, aí eles põem a imagem e não põem o áudio. Às vezes, o cara quer ouvir a voz dele no tempo dele", disparou o apresentador.

Fonte: Diário de Pernambuco

Ex-detento sobrevivente do Carandiru explana: "Eles chegaram atirando mesmo"

Agência Brasil (EBC) - O ex-detento David Orestes passou 20 anos da sua vida preso na Casa de Detenção de São Paulo, entre 1974 e 1994, por assalto. Ele é um dos sobreviventes do episódio conhecido como Massacre do Carandiru, ocorrido há 25 anos, que resultou na morte de 111 detentos por policiais. David, que tem 71 anos, lamenta pela justiça não ser igual para todos, pois se ele estava preso por assalto, os policiais que controlaram a rebelião e mataram os detentos deveriam pagar pelo que fizeram. "Mas fazer o que? É a Justiça que vai dizer sim [se são culpados] ou não. Acredito que eles não vão ser presos não", acredita David, que nunca vai se esquecer do que passou naquele dia. "Eles chegaram atirando mesmo, em pessoas nuas, sem roupa, despidas".

David Orestes durante um protesto, no dia em que o massacre completou 20 anos
Segundo ele, os problemas começaram com uma briga entre alguns detentos, e os carcereiros, quando viram a cena, saíram do pavilhão dizendo que todos estavam com armas de fogo. "Aí mandaram entrar os caras armados [policiais] e eles chegaram atirando".
Apesar dos julgamentos terem sido anulados, recentemente, David ainda acredita que esse caso será discutido no tribunal.
Desde que terminou sua condicional, em 2005, ele passou a trabalhar em uma comunidade religiosa na cidade de Osasco, dando aulas de violão e vivendo com uma pensão paga pelo governo por meio do Benefício da Prestação Continuada, previsto na Lei Orgânica de Assistência Social (Loas).

Sobrevivente do Carandiru diz que foi salvo pelo Salmo 91


"Mil cairão ao teu lado e dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido". Esse é um trecho do Salmo 91 que o sobrevivente do Massacre do Carandiru Sidney Francisco Salles, leu no dia em que houve a rebelião na Casa de Detenção, em São Paulo, onde estava preso em flagrante por roubo de carga de caminhão há três anos. A tragédia ficou conhecida como Massacre do Carandiru, que matou 111 presos no dia 02 de outubro de 1992, cujos corpos foram carregados por ele, que hoje é pastor evangélico, e outros mais que foram escalados pelos policiais que atuaram lá dentro.
No dia do massacre, Sidney comemorava junto com outros detentos a vitória de seu time, o Cascudinho, numa partida de futebol que terminou com 2 a 1, quando se depararam com uma briga entre dois detentos. Um deles ficou ferido, mas os carcereiros não foram socorrê-lo, gerando assim, na versão de Sidney, a rebelião. Fatos como este eram constantes, e ele já havia participado antes de duas rebeliões.
Os presos dos primeiros andares corriam até os últimos por causa dos tiros que policiais militares, acionados para conter a rebelião, disparavam, e como a sua cela, a 504E, ficava no último andar, Sidney correu até lá para ler o Salmo 91 inteiramente escrito por sua mãe, evangélica, e recebida uma semana antes. "Tinha 10 pessoas dentro da cela, todas agachadas rezando cada um pro seu deus. Eu não fiz diferente", diz.
Após o cessar fogo, policiais ordenaram que todos os presos retirassem suas roupas, ficassem completamente nus, e ficassem sentados no pátio externo. No dia seguinte, de madrugada, os presos foram ordenados a voltarem para as suas celas, e um dos policiais pediu para que Sidney carregasse, junto com outros detentos, os corpos do térreo para o 1º andar. "Ajudei a carregar pelo menos uns 35 corpos. Foi uma experiência de vida muito forte".

