segunda-feira, 9 de abril de 2018

#MusicaMachistaPopularBrasileira - vejam algumas músicas que machucam a mulher e estão incluídas na lista do projeto

1991: Maria Chiquinha é vítima de feminicídio por Genaro ao trai-lo
- Maria Chiquinha (Sandy & Junior): A gente cantou a infância inteira essa música sem entender muito bem o que estava acontecendo. Percebam que a música entrega uma possível infidelidade de Maria Chiquinha, e o marido que buscas provas termina sentenciando a morte da mulher caso as suspeitas sejam confirmadas. E ainda rola uma ameaçazinha de necrofilia, Pesadão, não?

Letra:
O que que você foi fazer no mato, Maria Chiquinha?
O que foi fazer no mato?

Eu precisava cortar lenha, Genaro, meu bem
Eu precisava cortar lenha

Quem é que tava lá com você, Maria Chiquinha?
Quem é que tava lá com você?

Era filha de Sá Dona, Genaro, meu bem
Era filha de Sá Dona

Eu nunca vi mulher de culote, Maria Chiquinha
Eu nunca vi mulher de culote

Era a saia dela amarrada nas pernas, Genaro, meu bem
Era a saia dela amarrada nas pernas

Eu nunca vi mulher de bigode, Maria Chiquinha
Eu nunca vi mulher de bigode

Ela tava comendo jamelão, Genaro, meu bem
Ela tava comendo jamelão

No mês de setembro não dá jamelão, Maria Chiquinha
No mês de setembro não dá jamelão

Foi uns que deu fora do tempo, Genaro, meu bem
Foi uns que deu fora do tempo

Então vai buscar uns que eu quero ver, Maria Chiquinha
Então vai buscar uns que eu quero ver

Os passarinhos comeram tudo, Genaro, meu bem
Os passarinhos comeram tudo

Então eu vou te cortar a cabeça, Maria Chiquinha
Então eu vou te cortar a cabeça

Que cocê vai fazer com o resto, Genaro, meu bem?
Que cocê vai fazer com o resto?

O resto? Pode deixar que eu aproveito


- Mulher que não dá samba (Paulo Vanzolini): Mais uma vez o padrão da "Amélia" sendo exaltado. A mulher pra ser considerada boa tinha que ficar quietinha e ser uma bela de uma empregada. E mais: tem que ser ardente no escuro. Anota aí: obediente, empregada e "boa de cama". KKKKKK tem homem que exige isso e nem o bumbum tá limpando direito. VÊ SE PODE.

Letra:
Parece que vai tudo em santa paz
Na base do mais ou menos
Um pouco mais menos do que mais
Tão regular, sem reclamar
Porém não satisfaz
Mas, francamente, de que serve tanta paz
Ainda se fosse brava, porém competente
Se atrás da bronca viesse
A roupa limpa, o café quente
Ou se fosse ignorante
No claro e ardente no escuro
Eu lhe asseguro
Não faria falta a paz
Mulher que não dá samba eu não quero mais
Mulher que não dá samba eu não quero mais


Se a música abaixo virasse notícia, seria essa: Mulher morre sufocada por
ciúme doentio do marido
- Ciúmes Dela (João Carrero & Capataz): contam de forma lúdica a forma de um João de Barro construir sua casinha. João de Barro tinha probleminhas de ciúme e por isso, construiu uma casa sem janelas, e só com um quarto para que a amanda não tivesses chances de escapar. Então ele traz essa história para a realidade, contando que sua ideia é contruir uma casa no alto da colina para prender sua "amada". Perturbadoramente controladores, não

Letra:
O amor bateu no peito.
João de Barro bateu asas.
Um coração apaixonado.
Sempre busca uma casa.
Arquiteto, engenheiro.
Mestre de obra e pedreiro.
Projetou sua casa.
No galho de um faveiro.
Carregando barro no bico.
Trabalhava o dia inteiro.
Pensando no seu futuro.
Junto com o amor primeiro.

A casa de João de Barro.
Tem porta e não tem janelas.
É ciúmes é ciúmes.
Que ele sente dela.
Só tem porta de entrada.
Quem entra tem que voltar.
Não tem sala nem cozinha.
Só um quarto para amar.

