sábado, 25 de novembro de 2017

Black Friday 2017 teve descontos modestos e 'longe do sonho americano'

A quinta edição da Black Friday Brasil decepcionou nos descontos, mas teve uma alta de vendas após a pico da crise. Os dados a seguir são do Reclame Aqui, que compila queixas de consumidores de lojas online. O brasileiro voltou a comprar, principalmente com foco empresentes antecipados de Natal, mas "perdeu o encanto". Segundo o RA, o evento, que acontece na última sexta-feira do mês de novembro, não trouxe descontos surpreendentes, longe do "sonho americano" que a inspirou.
Usuários que registraram reclamações no site apontaram que, ao longo das 24 horas de compras, as lojas não ofereceram nada mais do que descontos similares aos de saldões de fim de ano. Quem esperava por descontos de mais de 50% — com promessa de baixas de 80% no preço — pouco encontrou nas lojas virtuais.


Mais de 3,5 mil queixas
O reflexo disso foi "propaganda enganosa" como o principal motivo de queixa no Reclame Aqui, que fechou a Black Friday 2017 com 3.503 reclamações. O total é 17,1% a mais do que a edição passada do evento, quando foram registradas 2,9 mil queixas. Em 2014, porém, quando foi batido o recorde de ocorrências — de cerca de 12 mil reclamações — apresentando queda constante até 2016.
Veja o balanço final, que inclui reclamações desde as 18h de quinta-feira (23), até a meia-noite de sexta-feira (24) para sábado (25). Ao longo do fim de semana, algumas lojas ainda oferecem descontos para esvaziar os estoques; fique atento.



Lojas mais reclamadas
Magazine Luiza – Loja Online — com 263 reclamações;
Americanas.com – Loja Online — com 245 queixas;
Kabum! — com 173 ocorrências.

Principais queixas
Propaganda enganosa em 13,5% dos casos;
Problemas na finalização da compra em 9,6%;
Divergência de valores em 8,8%

Produtos mais reclamados
Smartphones — 8,9%
TVs — 4%
Perfume — 1,7%
Tênis — 1,5%
Notebooks — 1,3%


O Reclame Aqui também chama a atenção para as muitas denúncias de consumidores sobre sites falsos (que se passam por lojas verdadeiras), fretes abusivos e até mesmo mais caros que os produtos, além do tempo de entrega longo que impede que os produtos chegem a tempo das festas de fim de ano.

Fonte: Tech Tudo

Marieta Severo, vilã da novela das 9, sofre com o racismo: ‘Dói saber que meu neto leva tapa de segurança por ser negro’


Intérprete da grande vilã de “O outro lado do paraíso”, Marieta Severo condena o mau-caratismo de Sophia e, muitas vezes, sofre com suas falas preconceituosas. Durante os ensaios das cenas com Juliana Caldas, que vive sua filha Estela na ficção, a veterana atriz chegou às lágrimas ao precisar insultar a colega de elenco, que é anã. O texto forte de Walcyr Carrasco para a novela das nove da Globo, no entanto, se faz mais do que necessário, na opinião de Marieta. Ela elogia o autor por tratar temas tão delicados, como o nanismo, o racismo e a violência contra a mulher, em diversos núcleos:
— Acho uma maravilha Walcyr estar tocando em feridas tão expostas, mas que muita gente finge não ver. Temos que ser inclementes com o racismo, não dá para relativizar! A violência contra a mulher é outra temática importantíssima em evidência na novela. A agressão não necessariamente é física, pode ser psicológica. E está em toda parte — afirma.

Marieta confessa que o preconceito racial, em especial, é um problema que lhe toca intimamente.
— Quando minha filha (Helena) se casou com aquele cara incrível que é o Brown (Carlinhos Brown, cantor, compositor, percussionista e produtor musical), eu me assustei com os olhares tortos de gente muito próxima. Hoje, dói saber que Chiquinho (Chico Brown, de 21 anos, cantor e compositor), meu neto, leva tapa de segurança, passa por situações constrangedoras só por ser negro — relata a artista, que se diz uma apaixonada por cabelos crespos: — Eu adoro! Dona Nenê (sua personagem em “A grande família” por 14 anos) ganhou cachinhos por isso. Lá na década de 70, quando o black power estava em alta, minhas amigas faziam permanente e ficavam com aqueles cabelões. O meu não pegava, e eu ficava frustrada.

Chico Brown ao lado do avô, Chico Buarque
Autodefinindo-se “hiperfeminista desde a década de 1960”, Marieta celebra que o movimento das mulheres em prol de seus direitos tenha ganhado força e mídia nos últimos tempos:
— Uma das minhas maiores alegrias, para compensar o retrocesso que vivemos, é a retomada do movimento feminista. Há uns dez anos, era quase cafona dizer que era feminista. Eu sempre fui! E me cansava explicar o verdadeiro significado disso. As jovens de hoje são inacreditáveis, pegaram para si essa bandeira.

Fonte: Extra

Brown mixa África, Anitta, baticum e eletrônica no álbum 'Semelhantes'


G1 - Por conta da participação da cantora carioca Anitta, a música Africanitta vem sobressaindo no repertório de Semelhantes, álbum de Carlinhos Brown, lançado hoje, 24 de novembro de 2017, nas plataformas digitais através do selo Candyall Music. Faixa reciclada ao fim do disco com remix do DJ Deeplick, Africanitta exemplifica a intenção do cantor, compositor e percussionista baiano de mixar ancestralidade e contemporaneidade na formatação do repertório de Semelhantes. A música evoca a África matricial já no título, mas se joga na pista da eletrônica com baticum e com toques de funk e R&B, exaltando a própria Anitta.
A mistura de sons e universos musicais também fica evidenciada em Deus mestiço, música que abre o álbum com o toque do saxofone do músico norte-americano de jazz Walter Blanding. O canto de Brown e do convidado Mateus Aleluia – cuja voz foi projetada na década de 1970 no grupo baiano Os Tincoãs – evocam tempos imemoriais em fio que liga a África à Bahia mais antenada dos baticuns eletrônicos.
Na sequência do disco, Derivado petrolífero cai no suingue brasileiro com pegada roqueira que fica mais explicitada em Carreirinha, parceria póstuma de Brown com o cantor e compositor carioca Cazuza (1958 – 1990) cujo refrão é sedutor. Já Paladar junta os suaves temperos vocais de Clara Buarque (filha de Brown e neta de Chico Buarque) e do cantor uruguaio Jorge Drexler, que recita versos em espanhol na faixa. Assim como Africanitta, Paladar reaparece ao fim do álbum Semelhantes em remix do DJ Deeplick.
Com composições autorais inéditas como Vaza de mim e Beijo de língua, o disco Semelhantes abarca Orgulho de nós dois, música lançada em single em julho deste ano de 2017.
(Crédito da imagem: capa do álbum Semelhantes, de Carlinhos Brown)