A Casa de Detenção de São Paulo foi implodida em 2002, dando lugar ao Parque da Juventude
Sidney tentou retornar para a cela depois do feito, mas ao chegar no 3º andar, se deparou com outro policial que lhe pediu a retirada de um cadáver que estava na cela 313E. "Creio que estavam [policiais militares] dando queima de arquivo em algumas pessoas [assassinando testemunhas]. Quando tive esse entendimento, soltei aquele cadáver e subi para o quarto andar".
Ao chegar no andar onde estava preso, três policiais apontaram para ele suas armas, e Sidney se explicou: "o tenente tinha mandado me trancar porque eu já tinha ajudado a carregar todos os cadáveres". Um deles lhe deu o molho de chave na mão e pediu que escolhesse a chave que abrisse a cela 504E. Se a chave não abrisse, Sidney seria executado. Por sorte, e também pela sua fé, isso não aconteceu. Ele escolheu a chave certa e entrou na cela.
Após o massacre, Sidney foi transferido para outra penitenciária, localizada no interior do estado de São Paulo. Quatro meses após ser solto, virou dependente químico e perdeu os movimentos das pernas ao levar um tiro na coluna. Decidiu, então, se livrar do vício ao procurar tratamento. "Passei um ano me tratando na casa de recuperação do Rio Acima e depois mais um ano como voluntário. Foi onde nasceu o desejo no coração de ajudar outras pessoas em dificuldades da mesma forma que me ajudaram. Achei que essa seria a forma de eu me retratar com a sociedade e agradecer a Deus pela nova vida".

Presos durante protesto no dia da rebelião, no Carandiru, em 02 de outubro de 1992
Hoje ele mora na cidade de Jundiaí, no mesmo estado, onde acompanha um trabalho social criado por ele mesmo em 1993, com objetivo de atender aqueles que se encontram na mesma situação de vida que a dele, quando estava preso e drogado.
O ex-detento diz que perdoou os PMs que foram absolvidos, afirmando que eles estavam apenas cumprindo ordens de seus superiores, e acredita que os verdadeiros culpados foram condenados pela "justiça divina". O ex-diretor da Casa de Detenção, José Ismael Pedrosa, que acionou a PM, e o Coronel Ubiratan Guimarães, o líder da operação, foram assassinados, sendo o último assassinato um mistério. "A lei divina fez o seu trabalho rápido".
Em 2007, Sidney Salles lançou um livro, Paraíso Carandiru, que contava sua história na cadeia e cujas vendas ajudaram nas despesas das unidades de atendimento a viciados em drogas que ele mantém.

Fontes
UOL
JJ (Jundiaí)
El País

Glória Perez define final de Bibi em A Força do Querer


Contrariando as especulações, Bibi (Juliana Paes) terá um final aparentemente feliz em A Força do Querer. A autora da trama, Glória Perez, já definiu o que vai ocorrer com a mulher de Rubinho (Emílio Dantas).
De acordo com a colunista Carla Bittencourt, do jornal Extra, Bibi não será morta nem presa nos últimos capítulos do atual sucesso das nove. Isso porque, Perez vai dar um final a personagem semelhante ao da verdadeira Fabiana Escobar, que serviu de inspiração.
A personagem, assim como na vida real, escreverá um livro contando toda a história de envolvimento com um dos maiores traficantes.
Os telespectadores podem ficar confusos, visto que Bibi cometeu diversos crimes na trama. Perez, por sua vez, explicou que o público de casa pôde acompanhar esses momentos, enquanto a polícia não terá como prendê-la por falta de provas.

Fonte: Observatório da Televisão

#NãoDeixemEsseVídeoMorrer - Pai descobre que o filho o roubava e toma uma atitude drástica

captura de tela
Em julho do ano passado, o canal Notícias Políticas fez o upload do vídeo abaixo, que viralizou nas redes sociais, conseguindo mais de 4 milhões de views. O pai, sem nome, descobriu que o filho , Hiago (foto acima), roubava todo seu dinheiro e decidiu castigá-lo e compartilhar a lição com o celular que ele tirou do filho. "O Hiago nunca foi ensinado a fazer esse tipo de coisa, nem que fosse uma bala de mercado", diz ele, fazendo questão de mostrar seu exemplo dado ao filho, que também foi suspenso por falsificar a assinatura do pai ao receber uma advertência.
"Nós já desconfiávamos que ele já vinha pegando dinheiro há muito tempo, e fizemos uma armadilha. Colocamos um valor lá no quarto, ele foi lá e pegou", explica o homem.
O rapaz, que deve ter entre 10 e 13 anos, recebeu castigos sérios. À partir do dia da filmagem, Hiago estava proibido de sair pra se encontrar com os amigos para ficar em casa, estudando, e além disso, perdeu o celular para que o pai, com isso, possa ressarcir toda a quantia que lhe foi roubada. "Gostaria que vocês pensassem se valeu a pena tudo isso que ele fez", pergunta o pai aos amigos do garoto. Assistam o vídeo abaixo:


Nos comentários do vídeo, alguns usuários se posicionaram contra a atitude tomada pelo pai. Mas olha... toda causa tem sua consequência, o garoto procurou, portanto, teve o castigo que mereceu. Pensem também se não foi melhor ter corrigido agora do que deixar que a polícia faça isso no futuro? Se fosse meu filho, além de fazer as mesmas coisas descritas acima, iria proibi-lo também de assistir televisão, ouvir música e acessar internet. O regime desse elemento aí, comigo, seria do quarto para o trabalho (nem iria voltar pra casa para almoçar, ia comer lá mesmo numa marmita com comida FRIA), do trabalho para a escola, que iria ser PÚBLICA, e da escola para casa, diretamente pro quarto pra dormir CEDO (com as galinhas). As brincadeiras de criança do Hiago seriam as atividades domésticas que eu colocaria ele pra fazer (varrer a casa, lavar roupa, passar, e principalmente, limpar e lavar o banheiro). Tudo isso por tempo indeterminado, pois uma atitude como a desse garoto quebra a confiança de qualquer um.
Se a correção não fosse feita, Hiago poderia, no futuro, enfiar o dedo na cara do pai e da mãe. Portanto, quanto mais cedo se corrigir os erros dos filhos, melhor.

Mãe entrega filho assaltante à polícia após reconhecê-lo em vídeo do WhatsApp

Dois televisores foram roubados pelo filho da mãe e mais três
Uma atitude exemplar foi tida neste domingo (01) em Várzea Grande, interior do Mato Grosso. Glauber Alexandre Pedroso, de 18 anos, foi preso porque sua mãe, de 36 anos, que não se identificou, levou o vídeo, que circulou no WhatsApp, em que seu filho aparece furtando uma loja.
Glauber estava numa casa vizinha, e quando a polícia chegou ao local, o homem tentou fugir, escondendo-se embaixo da cama da casa de sua mãe, mas foi preso, algemado e levado à delegacia.
A mulher também foi para a delegacia para prestar depoimento como testemunha.
Ele não agiu sozinho. No vídeo, Glauber estava acompanhado de mais três elementos, mas só dois foram presos: Elias de Souza da Silva, de 27 anos, e Orei José de Mesquita Neto, de 19.
Quem dera se todas as mães, que lidam com seus filhos em caminhos tortos, fossem assim como ela. Parabéns, mulher!

Professor de música ofereceu flautas contaminadas com sémen aos alunos


Milhares de escolas na Califórnia terão recebido flautas contaminadas com o sémen de um professor de música. O caso já está sob investigação e os encarregados de educação foram notificados.
Em causa estão, pelo menos, escolas de 13 distritos da Califórnia, onde foram distribuídos instrumentos musicais pelos alunos.
“O professor distribuiu uma flauta aos estudantes, durante uma aula de música e, alegadamente, alguns destes instrumentos estavam contaminados com sémen”, frisou Joan Lucid, um dos responsáveis pelo caso, citado pelo jornal Metro.
As flautas fazem parte da associação Flutes Across the World, que são pintadas e distribuídas por crianças com carências.
O caso já está a ser investigado pelas autoridades, mas os pais mostraram-se “chocados e enojados” com aquilo que aconteceu.

Fonte: Notícias Ao Minuto

Há 25 anos, na Casa de Detenção de São Paulo, acontecia uma rebelião de presos conhecida como Massacre do Carandiru







Parte interna do presídio do Carandiru
O Massacre do Carandiru ocorreu em 02 de outubro de 1992 no bairro do Carandiru em São Paulo-SP, no Pavilhão 9 da Casa de Detenção da cidade, resultando na morte de 111 presos e 120 policiais indiciados. Os sobreviventes dizem que o número de mortos foi maior que 200. Alguns deles explicaram que a confusão toda começou por causa de uma cueca molhada que um detento prendeu no varal de outro detendo, e outros puseram a culpa de toda a treta numa partida de futebol. Os presos que estavam brigando se dividiram em dois grupos rivais, e logo a briga se espalhou em todo o presídio.