Vou seguir o exemplo dele.
Minha casa vou demolir.
Lá no alto da colina.
Outra eu vou construir.
Só com porta de entrada.
E colocar a minha amada.
E quero ver ela fugir.

Empregada doméstica: é assim que os homens vêem as mulheres na vida de casado

- Se eu largar o freio (Péricles): o cara se juntou com alguém, mas ele não entendeu que estava se casando com uma mulher. Ele achou que estava se juntando com uma empregada doméstica - como a grande maioria, infelizmente.


Letra:
Vou de casa pro trabalho
E do trabalho eu vou pra casa na moral
Sem zueira, sem balada, sem marola
Sem mancada eu tô legal
Faça sol ou faça chuva
O que eu faço pra você nunca tá bom
Pago as contas, faço as compras
Tudo bem eu sei é minha obrigação
Mas eu tenho reclamações a fazer
Mas eu tenho que conversar com você
Mas eu tenho reclamações a fazer
Mas eu tenho que conversar com você
A pia tá cheia de louça
O banheiro parece que é de botequim
A roupa toda amarrotada
E você nem parece que gosta de mim
A casa tá desarrumada
Nenhuma vassoura tu passa no chão
Meus dedos estão se colando
De tanta gordura que tem no fogão oh oh 
Se eu largar o freio, você não vai me ver mais
Se eu largar o freio, vai ver do que sou capaz
Se eu largar o freio, vai dizer que sou ruim
Se eu largar o freio, vai dar mais valor pra mim
A pia tá cheia de louça
O banheiro parece que é de botequim
A roupa toda amarrotada
E você nem parece que gosta de mim
A casa tá desarrumada
Nenhuma vassoura tu passa no chão
Meus dedos estão se colando
De tanta gordura que tem no fogão oh oh
Se eu largar o freio, você não vai me ver mais
Se eu largar o freio, vai ver do que sou capaz
Se eu largar o freio, vai dizer que sou ruim
Se eu largar o freio, vai dar mais valor pra mim


Mulheres são vistas como interesseiras pela sociedade

Largadão (Israel e Rodolfo): mais uma vez o sertanejo brasileiro ajuda no reforço do estereótipo de que toda mulher é interesseira. Vamos lá: a gente gosta de dinheiro sim, DO NOSSO, e vamos gostar AINDA MAIS quando a equidade salarial for uma realidade. A música ainda consegue errar um pouco mais, classificando as mulheres em "galinha", "bandida boa", "safada" e "quenga". 
Quer mais estereótipos ou tá bom pra vocês?


Quem gosta de homem bonito é viado
Muié gosta é de dinheiro
Se o filé é de primeira
Não gasta muito tempero
Se muié virar galinha
Eu vou morar no galinheiro

Dinheiro eu tenho de sobra
Ta guardado no mocó
Só ta me faltando sorte
Pra coisa fica mió
Atrás de um rabo de saia
Nóis manhece na gandaia
Quanto mais muié mio

Eu não sou muito exigente
Nem sou muito largadão
Eu tomo whisky com gelo
Bebo pinga com limão
Tendo mulher na parada
Bandida boa ou safada
É quenga que eu acho bão


Será que as mulheres loiras não tem nem um pouco de inteligência, como mostra a música abaixo?

Lôraburra (Gabriel, O Pensador): essa música já foi tão criticada que é tudo o que a gente falar vai ser mais do mesmo. Gabriel estereotipa as mulheres (as "loras burras") numa tacada só: lindas, burras, "feminilidade e sensualidade de uma vaca", interesseiras, vulgares... No final das contas, a letra se destaca mesmo pelas pérolas e contradições: "mas eu sou vou te usar, você não é nada pra mim". Hmm, quem é o interesseiro aqui mesmo? 
Gabriel se adianta e na própria letra já vai se defendendo dizendo que "não é machista, apenas exigente". 
RIMOS MUITO.


Letra:
Existem mulheres que são uma beleza
Mas quando abrem a boca
Hmm que tristeza!
Não não é o seu hálito que apodrece o ar
O problema é o que elas falam que não dá pra agüentar
Nada na cabeça
Personalidade fraca
Tem a feminilidade e a sensualidade de uma vaca
Produzidas com roupinhas da estação
Que viram no anúncio da televisão
Milhões de pessoas transitam pelas ruas mas conhecemos facilmente esse tipo de perua
Bundinha empinada pra mostrar que é bonita
E a cabeça parafinada pra ficar igual paquita

Lôrabúrra!

Elas estão em toda parte do meu Rio de Janeiro
E às vezes me interrogo se elas tão no mundo inteiro
À procura de carros
À procura de dinheiro
O lugar dessas cadelas era mesmo no puteiro 
Só se preocupam em chamar a atenção
Não pelas idéias mas pelo burrão
Não pensam em nada
Só querem badalar
Estar na moda tirar onda beber e fumar
Cadelinhas de boate ou ratinhas de praia
Apenas os otários aturam a sua laia
E enquanto o playboy te dá dinheiro e atenção
Eu só saio com você se for pra ser o Ricardão

Lôrabúrra!

Não eu não sou machista
Exigente talvez 
Mas eu quero mulheres inteligentes
Não vocês
Vocês são o mais puro retrato da falsidade
Desculpa amor
Mas eu prefiro mulher de verdade
Você é medíocre e ainda sim orgulhosa
É mole?
Não tá com nada e tá prosa
E o seu jeito forçado de falar é deprimente
Já entendi seu problema
Vocês tão muito carentes
Mas eu só vou te usar
Você não é nada pra mim
(Hmm meu amor
Foi bom pra você?)
Ah deixa eu dormir
Pra que dar atenção pra quem não sabe conversar?
Pra falar sobre o tempo ou sobre como estava o mar? Não
Eu prefiro dormir
Sai daqui
Eu já fui bem claro mas vou repetir
E pra voce me entender vou ser ate mais direto
Lôrabúrra, cê não passa de mulher-objeto

Lôrabúrra!

Escravas da moda vocês são todas iguais
Cabelos, sorrisos e gestos artificiais
idéias banais e como dizem os Racionais
(Mulheres vulgares
Uma noite e nada mais)
Lôrabúrra você e vulgar sim
Seus valores são deturpados você é leviana
Pensa que está com tudo mas se engana em sua frágil cabecinha de porcelana
A sua filosofia é ser bonita e gostosa
Fora disso é uma sebosa tapada e preconceituosa
Seus lindos peitos não merecem respeito
Marionetes alienadas vocês não têm jeito
Eu não sou agressivo
Contundente talvez
O Pensador dá valor às mulheres
Mas não vocês
Vocês são o mais puro retrato da falsidade
Desculpa amor
Mas eu prefiro mulher de verdade

Lôrabúrra!

É o problema não tá no cabelo
Tá na cabeca
Não se esqueça
Nem todas são sócias da farmácia (Lorácia)
Tem muita Lôrabúrra de cabelo preto e castanho por aí
É, Lôrabúrra morena, ruiva, preta
Lôrabúrra careca
E tem a Lôrabúrra natural também (Loraça belzebúrra)
Cada Lôrabúrra é de um jeito mas todas sao iguais
Cê tá me entendendo?
(Eu gosto é de mulher)

Lôrabúrra!



Pra muitos, foi exatamente isso (cagar pela boca) que esse Don Juan fez
- Lei do retorno (MC Don Juan): tem homem que não sabe aceitar NÃO - nem a curto, nem a longo prazo. O NÃO incomoda tanto que ele faz disso seu objetivo para "destruir" a mulher que ousou contrariá-lo. E daí o que ele faz? Uma letra como essas. O objetivo dele é fazer a mulher sofrer com a rejeição e humilhação que ele pensa que ela merece.
Oi?