Policiais prontos para invadirem o complexo

Presos sendo revistados após a rebelião
O chefe da Casa de Detenção pediu ajuda à PM, que chegou ao local às 15h30, levando homens de batalhões de elite como o Rota, Gate, Choque, Cavalaria e o corpo de bombeiros.
Grupos de direitos humanos alegam que os presos quiseram pôr fim à rebelião entregando suas armas pelas janelas. Já os policiais rebateram, afirmando que elas, e até um vaso sanitário, foi jogado contra eles para feri-los.

Centenas de corpos jogados no primeiro andar do presídio
A polícia entrou na Casa de Detenção às 16h30 e abriu fogo contra todos os presos, que entraram às pressas em suas celas, alguns deles sendo executados dentro delas, e outros, para sobreviverem, juntando-se aos colegas mortos.

Corredor do presídio do Carandiru alagado de sangue
Presos mortos no massacre dentro do IML, no corredor
Presos, três dias depois do ocorrido, de luto
Ao anoitecer, policiais ordenaram que todos os que deram a sorte de estarem vivos descessem ao pátio externo e tirassem suas roupas para revista, e que alguns dos presos se levantassem para carregarem os corpos até o 1º andar. Houve também mais execuções durante a operação policial.


O Coronel Ubiratan Guimarães (foto acima), que liderou a operação policial na Casa de Detenção, foi julgado pelo caso e condenado a 632 anos de prisão, e posteriormente acabou por ser absolvido. Ubiratan foi assassinado com um tiro no abdômen em 10 de setembro de 2006, e sua morte ainda é um mistério. No prédio onde morava, foi pichada a frase "aqui se faz, aqui se paga", em referência ao Massacre do Carandiru.
Na época, Ubiratan tentou se defender diante da imprensa, afirmando que se quisesse mesmo matar, teria feito isso com muito mais que 111 detentos.

O secretário de Segurança Pública Pedro Franco de Campos se envolveu indiretamente no Massacre. Mesmo não estando no local do crime, Pedro autorizou a invasão ao pavilhão 9
Este homem se chama José Ismael Pedrosa, o ex-diretor da Casa de Detenção que acionou a PM assim que a rebelião havia começado
O prédio onde era a Casa de Detenção foi implodido em 08 de novembro de 2002 às 11hrs com 250 quilos de explosivos. Hoje, o local virou o Parque da Juventude, um complexo esportivo, cultural e recreativo e um dos locais mais frequentados da zona norte da capital paulista.

O prédio onde tudo aconteceu sendo demolido
Parque da Juventude

O trágico evento virou filme, dirigido por Hector Babenco, baseado no relato dos sobreviventes e de policiais que atuaram lá, e no livro Estação Carandiru, de Drauzio Varella, que foi o médico voluntário da Casa de Detenção por 13 anos. O filme falava sobre o cotidiano do presídio antes e durante o massacre.


Ailton Graça como "Majestade", um dos sobreviventes do massacre antes de ser preso, e Aída Leiner, como uma de suas pretendentes, Rosirene
Rodrigo Santoro e Gero Camilo como o casal Lady Di e "Sem Chance" no momento em que um policial entra na cela durante a rebelião
Luiz Fernando Vasconcellos interpreta Dráuzio Varella
Wagner Moura e Caio Blat (ao fundo) em cena do filme
Maria Luisa Mendonça interpretou Dalva, namorada de Majestade
A terceira temporada da série estadunidense Prison Break, transmitida em 2007, foi baseada no episódio do Carandiru. Um dos personagens da série foi enviado para a Penitenciária Federal de Sona, no Panamá, uma das mais perigosas e violentas do mundo.
Até o dia da extinção, a Casa de Detenção de São Paulo abrigou 7.000 detentos em seus nove pavilhões, só que o máximo permitido lá eram de 3.250 detentos. O caso do Carandiru foi encerrado em 2014, condenando 73 policiais a penas que variaram entre 48 e 624 anos de prisão, e todos puderam recorrer em liberdade.




Fontes:
Wikipédia
Super Interessante
Mundo Estranho
Memorial da Democracia
Welerson