Letra:
Eu te amava no tempo da escola
Mas você não me dava atenção
Pedi uma chance, até duas
Mas você só me disse não

Mas você só me disse não
Mas você só me disse não
Mas com o tempo eu parei e fiz essa canção

Vou marcar de te ver e não ir
Vou te comer e abandonar
Essa é a lei do retorno
E não adianta chorar

Essa é a lei do retorno
E não adianta chorar

Então pode ligar, me implorar
Sei que a Meiota vai te atiçar
Quando nós passar só pra atracar
E a sua memória refrescar


- Toma Pica Tranquilinha (MC Livinho): esse é um dos maiores exemplos de como uma palavra pode ser mal empregada. Não existe "abusar bem". Abuso é abuso e pronto. Aliás, que tal parar de usar palavras pesadas como essa como algo "cool" em músicas?
No Brasil, a cada 11 minutos um estupro acontece. Reflita.


Letra:
Já li três livros eróticos
Só pra tentar entender
O que acontece comigo
Quando encontro você
O espumante foi jato
Não consegui controlar
Desculpa pela primeira
Vamos de novo tentar
Mas, olha, vem preparada
Pode até cronometrar
Vou levar duas toalhas
Que hoje vamos usar
Hoje vamos precisar

[Refrão]
Vou abusar bem dessa mina
Toma, toma pica tranquilinha
Primeira vez foi covardia
Não te conhecia
Agora toma
Vou abusar bem dessa mina
Toma, toma pica tranquilinha
Primeira vez foi covardia
Não te conhecia
Agora toma
Vou abusar bem dessa mina
Toma, toma pica tranquilinha
Primeira vez foi covardia
Não te conhecia
Agora toma

Q?

- Esporrei na manivela (Raimundos): houve uma época que a gente cantava essa música alto sem prestar muito bem atenção nessa letra. Mas aí a gente cresce, pega busão e trem todos os dias e presencia (e vive) todos os tipos de abuso. Caras: o coletivo não foi feito pra sarrar. Foi feito pra te levar onde você precisa e ponto.

Letras:
Entrei no trem, esporrei na manivela
Cobrador fila da puta me jogou pela janela
Caí de quatro com o caralho arregalado
E uma véia muito escrota me levou pro delegado
O delegado tinha cara de viado
E me mandou tomar no see you
Tomei no see you, mas tomei no see you errado
Quando eu menos percebi era o see you do delegado
O coletivo é muito bom para sarrar
Pois o povo aglomerado sempre tende a se esfregar
Com as nega véia é perna aqui perna acolá
E se a xereca é mal lavada faz a ricota suar
Se é nos calombos ou nas freiadas
Se é nas curvas ou nas estradas
São situações propícias para o ato de sarrar
No coletivo o que manda é a lei do pau
Quem esfrega nos outros
Quem não tem só se dá mal



Bruto, rústico e sistemático (João Carreiro e Capataz): parece que essa letra foi escrita em 1920, mas na verdade, esse ~incrível~ lançamento é de 2009 - PASMEM. A música conta que, a mulher do tal do "bruto" resolveu fazer um topless e ele se sentiu desrespeitado com isso. Século 21 já e ainda tem gente que não entende que não tem direito a opinar no nosso corpo. Pois bem, o "bruto" ficou tão bravo que além de dar uma surra na "amada", a deixou aprisionada no quarto.
Nesse trecho já configuram (pelo menos) dois crimes: agressão física e cárcere privado. 
Depois disso, o "bruto" não satisfeito em atentar contra a vida da "amada" ainda quer controlar o relacionamento da filha caçula. "Bruto" ainda fecha com chave de ouro dando um show de homofobia. 
Sério, galera? No final das contas, podem chamar o "bruto" de "criminoso", porque é exatamente isso que ele é.


Letra:
Tudo que dá na TV minha muié qué fazê
Não mede as consequências
Fez um tar de topless
Quando vi me deu um stress
Perdi minha paciência
Por mim faltaram respeito
Na muié eu dei um jeito
Corretivo do meu modo
No quarto deixei trancada
Quinze dias aprisionada
E com ela não incomodo

Aqui não
Posso até não ser simpático
Comigo não tem desculpa
Minha criação é xucra
A verdade ninguém furta
Sou bruto, rústico e sistemático

Fim de semana passada
Conheci o namorado da minha filha caçula
Achei que não reparei
Tava de brinco na orelha
E o corpo cheio de figura
Não suportei muito tempo
Nesse relacionamento eu tive que opinar
Sujeitinho era roqueiro
Não dá certo com violeiro
Nós num ia combinar

Aqui não
Posso até não ser simpático
Comigo não tem desculpa
Minha criação é xucra
A verdade ninguém furta
Sou bruto, rústico e sistemático

Sistema que fui criado
Ver dois homem abraçado
Pra mim era confusão
Mulher com mulher beijando
Dois homens se acariciando
Meu Deus, que decepção
Mas nesse mundo moderno
Não tem errado e nem certo
Achar ruim é preconceito
Mas não fujo à minha essência
Pra mim isso é indecência
Ninguém vai mudar meu jeito

Aqui não
Posso até não ser simpático
Comigo não tem desculpa
Minha criação é xucra
A verdade ninguém furta
Sou bruto, rústico e sistemático



- Nosso sonho (Claudinho & Buchecha): lançada em 1996, esta música ainda é tocada em muitas cervejadas de faculdade. Não vamos mentir: curtimos muito esse som antes de reparar em um pequeno detalhe. Pequeno mesmo. A letra narra todo um climão maneiro de paquera do começo ao fim - do tipo que todo mundo um dia já viveu.
Até aí, sensacional.
Batidão rolando e seguimos no desenrolar da conquista do protagonista da música. Depois de vários versinhos poéticos e o nome de todas as comunidades do RJ, chega a hora do momento "WTF Q Q TÁ ACONTECENDO?.
Leiam com calma o trecho destacado ao lado.
Sim. Todo esse tempo esse cara estava falando de uma CRIANÇA DE DOZE ANOS! Gente, socorro. É uma visão romantizada de uma criança de doze anos.
Para os que não acharam absurdo, apenas um toque: no Brasil é considerado PEDOFILIA induzir alguém menor de 14 anos a satisfazer a lascívia de outra pessoa.


Letra:
Gatinha, quero te encontrar
Vou falar: Sou Claudinho
Menina musa do verão
Você conquistou o meu coração
Tô vidrado, hoje eu sou
Um Buchecha apaixonado

Naquele lugar, naquele local
Era lindo o seu olhar
Eu te avistei; foi fenomenal
Houve uma chance de falar:
Gostei de você. Quero te alcançar
Tem um ímã que fez o meu hospedar
Nossas emoções eram ilícitas
Que, apesar das vibrações
Proibia o amor em nossos corações

Ziguezaguiei no vira, virou
Você quis me dar as mãos, não alcançou
Bem que eu tentei. Algo atrapalhou
A distância não deixou

Foi com muita fé, nessa ilustração
Que eu não dei bola para a ilusão
Homem e mulher, vira em inversão
Bate forte o coração

Tumultuado o palco quase caiu
Eu desditoso e você se distraiu
Quando estendi as mãos pra poder te segurar
Já arranhado e toda hora vinha uma
A impressão que o palco era de espuma
Você tentou chegar, não deu pra me tocar

Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz!
Se o destino adjudicar
Esse amor poderá ser capaz, gatinha
Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz
E depois que o baile acabar
Vamos nos encontrar logo mais
Na praça da play-boy ou em Niterói
Na fazenda Chumbada ou no Coez
Quitungo, Guaporé, nos locais do jacaré
Taquara, Furna e Faz-quem-quer
Barata, Cidade de Deus, Borel e a Gambá
Marechal, Urucânia, Irajá
Cosmorana, Guadalupe, Sangue-areia e Pombal
Vigário Geral, Rocinha e Vidigal
Coronel, Mutuapira, Itaguaí e Sacy
Andaraí, Iriri, Salgueiro, Catiri
Engenho Novo, Gramacho, Méier, Inhaúma, Arará
Vila Aliança, Mineira, Mangueira and Vintém
In Posse and Madureira, Nilópolis, Xerém
Ou em qualquer lugar, eu vou te admirar

Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz!
Se o destino adjudicar
Esse amor poderá ser capaz
Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz
E depois que o baile acabar
Vamos nos encontrar logo mais

Os teus cabelos cobriam os lábios teus
Não permitindo encontrar os meus
E você é baixinha. Gatinha, eu vou parar
Mas tudo isso porque eu me sinto corão
Tu tens apenas metade da minha ilusão
Seus doze aninhos permitem somente um olhar
Pedofilia é crime! Denuncie.
Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz!
Se o destino adjudicar
Esse amor poderá ser capaz.
Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz
E depois que o baile acabar
Vamos nos encontrar logo mais!
Nosso sonho não vai terminar!


- Não tô valendo nada (Henrique e Juliano): que bonitoooo, que bonito, hein? Ficamos na dúvida se essa música é só descarada ou se é machista mesmo. Daí pensamos: se fossem duas mulheres cantando essa mesma letra, qual seria o julgamento da sociedade? Reflitam.

Letra:
Logo hoje que eu saí com a minha namorada
Pra fazer uma média com ela na balada
Essa menina também resolveu sair de casa
Toda produzida, a mais top da galáxia

Tá tirando onda, rebolando na minha frente
De saia curtinha, sorriso indecente
Ela é gostosa, só faz isso pra me provocar
Sabe que eu fico doido vendo ela dançar

Vou esperar minha mulher querer ir no banheiro
Aí eu ganho cinco minutinhos de solteiro
É rapidinho, ela nem vai desconfiar 

Eu tinha que ter vindo pra balada com os parceiro
Aí não dava outra, ia rolar, não tinha jeito
E lá em casa a gente ia se acabar 

Ai, tô valendo nada
Vish, a minha carne é fraca 
Nossa, assim você acaba me matando
Cê nem faz ideia do que eu tô imaginando

Ai, meu Deus do céu, não tô valendo nada
Vish, como a minha carne anda fraca
Nossa, assim você acaba me matando
Você nem faz ideia do que eu tô imaginando


- Faixa amarela (Zeca Pagodinho): sabe quando o "conto de fadas" - que já é um conceito questionável, vira uma história de terror? Pois bem. Essa letra representa exatamente isso. O cabra aparentemente apaixonado, quer dar o mundo à donzela. Ele planeja uma grande lista de presentes singelos e faz planos, muitos planos. Quando do nada, o cabra dé acometido pelo ritmo ratanga e começa já a planejar mentalmente uma vingança para o caso da amada vacilar. E claro: sua punição envolve muita agressão física.

Letra:
Eu quero presentear
A minha linda donzela
Não é prata nem é ouro
É uma coisa bem singela
Vou comprar uma faixa amarela
Bordada com o nome dela
E vou mandar pendurar
Na entrada da favela (2x)
No início, tudo era um mar de rosas nessa música
Vou dar-lhe um gato angorá
Um cão e uma cadela
Uma cortina grená para enfeitar a janela
Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela

Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela

E para o nosso papá vai ter bife da panela
Salada de petit-pois, jiló, chuchu e "bringela"
Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela

Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela

Vou fazer dela rainha do desfile da portela
Eu vou ser filho do rei, e ela minha cinderela
Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela

Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela

Eu quero presentear
A minha linda donzela
Não é prata nem é ouro
É uma coisa bem singela
Vou comprar uma faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela

E para gente se casar vou construir a capela
Dentro dum lindo jardim com flores, lago e pinguela
Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela

Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela
Nos minutos finais, o elemento revela seu caráter com ameaças: violência psicológica
Mas se ela vacilar, vou dar um castigo nela
Vou lhe dar uma banda de frente
Quebrar cinco dentes e quatro costelas
Vou pegar a tal faixa amarela
Gravada com o nome dela
E mandar incendiar
Na entrada da favela

Vou pegar a tal faixa amarela
Gravada com o nome dela
E mandar incendiar
Na entrada da favela

Vou comprar uma cana bem forte
Para esquentar sua goela
E fazer uma tira-gosto
Com galinha à cabidela
Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela

Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela

Eu quero presentear
A minha linda donzela
Não é prata nem é ouro
É uma coisa bem singela
Vou comprar uma faixa amarela
Bordada com o nome dela
E vou mandar pendurar
Na entrada da favela (3x)

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